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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

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Tag: velcro

Tipos de Botas: Engineer ou Motorcycle /Motociclista ou Motoqueiro – Este tipo de bota passou a ser utilizada por volta da década de 1950, mas entre seus diversos modelos, o modelo mais tradicional pode-se dizer que este tipo de bota é uma descendente direta da Riding Boot, ou Bota de Montaria/Equitação datado do Período Barroco, entre meados do século XVI e meados do século XVIII.

Desde a década de 1950 surgiram muitas variações deste modelo, com o intuito de adaptar estas botas aos diversos esportes que utilizam motocicletas e fazem necessidade das botas para proteção do usuário, assim surgiram:

  • Engineer ou Motorcycle / Engenheiro ou Motociclista – Modelo original utilizado desde a década de 1950, onde seus canos possuíam em torno de 30 cm, bicos arredondados, os solados possuem saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, geralmente os cabedais destes modelos são compostos por 3 partes, uma longa gáspea, traseiro e cano e são confeccionados em espessos couros quase sempre impermeáveis, para proteger as pernas e os pés do calor do motor, da chuva, de impactos e atritos, seu fechamento dá-se geralmente por correias afiveladas ajustáveis, não havendo a incidência de atacadores (cadarços), a fim de evitar o entrelaçamento em peças da motocicleta.

 

  • Racing Boots ou Botas de Corrida – Modelo projetado para corridas de motocicleta em pavimentação rígida (pista de corrida em asfalto ou concreto), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, plástico e outros materiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos há inúmeras partes blindadas superiores a qualquer outro tipo de bota, isso devido ao grande potencial de lesões proporcionado pela alta velocidade da atividade esportiva. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. A cor mais utilizada nestas botas é a preta, mas há inúmeras cores utilizadas, geralmente em detalhes, ou mesmo em todo o cabedal, uma vez que muitos procuram personalizar suas botas tais quais suas motocicletas.

 

  • Touring Boots ou Streets Boots / Botas de Turismo ou Botas de Rua – Modelo projetado especificamente para andar de motocicleta em pavimentos rígidos (rodovias ou estradas de asfalto, concreto ou similar), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, borracha, plástico e tecidos artificiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos não existe a necessidade de tantas áreas blindadas quanto as Racing Boots, uma vez que não são dedicadas as pistas, mas sim as estradas e rodovias. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. Em relação às cores, estas botas são bem mais discretas dos que as botas de corrida, sendo estas quase na suas totalidades pretas.

 

  • Motocross Boots / Botas de Motocross – Modelo projetado especialmente para Off-Road, Motocross (fora das estradas, ou todo tipo de terreno). Como estas botas são indicadas para o motociclismo em terrenos inóspitos, estando o usuário sujeito a galhos, pedras, terra e outros fragmentos que podem ferir não apenas os pés, mas também as pernas, estas botas são geralmente bem mais rígidas do que qualquer outro modelo de bota destinado ao motociclismo, assim sendo estas botas tem seu cano quase até a altura dos joelhos, ou seja, em torno de 40 cm de altura e são confeccionadas a partir de uma combinação de couro, metal, borracha e outros materiais sintéticos como plásticos e outros polímeros, a fim de proporcionar uma forma bem justa e confortável e não menos firme, os fechamentos destas botas se dão verticalmente e na parte externa do dano, por meio 4, ou 5 de tiras, ou correias ajustáveis com fivelas, ou outros mecanismos de fechamentos mais rápidos e práticos, neste modelo também há várias parte blindadas como bicos, traseiros e partes frontais dos canos, além saltos baixos que não ultrapassam os 2 cm, as bordas das solas geralmente são protegidas por chapas metálicas parafusadas aos solados. As cores mais comuns destas botas são as pretas ou brancas, mas outras cores como vermelho, azul, amarelo e verde (possivelmente combinado com preto ou branco), também estão disponíveis, muitos pilotos às vezes optam por usar botas brancas por que são mais facilmente visíveis.

 

  • Police Boots / Botas de Policiais – Modelo projetado para policiais motociclistas e são as mais semelhantes às Riding Boots, ou Botas de Montaria/Equitação, onde seus canos entre 45 e 53 cm costumam alcançar as alturas dos joelhos, os solados são produzidos em densa borracha e com saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, os cabedais são confeccionados em couro natural espesso, mas maleáveis de alto brilho, sendo compostos por 3 partes, uma ampla gáspea, traseiro e um longo cano, este cabedal é impermeável e protege contra as águas de chuvas e poças, além de proteger contra o calor exalado do motor, atritos e impactos, seus fechamentos dão-se geralmente por correias afiveladas nos topos dos canos. As botas fazem parte do uniforme do policial motociclista e um exemplo bem claro deste tipo de bota pode ser visto no seriado policial transmitido pela televisão nas décadas de 1970 a 1980 “CHiPs”.

 

  • Harness Boots – Modelo muito semelhante ao Engineer ou Motorcycle, muito utilizado na década de 1960, inspiradas nas botas de biqueira quadrada utilizadas pelo saldados norte-americanos na Guerra Civil do século XIX, tendo variações consideráveis nas alturas de seus canos, entre 25 e 95 cm, porém sendo a incidência maior entre 25 e 45 cm. O modelo tem como principal finalidade a de proteger os pés e pernas do motociclista, logo são produzidas em couros espessos e maleáveis, que dificultam a transmissão do calor gerado pelo escapamento e bloco do motor, o modelo possui ainda uma biqueira angular de aço revestida pelo couro do cabedal e seu forro, além de hastes de aço no traseiro, ao contrário de Engineer Boot, que tem tiras, ou cintas de couro ajustáveis por fivelas através do tornozelo, as Harness Boot possui um cinto não-ajustável no tornozelo de quatro tiras de couro e duas argolas de metal, uma tira atravessa a parte superior do pé no tornozelo, outra tira envolve a parte traseira do o pé no tornozelo e duas tiras de elevação mais exclusiva de cada lado do tornozelo, sendo estas quatro tiras atadas no lugar por dois anéis de metais, que estão localizados em cada lado do tornozelo. Os solados são geralmente produzidos em densa borracha e podem estar relativamente planos ou sobre saltos, ou tacões que não ultrapassam a altura de 2,5 cm podem ser tratorados, para uma melhor tração. As botas na quase totalidade são pretas e são muito populares entre os pilotos de Harley-Davidson e outras motos do estilo, entre membros da cena heavy metal e na sub cultura do couro.

Tipos de Botas: Cuissarde / Over The Knee Boots – O modelo foi batizado pelos franceses e nada mais é, do que uma bota com cano longuíssimo, que ultrapassa os joelhos podendo chegar até a virilha, este modelo tem sua origem nas botas utilizadas pelos piratas e contrabandistas, para ocultar objetos de valores roubados.

As principais características deste modelo é deixar coberta quase toda perna, ou pelo menos, até logo acima dos joelhos, geralmente até metade da coxa, porém existem modelos que alcançam até a altura da virilha, além é claro dos pés, ou seja, gáspea e trazeiro fechados estendendo-se ao cano extremamente longo, para facilitar o calce, na maioria das vezes o sistema de fechamento é feito por zíper, porém existem fechamentos por atacadores, botões e até velcro e em alguns modelos produzidos em elastano ou spandex (lycra), não há sistema de fechamento.

Estes modelos têm a necessidade de serem confeccionados bem justos as silhuetas, para não dificultar o caminhar, geralmente são produzidos em materiais alternativos, aos couros naturais, devido ao extenso comprimento do couro, logo acabam sendo produzidos em tecidos, couros sintéticos, elastano, spandex e vinil, em virtude do modelo deixar a silhueta bem definida, acaba tornando-o um modelos bastante sexy, o que traz a estes modelos de botas ares fetichistas.

Este modelo requer muita cautela e bom censo, pois ao menor descuido elas podem exalar um tom vulgar, ao invés de um look fashion e sensual. Estes modelos marcaram época nos cinemas, no início da década 1970, com o fila “Klute, o passado condena”, estrelado por Jane Fonda, e posteriormente no início da década de 1990 com o filme “Uma linda mulher”, estrelado por Julia Roberts.

A bota pode ter bico fino, redondo ou quadrado, além das variações de saltos baixo, médio, alto, ou mesmo sem salto, conhecidas como rasteiras.

Combi – o modelo tem seus primeiros registros no final da década de 1930, quando por conta da Grande Depressão e da 2ª Guerra Mundial, fatos estes, que acabaram impondo restrições a muitos materiais e entre eles, o couro. Logo as botas até então muito utilizadas, quase desapareceram devido aos desgastes do uso intenso e ao fato quase não serem mais produzidas pela falta do couro, que nos tempos de guerra eram direcionados aos calçados e outros utensílios dos para os soldados dos frontes de batalhas. Esse desaparecimento das botas muito utilizadas pelos camponeses no seu dia-a-dia de trabalho originou a criação de um novo calçado o “Combi”.

As principais características deste modelo é o de ser uma espécie de botina de cano muito curto e bordas almofadadas, com sistema de fechamento composto por 4 ilhoses e cadarços, sobre uma lingüeta macia, que atinge a altura do cano, este modelo possui ainda um bico bastante arredondado e amplo, que acaba tornando-o bastante confortável.

O modelo Combi, logo foi adaptado aos calçados infantis, sendo este um modelo amplamente utilizado pelas crianças de até uns 3 anos. Estas adaptações acabaram por evoluir e hoje têm seus cabedais produzidos em tecidos geralmente acolchoados e com fechamentos além de cadarços, com velcro e fivelas. Os solados rasteiros e geralmente em TR, E.V.A., SBR ou Borracha Crepe proporcionam boa estabilidade ao caminhar.

Amostra da coleção Via Scarpa Kids – 2010. Trabalho realizado para Zhoro Ind. e Com. de Calçados. Ltda.

Modelo: Sandália Ankle Strap

Material: Cabedal sintético, solado PU encapado e bordado e fechamento por velcro.

Coleção Via Scarpa Kids: 2010



Amostra da coleção Soft Machine – 2010, segmento street / surfwear.

Modelo: Chinelo

Material: Tiras de Nylon platina, passadores níquel escovado velcro  - Solado E.V.A. chumbo e platina.

Coleção Soft Machine: 2010

Amostra da coleção Soft Machine – 2010, segmento street / surfwear.

Modelo: Chinelo

Material: Sintético PU marine – Sintético PU marinho – Solado anatômico PU/TR – Fechamento e ajuste por velcro.

Coleção Soft Machine: 2010



Como já deve ser de conhecimento, o calçado nasceu da necessidade prover proteção aos pés do homem, para que este pudesse se locomover sobre terrenos ásperos e em condições climáticas desfavoráveis, também não há dúvidas de que os calçados são uma das grandes paixões femininas. A preocupação com o adorno dos pés acompanha a humanidade desde períodos pré-históricos.

Mesmo o calçado tendo sua origem na pré-história, há quem diga que eles não evoluíram muito ao longo do tempo, se comparado a outros produtos industrializados, com exceção do calçado esportivo de alta performance.

Embora existam inúmeras variações de modelos e estilos, o calçado de um modo geral pode ser dividido em seis partes:

Cabedal – Também conhecido por corte, é a parte estrutural superior do calçado, que tem como função proteger e proporcionar conforto à parte superior do pé, esta parte pode conter um único material, ou pode ser composta por vários materiais, como por exemplo:

  • Couro – Geralmente bastante resistente, com peso superior se comparado a outros materiais e impermeável, com exceções de alguns tipos de couros;
  • Tecido – Seja de algodão ou sintético, seu peso é bem inferior ao do couro, facilita a transpiração e mobilidade;
  • Laminados Sintéticos – Em muitos casos, podem ser confundidos com os couros, pois a evolução tecnológica permite uma aparência muito próxima, eles podem ser encontrados em PU, PVC e Misto, também podem ser tratados por forro.

Devido às variações de modelos e estilos, o cabedal pode conter: Lingüeta, cano, tiras e outros. Também dependendo do modelo, pode ser necessário a aplicação de biqueira ou couraça, a fim de reforçar e moldar o bico dos calçado.

Talão – Também conhecido como trazeiro, é a parte responsável pela sustentação do calcanhar e o posicionamento do tornozelo corretamente dentro do calçado. Nem todos os modelos possuem está parte, como por exemplo: Tamancos e mules. No entanto, modelos como scarpin, botas, tênis e outros possuem um reforço geralmente chamado de contraforte.

Sistema de Amarração – Também conhecido como tipo de fechamento são as estruturas responsáveis por em muitos modelos fixar o calçado no pé, dando estabilidade e firmeza na utilização. Os sistemas de amarração podem conter cadarços, ilhoses, passadores, fivelas, velcro, zíperes, tiras e outros.

Palmilha – É ela a responsável pela correta postura do pé dentro do calçado e pode ser dividida em:

  • Palmilha de Montagem – É responsável fixação do cabedal, salto e entressola, quando os modelos assim tiverem, além de fixar o solado. Em alguns modelos de calçados esta palmilha de montagem é acrescida de reforço e de alma de aço, a fim de criar sustentação e estabilidade;
  • Palmilha Interna ou Sobre Palmilha – Muito utilizada em calçados esportivos, sapatos masculinos e infantis, responsável por grande parte do conforto proporcionado ao pé. Hoje muitas indústrias investem em tecnologia na construção desta peça, que geralmente contém formato anatômico e são produzidas em EVA e PU, outras mais simples, são produzidas em espuma látex.

Entressola – Muito comum em calçado esportivo e é responsável pela absorção da maior parte do impacto e controle de movimentos, geralmente produzida em PU e EVA. Em muitos modelos, é aí que são fixados os sistemas de amortecimentos, a entressola fica localizada entre o Cabedal, Palmilha de Montagem e Sola, em modelos de calçados que utilizam meias-patas, estas podem ser consideradas entresolas, embora geralmente rígida não absorva impacto.

Solado – Parte que fica em contato direto com o solo, logo é a parte responsável pela tração e a estabilidade durante a utilização do calçado, geralmente leves e flexíveis, podendo ser produzidos em TR, PU, PVC, EVA, Couro e outros. Estes solados devem conter ranhuras, a fim e torná-los antiderrapantes. Os saltos em modelos que assim os têm, podem ser considerados como partes dos solados, eles são fixados nas palmilhas de montagem, geralmente são produzidos em ABS, PS, Policarbonato e PU, os saltos possuem tacões nas extremidades que ficam em contato com o chão, estes tacões geralmente são produzidos em TPU.