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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: tira

Toe Shoes /Calçados de Dedos – trata-se um modelo de calçado bastante peculiar, uma vez que ao ser visualizado pela primeira vez, com certeza não passa por despercebido. Este tipo de calçados surge na primeira década do século XXI, sendo até chama por alguns de: “O calçados do século XXI”, num mercado onde quase todas as opções de novos modelos parecem esgotadas, eis que surge por volta de 2006, o Toe Shoe ou Calçados de Dedos.

O modelo em questão trata de calçado com uma forma muito, mas muito semelhante a dos pés, tal qual nenhum outro modelo aproxima-se tanto, pois este é composto de compartimentos individuais para cada um dos dedos, ou seja, “um calçado com cinco dedos em cada pés”, isso mesmo, um calçado com cinco dedos por pé, geralmente produzido em neoprene ou semelhantes o que facilita o calce devido a elasticidade, já que na maioria dos modelos não existe sistema de fechamento, embora alguns modelos já utilizem tiras de velcro, ou engates rápidos com presilhas, além de um solado muito fino e flexível e antiderrapante de borracha ou termoplásticos, Logicamente muitas variações ainda surgirão. Estima-se que hoje exista cerca de uma dezena de empresas que produzem este tipo de calçado, porém acredita-se que isto será uma crescente para os próximos tempos, porém ainda é difícil definir se isto é, ou será apenas um modismo, ou se realmente veio para fica, mas alguns dos grandes fabricantes de calçados esportivos já incorporaram em suas linhas de produção tal modelo, como por exemplo, a Fila.

Uma recente campanha publicitária da Fila, inicialmente em outdoors onde é exibido um modelo do Toe Shoes, pergunta : “ Que diabos é isto?”. É bastante provável que a campanha queira despertar no público, a curiosidade em conhecer melhor este novo produto.

O fato é que trata-se de uma forma inovadora para os calçados e isso despertou o interesse por alguns esportistas amadores adeptos a corridas que relatam uma sensação muito agradável de correr ou caminhar descalços, mas com uma proteção para as solas dos pés. Também despertou o interesse por muitos militares americanos, que vinham aderindo a este tipo de calçado com bastante intensidade, porém o comando das forças armadas americana proibiu a utilização destes calçados pelos integrantes de suas forças militares, alegando que tratava-se de um modismo bastante descontraído e os militares deveriam manter a impressão de seriedade na composição de seus trajes e personalidades, logicamente isto tem gerado muita controvérsia nas forças armadas e mesmo fora dela.

 


 











Tipos de Botas: Tanker Boot – Este tipo de calçado trata-se uma bota de combate específica para a cavalaria mecanizada, ou cavalaria blindada, denominação dada aos carros de combate blindados, na sua maioria os que utilizam lagartas, conhecidos também como tanques de combate. Especula-se que este tipo de bota tenha sido incorporado as forças armadas, pelo Capitão Norte-Americano George S. Patton Jr. da Companhia de Tanques, após ter observado a utilização destes modelos de botas por alguns tripulantes dos tanques de combates franceses, ainda durante a I Guerra Mundial.

As principais características destes calçados são:

  • Fechamentos por meio de tiras, ou correias que estendem-se deste as gáspeas até as bordas dos canos, sendo as fixações efetuadas por meios de fivelas metálicas. Este tipo de fechamento além de proporcionar boa fixação e regulagem aos mais diversos tipos de pés e pernas, assim como os cadarços, mas ao invés dos cadarços que podem ter suas laçadas facilmente desfeitas e presas há uma infinidade de peças expostas e móveis no interior do tanque;
  • Cabedais preferencialmente produzidos em couros impermeáveis, ou em couros que podem receber tratamentos pós-produção, como a aplicação de graxas, ou ceras para calçados, a fim de torna-las impermeáveis, uma vez que as linguetas também têm suas laterais fixadas as laterais dos canos por meios de costuras, o que impede a entrada de água e lama, o que é muito comum aos tripulantes de tanques que utilizam-se de lagartas devido aos terrenos enfrentados por essas máquinas, além dos diversos líquidos químicos que podem trazer risco a pele e a saúde dos tripulantes como:  Fluído hidráulico de transmissão, fluído de turbina, graxa, óleos e combustíveis;
  • Proteção metálica, geralmente em aço nas biqueiras, entre o couro externo e forro interno, os traseiros destes modelos também recebem proteção por finas chapas de aço, ou hastes plásticas, alguns outros modelos podem receber reforços em outras partes;
  • Os canos podem sofrer algumas pequenas variações de altura, mas em modo geral ficam em torno dos 35cm;
  • Solados em couro e borracha relativamente grossos e com ranhuras, ou desenhos bastante antiderrapantes e resistentes a altas temperaturas, que podem ser enfrentadas em caso de acidente que necessite a evacuação por motivo de incêndio;
  • Detalhes no cabedal e peças em nylon, lona, ou qualquer outro tipo de tecidos são evitados, pois poderiam derreter, ou queimar ao serem encostadas em diversas partes dos equipamentos que adquirem altas temperaturas;
  • Embora haja com todos os artifícios que buscam proteção, há uma preocupação com um mínimo de conforto, pois poder ser observado nas últimas guerras, como a do Golfo Pérsico, onde alguns tripulantes dos carros de combate chegaram a travar batalhas de até 100 horas, ou seja chegaram a ficar calçados com estas botas por até 100 horas consecutivas.

 











Tipos de Botas: Engineer ou Motorcycle /Motociclista ou Motoqueiro – Este tipo de bota passou a ser utilizada por volta da década de 1950, mas entre seus diversos modelos, o modelo mais tradicional pode-se dizer que este tipo de bota é uma descendente direta da Riding Boot, ou Bota de Montaria/Equitação datado do Período Barroco, entre meados do século XVI e meados do século XVIII.

Desde a década de 1950 surgiram muitas variações deste modelo, com o intuito de adaptar estas botas aos diversos esportes que utilizam motocicletas e fazem necessidade das botas para proteção do usuário, assim surgiram:

  • Engineer ou Motorcycle / Engenheiro ou Motociclista – Modelo original utilizado desde a década de 1950, onde seus canos possuíam em torno de 30 cm, bicos arredondados, os solados possuem saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, geralmente os cabedais destes modelos são compostos por 3 partes, uma longa gáspea, traseiro e cano e são confeccionados em espessos couros quase sempre impermeáveis, para proteger as pernas e os pés do calor do motor, da chuva, de impactos e atritos, seu fechamento dá-se geralmente por correias afiveladas ajustáveis, não havendo a incidência de atacadores (cadarços), a fim de evitar o entrelaçamento em peças da motocicleta.

 

  • Racing Boots ou Botas de Corrida – Modelo projetado para corridas de motocicleta em pavimentação rígida (pista de corrida em asfalto ou concreto), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, plástico e outros materiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos há inúmeras partes blindadas superiores a qualquer outro tipo de bota, isso devido ao grande potencial de lesões proporcionado pela alta velocidade da atividade esportiva. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. A cor mais utilizada nestas botas é a preta, mas há inúmeras cores utilizadas, geralmente em detalhes, ou mesmo em todo o cabedal, uma vez que muitos procuram personalizar suas botas tais quais suas motocicletas.

 

  • Touring Boots ou Streets Boots / Botas de Turismo ou Botas de Rua – Modelo projetado especificamente para andar de motocicleta em pavimentos rígidos (rodovias ou estradas de asfalto, concreto ou similar), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, borracha, plástico e tecidos artificiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos não existe a necessidade de tantas áreas blindadas quanto as Racing Boots, uma vez que não são dedicadas as pistas, mas sim as estradas e rodovias. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. Em relação às cores, estas botas são bem mais discretas dos que as botas de corrida, sendo estas quase na suas totalidades pretas.

 

  • Motocross Boots / Botas de Motocross – Modelo projetado especialmente para Off-Road, Motocross (fora das estradas, ou todo tipo de terreno). Como estas botas são indicadas para o motociclismo em terrenos inóspitos, estando o usuário sujeito a galhos, pedras, terra e outros fragmentos que podem ferir não apenas os pés, mas também as pernas, estas botas são geralmente bem mais rígidas do que qualquer outro modelo de bota destinado ao motociclismo, assim sendo estas botas tem seu cano quase até a altura dos joelhos, ou seja, em torno de 40 cm de altura e são confeccionadas a partir de uma combinação de couro, metal, borracha e outros materiais sintéticos como plásticos e outros polímeros, a fim de proporcionar uma forma bem justa e confortável e não menos firme, os fechamentos destas botas se dão verticalmente e na parte externa do dano, por meio 4, ou 5 de tiras, ou correias ajustáveis com fivelas, ou outros mecanismos de fechamentos mais rápidos e práticos, neste modelo também há várias parte blindadas como bicos, traseiros e partes frontais dos canos, além saltos baixos que não ultrapassam os 2 cm, as bordas das solas geralmente são protegidas por chapas metálicas parafusadas aos solados. As cores mais comuns destas botas são as pretas ou brancas, mas outras cores como vermelho, azul, amarelo e verde (possivelmente combinado com preto ou branco), também estão disponíveis, muitos pilotos às vezes optam por usar botas brancas por que são mais facilmente visíveis.

 

  • Police Boots / Botas de Policiais – Modelo projetado para policiais motociclistas e são as mais semelhantes às Riding Boots, ou Botas de Montaria/Equitação, onde seus canos entre 45 e 53 cm costumam alcançar as alturas dos joelhos, os solados são produzidos em densa borracha e com saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, os cabedais são confeccionados em couro natural espesso, mas maleáveis de alto brilho, sendo compostos por 3 partes, uma ampla gáspea, traseiro e um longo cano, este cabedal é impermeável e protege contra as águas de chuvas e poças, além de proteger contra o calor exalado do motor, atritos e impactos, seus fechamentos dão-se geralmente por correias afiveladas nos topos dos canos. As botas fazem parte do uniforme do policial motociclista e um exemplo bem claro deste tipo de bota pode ser visto no seriado policial transmitido pela televisão nas décadas de 1970 a 1980 “CHiPs”.

 

  • Harness Boots – Modelo muito semelhante ao Engineer ou Motorcycle, muito utilizado na década de 1960, inspiradas nas botas de biqueira quadrada utilizadas pelo saldados norte-americanos na Guerra Civil do século XIX, tendo variações consideráveis nas alturas de seus canos, entre 25 e 95 cm, porém sendo a incidência maior entre 25 e 45 cm. O modelo tem como principal finalidade a de proteger os pés e pernas do motociclista, logo são produzidas em couros espessos e maleáveis, que dificultam a transmissão do calor gerado pelo escapamento e bloco do motor, o modelo possui ainda uma biqueira angular de aço revestida pelo couro do cabedal e seu forro, além de hastes de aço no traseiro, ao contrário de Engineer Boot, que tem tiras, ou cintas de couro ajustáveis por fivelas através do tornozelo, as Harness Boot possui um cinto não-ajustável no tornozelo de quatro tiras de couro e duas argolas de metal, uma tira atravessa a parte superior do pé no tornozelo, outra tira envolve a parte traseira do o pé no tornozelo e duas tiras de elevação mais exclusiva de cada lado do tornozelo, sendo estas quatro tiras atadas no lugar por dois anéis de metais, que estão localizados em cada lado do tornozelo. Os solados são geralmente produzidos em densa borracha e podem estar relativamente planos ou sobre saltos, ou tacões que não ultrapassam a altura de 2,5 cm podem ser tratorados, para uma melhor tração. As botas na quase totalidade são pretas e são muito populares entre os pilotos de Harley-Davidson e outras motos do estilo, entre membros da cena heavy metal e na sub cultura do couro.

 











Tipos de Botas: Cage Boot / Bota Gaiola – O modelo causou bastante polêmica quando foi apresentado pela grife YSL (Yves Saint Laurent), que é considerada a criadora deste estilo com o modelo lançado na coleção européia primavera/verão em 2009, onde chamou a atenção de muitos, por sua ousadia, o modelo, ou estilo foi colocado em check por muitos profissionais do setor calçadista, mas o modelo acabou caindo no gosto do público feminino e incorporado pela moda mundial. O modelo também é conhecido aqui no Brasil como botas gaiolas.

As principais características destes modelos são suas estruturas básicas de botas, mas estas estruturas diferenciam-se das tradicionais, por sua estrutura ser formada por tiras, ou micro-tiras entrelaçadas que tomam forma semelhantes as grades, além de serem dotadas de saltos que variam de baixos, médios e altos, com espessuras variadas, sendo que muitos destes saltos também seguem a estrutura de grades na composição de sua forma.

As cages boots são consideradas muito arrojadas e bastante contemporâneas, muitas vezes confundidas com as Open Boots e inspiraram outros estilos como as Cage Sandals, ou sandálias gaiolas.

 











Tipos de Botas: Cut-Out Boot / Open Boot – Estes modelos de calçados são originados da fusão de outros dois modelos de calçados muito tradicionais, que são as botas e as sandálias. Estes modelos ganharam destaque e caíram nos gostos femininos já no século XXI, inicialmente os modelos foram revelados pelas Drags Queens ainda no final do século XX.

Estes modelos podem ser utilizados tanto no inverno quanto no verão, pois as variações destes modelos hora trazem modelos mais abertos ideais para o verão, hora modelos mais fechados ideais para o inverno.

As principais características destes modelos são suas estruturas básicas de botas, que às vezes possuem canos baixos, médios e altos e com vários recortes, vazados e tiras deixando uma ou mais partes dos pés a mostra, muitas vezes deixando a impressão de ser um misto de sandália com bota e outras vezes, um misto de bota com sandália.

As cut-out boots, ou open boots poder ter bicos finos, arredondados, ou quadrados, além das variações de saltos baixos, médios e altos. O modelo é indicado para pessoas de maior estatura, com tornozelos normais, ou finos, uma vez que o modelo pode achatar a silhueta.

A nomenclatura cut-out boot, ou open boot vem de idioma inglês, que significam:

  • Cut-Out = Recorte;
  • Boot = Bota.

Ou seja, bota recortada.

 

  • Open = Aberta;
  • Boot = Bota.

 Ou seja, bota aberta.

 











Tipos de Botas: Galocha – Diferentemente do que muitos pensam a galocha inicialmente não tratava-se de uma bota, mas sim de utensílio utilizado para não sujar os calçados de lama e poeira, pois serviam para serem calçados já sobre os calçados. Originalmente tratava-se de uma plataforma de madeira, que era atada aos pés já calçados por uma correia, ou tira de couro, que era presa por meio de uma fivela e também eram conhecidas por Pattens. Estes modelos seguiram sem muita evolução e foram muito populares entre os séculos XIV a XVII, já no final desse período notou-se uma evolução, onde as correias, ou tiras foram substituídas por um cabedal de couro, o que proporcionava melhor fixação e proteção aos calçados. Com o passar do tempo e o desuso deste modelo, o termo passou a ser utilizado para designar outros modelos de calçados que tinham a função ou de proteger os pés, meias, ou mesmo outros calçados da lama, água, poeira e outros e em busca dessa proteção acabou-se adquirindo um cano e tronando-se uma bota.

Já nos meados do século XX, as galochas tornaram-se sinônimos de calçados de segurança, com o emprego da borracha como sua principal matéria-prima tornando-as impermeáveis.

No Brasil as galochas tornaram-se muito populares pelo nome “Botas 7 Léguas”, nome este adquirido da marca de uma indústria que as produziam.

As principais características destes modelos desde século XX são as de possuírem canos médios, amplos bicos arredondados, confeccionadas em materiais impermeáveis como borrachas, ou plásticos, originalmente produzida em peça única, ou seja, o solado, cabedal e cano são provenientes do mesmo material injetado de uma só vez, não existindo a necessidade de colagem ou costura. Porém existem modelos compostos por mais de uma peça, nestes casos a colagem (fusão do material) é feita por um processo denominado por colagem por alta freqüência. Os modelos na sua maioria possuem pequenos saltos, para darem as inclinações ideais aos calçados, possuindo ainda solados tratorados, geralmente não possuem quaisquer sistemas de aberturas, ou fechamentos que facilite o calce.

As galochas viraram objetos de moda, devido aos avanços tecnológicos ocorridas nas últimas décadas nas indústrias de injetados plásticos e emborrachados, onde as adições de cores, estampas, trabalhados em altos e baixos relevos elevaram os status destes produtos e os levaram a cair nas graças da indústria da moda.

Assim o modelo chegou às passarelas dos principais pólos da moda e viraram Hits em muitos países, principalmente os que registram baixas temperaturas. O modelo exala um ar despojado e juvenil.

 












Tipos de Botas: Equitação / Montaria / Riding – O modelo originário é datado do período Barroco entre meados do século XVI e meados do século XVIII, nesta época as botas em geral eram muito utilizadas pelo público masculino, a isto atribui-se ao momento histórico conturbado da inquisição e  guerras, logo as cavalarias que atuavam nestes conflitos faziam o uso deste modelo de bota, já neste período estas botas eram feitas dos melhores couros. Estas botas com o passar dos tempos foram sendo incorporada no dia-a-dia em longas cavalgadas, ou mesmo em curtos passeios a cavalo.

As principais características deste modelo é seu longo cano que chega até logo abaixo dos joelhos, geralmente com cano inteiriços e lisos, o seu longo cano evita o contato da perna, ou melhor, da calça com o rústico couro das selas dos cavalos, alguns modelos podem conter alças nas laterais dos canos, ou mesmo nas partes frontais ou traseiras destes canos, isso para facilitar o calce utilizando-se destas alças para puxar as botas ao calçar. Possuem também um bico amplo e arredondado com reforço especial no bico para proteger e dar o conforto necessário ao cavaleiro na condução do cavalo. Os solados possuem poucas ranhuras, o que facilita a entrada das botas no estribo, o solado possui um salto, ou tacão que geralmente não ultrapassa os 2,5 cm, este salto, ou tacão facilita o encaixe dos pés nos estribos, impedindo que os pés sejam lançados muito a frente, ou escorregue dificultando o equilíbrio do cavaleiro.  Geralmente os cabedais destes modelos são compostos por 3 partes, uma longa gáspea, traseiro e cano.

A bota de equitação, ou montaria inicialmente tratava-se de um modelo masculino, utilizado em equitação, mas já há algum tempo, os modelos foram adaptados as necessidades femininas e muitas vezes ganharam detalhes e acabaram caindo nos gostos femininos e passaram a integrar os closets femininos como mais um item de moda.

 











Patten / Patyns / Galochas / Clogges – este modelo teve sua origem na Idade Média e foram utilizadas até o século XIX, sendo utilizadas sobre outros calçados, onde tinha a função de elevar os pés para proteger os calçados da lama e da sujeira muito comum nas ruas não pavimentadas da época.

As principais características deste modelo eram seus solados grossos solados de madeira em peça única, que continham tiras, ou correias que circundavam os pés e aram fixadas nas cepas de madeira, a fim de acomodar os pés já calçados. Houve variações nestes modelos, onde as plataformas de madeira adquiriam estrutura metálica circular sob estas cepas, outra variação era as cepas de madeira com duas elevações uma sob o calcanhar e outra sob o metatarso.

A denominação Patten teve sua origem provavelmente do francês antigo, que refere-se a “Pata”, ou a “Casco”. O modelo tratava-se de um calçado unissex e muito utilizado no século XV, em conjunto ao modelo muito popular na época a Polaina, que eram aqueles calçados com bicos afunilados e extremamente compridos.

Este modelo também é conhecido em outros países como: Patyns,  Galochas e Clogges.

 












Gladiador / Rasteirinhas – o modelo trata-se de uma variação das sandálias, originário na Roma Antiga século VII a.C., calçados tradicionais das legiões eram as botas de canos curtos que descobriam os dedos, ou uma espécie de sandálias bastante rústicas de couro pesado e solados grossos, muitas vezes presos com taxas de bronze.

A principal característica deste modelo é de ser um calçado rasteiro, ou seja, sem salto e geralmente com um baixíssimo tacão para dar a inclinação necessária ao modelo, com solado de couro, couroplac, ou similares, além é claro de suas tiras, que podem variar sua largura de modelo para modelo deixando boa parte do pé amostra, sendo que estas tiras não devem passar dos tornozelos, sendo estas tiras as responsáveis pela fixação ao solado, porém esta fixação deve-se dar tanto na parte dianteira quanto na trazeira do calçado.

As gladiadoras vêm ganhando muito espaço nesta década dos anos 2000, devido ao conforto proposto pela falto do salto e por se tratar de um calçado aberto de fácil transpiração, ideal para os dias quentes do verão.

 












Como já deve ser de conhecimento, o calçado nasceu da necessidade prover proteção aos pés do homem, para que este pudesse se locomover sobre terrenos ásperos e em condições climáticas desfavoráveis, também não há dúvidas de que os calçados são uma das grandes paixões femininas. A preocupação com o adorno dos pés acompanha a humanidade desde períodos pré-históricos.

Mesmo o calçado tendo sua origem na pré-história, há quem diga que eles não evoluíram muito ao longo do tempo, se comparado a outros produtos industrializados, com exceção do calçado esportivo de alta performance.

Embora existam inúmeras variações de modelos e estilos, o calçado de um modo geral pode ser dividido em seis partes:

Cabedal – Também conhecido por corte, é a parte estrutural superior do calçado, que tem como função proteger e proporcionar conforto à parte superior do pé, esta parte pode conter um único material, ou pode ser composta por vários materiais, como por exemplo:

  • Couro – Geralmente bastante resistente, com peso superior se comparado a outros materiais e impermeável, com exceções de alguns tipos de couros;
  • Tecido – Seja de algodão ou sintético, seu peso é bem inferior ao do couro, facilita a transpiração e mobilidade;
  • Laminados Sintéticos – Em muitos casos, podem ser confundidos com os couros, pois a evolução tecnológica permite uma aparência muito próxima, eles podem ser encontrados em PU, PVC e Misto, também podem ser tratados por forro.

Devido às variações de modelos e estilos, o cabedal pode conter: Lingüeta, cano, tiras e outros. Também dependendo do modelo, pode ser necessário a aplicação de biqueira ou couraça, a fim de reforçar e moldar o bico dos calçado.

Talão – Também conhecido como trazeiro, é a parte responsável pela sustentação do calcanhar e o posicionamento do tornozelo corretamente dentro do calçado. Nem todos os modelos possuem está parte, como por exemplo: Tamancos e mules. No entanto, modelos como scarpin, botas, tênis e outros possuem um reforço geralmente chamado de contraforte.

Sistema de Amarração – Também conhecido como tipo de fechamento são as estruturas responsáveis por em muitos modelos fixar o calçado no pé, dando estabilidade e firmeza na utilização. Os sistemas de amarração podem conter cadarços, ilhoses, passadores, fivelas, velcro, zíperes, tiras e outros.

Palmilha – É ela a responsável pela correta postura do pé dentro do calçado e pode ser dividida em:

  • Palmilha de Montagem – É responsável fixação do cabedal, salto e entressola, quando os modelos assim tiverem, além de fixar o solado. Em alguns modelos de calçados esta palmilha de montagem é acrescida de reforço e de alma de aço, a fim de criar sustentação e estabilidade;
  • Palmilha Interna ou Sobre Palmilha – Muito utilizada em calçados esportivos, sapatos masculinos e infantis, responsável por grande parte do conforto proporcionado ao pé. Hoje muitas indústrias investem em tecnologia na construção desta peça, que geralmente contém formato anatômico e são produzidas em EVA e PU, outras mais simples, são produzidas em espuma látex.

Entressola – Muito comum em calçado esportivo e é responsável pela absorção da maior parte do impacto e controle de movimentos, geralmente produzida em PU e EVA. Em muitos modelos, é aí que são fixados os sistemas de amortecimentos, a entressola fica localizada entre o Cabedal, Palmilha de Montagem e Sola, em modelos de calçados que utilizam meias-patas, estas podem ser consideradas entresolas, embora geralmente rígida não absorva impacto.

Solado – Parte que fica em contato direto com o solo, logo é a parte responsável pela tração e a estabilidade durante a utilização do calçado, geralmente leves e flexíveis, podendo ser produzidos em TR, PU, PVC, EVA, Couro e outros. Estes solados devem conter ranhuras, a fim e torná-los antiderrapantes. Os saltos em modelos que assim os têm, podem ser considerados como partes dos solados, eles são fixados nas palmilhas de montagem, geralmente são produzidos em ABS, PS, Policarbonato e PU, os saltos possuem tacões nas extremidades que ficam em contato com o chão, estes tacões geralmente são produzidos em TPU.