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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: tecido

6/37 – Corte de palmilhas de montagem por balancin

Aqui pode ver o processo de corte mecanizado via balancin das palmilhas de montagens, os materiais podem variar de acordo com os tipos de calçados, logo podem ser: Papelão, tecido, PVC, PU etc…

 

Entrevista concedida a repórter Silvia Kröff do jornal Exclusivo e revistas Lançamentos, que ajudou a compor a matéria publicada no site, sobre tendências em saltos e solados de calçados para outono / inverno 2011.

Site especializado no setor coureiro/calçadista.

http://www.exclusivo.com.br/Noticias/58772/Inverno

Integra da Entrevista:

Quais são os principais tipos de solados e saltos utilizados no mercado atualmente?

Sem a menor sombra de dúvida o verão 2011, será dominado pelas meias-patas, uma vez que estas continuarão ditando a moda, estas meias-patas estarão presentes nos mais variados modelos, seja nas tradicionais Sandálias, o modelo oficial do verão, seja nas Cut-Out Boots, ou se preferir Open Boots, uma vez que mesmo com o final do inverno estes modelos continuarão a dar o ar da graça, ainda os modelos mais tradicionais como os Scarpins e os Pep Toes poderão ser encontrados em versões meias-patas e logicamente os Clogs que já fizeram-se presentes no inverno 2010, também poderão ser encontrados não só em cepas de madeiras e injetadas, mas também em versões meias-patas. Vale ainda ressaltar que estas meias-patas de modo geral serão encapadas.

Nos saltos que acompanham as meias-patas existem algumas variações, que podem ir dos finos saltos como o Stiletto, passando pelos retos Prismas e Estacas chegando aos mais volumosos como os Cones e Blocks, evidentemente todos com alturas consideráveis para fazerem frente as meias-patas.

Aos modelos mais tradicionais como os Scapin, Peep Toes, D’orsey, que não utilizem-se das meias patas, os saltos tendem a perder um pouco da altura, ficando em uma estatura mediana, ou seja, de certo modo os saltos estarão diminuindo.

Referente aos solados as plataformas, eles ganham força já no verão 2011 estando quase na totalidade encapados por diversos materiais, como fachetes, ráfia, juta, tecidos, cortiça e couros com e sem flor.

 

Quais as principais características dos solados e dos saltos que estarão presentes na próxima temporada de inverno 2011?

No quesito saltos, embora haja certa pressão para que estes percam um pouco de suas alturas estabelecendo-se como os mais indicados, os saltos médios, o reinado dos saltos continuará a imperar, onde os modelos com linhas retas como os Prismas, ou Ponteiras, os Estacas e falando-se na presença de saltos altos, não podemos deixar de lado o tradicional Stiletto, outro modelo que deve marcar uma discreta presença é o salto Cubano. Saltos estes que podem surgir tanto pintados como encapados, porém deve sim predominar os encapados do mesmo material e cor do cabedal.

Na questão de solados, as meias-patas devem continuar dando o ar da graça, recebendo em alguns casos soletas tratoradas, ou mesmo as meias-patas tratoradas.

As Plataformas continuarão marcando presença e ao exemplo do verão 2011, continuarão sendo na maioria das vezes encapadas e conforme os saltos, encapadas no mesmo material do cabedal.

 

 De que matéria-prima estão sendo feitos os solados e os saltos?

As meias-patas podem ser produzidas em vários materiais, tudo vai depender da qualidade e peso desejado, onde os materiais injetados mais nobres como o ABS (Acrylonitrile Butadiene Styrene), que são mais resistentes e permitem a melhor fixação por meios de parafusos e são ideais para receber pintura, porém têm um maior peso, também podem ser encontradas em PS (Poliestireno), material não tão nobre quanto o ABS, porém de boa resistência, mas de não tão bom acabamento para pintura, ideal para ser encapado. Existem as possibilidades ainda para encape e de menor peso, as produzidas em PVC (Cloreto de Polivinila) e PU (Poliuretano), estes de menor peso, porém de resistência questionável. Estas meias-patas recebem soletas de couroplac, neolite ou couro, em outros poucos casos recebem soletas de TR (Thermoplastic Rubber), ou SBR (Styrene Butadiene Rubber) de estilo tratorado.

Os saltos já não dispõem tantas variedades de materiais como as meias-patas, uma vez que as alturas consideráveis requerem materiais de maiores resistências e qualidades, sendo que nos saltos pintados o ABS (Acrylonitrile Butadiene Styrene), ainda é a melhor opção por sua ótima resistência e excelente qualidade no acabamento da pintura, já para os saltos encapados o PS (Poliestireno) é uma boa opção.

Já os solados injetados são encontrados na maioria das vezes em PU (Poliuretano), porém o fato de estarem sendo encapados abrem-se as possibilidades para uma maior produção de solados em PVC (Cloreto de Polivinila) Expandido, ou EVA (Espuma Vinílica Acetinada) Expandido, sendo estes dois últimos uma ótima opção para a substituição do PU, que não é aceito Pela Comunidade Européia devido a seus malefícios causados ao meio ambiente. Ainda na questão dos solados, os rasteiros também conhecidos como Flats obviamente estarão presentes em virtude das conhecidas e adoradas rasteirinhas e das sapatilhas, onde estes solados podem ser de Couro, Couroplac, Neolite, TR e Micro, onde os destaques devem ficar a cargo do Couroplac e TR (Thermoplastic Rubber). Não podemos deixar de citar, as cepas em madeira trazidas de volta pelos Clogs.

  

Como se dá a evolução no segmento de solados e saltos?

(Não sei se entendi direito a questão).

A evolução se dá basicamente devido criação de novos compostos químicos, que agregam valores como: Leveza, resistência, estabilidade, absorção de impacto, impermeabilidade, isolamento de frio e calor, acabamento, além de possibilitar novas estruturas (formas) devido a muitas destas características. Com base nestes novos compostos a indústria de solados e saltos tem investido em tecnologias de desenvolvimento de produtos, como sistemas CAD, CNC Mecânico/Laser e a nova Prototipagem Rápida conhecida como Impressão 3D, que pode ser aplicada não só protótipo do solado e salto, mas também em protótipos de matrizes, o que proporciona velocidade e redução de custos no desenvolvimento, além de elevar a um patamar muito superior aos que não utilizam esta tecnologia. O grande desafio para o setor está ligado à questão ambiental, uma vez que a grande maioria matéria-prima e mesmo dos produtos acabados são degradáveis ao meio ambiente.

 

O verão 2011 é de saltos trabalhados. E para o inverno 2011?

Tanto para o verão 2011, quanto para o Inverno 2011, os saltos estão mais sobreis, ou clássicos, diferentemente dos saltos de algumas coleções atrás, onde os saltos esculturais eram a novidade, logicamente formas inusitadas, ou não muito convencionais devem surgir, porém não devem encontrar aceitações consideráveis. As novidades no quesito saltos devem ficar a cargo dos acabamentos, sejam eles pintados, ou encapados, onde muitos dos encapados podem misturar materiais distintos.

 

As plataformas ganham destaque no inverno 2011? Por que?

Sim ganham, tudo indica que as plataformas injetadas estão dispostas a recuperar seu espaço na moda, uma vez que estes reinaram quase que absolutos na década de 1990, onde durante a década de 2000 foram suplantados pelos saltos, sendo que nesta nova década que inicia-se pode marcar a retomada deste tipo de solado, isso deve-se também as tendências Rock e Militarismo, que se farão presentes no inverno 2011 e ao fato de que a moda é cíclica e estes tipos de solados, já não estavam em evidências há muitas temporadas e ao que tudo indica voltaram com força considerável.

 

Algo que deseje comentar.

A ditadura rígida da moda, já há algum tempo perdeu seu espaço e com a conjuntura global, desde então, a moda foi buscar nas ruas inspirações para satisfazer as necessidades de seus consumidores, sejam essas necessidades básicas ou não. Isto fez com que houvesse cada vez mais a necessidade de pesquisa, não só de tendências, mas de comportamento e principalmente de anseios ainda desconhecido por parte dos consumidores, esta última é com certeza a mais desafiadora e a mais promissora, pois hoje a competição acirrada, a qualidade deixou de ser diferencial e passou a ser básica (commodities), também devido a esta competição a diferença de preços entre concorrentes são bastante pequenas, logo a qualidade e preço, teoricamente não devem ser diferenciais, então o diferencial passa a ser o encantamento, a surpresa, a emoção, logo passamos a trabalhar com valores subjetivos, valores difíceis quantificar e são esses valores, que passam a impulsionam a compra e a agregar valores aos produtos. Portanto a indústria calçadista necessita estar qualificada e dispor de profissionais hábeis e preparados para trabalhar com esta nova realidade, que na verdade nem é tão nova assim, mas que muitos ainda não perceberam.

 



Combi – o modelo tem seus primeiros registros no final da década de 1930, quando por conta da Grande Depressão e da 2ª Guerra Mundial, fatos estes, que acabaram impondo restrições a muitos materiais e entre eles, o couro. Logo as botas até então muito utilizadas, quase desapareceram devido aos desgastes do uso intenso e ao fato quase não serem mais produzidas pela falta do couro, que nos tempos de guerra eram direcionados aos calçados e outros utensílios dos para os soldados dos frontes de batalhas. Esse desaparecimento das botas muito utilizadas pelos camponeses no seu dia-a-dia de trabalho originou a criação de um novo calçado o “Combi”.

As principais características deste modelo é o de ser uma espécie de botina de cano muito curto e bordas almofadadas, com sistema de fechamento composto por 4 ilhoses e cadarços, sobre uma lingüeta macia, que atinge a altura do cano, este modelo possui ainda um bico bastante arredondado e amplo, que acaba tornando-o bastante confortável.

O modelo Combi, logo foi adaptado aos calçados infantis, sendo este um modelo amplamente utilizado pelas crianças de até uns 3 anos. Estas adaptações acabaram por evoluir e hoje têm seus cabedais produzidos em tecidos geralmente acolchoados e com fechamentos além de cadarços, com velcro e fivelas. Os solados rasteiros e geralmente em TR, E.V.A., SBR ou Borracha Crepe proporcionam boa estabilidade ao caminhar.

Entrevista concedida a repórter Roberta Gerhard Döring do jornal Exclusivo e revistas Lançamentos, que ajudou a compor a matéria, sobre tendências em fitas e fios para Primavera / Verão 2010-2011 e Outono Inverno 2011

http://www.exclusivo.com.br/LancamentosIndustriaDigital

Integra da entrevista

Falar um pouco da história da utilização de fitas e fios na confecção de calçados e bolsas e como hoje esse é mercado é considerado para a indústria da moda?

 Os Fios e Fitas confundem-se em meio à história da indumentária e obviamente dos calçados, uma vez que se considerarmos que os fios são: Fibras naturais, ou sintéticas finas e delgadas entrelaçadas preferencialmente para a produção têxtil e para junção destes artefatos, logo podem e dão origem também as fitas. Há resquícios de que desde o período paleolítico, onde são observados alguns artefatos que podem ser considerados como os primeiros calçados, já há tramas e tiras trançadas de fibras vegetais e peles de animais, para a fixação destes ao pé, então pode-se presumir que desde a Idade da Pedra Lascada, estes dois componentes estão presentes nos calçados.

Um pouco mais adiante, ou melhor, bem mais adiante também tivemos registros da utilização de fitas ou tiras, sejam estas de couro e papiro nos calçados do Antigo Egito e também nos calçados Gregos e Romanos além das tiras e fitas de couro e linho, uma vez que os senadores romanos utilizavam calçados marrons atados por fitas de couro macio e preto, até este momento os fios utilizados nas costuras eram produzidos com fibras de algodão e pêlos de alguns animais.  

Já na Idade Média as Ghillies, um modelo semelhante à sapatilha de balé, que possui bico arredondado moldado ao formato do pé, pois são confeccionadas em couro bastante macio, sendo que alguns destes modelos possuíam, ou possuem como atacadores fitas coloridas (este modelo é originário da Irlanda na Idade Média, hoje muito utilizadas pelas mulheres na tradicional dança irlandesa e pelos homens na Scottish Country Dance), neste momento já havia o emprego de fios para costuras de algodão, lã e o início de poucos fios de seda.

As fitas também fizeram-se presentes no período do Renascimento, com mais intensidade no vestuário onde tornavam-se flores e laços de seda, renda, cetim, e outros tecidos, que além de ornamentos, também serviam para atacar as roupas, mas estas fitas, também tiveram presença marcante nos calçados, tanto nos masculinos, quanto nos femininos e nas classes sociais como nobres, burgueses e plebeus, onde os laços sobre o peito do pé além de atacar os calçados servia como principal ornamento, neste momento os fios deixam de compor apenas os tecidos, fitas e costuras, mas passam a ter a função ornamental através dos bordados, fios estes que nos bordados tinham em sua maioria a seda como matéria-prima, devido a sua maleabilidade e brilho, no entanto pôde ser notado fios de ouro, que tiveram uma aplicação nos Períodos Barroco e Rococó, neste momento os fios de lã, seda, ouro, algodão e algodão encerado, que criava boa resistência, já eram amplamente empregados nas costuras e bordado de roupas e calçados.

Foi nos Períodos Barroco, Rococó e Neoclássico que os fios de ouro e seda tiveram grade destaques na elaboração de bordados tanto das roupas, mas principalmente nos calçados, uma vez que estes perderam os laços junto ao peito dos pés e buscou-se substituir a ornamentação com belas fivelas, pedrarias e ricos bordados.

Um dos grandes saltos da humanidade foi sem dúvida alguma a 1ª Revolução Industrial, que dentre muitas máquinas criadas neste período estava à máquina de costura, que segundo historiadores creditam a Thomas Saint, embora seja praticamente impossível afirmar com exatidão, uma vez que muitos indivíduos trabalham em projetos para a criação da máquina de costura nesta época, o fato é que as invenções das máquinas de costuras além de proporcionar diversos benefícios exigiram uma melhora significativa na produção dos fios, que deveriam ser mais compactos, resistentes e de modo geral mais finos, a partir deste momento, o cenário permitia qualidade nos acabamentos e ornamentação, que possibilitou inclusive durante o século XIX a ampla utilização de fitas de cetim e seda costuradas sobre os tecidos e couros e não apenas transpassadas como na maioria dos casos até então, proporcionando um visual praticamente inusitado.

Já no século XX, mais precisamente no ano de 1935, o químico Wallace Hume Carothers daria uma contribuição de extrema importância para a indústria de um modo geral, principalmente para a indústria da moda, com a invenção da primeira fibra têxtil sintética; o nylon, ou poliamida. A poliamida logo passou a ser utilizada na produção de tecidos que necessitavam elasticidade, leveza, brilho, impermeabilidade entre outros, logo um tecido que tenha elasticidade necessita de uma linha que também possua esta qualidade, caso contrário acabaria por reduzir e danifica a fibra elástica, obviamente tiveram a idéia de produzir linhas de poliamida que proporciona elasticidade, com efeito, memória, resistência, leveza e praticidade de produção da mesma, desde então a utilização deste tipo de linha teve e tem lugar cativo nas indústrias de moda/calçado. A poliamida por tratar-se de um fio impermeável, leve, resistente, elástico e com brilho utilizou-se desta fibra também na produção de fitas, tiras, cadarços, cordões etc..

Atualmente na indústria da moda, já existem algumas técnicas que descartem as tradicionais costuras a fio, principalmente na indústria do vestuário e até mesmo na indústria calçadista, em alguns tipos de calçados específicos como os fullplastic, alguns esportivos e casuais, no entanto, a indústria de fios/linhas ainda são de profunda importância devido ao fato que não conseguiu-se e durante um bom tempo não conseguiremos abolir as costuras a fio nem no vestuário, bolsas e nem nos calçados, pois estas acabam proporcionando recortes, detalhes, moldagens que a princípio seriam muito difíceis se não impossíveis de criar.

As fitas por sua vez, têm na moda seu espaço quase que cativo, embora saibamos que a moda seja cíclica e que em horas, estas se farão mais, ou menos presentes, embora tenhamos algumas regras que praticamente definem a utilização destas nas coleções, onde podemos associá-las as tendências românticas, folks, renascentistas, barrocas e rococós.

 

Quais as principais matérias-primas hoje utilizadas para a confecção de fitas e fios para uso em calçados e bolsas?

Linhas:

  • Poliamida – É a mais utilizada devido à boa resistência à tração e ao atrito, alto brilho, elasticidade e memória, além de ter ótima aceitação aos couros e sintéticos;
  • Poliéster – A segunda mais utilizada devido à boa resistência ao atrito, menos resistência a tração, opaca e pouca memória, ótima aceitação aos tecidos e boa aceitação em couros e sintéticos. Havendo uma variação da linha Poliéster, conhecida como Poliéster Trilobal com alto brilho, sendo esta ideal para bordados;
  • Algodão – Pouco utilizada devido à baixa resistência à tração e ao atrito, opaca, baixa elasticidade e memória, aceitação considerável em costuras domésticas. Há também uma variação neste tipo de linha conhecida como Algodão Merceirizado, tendo como diferencial maior intensidade de cor, estabilidade dimensional, resistência a tração e abrasão, além de ser mais lisa, tendo ótima empregabilidade em costuras artesanais;
  • Seda – Tem boa resistência a tração e ao atrito, elasticidade e memória moderada e não sofre alteração sob calor, tendo uma ótima empregabilidade na confecção de vestuário, ou calçados finos.

Fitas:

As fitas podem ser produzidas a partir das mesmas matérias-primas das linhas como: Poliamida, Poliéster, Algodão e Seda, além das fitas de Cetim muito utilizadas hoje, no entanto como sabemos o Cetim é proveniente da seda tramada.

 

Quais as características tecnológicas que esses produtos precisam ter para que tenham qualidade e durabilidade?

As principais qualidades que proporcionam qualidade e durabilidade são as seguintes:

  • Resistência a tração;
  • Resistência ao atrito;
  • Elasticidade;
  • Memória.

O brilho ou opacidade podem ser características intrínsecas as tendências da moda.

 

Como os fabricantes de fitas e fios devem estar preparados para isso (precisam se modernizar e seguir as tendências da moda, para não perderem competitividade?).

Bom… Primeiramente os fabricantes devem sai da zona de conforto, de forma alguma podem ficar estacionados achando que pelo fato de que nas últimas décadas não tenham surgidos novas fibras, havendo apenas o agregamento de algumas propriedades que tenham melhorado a performance, principalmente das fibras sintéticas, acredito que haja espaço para pesquisa na área da nanotecnologia, que poderia, por exemplo, corrigir possíveis problemas na questão da fusão das fibras sintéticas sob calor e pressão, embora que em ambiente neutro o ponto de fusão das fibras sintéticas seja consideravelmente altas, mas que no uso diário dos calçados os intempéries climáticos e em condições extremas da utilização acabam por danificar estas fibras ressecando-as e diminuindo a vida útil destas.

Acredito que possa ainda existir espaços para pesquisas de novas tramas que criem efeitos mais dinâmicos que acompanhem a efemeridade da moda.

O importante para o fabricante é não ficar parado, oferecendo sempre algo mais do que o esperado pela indústria da moda, possibilitando assim aos designers a ampliação do leque de criações e desenvolvimentos.

 

Quais as tendências em fitas e fios em calçados e bolsas para o verão e o inverno 2011?

Em relação aos fios/linhas, para as coleções verão e inverno 2011, as tendências são bastante diversificadas, uma vez que a ampliação do leque de inspirações tendem a crescer a cada coleção em virtude das constantes ampliações destas, no entanto podemos apontar algumas tendências como as diversidades de cores, uma vez que teremos o verão, que por si só, já é uma estação colorida salvo algumas raras exceções e logo na seqüência um inverno que promete também ser bastante colorido, algo que já não é tão comum para a estação, salvo também algumas exceções.

No verão a ampla utilização dos tecidos, que na sua maioria tende a ter ampla paleta de cores e estampas, as linhas mais utilizadas serão as de poliamida que já são muito utilizadas para a costura de couros e sintéticos devido a sua resistência, elasticidade e memória (só para ficar bem claro, a tão falada memória é a propriedade pela qual os materiais tendem a expandir, ou contrair, seja devido às variações de temperaturas, ou pelo uso). Nos calçados estilo festa, a linha 90 é a mais indicada por sua baixa espessura, onde a intenção é a de não deixar a costura em evidência. Nos estilos casual chic e esporte são ideais para as linhas de espessura 60, de preferência de poliamida, ou mesmo a de poliéster, que é um pouco mais opaca, vale ressaltar que a linha 60 é um pouco mais grossa do que a 90 por exemplo. Nos bordados que deverão se fazer presentes, as linhas de poliéster trilobal, que possuem alto brilho serão as ideais e em cores vivas.

Para o inverno as inspirações como: Rock, militarismo e até o folk, geralmente admitem costuras mais amostra, ou em evidências sejam em linhas mais espessas, ou em costuras duplas, ideais para costuras de materiais mais rústicos como jeans, brim e couros mais grossos, em virtude de tudo isso, as linhas mais grossas com as 60, 40 20 e até a 16, para bordados/costuras em máquinas retilíneas deverão ter uma melhor aceitação em vários estilos como: Casual, esporte e até o estilo festa, claro que os calçados mais requintados e delicados continuaram a exigir linha com espessura 90. Em relação às cores, elas ainda estão mais para um tradicional verão, do que para um tradicional inverno, que geralmente requerem uma paleta de cores mais sóbrias.

Em relação às fitas, elas também se farão presentes acredito que mais no inverno 2011, do que no verão 2011, porém com a ampla utilização dos tecidos no verão, as fitas são uma boa opção, seja apenas na ornamentação em acabamentos de bordas, ou tiras transpassadas por fitas, ou dos pequenos aos exagerados laços, ou ainda como uteis cadarços para fechamento e atacadores aos tornozelos, vale ressaltar que os cadarços também podem ser considerados fitas, pelo menos aqueles mais chatos, cadarços estes que andavam sumidos, mais voltam a dar o ar da graça. As fitas ainda podem compor ornamentos em conjuntos a pedrarias, ou metais, logicamente em tramas mais resistentes e em fibras como as poliamida e poliéster, obviamente que as fitas de cetim podem e serão ótimas opções para calçados mais requintado e d valores agregados.

As fitas do inverno 2011 devem encontrar mais espaço nas inspirações românticas, que devem contrapor inspirações mais austeras como o militarismo, ou o rock, mas devem encontrar espaço nas inspirações folk também, sendo que as fitas com mais intensidade de brilho como as de cetim e poliamida devem encontrar maior aplicação nas inspirações, ou temas românticos, sejam em pequenos, médios e grandes laços, transpassados, ou em criação de flores, já as fitas mais opacas como poliéster e algodão devem adaptar-se melhor aos temas relacionados as inspirações folk.

 



Entrevista concedida à Luciele Velluto – Reporter do Jornal da Tarde - Grupo Abril, também publicado do site de Revista Veja, site da Abril, re-publicada no sites do Yahoo Notícias e Net Site.

Matéria sobre pantufas de Título: Aqueça seu pé com a “pegada grande do urso”

Abaixo você pode acessar os links dos sites onde a entrevista foi publicada:

Site da Revista Veja: http://veja.abril.com.br/agencias-2010/ae/comportamento/detail/2010-06-24-1126254.shtml

Site do Grupo Abril: http://www.abril.com.br/noticias/comportamento/aqueca-seu-pe-pegada-grande-urso-1126263.shtml

Site do Yahoo Notícia: http://br.noticias.yahoo.com/s/24062010/25/entretenimento-aqueca-pe-pegada-grande-urso.html

Site do Netsite: http://201.48.113.22/netsite/noticia/bem_estar/14933/Aqueca_seu_pe_com_a_pegada_grande_do_urso/



Parece que a história original da Cinderela, não continha Sapatinhos  e muito menos de Cristais, mas sim Chinelinhos de pele de esquilo.

Isso deve-se provavelmente há um erro na tradução da história original, que por conseqüência deste erro originou uma adaptação:

Segundo especialistas, a história original em francês os chinelinhos da Cinderela eram feitos de “vair” (a pele de um esquilo cinza). Um tradutor supostamente confundiu a palavra “vair” com “verre” (vidro), isto teria feito com que a Cinderela passasse a utilizar Chinelinhos de Vidro. Logo no intuito de glamurizar a história foram adaptados para Sapatinhos de Vidro, que viraram Cristais na estória traduzida para o português.

Com base nisto podemos dizer que na Estória da Cinderela a seus Sapatinhos de Cristais, é na verdade a Estória da Cinderela e suas Pantufas.

Vale ressaltar que trata-se de um estória com príncipe, castelo e magia, logo pode-se relacioná-la com o período da Idade Média, ou início da Idade Moderna, período este que era muito comum a utilização dos mules, um calçado com origem atribuída ao Marrocos, embora haja registros da utilização na Grécia durante o período Helenístico (período este que compreendido entre a morte de Alexandre III (O Grande) da Mesopotâmia em 323 a.C. a anexação da península grega e ilhas por Roma em 147 a.C.), pelas mulheres no interior dos lares.

Em muitos momentos ao longo da história os mules sofreram variações entre peles, tecidos, couros e houve ainda a inclusão e a exclusão dos saltos, e os mesmo foram utilizados por nobres e plebeus em diferentes ocasiões.



Entrevista concedida à Renata Uliana – Jornal Folha Universal 

   

1. Quais são os tecidos de calçados feminino ideais para usar no inverno? E os modelos? 

Em relação aos tecidos, sem dúvida alguma os que merecem maiores destaques são: 

  • Cetim, para calçados mais refinado nos estilos festa e casual chic;
  • Brocado, para calçados tanto no estilo casual chic, quanto no casual.

Já em relação aos modelos, claro que o clássico scarpin nunca poderá faltar, além deste vale um destaque especial aos Peep Toes e Mary Jane (Bonecas) e claro que por se tratar da estação mais fria do ano, as botas se farão presentes em diversos estilos, mas os destaques ficam para as cut-out boots (botas sandálias), que mostram muita vitalidade e para as ankle boots (botas de cano baixo, na altura do tornozelo), ainda na questão botas não podemos deixar de mencionar a sensação européia que são as botas Cuissarde (aquelas que os canos atingem até a coxa), porém vale ressaltar um cuidado especial para estes modelos que deve ser utilizado com certa cautela para não exalar um ar vulgar. 

   

2. Qual é a meia ideal para usar com calçados de inverno? O tecido da  meia influencia no conforto? 

(Bom… Imagino que você esteja referindo-se as meias-calças) 

As meias-calças demonstram muita força no inverno 2010 e prometem roubar a cena no quesito vestuário, uma vez que no inverno 2009 tiveram sua re-aparição meio tímida, não atingindo o destaque que terão neste inverno, as quais podem ser consideradas um coringa. As meias-calças são ótimas opções para renovar e compor os closets femininos proporcionando novos visuais, para as mulheres que não abrem mão de deixar a pernas a mostra mesmo nos dias mais frios, os estilos são bastante diversificados como as estampadas, listradas, xadrezes, poás, arrastões, estruturadas, rendadas e arredondadas, como pode ser visto opções, há uma séria de opções para proteger as pernas femininas, mesmo nos dias mais frios, sempre com muito estilo e personalidade. Estas inúmeras opções proporcionam compor os mais diversificados estilos, desde os mais despojados, quanto aos mais sofisticados, ou requintados. Algumas dicas: 

Xadrez remete ao estilo grunge da década de 80, um look despojado ideal com os ankle boots em cores sóbrias; 

Poá exala um ar retrô, com certo romantismo, pode compor um look casual, ou casual chic com os modelos peep toes e Mary Janes; 

Rendada, Arrastão e Estampada em suas maiorias em tons agudos de azuis, laranjas, terrosos e verdes, que devem compor looks com calçados em cores únicas, onde deve-se evitar carregar em demasia o visual com meias e calçados estampados ou multicoloridos; 

Alguns cuidados devem ser tomados ao escolher suas meias, onde mulheres de menor estatura e com pernas mais grossas devem optar por meias em tons escuros, lisas e opacas, vale compor o look com calçados de tons semelhantes que ajudaram a alongar a silhueta, já as mulheres de pernas mais finas e de maior estatura podem abusar das meias estampadas, rendadas, xadrezes, listradas e estruturadas, podendo compor o look com calçados e roupas mais coloridos. 

Quanto ao conforto, claro que determinado tecidos são mais ou menos confortáveis, porém mais do que os tecidos das meias serem, ou não confortáveis, o que realmente deve ser confortável são os calçados, uma vez que não haverá meias capazes de proporcionarem conforto se calçados forem desconfortáveis. Logo para isto vale calçá-los tanto os calçados quanto as meias e testá-los, de preferência no final do dia, pois é neste momento em que os pés estão mais inchados. 

  

3. Ao comprar um sapato de inverno, o que deve ser levado em conta? 

Pesquisas apontam que o fator beleza é o pré-requisito mais importante ao público feminino, sendo seguido pelo conforto, logo sem dúvida estes serão sim, o que será levado em conta, mas vale ressaltar que por tratar-se do inverno, os calçados tendem a ser mais fechados por motivos óbvios e com isso tende a serem mais desconfortáveis dos que os calçados destinados as estações menos frias, logo vale sem dúvida alguma dar uma maior atenção ao conforto. Se optarmos por observar a situação pelo lado financeiro, talvez seja interessante optar por modelos mais tradicionais e conservadores, que poderão ser opções para estações menos frias, ou mesmo para o próximo inverno. 

  

4. Quais os calçados de inverno ideais para quem tem pés magrinhos? E para quem tem pés
mais cheinhos? 

Olha… Hoje em dia, já é possível encontrarmos calçados com opções de tamanhos também em largura, assim como em numerações de meio ponto (ex. 35,5 36, 36,5 e 37…), embora não seja tão comum como nos Estados Unidos e Europa. Dizer que este, ou aquele modelo serve para determinado pé, é algo improvável, pois cada marca desenvolve fôrmas suas fôrmas da maneira eu mais lhe convier, geralmente optam por fôrmas que abranjam o maior público possível, logo o que vale e procurar modelos de que agradam e prová-los de várias marcas, pois com certeza haverá diferenças consideráveis, pois nas diversas regiões do país existem características marcantes nos pés da população. O que pode ser levado em consideração, são modelos que tenham sistemas de amarrações (cadarços, elásticos, tiras com fivelas e outros), sobre o peito, ou lateral do pé e em alguns casos nos tornozelos e pernas. 

  

5. Qual o solado mais confortável? 

O conforto do solado pode sofrer variações devido à altura, estrutura e composição, logo um calçado mais alto pode ser muitas vezes, mais confortável do que um com menor estatura, mas de um modo geral podemos estabelecer algumas premissas: 

Em relação à aderência e conforto: 

Solados de TR, ou borracha tendem a ser mais confortáveis, pois proporcionam maior estabilidade ao caminhar além de absorver o impacto, porém pecam no quesito peso, pois este material é mais pesado do que muitos outros; 

Solados em PU, a um grosso modo podemos dizer que é uma mistura de plástico e borracha tendem há perder um pouco tanto na aderência, quanto na absorção ao impacto, porém são mais leves se comparado aos de TR, ou borracha; 

PVC (Plástico), Solado leve e de pouquíssima aderência e absorção de impacto; 

Couro, Couroplac e Neolite, pouca aderência a absorção de impacto e estabilidade considerável em calçados femininos de saltos de altura media à alta. 

O saldo mais confortável talvez fosse o rasteiro, mas como muitas mulheres não abrem mão das alturas, uma opção talvez fossem as plataformas, mas em minha opinião, os saltos são as vedetes da estação.   

  

6. Que tipo de calçado de inverno que a mulher deve passar longe? 

Vale lembrar que hoje há espaço se não para tudo, mas para quase tudo, no entanto existem alguns modelos que estão sub valorizados, mesmo alguns deles sendo considerados clássicos como o chanel e mule, além dos tamancos, já as sandálias devém também serem colocadas de lado, uma vez que a estação mais fria do ano requer calçados mais fechados, embora exista a possibilidade da utilização das sandálias com as meias-calças, também deve ser deixados de lado os keds e sneaks (tênis). 

  

7. Para quem é recomendado usar palmilhas? 

Primeiramente vamos deixar claro que todos os calçados têm palmilhas, e alguns até mesmo sobre palmilhas, que são os casos dos tênis e muitos sapatos masculinos, acredito que as palmilhas que vocês referem-se sejam aquelas palmilhas que são adquiridas não junto aos calçados que têm, ou prometem ter algum ganho terapêutico, pois bem, acredito que a utilização deste tipo de palmilha, só deva ser utilizada com prescrição médica e de preferência por um ortopedista que possa avaliar o calçado a ser utilizado com esta palmilha, logo não tenho conhecimentos nesta área e não aconselho a utilização sem a prescrição médica. 

  

8. Quais são os calçados ecologicamente corretos para o inverno? 

Não acredito que exista um calçado ecologicamente correto para o inverno e outro para o verão, existe sim processo de fabricação e matérias-primas utilizadas durante este processo que sejam mais, ou menos corretas. Também não acredito em processo fabril que não traga danos ao meio ambiente existem sim, os que agridam mais e os que agridam menos. Os mais ecologicamente corretos, acredito que sejam os calçados que se utilizam de alguma matéria-prima reciclada e não utilizem solventes em processos de colagem e limpeza, assim diminuem os impactos ao meio ambiente e aos funcionários envolvidos no processo de fabricação e diminuem o risco de alergias aos pés dos consumidores.  

  

9. Qual é a tendência de design de calçados feminino para este inverno  (cor, modelo, altura etc.)? 

O inverno 2010, também será marcado para variação intensa de modelos e estilos, onde quase todos eles poderão ser encontrados, dentro desta miscelânea de estilos e modelos também estará um colorido não muito comum para a estação, mas em contrapartida a esta paleta de cores intensa, estarão os tons nudes (ou peles), que se fizeram presentes de modo mais discretos no inverno 2009, mas tiveram destaques no verão 2009/2010. Já no inverno 2010, os nudes se farão presentes e terão seu papel de destaque, porém em muitos casos os tons nudes estarão formando composições cromáticas intensas a fim de quebrar a monocromia estabelecida no verão 2009/2010. 

As pedrarias ainda se farão presentes neste inverno 2010, porém de forma mais contida, como já era esperado, devido a sua intensa aplicação nas temporadas passadas, estas estão junta aos metais, que tendem a ocupar parte do espaço deixado pelas pedrarias, Estes metais tem como principais destaques os banhos prata, prata fosco e níquel. 

Ainda na questão ornamental, bordados, aplicações, estampas, ou mesmo prints animais são opções. 

Um acessório dos calçados que pode ganhar destaque são os cadarços, a muito esquecidos. 

Na questão dos cabedais, os holofotes continuam voltados aos couros, que podem mesclar texturas foscas e brilhantes como camurça e verniz, ou mesmo os metalizados, podendo estes apresentar texturas répteis. Os sintéticos perdem na sua maioria o ar tecno que tinha como premissa deixar evidente que tratava-se de um produto sintético, eles ganham novamente texturas similares aos couros, sejam eles foscos, brilhantes, sem flor (ex. vegetal), mas sempre procurando uma semelhança ao couro natural, logo essa intensa semelhança ao couro acaba ampliando sua utilização. 

O cetim pode ser uma alternativa no emprego do cabedal, ou até mesmo na utilização de capas de sola ou palmilha, este cetim pode ser encontrado em listras que estivam em destaque no verão 2009/2010, ou em poá que deverá substituir as listras gradativamente, também poderão ser encontrados alguns resquícios do xadrez. 

Podemos dizer que em termos de solados, a estação é mesmo dos saltos e meias-patas, e anabelas, sendo que os saltos estão de um modo geral mais grossos em todos os estilos, tendo como seu principal destaque os saltos faixetados, em uma descrição básica podemos classificar os saltos da seguinte maneira: 

  • Festa: Saltos Altos e Finos ou Meio Finos, redondos ou arredondados. Geralmente acima de 7 ou 8cm.
  • Casual Chic: Saltos Altos ou Médios de volume maior, com o surgimento de cepas e anabelas.
  • Casual: Saltos Baixos ou Quase sem Saltos, bastante volumosos às vezes até desproporcional. Aparecem também as cepas e as meias-patas.

As plataformas sem muita vitalidade já demonstradas há algumas coleções, as poucas aparições das plataformas deverão aparecer encapadas utilizando-se bordados, aplicações pedraria com metais a fim de compor a diversidades de modelos e cores. 

 

10. Caso queira acrescentar algo que não foi perguntado, fique a vontade. 

Não importa qual o seu tipo de calçado preferido no inverno 2010, à grande tendência é usar o que gosta! Os modelos estão presentes para todos os tipos de mulheres e para todos os gostos. Os calçados que uma mulher usa, não serve apenas para proteger os pés, ele faz parte de um estilo, de uma personalidade e devem ser escolhidos a dedo para combinar com sua atitude. Portanto, escolha o seu e aproveite o próximo inverno à sua maneira! 

É sempre importante que o calçado proporcione conforto aos pés, adequando-se à estação. Se no verão eles precisam respirar, no inverno eles precisam ser aquecidos, logo os sapatos e botas são ideais para os dias frios. Para isso, é possível unir funcionalidade e beleza em uma coisa só. Portanto, escolha o estilo que mais lhe agrada e aproveite para esquentar seus dias frios esbanjando estilo no caminhar. 

  



A exemplo do verão 2008/2009 e 2009/2010, as rasteirinhas se farão presentes no verão 2010/2011, uma vez que caíram no gosto do público feminino, que passa a utilizá-las cada vez mais no dia-a-dia. O sucesso das rasteirinhas junto à consumidora brasileira se deve sobre tudo a sofisticação empregada pelos designers e estilistas no que tange as variações de modelos, emprego de materiais de alta qualidade que agregam valores, tornando-as muitas vezes em jóias, ou semi-jóias para os pés. Aliado a tudo isso, nosso clima tropical que em muitas regiões pode ser considerado verão o ano inteiro, sugere calçados leves e arejados que facilite a transpiração.

Especificamente no caso do calçado infantil feminino, as rasteirinhas e sapatilhas, vão de encontro as recomendações médicas e muitas reportagens que têm questionado a utilização de calçados com altura excessiva ao público infantil, uma boa alternativa são as plataformas de altura que variam entre 3 e 4 cm, embora muitas mães acabem por influenciar as crianças, mesmo que involuntariamente pelo uso do salto, os mesmos saltos não devem ter altura excessiva e ter sim largura considerável a fim de não trazer grandes dificuldades ao equilíbrio das crianças.

O inverno 2010, também será marcado para variação intensa de modelos e estilos, onde quase todos eles poderão ser encontrados, dentro desta miscelânea de estilos e modelos vale destacar as larguras das tiras que permanecem finas, o que ajuda na transpiração e por conseqüência no conforto, mas não só a variação de modelos e estilos estarão presentes, mas também um colorido não muito comum para a estação, mas em contrapartida a esta paleta de cores intensa estão os tons nudes (ou peles), que se fizeram presentes de modo mais discretos no inverno 2009, mas tiveram destaques no verão 2009/2010. Já no inverno 2010, os nudes se farão presentes e terão seu papel de destaque, porém em muitos casos os tons nudes estarão formando composições cromáticas intensas a fim de quebrar a monocromia estabelecida no verão 2009/2010.

As pedrarias ainda se farão presentes neste inverno 2010, porém de forma mais contida, como já era esperado, devido a sua intensa aplicação nas temporadas passadas, estas estão junta aos metais, que tendem a ocupar parte do espaço deixado pelas pedrarias, Estes metais tem como principais destaques os banhos prata, prata fosco e níquel.

Ainda na questão ornamental, bordados, aplicações, estampas, ou mesmo prints animais são opções, principalmente aos calçados infantis.

Um acessório dos calçados que pode ganhar destaque são os cadarços, a muito esquecidos.

Na questão dos cabedais, os holofotes continuam voltados aos couros, que podem mesclar texturas foscas e brilhantes como camurça e verniz, ou mesmo os metalizados, podendo estes apresentarem texturas répteis. Os sintéticos perdem na sua maioria o ar tecno que tinha como premissa deixar evidente que se tratava de um produto sintético, eles ganham novamente texturas similares aos couros, sejam eles foscos, brilhantes, sem flor (ex. vegetal), mas sempre procurando uma semelhança ao couro natural, logo essa intensa semelhança ao couro acaba ampliando sua utilização.

O cetim pode ser uma alternativa no emprego do cabedal, ou até mesmo na utilização de capas de sola ou palmilha, este cetim pode ser encontrado em listras que estivam em destaque no verão 2009/2010, ou em poá que deverá substituir as listras gradativamente, também poderá ser encontrado alguns resquícios do xadrez.



É sempre bom salientar antes de tudo, que considerar os calçados como um simples acessório de moda é uma idéia bastante ultrapassada, uma vez que para muitas mulheres e mesmo alguns homens, este item de moda tem papel principal na composição dos looks que vão dos mais casuais do dia-a-dia, aos mais sofisticados destinados as ocasiões especiais.

Em virtude deste destaque adquiro por estes acessórios, muitos são comparados a semi-jóias, ou mesmo a jóias tornando-se para muitas um sonho de consumo, ou até mesmo um vício, pois quem já não ouviu falar de Imelda Marcos (a mulher dos mais de 3.000 pares de calçados).

Em virtude de tudo isso e muito mais, os designer e estilistas de calçados vêm travando uma busca incessante por novidades que encantem e apaixonem seus consumidores, isto acaba forçando as indústrias de componentes para calçados a uma incansável busca por superações na criação e desenvolvimento de novas matérias-primas e produtos, que por sua vez requerem um alto investimento, para que possam atender aos anseios dos criadores e fomentar cada vez mais as suas criatividades.

Embora sejam os calçados acessórios indiscutivelmente necessários é possível imprimir neles a identidade, personalidade, estilo e atitude de cada um aliando dois quesitos fundamentais, a beleza e o conforto. A exemplo das temporadas passadas, uma ampla gama de modelos, estruturas, estilos, formas, materiais, cores e adornos serão disponibilizadas pelas indústrias, onde todas as consumidoras ão de encontrar os calçados para seu estilo, logo vale ressaltar uma das mais crescentes tendências que é: Utilizar o que se gosta, ou o que lhe faz bem.

Na temporada primavera/verão 2010-2011, como já é esperado terá como vedete indiscutível as sandálias, uma vez que é um tipo de calçado típico do verão, principalmente para um país tropical como o Brasil, prometendo dominar as vitrines e os pés das mulheres mais antenadas trazendo a tona toda feminilidade de mulher brasileira torando-as glamurosas. Junto a estas sandálias estão inclusas a cut-out boots, ou seja, sandálias botas, ou botas sandálias como queiram, que continuam demonstrando sua força e conquistando novas adeptas.

A grande diversidade de modelos de sandálias promete levar as consumidoras ao delírio, não só com os tradicionais modelos, mas também por modelos inusitados que prometem abalar os conceitos de muitos designers, indústrias, comerciantes e mesmo consumidoras, onde finas tiras sexy’s dividirão o espaço com marcantes tiras largas, a todos estes fatores e muitos mais serão aliados outra paixão feminina “Os Saltos”, que poucas vezes foram vistos tão altos trarão consigo uma ampla visibilidade, não só devido a suas alturas, mas também pela diversidade de estilos que poderão ser encontrados tais como: Retilíneos, geométricos, curvados, finos, grossos, mássicos, vazados, acrílico, madeira, pintados, escapados e os esculturais, ou arquitetônicos, já proveniente de outras estações, ainda referente aos saltos não podemos deixar de frisar a vitalidade das meias-patas e o re-surgimento das anabelas, que a muito andavam esquecidas, ou quase.

Embora grande maioria dos holofotes deva estar voltada as altas sandálias, as rasteirinhas se farão presentes, uma vez que caíram nas graças das consumidoras brasileiras e fazem muito sucessos no dia-a-dia.

Os ornamentos atingirão não somente os cabedais, mas também os saltos, onde poderão ser encontradas as tachas, pérolas, cristais, ou mesmo resinas. Aos cabedais serão plicados não só estes, mas também flores, fivelas, atacadores e pedrarias.

Na questão pedraria que estiveram presentes em coleções passadas e consecutivas, se fará presentes também no verão 2011, porém de forma muito mais próxima ao do verão 2010, onde elas foram utilizadas sem a presença dos metais, diferentemente do inverno 2010, onde se fizeram presentes juntas aos metais. A diversidade também estará presente nas pedrarias, onde poderão ser encontradas as naturais como cristais (strass) e semipreciosas e as artificiais resinadas, ou acrílicas, esta diversidade estende-se também nas formas onde poderão ser encontrados formatos geométricos e também orgânicos inspirados na flora, como folhas e flores. Em relação às colorações destas pedras, o tradicional strass é o principal representante das transparências, embora devam ser encontradas nas formas geométricas lapidadas e gotas, enquanto as mais variadas tonalidades ficam a cargos dos outros formatos, sendo as tonalidades mais profundas destinadas muitas vezes a quebrar a monocromia dos nudes. Os tamanhos também poderão ter intensa variação indo das pequenas, passando pelas médias e chegando as grandes, isso tudo poderá ser aplicada junto a miçangas, canutilhos e pérolas.

As cores do verão 2011 serão marcadas pelas cores da natureza, embora o verão seja uma estação predominantemente colorida a paleta de cores trará diversos tons terrosos e beges (os chamados nudes), que terão grande destaque, porém para os que não são adeptos aos tons pastéis existirão alternativas como os tradicionais tons de azuis e verdes e as nuances do coral, além das tonalidades quentes do vermelho, laranja e pink.

Aos cabedais talvez estejam reservados as maiores novidades, que é a ampla utilização dos tecidos, tanto na parte interna, quanto na parte externa. Mais uma vez a diversidade de padronagem será evidente a chamará muito a atenção, uma vez que poderão ser encontrados os tecidos lisos em cores únicas, além das diversificadas estampas, camuflados, poás, papel metal e em alguns casos principalmente em acabamentos poderá sem encontrado o jeans, que provavelmente está ensaiando a sua volta, uma vez que já anda esquecido há alguns anos. Logicamente falando-se em tecidos no âmbito calçadista, não poderia faltar o cetim, que terá muita utilização em conjunto ao Poá. Em uma coleção que o tecido marcará seu espaço estes tecidos serão empregados nas amarrações, laços e mesmo em flores. As rendas marcarão presença, tal como no inverno 2010. Ainda no âmbito dos tecidos não podemos deixar de mencionar os tradicionais keds dos anos 90, que tornam a re-aparecer em uma ampla paleta de cores.

Ainda nos cabedais a outra vedete é o couro que continua reinando quase que absoluto, se não fosse pelo emprego dos tecidos, os couros têm apresentado uma grande evolução tecnológica no quesito a estampas e texturas, onde quase tudo imaginado se torna possível, os couros rústicos como o floater, nobuck e camurça poderão ser encontrados em cabedais a fio, a presença dos couros lisos com acabamentos brilhantes como os metalizados, perolizados, encerados, esbranquiçados, encerados, além dos efeitos opacos, aquosos e tridimensionais, não esquecendo-se dos desenhados e vazados a laser e os surgimentos dos polimentos com aspectos de madeiras, os desenhos e gravuras têm como inspirações motivos marinhos, por art e primitivos, os vazados podem ser encontrados em formas diversificadas de rendas, já em relação texturas os répteis como crocodilos, cobras e escamas estão presentes na coleção.

 



Modelo: Peep Toe

Material: Couro nobuck chocolate – Couro crôco brown – Debrum napa vestuária amarela – Forro sintético PU amarelo – Salto PS encapado

Material: Tecido cetim base metalass rubia preto – Couro napa preta – Debruns napa preta – Forro sintético PU ferro escovado – Enfeites do cabedal e do salto níquel – Salto ABS pintado .

Coleção: Primavera / Verão 2009 – 2010