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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: sola

Tipos de Botas: Go-Go Boot – Este modelo de bota teve sua origem na década de 1960, momento em que o foco da moda evidenciava as silhuetas das pernas femininas, embora hoje em dia, o termo “go-go boot” seja muito utilizado para designar qualquer tipo de bota de cano longo, independentemente da altura do salto. O termo “go-go” é oriundo da língua francesa, que significa “abundância”, ao buscar um significado mais profundo o termo “go-go”, pode ser remetido a palavra francesa “gogue”, que por sua vez significa “alegria”, ou “felicidade”. Em meados da década de 1960 o termo tonou-se gíria e tinha o significado de tudo que estava na moda. André Courreges é freqüentemente citado como o criador da go-go boot, sendo esta parte de sua coleção outono “Menina Lua”, em 1964. Este estilo de botas surgiu para complementar as bainhas mais curtas das saias, acentuando a silhueta “A”, mas também oferecer uma modesta cobertura as mulheres menos ousadas.

As principais características deste modelo de bota era seu cano logo e justo, com fechamento por zíper na parte interna do cano, o que não impedia variações de modelos com fechamento por atacadores, bicos na ampla maioria arredondados, em alguns casos muito levemente erguidos, saltos inicialmente baixos e espessos, semelhantes aos saltos cubanos, que posteriormente foram ganhando alturas e transformações que os aproximaram dos saltos plataformas, ou blocos, estes ais altos e mais estreitos do que os originais. Havia a amplo emprego de materiais sintéticos, como vinil, plástico e couro, também foram utilizados coloridos intensos, embora o emprego do branco fosse o tradicional.

O estilo popularizou-se na década e era freqüentemente visto nos pés das adolescentes, artistas, cantoras, dançarinas entre outras. Outros designers projetaram suas próprias go-go boots, com variações de altura em seus canos, saltos e fechamentos, como Mary Quant e Ives Sant-Laurent.

 











Tipos de Botas: Snake Proof Boots / Botas a Prova de Cobras / Botas de Caça – O modelo visa trazer proteção contra picada de serpentes sejam elas peçonhentas, ou não, pois mesmo muitas cobras não sendo peçonhentas possuem uma picada bastante dolorosa. Este tipo de calçado é bastante indicado em florestas tropicais como no Brasil, savanas como na África e desertos como os da Austrália, embora a ataque de serpentes possam acontecer em margens de lagos, pântanos e mesmo em terrenos rochosos e outros. Há cobras extremamente perigosas, pois seus venenos podem levar o ser humano há óbito em horas, ou mesmo em minutos, os picados por serpentes peçonhentas que não vão a óbito, estes podem permanecer com seqüelas temporárias, ou mesmo permanentes. Este tipo de botas também são recomendadas a trabalhadores que no dia-a-dia do seu ofício tenha contato com estes animais. Embora não tenha-se muito contato, ou conhecimento de pessoas picadas por cobras um estudo publicado na edição de 1 de agosto de 2002, do The New England Journal of Medicine, os autores do artigo estimam que entre 7.000 e 8.000, pessoas sejam vítimas de serpentes peçonhentas nos Estados Unidos a cada ano e estima-se que em países Sul Americanos e Africanos, este número seja muito superior.

As principais características destes modelos são seus canos produzidos em couro expeço e com sobre revestimento a este cano, geralmente por expeço nylon, lona, ou feltro, a fim de não permitir a perfuração deste cano com as presas afiadas das serpentes, as alturas destes canos geralmente variam entre 40 e 46 cm de altura, assim ficando geralmente abaixo dos joelhos, embora haja projetos de botas que cobrem toda a coxa. Obviamente as partes das gáspeas recebem o reforço de couraças, ou biqueiras e os traseiros reforçados por contrafortes. E também geralmente o sobre revestimento dos canos são de cores diferentes dos materiais utilizados na confecção da bota em si.

A maioria dos modelos destas botas chegam apenas próximas aos joelhos, devido ao fato de que, a ampla maioria dos ataques das serpentes são localizadas na região ente os pés e os joelhos, pois geralmente o indivíduo chegou muito próximo a cobra e nem percebeu e na maioria  das vezes as serpentes encontra-se no chão e ao dar o bote elas projetam-se a frente e ligeiramente ao alto atingindo assim, a região da perna entre tornozelos e joelhos.

 

Tipos de Botas: Beatle – O modelo é derivado do modelo “chelsea/dealer”, por sua vez este é originário do Período Vitoriano, que foi projetado a partir do modelo de bota conhecida como Jodhpur Paddock. Mas como o próprio nome sugere, o modelo de bota Beatle tornou-se popular com o grupo “The Beatles” (banda de rock Inglês formado em Liverpool em 1960, sendo uma das bandas mais bem sucedidas comercialmente e aclamado pela crítica na história da música popular), uma vez que o modelo foi originalmente produzido para seus integrantes.

O modelo foi produzido em outubro de 1961, quando dois dos integrantes do grupo Jhon Lennon e Paul McCartney avistaram em Londres na vitrine da loja de calçados Anello & Davide, um par de botas Chelsea, eles adentraram na loja e encomendaram a produção de quatro pares do modelo, para serem utilizadas pelos integrantes do grupo, a fim de compor os trajes utilizados em suas apresentações ao retorno a Hamburgo, porém pediram uma adaptação nos saltos do modelo, solicitando a substituição dos tradicionais saltos, pelos saltos cubanos, saltos estes muito utilizados nos calçados da dança flamenca.

As principais características destes modelos são seus canos curtos e justos, onde estes canos têm elásticos, ou zíperes nas laterais possibilitando serem bem justos, além de seus bicos alongados e saltos cubanos de altura em torno de 5 cm, sendo confeccionadas geralmente em couro preto.

 











Tipos de Botas: Rigger – O modelo originalmente tratava-se de um calçado de segurança padronizado no Reino Unido, esta bota era utilizada pelos trabalhadores nas plataformas de petróleo no revolto e gelado Mar do Norte. Hoje são comumente utilizadas em diversas atividades no dia-a-dia de trabalho pesado que requerem padrões mais rígidos de segurança.

As principais características deste modelo são seus canos 1/3, aproximadamente até a metade das canelas possuindo ainda alças nas partes laterais de sues canos, que facilitam o calce, ainda possuem biqueiras de aço, entre o couro e o forro, a fim de proteger os dedos caso haja a queda de algum material pesado sobre os pés, alguns modelos podem conter traseiros com chapas de aço, a fim de proteger os calcanhares, seus solados são geralmente tratorados, para dar maior tração ao solo evitando escorregões, muitos modelos possuem forração em lã de carneiro, ou similares para proteção contra o frio. Em relação as cores geralmente são produzidas nas cores canela, bege e preta.

As botas riggers, que originalmente eram itens utilizados apenas pelos trabalhadores, mais tarde passaram a ser itens de moda, sendo utilizadas por movimentos Punks e também por Roqueiros, principalmente no cenário do Heavy Metal.

 











Tipos de Botas: Hessian – O modelo foi muito utilizado no século XVIII tornando-se o padrão utilizado pela maioria dos exércitos, sendo o modelo destinado inicialmente para os oficiais de maiores patentes, posteriormente o modelo acabou incorporando também os militares de patentes inferiores e ainda um poço mais tarde já no século XIX, também pelos civis.

As principais características deste modelo eram os baixos saltos, seus bicos levemente afunilados, canos com alturas próximas aos joelhos, características estas que as tornavam ideais para a montaria, facilitando o encaixe dos pés aos estribos e protegendo as pernas das calçados dos desgastes provenientes do atrito com a cela. Estes modelos ainda possuíam as partes frontais dos canos um pouco mais altas do que as partes traseiras, sendo que no centro destas partes frontais dos canos encontravam-se geralmente um par de pingentes por cano, sendo estes pingentes muito semelhantes aqueles de cortinas mais antigas.

Muitos consideram as botas hessian, como precursoras das galochas, como as conhecemos hoje e das botas de cowboy.

 











28/37 Reativação e colagem de pontos de tensão da sola

Aqui pode ser visto o processo de reativação do adesivo/cola e colagem de certos pontos de tensão da sola. Esta reativação é efetuada pela aplicação de ar quente no canhão de ar direcionado, onde os pontos de tensão recebem ar quente a fim de reativar o adesivo/cola para efetuar uma melhor colagem. 

 











27/37 Pesponto do solado

Aqui pode ser visto o processo de pesponto/costura do solado, neste modelo específico há a opção de pespontar/costurar a pequena biqueira, que parte do solado e avança sobre o bico do calçado, com isso há uma maior dificuldade desta biqueira desprender-se.

 











26/37 Desenformar calçado

Aqui pode ser visto o processo de desenformar o calçado, ou seja, tirar a forma que foi utilizada para ensacar/montar o cabedal e solá-lo.

 

 











25/37 Túnel de resfriamento após a solagem

Aqui pode ser visto o processo de resfriamento do calçados após o processo de solagem, ou seja, o calçado passa por um túnel para resfriamento, o que possibilitará o próximo passo que será o desenformar do calçado.

 

 











24/37 Solagem – Processo de colagem das solas aos cabedais

Aqui pode ser visto o processo de solado dos calçados, ou seja, o processo de colagem das solas, aos cabedais já ensacados/montados e devidamente adesivados (aplicação de cola, secagem e reativação), após terem os solados colados aos cabedais, os calçados são prensados mecanicamente em coladeiras pneumáticas, a fim de proporcionar uma melhor fixação de ambas às partes.