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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: século

A real origem dos saltos dos calçados confunde-se ou perde-se, ao longo da própria história dos calçados. Até onde sabe-se, os primeiros resquícios de calçados com saltos foram encontrados em tumbas do Antigo Egito e datam aproximadamente de 1.000 A.C.. Provavelmente estes calçados com saltos distinguiam a alta posição social do quem os utiliza.

Na Grécia Antiga, também houve a utilização de saltos, sendo que o primeiro grande dramaturgo trágico da história grega o autor Aeschylus, exigia dos atores que encenavam suas peças, a utilização de calçados plataforma feitos inicialmente de cortiça, estas plataformas tinham diferentes alturas, as quais indicavam a posição social qual personagem pertencia.

Isto também ocorreu na história recente do Oriente, mas precisamente no Japão, quando o Imperador Hirohito assumiu o trono em 1926, este utilizava calçado com plataforma de aproximadamente 30 cm de altura.

A história nos revela que os saltos altos também estiveram associados à sexualidade, uma vez que as prostitutas na Roma Antiga eram identificadas pelos saltos que utilizava já as cortesãs japonesas utilizavam tamancos com altura que variavam entre 15 e 30 cm, já as concubinas chinesas e as odaliscas turcas eram obrigadas a utilizarem sandálias altas provavelmente para dificultar a fuga dos haréns.

Mas é somente na Idade Moderna, mais precisamente durante o Renascimento o período da história da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII, quando diversas transformações em uma multiplicidade de áreas da vida, que iniciou-se a utilização do salto que foi criado para elevar a altura das mulheres, os primeiros saltos foram confeccionados em cortiça em forma de cunha, acompanhando o formato do arco do pé, elevando a altura apenas no calcanhar. Existem diferentes opiniões a respeito dos saltos altos, alguns como origem das “chopinas” (blocos de madeira utilizada como base/solado, onde o calçado era confeccionado), provenientes da China ou Turquia, eram sandálias com plataformas onde a altura dos solados apontava o nível social e chegava a atingir 40 cm. Havia casos de senhoras da corte que elevaram suas plataformas até 70 cm e precisavam às vezes de dois criados, um de cada lado para conseguir o equilíbrio, as chopinas foram inicialmente utilizadas pelos nobres, passando pela burguesia e chagando as camadas sociais mais baixas, daí foram desprezadas pela elite, sendo que as últimas as utilizarem as chopinas foram às prostitutas.

As plataformas e os saltos altos estão desde a Antigüidade associados a situações solenes e rituais, quando todo o universo gestual e os movimentos corporais, na época bastante contidos, estão relacionados a reverências e comportamentos formalizados. As mulheres mais observadoras imaginaram que suas silhuetas poderiam ganhar contornos mais sensuais com o calcanhar elevado, projetando o tórax para frente e dessa maneira ressaltando os seios. Até 1.600 não havia nada que realmente pudesse ser chamado de salto, nos anos de 1.590, até já tinham produzido alguns saltos baixos de madeiras ou cortiças, antes disso foram utilizados cunhos de cortiça ou empilhamento de camadas de couros, mas sem muito sucesso devido à dificuldade no caminhar. Uma vez com o surgimento do verdadeiro salto, com o conceito que conhecemos hoje, as outras formas de saltos desaparecem rapidamente. Em pleno século XVII, a fabricação de calçados com saltos originavam calçados com pouca estabilidade, causando freqüente falta de equilíbrio durante a utilização destes, isto devido às falhas na fabricação dos calçados principalmente na região de encaixe do salto, causando também problemas de emparelhamentos. Embora o desenvolvimento dos calçados desde o período Romano, já vinha sendo produzidos para pés direitos e esquerdos, porém a parte traseira dos calçados não havia diferenças entre os dois pés, então para dar mais estabilidades aos calçados com saltos, iniciou-se uma maior preocupação com detalhes e diferenciações entre pés esquerdos e direitos também na parte traseira.

A invenção do salto é atribuída a Catarina de Médicis (1519 a 1589), Rainha da França pelo casamento com o Duque Orléans (Henrique I), ficou viúva aos 40 anos, mas controlou o poder durante os reinados de seus filhos Francisco II, Carlos IX, e Henrique III. Apoiou o massacre dos protestantes na trágica noite e São Bartolomeu. Estudiosa da astrologia e magia, seus inimigos a acusavam e procurar auxílios de demônios.

Catarina de Médicis ao desembarcar em Paris, trazia em sua bagagem vários calçados de saltos, produzidos exclusivamente para ela com o único intuito de deixá-la mais alta, calçados estes, confeccionados por um artesão italiano. Logo seu gosto por saltos, acabou sendo absorvido pela aristocracia européia influenciando a moda, que incorporou o salto alto.

No século XVII, as mulheres que se utilizassem saltos altos para seduzir ou atrair os homens para os casamentos, eram punidas pelo parlamento inglês como feiticeiras. Em sua biografia Giovani Casanova, declarou sua tração pelos saltos altos, que segundo ele, levantavam as armações da saias-balão, utilizadas na época, sendo que assim mostravam as pernas femininas.

Durante o século XIX, importados do bordéis de Paris, os saltos altos foram introduzidos nos Estados Unidos. Nesta época em Paris eles já eram um grande sucesso, uma vez que os clientes preferiam contratar os serviços de prostitutas que utilizam os saltos. Ainda nesta épca não existia a figura do estilista ou designer de calçados, onde só seriam criadas durante o seculo XX, portanto, a criação destes calçados era apenas mais um ofício dentre muitos e ficavam a cargo dos modestos sapateiros.

A produção em larga escala dos calçados teve sua origem nos Estados Unidos, onde começous como uma tividade familiar e exclusiva de coloos do leste do país (Nova Inglaterra). Contudo a tradição do calçadoconfeccionado a mão não extigue-se e e um grande fenômeno europeu, especialmente em países como a Inglaterra, Itália e França, onde o design de calçados estava intimamente associado ao design de moda.

A indútria francesa ou parisense de moda foi fundada por CharlesFrederick Worth, em 1846. Worth foi o mais destacado estilista do mundo da moda na época, a ponto de ter sido ele o responsável por vestir toda a realeza da Europa. Trilhando o caminho de Worth, outros estilistas sugiram, como Paquin, Chernit e Doucent, tornando assim Paris a capital da moda. Alguns estilistas que trabalharam para estes mestres, com o passar do tempo foram granado independência e granhado destaque, podendo ser citado Pinet, que chegou em Paris em 1855, para trabalhar para Worth e acabou criando o salto que leva seu nome, o salto Pinet, que é mais fino e mais reto que o popular salto Luiz XV. Outro estilista importante desta época foi Pietro Yanturni que se auto-denominava ” O mais caro estilista de calçados do mundo”, com uma clientela exclusiva de apenas 20 clientes, sendo que atualemte seus calçados encontram-se expostos no Metropolitan Museum of Art de New York. André Perugia também seguiu os passo s Pietro Yanturni, sendo que seus claçados estão expostos no Musee de la Chaussure em Romans ne França.

No nício do século XX, requícios de pré-conceitos do século anterior, faziam muitos indivíduos considerarem indecentes mulheres que deixavam a mostra partes de seus pés ou pernas. Por isso, o conforto prevaleceu em dentrimento do estilo, que ficava restrito a privacidade dos lares. Ficando as apertadas botas e botinas para a utilização em público.

Após a Primeira Grande Guerra a história mudou, com o desenvolvimento da economia, os calçados de tiras entram em cena, com seus bicos alongados e saltos altos estilo “Luiz XV”. Houve uma ampla utilização de cores e os saltos eram tilizados até para dançar.

Junto com os anos 30, chegará a Grande Depressão, o que também repercutiu na moda, sendo que nos calçados os saltos se tornaram mais baixos e mais largos, nestas época muitas mulheres condenavam a utilização de saltos altos. Mas foi a partir de Segunda Grande Guerra, que os saltos passaram por uma fase de despreso total, devido a racionalização de várias matérias-primas, dentre elas o couro, que que tinha sua utlização exclusivamente para fins miltares.

No entanto, o italiano Salvatore Ferragamo encontrou a solução ao desenvolver um modelo de calçado com salto anabela em cortiça. Logo após o fim da guerra este modelo tornou-se moda, então muitos estilistas passaram a copiá-lo. Mas já em 1914, Salvatore Ferragamo já exportava calçados femininos feitos a mão para os Estados Unidos, onde ficou conhecido como o estilista dos calçados das estrela de Hollywood.

Durante algum tempo Salvatore Ferragamo, Charles Jourdan e André Perugia travaram uma competição para desenvolver o mais refinado e elegante salto, mas no processo de produção não podiam utilizar materiais frágeis como madeira, pois poderia não suportar o peso de uma mulher e partir.

O inglês David Evins, continuou o trabalho de Salvatore Ferragamo e durante 40 anos, continuou criando coleções para os mais famosos estilistas de New York, entre eles Bill Balss e Oscar de la Renta.

Muitos estilistas desenvolveram saltos em forma de pinos de aço recobertos com materiais plásticos, buscando solucionar os problemas de resistência ao peso pelos saltos. Os italianos Del Co e Albanese criaram uma sandália para a noite, com duas minúsculas tiras e um salto baixo sob o arco do pé. Roger Viviee, que então trabalhava para Christian Dior em paris, aperfeiçoou este salto, dando-lhe a forma de uma vírgula e acabou por receber todo o créditopela invensão do salto Stiletto, isso em 1955.

Contudo, enquanto os franceses de fato, não tinham competidores à altura no que diz respeito à moda de vestuário, os italianos por sua vez, eram os mestres da produção em massa da moda calçadista. Graças aos contatos de Salvatore Ferragamo em Hollywood, esses calçados italianos se tornaram muito populares entre as estrelas hollywoodianas nos anos 50 (Jane Mansfield tinha mais de 200 pares). O salto stiletto, era então, sinônimo de “sex appeal”. Enquanto isso, os médicos responsabilizavam os sapatos de salto alto por todos os tipos de problemas. E não só quanto à saúde da mulher. Muitos atribuíam o crescimento da delinqüência juvenil aos saltos altos.

Nos anos 60, teve início a transferência da moda de Paris para Londres e a moda das ruas ditava o que era para ser usado. Com o preço do couro em alta, os materiais sintéticos entraram em cena. Roger Vivier, Herbert Levine e Miller foram os pioneiros na utilização de material plástico transparente.

No início dos anos 70, as plataformas retornaram por um breve período, especialmente aquelas botas extravagantes de cano alto. Muitas destas botas tinham desenhos psicodélicos. Era o estilo andrógino do “Glam Rock”. Foi o estilista Terry de Havilland, quem as popularizou e encontrou adeptos não apenas entre as mulheres, mas também entre gays e lésbicas.

Nos anos 80, mulheres executivas passaram a adotar o salto stiletto, como um complemento aos seus vestuários para projetarem uma imagem de eficiência e de autoridade. Os saltos altos simbolizavam glamour e extravagância, além de um modo de expressar feminilidade nunca antes vista na história dos saltos altos.

Na última década do século XX, as plataformas reapareceram pelas mãos de Vivienne Westwood e Jean-Paul Gaultier. Nos anos 90, conceitos antigos foram reciclados. Assim como os estilistas de moda, os estilistas de calçados femininos passaram a ser estrelas do mundo fashion, com Manolo Blahnik, sendo então, o maior expoente. Como na década anterior, o nome da marca era a coisa mais importante.

Atualmente, existe uma nova geração de designers. Requisitados por clientes e por estilistas de moda, os sapatos de salto alto de designers como Joan Halpern, Maud Frizon, Beth e Herbert Levine, Andrea Pfister, Jan Jansen, Patrick Cox e Christian Louboutin algum dia serão apreciados como autênticas obras de arte. A tecnologia tem acrescentado novas opções de materiais (microfibras, tecidos elásticos etc.) o que aperfeiçoa o processo de produção. Tudo parece indicar que os sapatos e sandálias de salto alto continuarão a fazer muito sucesso na história da moda.

 











Os calçados nascem da necessidade prover proteção aos pés do homem para que estes pudessem se locomover sobre terrenos ásperos e em condições climáticas desfavoráveis. Embora alguns historiadores datem os primeiros calçados entre 3.000 A.C. e 2.000 A.C. no Antigo Egito, mas resquícios históricos encontram evidências no Período Paleolítico, também conhecido como Idade da Pedra Lascada, sendo que estas evidências datam entre 14.000 A.C. e 10.000 A.C., uma vez que pinturas rupestres encontradas na Europa em países como França e Espanha, fazem referencias a utensílios utilizados para a proteção dos pés deste homem pré-histórico.

Durante um longuíssimo tempo os calçados não seguiram qualquer padronização de numeração, o que nos leva a crer que até o início do século XIV, os calçados fossem feitos sobre medida para seu usuário.

Mas isto começou a mudar durante o reinado de Eduardo I de Inglaterra (17 de Junho de 1239 – 7 de Julho de 1307), cognominado Longshanks, foi um Rei de Inglaterra da dinastia Plantageneta entre 1272 e 1307. Era filho de Henrique III de Inglaterra, a quem sucedeu em 1272, e de Leonor da Provença. Durante o seu reinado, a Inglaterra conquistou e anexou o País de Gales e adquiriu controle sobre a Escócia. Eduardo mostrou ter uma personalidade e estilo de governo bastante diferentes do seu pai, que procurava reinar por consenso e resolvendo crises de forma diplomática.

No início do século XIV, mais precisamente no ano de 1305, O Rei Eduardo I, decretou que fosse considerada uma polegada a medida de 3 grãos secos de cevada, colocados lado a lado (não devemos nos esquecer que no Brasil utilizamos o ponto Frances e na Inglaterra, utiliza-se o ponto inglês, mas isso iremos tratar mais adiante). Este decreto visou padronizar as medidas, o que acarretou novas possibilidades negócios, pois a partir daí, com a padronização dos tamanhos passou a ser possível a confecção de calçados para vendas posteriores. Os sapateiros ingleses gostaram da idéia e passaram a fabricar pela primeira vez na Europa, sapatos em tamanho padrão, baseados no grão de cevada. Desse modo, um calçado medindo 35 grãos de cevada passou a ser conhecido como tamanho 35 e assim por diante.

Oficialmente a primeira descrição de um sistema de medidas para os calçados, foi publicada na Inglaterra no século VXII, no ano de 1688. A publicação foi feita no manual The Academy Of Armory And Blazon desta época, onde Randle Holme menciona um acordo entre sapateiros para utilizar um sistema de 1/4 de polegada (0,635 cm) como padrão. Mais de um século depois, uma nova medida foi instituída pelos fabricantes ingleses, que passaram a utilizar 1/3 de polegada (0,846 cm), o equivalente a um grão de cevada, que era justamente a medida decretada pelo Rei Eduardo I, lá no século XIV. Essa medida virou uma unidade métrica chamada “Ponto“.

Com a Revolução industrial, período que consistiu em um conjunto de mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social. Iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII expandiu-se pelo mundo a partir do século XIX, e segundo alguns historiados, este processo estende-se até os dias atuais. Durante este período, a era agrícola foi superada, a máquina foi suplantando o trabalho humano, uma nova relação entre capital e trabalho se impôs novas relações entre nações se estabeleceram e surgiu o fenômeno da cultura de massa, entre outros eventos. Essa transformação foi possível devido a uma combinação de fatores, como o liberalismo econômico, a acumulação de capital e uma série de invenções, tais como o motor a vapor. O capitalismo tornou-se o sistema econômico vigente.

É neste período que entra em vigor a utilização do primeiro sistema de numeração para fábricas de calçados, criado em 1800 pelo americano Edwin B. Simpson. O sistema incluía também medidas de “Meio Ponto“, usadas até hoje nos EUA e na Inglaterra. Os fabricantes só passaram a utilizar o método em 1808, mas ele sobreviveu e dura, com pequenas variações, até hoje. Outros países como o Brasil, adotaram sistemas diferentes, mas sempre baseados na idéia de ponto. O sistema brasileiro usa o ponto francês, com 2/3 de centímetro, que é muito próximo do padrão em toda a Europa Continental. No Japão o padrão é mais simples, pois 1 ponto mede 1 cm.

 

PONTOS

Existem vários PONTOS, mas abaixo estão os principais, vale lembrar, que há variações nas tabelas de equivalência de numeração entre os países.

Ponto Francês:

Baseia-se no centímetro;

1 Ponto Francês corresponde a 2/3 de 1 centímetro, ou seja, 0,666 cm.

Ponto Inglês:

Baseia-se na polegada;

1 Ponto Inglês corresponde a 1/3 de uma polegada, ou seja, 0,846 cm.

Ponto Americano:

Baseia-se na polegada;

1 Ponto Americano corresponde a 1/3 de uma polegada, ou seja, 0,846 cm.

Ponto Japonês:

Baseia-se no centímetro;

1 Ponto Japonês corresponde a 1 cm.

 












1900 a 1909

Nos primeiros anos do século XX, todas as atenções e preocupações estão voltadas ao progresso, uma vez que este traz um modo de vida inédito e “Moderno”, traz também uma grande revolução cultural e social.

Este período é chamado freqüentemente a “Era de Edwardian”, que faz referência ao rei Edward VII, o sucessor de Rainha Victoria. A sofisticação estética clássica deste período foi conhecida como “Belle Epoque” ou “Idade Bonita”.

·Paris era o centro mundial da moda;

·Picasso estava em seus períodos azuis e rosas;

·Santos-Dumont e os irmãos Wright, faziam história de aviação;

·São Francisco nos Estados Unidos foi devastado por um terremoto em 1906;

·Fotografia alcançada o auge no primeiro filme narrativo;

·É lançado O Grande Assalto ao Trem (1903).

As mulheres inspiram-se no ideal de beleza de “Gibson Girl”, popularizado pelos desenhos de caneta tinteiro do artista Charles Dana Gibson de sua esposa Irene, jovem, muito bonita, sempre bem vestida e elegante, com uma cintura minúscula e penteados altos em seus cabelos. Ela também gostou de andar de bicicleta, enquanto exibia um espírito independente, completamente moderno. Para ter uma cintura minúscula, as mulheres passavam por imensas torturas proporcionadas pelos espartilhos.

Como todas as atenções do início da década estavam voltadas à parte superior do corpo, isto fez com que as pessoas desenvolvessem uma atração por pés estreitos, acreditando-se que isso era sinal de inteligência. Algumas mulheres chegaram ao absurdo de terem seus dedos menores removidos, para alcançar “os pés narrower”.

Durante o dia os calçados mais utilizados eram as botas, já à noite os modelos eram mais diversificados, tendo como destaque o scarpin de salto baixo estilo Luiz XV. Estes recebiam adornos frenqüentes como: Aplicações, bordados com fios metálicos, pedraria e outros.

As botas destinadas ao uso noturno, bem como as das crianças, eram confeccionadas de materiais macios como cetim, além de fitas, tiras e carreiras de botões que embelezavam as canelas.

Os sapateiros eram muito requisitados durante esse período, muitas pessoas tinham apenas um par de sapatos, principalmente os homens, os quais um par de sapatos durava anos. Com a implementação da Revolução Industrial, surgem às indústrias calçadistas que logo ampliaram a produção, tornando os preços mais acessíveis e facilitando assim, a aquisição de calçados pelas camadas menos favorecidas, Em um curto espaço de tempo, somente os ricos poderiam dispor de calçados feitos sob encomenda.

 











Nós humanos somos extremamente jovens se comparados com alguns animais. Por algum motivo desconhecido, a natureza não foi tão generosa com nossos pés quando se comparado com as patas de outros animais, como as macias patas dos gatos e cachorros, ou a resistência dos cascos de cavalos e outros. Assim sendo, o calçado nasce da necessidade prover proteção aos pés do homem para que estes pudessem se locomover sobre terrenos ásperos e em condições climáticas desfavoráveis. É bastante provável que os calçados pré-históricos eram compostos por folhas de plantas, cascas de árvores, cipós, peles e couros de animais.

Não há dúvidas de que os calçados são uma das grandes paixões femininas. A preocupação com o adorno dos pés acompanha a humanidade desde períodos pré-históricos. Em muitas culturas ou sociedades, os calçados foram e são sinônimos de indicadores de posição social e status econômicos, pois não nada mais desagradável do que um pé mal calçado, mesmo que se esteja vestindo uma roupa de milhares de dólares. Os pés são além de ponto estético, uma área de grande sensualidade em todas as culturas. Freud postulava que o calçado feminino simboliza a vagina. O ato de calçar os sapatos, portanto, seria uma simbologia do ato sexual.

Há países ao redor do mundo, que a maioria da população ainda não utiliza o calçado em seu dia-a-dia, ficando este associado a ocasiões especiais.

Alguns historiadores datam os primeiros calçados entre 3.000 A.C. e 2.000 A.C. no Antigo Egito, mas resquícios históricos encontram evidências no Período Paleolítico, também conhecido como Idade da Pedra Lascada, sendo que estas evidências datam entre 14.000 A.C. e 10.000 A.C., uma vez que pinturas rupestres encontradas na Europa em países como França e Espanha, fazem referencias a utensílios utilizados para a proteção dos pés deste homem pré-histórico.

Estas datas entre 14.000 A.C e 10.000 A.C. podem ser atribuídas à divisão do Período Paleolítico, como Paleolítico Superior, onde o homem já era obrigado a morar em cavernas, devido ao intenso resfriamento da Terra, principalmente no norte da Europa que ficava coberto pelo gelo em conseqüência da 4ª Era Glacial. O Homem deste período é o Homem de Cro-Magnon, que já é o homem propriamente dito. Caçava animais de grande porte como mamutes e renas, utilizando para isso armadilhas montadas no chão. Já nesta época utilizavam-se de alguns utensílios de pedra que serviam para raspar as peles, o que mostra que a arte de curtir couros e peles é muito antiga.

Já no Egito por vola de 7.000 e 6.000 A.C. nos Hipogeus (monumentos funeráriossubterrâneos do período pré-Cristão) câmaras subterraneas utilizada para enterros, foram descobertas várias pinturas que representavam os diversos etágios do preparo do couro e do calçado.

No Antigo Egito que inicia-se em cerca de 3150 A.C., altura em que se verificou a unificação dos reinos do Alto e do Baixo Egipto, e termina em 30 A.C. quando o Egipto, já então sob dominação estrangeira, transformou-se numa província do Império Romano, após a derrota da rainha Cleópatra VII na Batalha de Ácio, as sandálias dos egípcios eram feitas de palha, papiro ou de fibra de palmeira e era comum as pessoas andarem descalças, carregando as sandálias e usando-as apenas quando necessário. Sabe-se que apenas os nobres da época possuíam sandálias. Mesmo um faraó como Tutancamon usava sandálias e sapatos de couro simples, apesar dos enfeites de ouro.

Na Mesopotâmia eram comuns os calçados de couro cru, amarrados aos pés por tiras do mesmo material. Os coturnos eram símbolos de alta posição social. A Mesopotâmia nome grego que significa “entre rios” (meso – pótamos), é uma região de interesse histórico e geográfico mundial. Trata-se de um planalto de origem vulcânica localizado no Oriente Médio, delimitado entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, ocupado pelo atual território do Iraque e terras próximas. Os rios desembocam no Golfo Pérsico e a região toda é rodeada por desertos. Os principais povos que habitaram as Mesopotâmia foram: Sumérios e Acadianos (antes de 2.000 A.C.); Amoritas (2.000 A.C.-1.750 A.C.); Assírios (1.300 A.C.-612 A.C.); Caldeus (612 A.C.-539 A.C.).

Na Grécia Antiga, os gregos chegaram a lançar moda, como a de modelos diferentes para os pés direito e esquerdo. Grécia Antiga é o termo denominado para descrever o período clássico antigo do mundo grego e áreas proximas como França, Sul da Itália, Anatólia, Costa do Mar Egeu e Chipre. Não existindo uma data fixa, ou se quer um consensso que consiga definir um período que marque o início ou o fim da Grécia Antiga. Alguns escritores atribuem o período minóico e o micênico entre 1.600 A.C. a 1100 A.C.. Tradicionalmente a Grécia Antiga abrange desde os primeiros Jogos Olímpicos em 776 A.C., sendo que alguns historiadores estende o começo para 1.000 A.C., até a morte de Alxandre, O Grande em 323 A.C.. O dramaturgo Aeschylus, exigia que seus atores que encenavam papeis heróicos nas tragédias gregas, utilizassem calçados com grossos solados de cortiça, para parecem grandes e imponentes, sendo que a partir daí, os artesões da Grécia Antiga criaram as sandálias artísticas.

Na Roma Antiga o calçado indicava a classe social. Os cônsules usavam sapato branco, os senadores sapatos marrons presos por quatro fitas pretas de couro atadas a dois nós, os calçados tradicionais das legiões eram as botas de canos curtos que descobriam os dedos, existiam também os “caligaes” uma espécie de sandália bastante rústica de couro pesado e solado grosso, muitas vezes presas com taxas de bronze, estes calçados permitiram a estas legiões marcharem por toda Europa, Norte da África e Ásia Ocidental. Após os combates eram comuns os caligaes receberem camadas de peles das faces de seus inimigos, que eram adicionadas aos seus solados, essa tradição foi herdada dos egípcios, onde eles assim podiam literalmente pisar nas cabeças em seus inimigos. Os soldados vitoriosos ao voltarem das guerras, substituíam as taxas e adornos de seus caligaes de bronze por peças de ouro e prata.

Roma Antiga é o nome dado à civilização que se desenvolveu a partir da cidade de Roma, fundada na península Itálica durante o século VIII A.C.. Durante os seus doze séculos de existência, a civilização romana transitou da monarquia para uma repúblicaoligárquica até se tornar num vasto império que dominou a Europa Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da conquista e assimilação cultural, no entanto, uma série de fatores sócio-políticos causou o seu declínio e o império foi dividido em dois.

A metade ocidental, onde estavam incluídas a Hispânia, a Gália e a Itália, entrou em colapso definitivo no século V e deu origem a vários reinos independentes.

A metade oriental, governada a partir de Constantinopla passou a ser referida, pelos historiadores modernos, como Império Bizantino a partir de 476 D.C., data tradicional da queda de Roma e aproveitada pela historiografia para demarcar o início da Idade Média.

Com a desintegração do Império Romano do Ocidente, no século V (em 476 D. C.), é terminado com o fim do Império Romano do Oriente, com a Queda de Constantinopla, no século XV (em 1453 D.C.).

O período da Idade Média é marcada por uma grande mudança de compotamento, atingindo também a indumentária, onde os ensinamentos cristãos pregavam a não exposição dos corpos, diferentemente dos povos que os antecedoram, como os egípcios, gregos e romanos, os quais exibiam constantemente seus corpos. Essa drástica mudança na idunmentária atingiu também os calçados, onde as sandálias que esibiam os pés deixam de ser usadas, danado espaçosbotas altas e baixas, atadas à frente e ao lado para os homens, já para a mulheres, sapatos abertos que tinham uma forma semelhante a das sapatilhas. O material mais utilizado era o couro de gado, mas as botas de qualidade superior eram feitas de couro de cabra, embora pudessem ser bem mais desconfortáveis do que se possa imaginar, mesmo assim, os calçados estavam entre os presentas mais procurados neste período.

Tendo início as Cruzadas, veio o contato com o Oriente e a influência deste, causou mudanças nos estilos dos calaçdos, originando um calçado mais coerente e decorado. Surge neste momento os sapateiros, profissionais responsáveis por promover calçados de qualidades.

Durante a Idade Média, que sugiu a padronização da numeração dos calçados, tendo sua origem na Inglaterra durante o reinado de Eduardo I (1.239 a 1.307), por volta de 1.305, ele decretou que fosse considerada como uma polegada a medida de 3 grãos de cevada, colocados lado a lado. Os sapateiros ingleses gostaram da idéia e passaram a fabricar, pela primeira vez na Europa, sapatos em tamanho padrão, baseados no grão de cevada. Desse modo, um calçado infantil medindo treze grãos de cevada passou a ser conhecido como tamanho 13 e assim por diante.

O Renascimento identifica o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII, quando diversas transformações em uma multiplicidade de áreas da vida humana assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Apesar destas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências.

É durante o Renascimento que os calçados tamam formas e alturas bastante interessante, chegando a ser descrito por muitos como extremamente ridículos. Entre os séculos XIV e XV, surgem as “poulaines”, difundidas em toda a Europa e principalmente na França e Inglaterra, este calçado caracterizava-se pelo estreitamento e alongamento das pontas, bicos. O comprimento do bico do calçado era proporcional à posição do indivíduo na sociedade, quanto mais alto o nível na escala social, maior o bico e se tornou uma competição hierárquica. Eram fabricados em couros, veludos, brocados e bordados em fios de ouro. Até as armaduras seguiram esse gênero com sapatos de ferro e bico revirado. Foi rei Francisco I (1.515 a 1.547) da França, quem decretou o fim deste tipo de calçado e ainda no século XV, este tipo de pontas aguçadas foi proibido pelo rei da Inglaterra Henrique VIII (1.509 a 1.547), por ter pés largos e inchados, achava esse tipo de calçado achava inconveniente e doloroso. A partir daí, são aceitos os chinelos rasteiros com base larga e muito mais confortáveis.

A ascensão da burguesia nos séculos XV e XVI, devido ao desenvolvimento do comércio originou nova classe social. O desenvolvimento deste comércio trouxe diversidade de peças do vestuário, inclusive os calçados, tornando-os mais diversificados, refinados e complexos. O calçado aparece como peça bastante trabalhada e passa a ser peça indispensável no vestuário. Quase sempre cada roupa exige um calçado e este é fabricado com os mesmos tecidos e ornamentos.

Os calçados masculinos têm as formas quadradas e largas, mais cômodas que no século anterior permitindo assim, maior transpiração e conforto para os pés. As botas que inicialmente exclusivo de uso dos exércitos, chegavam a atingir a coxa.

Iniciou-se neste período o uso do salto que foi criado para elevar a altura das mulheres, os primeiros saltos foram confeccionados em cortiça em forma de cunha, acompanhando o formato do arco do pé, elevando a altura apenas no calcanhar. Existem diferentes opiniões a respeito dos saltos altos, alguns como origem das “chopinas” (blocos de madeira utilizada como base/solado, onde o calçado era confeccionado), provenientes da China ou Turquia, eram sandálias com plataformas onde a altura dos solados apontava o nível social e chegava a atingir 40 cm. Havia casos de senhoras da corte que elevaram suas plataformas até 70 cm e precisavam às vezes de dois criados, um de cada lado para conseguir o equilíbrio, as chopinas foram inicialmente utilizadas pelos nobres, passando pela burguesia e chagando as camadas sociais mais baixas, daí foram desprezadas pela elite, sendo que as últimas as utilizarem as chopinas foram às prostitutas.

As plataformas e os saltos altos estão desde a Antigüidade associados a situações solenes e rituais, quando todo o universo gestual e os movimentos corporais, na época bastante contidos, estão relacionados a reverências e comportamentos formalizados. As mulheres mais observadoras imaginaram que suas silhuetas poderiam ganhar contornos mais sensuais com o calcanhar elevado, projetando o tórax para frente e dessa maneira ressaltando os seios. Até 1.600 não havia nada que realmente pudesse ser chamado de salto, nos anos de 1.590, até já tinham produzido alguns saltos baixos de madeiras ou cortiças, antes disso foram utilizados cunhos de cortiça ou empilhamento de camadas de couros, mas sem muito sucesso devido à dificuldade no caminhar. Uma vez com o surgimento do verdadeiro salto, com o conceito que conhecemos hoje, as outras formas de saltos desaparecem rapidamente. Em pleno século XVII, a fabricação de calçados com saltos originavam calçados com pouca estabilidade, causando freqüente falta de equilíbrio durante a utilização destes, isto devido às falhas na fabricação dos calçados principalmente na região de encaixe do salto, causando também problemas de emparelhamentos. Embora o desenvolvimento dos calçados desde o período Romano, já vinha sendo produzidos para pés direitos e esquerdos, porém a parte traseira dos calçados não havia diferenças entre os dois pés, então para dar mais estabilidades aos calçados com saltos, iniciou-se uma maior preocupação com detalhes e diferenciações entre pés esquerdos e direitos também na parte traseira. Durante a Guerra Civil Americana as botas dos exércitos passam a ser fabricadas com essa diferenciação entre os pés também na parte traseira e foi muito bem aceita.

É também neste período que é conhecida da manufatura do calçado na Inglaterra é de 1642, quando Thomas Pendleton forneceu 4.000 pares de sapatos e 600 pares de botas para o exército. As campanhas militares desta época iniciaram uma demanda substancial por botas e sapatos.

No apogeu veneziano, durante o século XVII, luxo e riqueza da influência oriental marcaram os materiais empregados na fabricação de calçados como os brocados, veludos e adamascados fartamente ornamentados. Neste momento surgem as “ciopines”, que são calçados com as solas aumentadas com a invenção do “pattino”, uma proteção para os delicados sapatos em contato com o solo e a água.

Na França, acontece um fato importante e particular, durante o reinado de Luiz XIV e de Luiz XVI, há introdução nos modelos de calçados masculinos de um salto mais alto e quadrado e também de fivelas e fartos ornamentos.

No século XVIII, a moda se estabeleceu de maneira sistemática e organizada como fenômeno cultural, social e de costume. São estabelecidas as variações do “gosto”. Período de muita evolução e os calçados em produção artesanal passa a atender as novas exigências de praticidade e funcionalidade que a sociedade exigia. Ficam caracterizados diferentes ambientes como: Cidade, campo e estrada. Desta maneira, surgem os calçados para o trabalho, para o passeio e várias novas exigências que este novo consumidor necessita.

O estilo predominante dos calçados femininos neste período são as botas em couro ou cetim e trabalhadas de maneira intensa, com saltos robustos e fechamentos laterais, nos quais aparece quase sempre uma carreira de pequenos botões ou amarrações com laços. Nos masculinos todos em couro preto e com a presença do elástico, invenção deste período, que torna o calçar mais confortável. Neste momento a sola ainda era presa ao corpo do sapato com pregos e toda costura era feita à mão.

Com a chegada das Máquinas de Costuras Américas de Isaac Merrit Singer, Elias Howe e Walter Hunt no século XIX, o processo de costura não só acelerou o processo de produção como levou à confecção de um calçado melhor e mais barato. Durante a Revolução Industrial surgem as operatrizes especializadas, como a de McKay. Um fluxo incessante de máquinas sofisticadas revolucionou a indústria dos calçados, de tal modo que, no alvorecer do século XX, ela já entrara na era da produção em massa.