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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: produto

As constantes evoluções dos calçados esportivos, principalmente o tênis têm sido bastante ampliada, desde a última década do século XX e principalmente nesta primeira década do século XXI.

Dentre as evoluções estão às segmentações, que buscam produtos cada vez mais específicos para cada modalidade esportiva, onde muitas modalidades são novamente subdivididas para a criação de calçados ainda mais específicos, como por exemplo, no caso dos “Tênis Running/Corrida”. Tudo isto possibilita uma melhoria de desempenho, conforto e durabilidade.

Estes investimentos em pesquisas sejam biomecânicas, inovação em materiais e componentes e outros acabam por gerar altos investimentos, que tendem a serem repassados aos produtos finais, o que acabam por gerar calçados com preços relativamente altos se comparados com outros segmentos de calçados.

Todas estas evoluções geradas pelos maciços investimentos resultam em calçados de alta tecnologia, que proporcionam aos usuários melhores performances e uma maior integridade física.

Diante de tantas opções disponíveis em calçados esportivos é primordial identificar o tipo de calçado ideal para cada atividade física e para isto, existem sete características básicas inerentes às marcas ou tecnologias aplicadas aos calçados, que devem ser levadas em consideração, que são:

  • Ajuste – Esta característica dentre as outras é a mais subjetiva, pois cada usuário pode ter percepções diferentes de conforto, que são originadas por outra característica básica, a estabilidade biomecânica proporcionada pela atividade física. Logo esta característica é a responsável pelo conforto e desempenho, que é proporcionado pelo ajuste de forma correta (tamanho, largura, fixação, inclinação, flexibilidade e outros);

  • Amortecimento – Esta característica é responsável pela redução ou absorção de impacto, que pode reduzir entre 1/3 e 2/5 da pressão gerada pela atividade esportiva sobre as articulações, principalmente sobre joelhos e tornozelos. Alguns estudos com determinados atletas mostram que corredores têm em média um impacto sobre as articulações de 2 a 3 vezes o peso do corpo, tenistas em média 4 vezes o peso do corpo, e jogadores de basquete e de vôlei cerca de 10 vezes o peso do corpo.

  • Durabilidade – Esta característica determina basicamente o tempo de vida útil dos materiais e componentes integrantes do conjunto “calçado esportivo”, sempre levando em consideração o desgaste proporcionado pelo uso e sua eficácia, até a substituição necessária do calçado. Logicamente há de ser levado em consideração o tipo de material/componente aplicado para cada tipo de calçado para cada modalidade, onde, por exemplo, calçados de um maratonista deve ter uma forração/revestimento resistente, o que não é necessário em calçados para provas de velocidades/curtas como 100 metros rasos, onde dificilmente o atleta utiliza o mesmo calçado mais de uma ou duas vezes devido a pouca resistência dos materiais/componentes dos calçados;

  • Estabilidade – Esta característica básica é determinada pela neutralização da pisada (Neutra, Pronada ou Supinada), conforme a atividade esportiva praticada, sendo responsável pela firmeza do pé junto ao solo durante a pisada nas diversas situações e tipos de solo e terreno. Esta estabilidade é proporcionada principalmente pelos entressolados e solados com suas ranhuras, que são compostos por materiais elastoplásticos. Terrenos acidentados e com variações de solo requerem calçados com sistema de estabilidade bem mais acurado, como nas atividades de montanhismo e trekking;

  • Flexibilidade – Esta característica basicamente influência no conforto, tanto quanto características do ajuste e estabilidade, mas a flexibilidade é uma característica determinante em atividades esportivas que requerem elasticidade nos deslocamentos. A flexibilidade nos calçados esportivos é requerida em vários esportes como, por exemplo, 100 e 200 metros rasos, onde o velocista necessita de uma inclinação acentuada dos pés na base de apoio/partida das raias, o que facilita a largada e contribui para o aumento da velocidade.

  • Leveza – Esta característica básica é determinada pelo peso do calçado e de qual forma este peso influencia na performance do atleta, onde, por exemplo, um calçado de corrida de aventura por suas características de ser a prova d’água e capacidade de retenção térmica é mais pesado que um calçado de montanhismo indoor, onde o último não necessita desses recursos, pois tem a única finalidade de proteger os pés, sem prejudicar a percepção tátil do atleta;

  • Tração – Esta característica basicamente define o deslocamento ideal sem deslizes/derrapagens desnecessárias e ou fixação necessária do calçado ao solo/terreno, em termos técnicos seria, o coeficiente entre a força empregada para vencer o atrito de acordo com o nível de força empregada para realizar determinada tarefa. A tração é uma característica bem distinta para cada tipo de esporte, sendo um fator determinante para um bom desempenho e integridade do atleta, como por exemplo, os deslizes praticados pelos tenistas no saibro, conhecidos como “Surfing in the Clay” ou as lesões de cunho permanente como as relacionadas aos péssimos solados de algumas novas chuteiras de futebol, que contribuem para que haja cada vez mais lesões nos ligamentos cruzados devido ao excesso de tração lateral.

 











Tipos de Botas: Spat Boot – Este tipo de bota origina-se do acessório Spat, que por sua vez é a junção das botas a este acessório em uma única peça. Spat foi muito utilizado no final do século XIX e início do século XX e consistia em um acessório que semelhante a uma polaina que era introduzida sobre as botas, ou sapatos fossem eles masculinos, ou femininos e tratam-se de espécie similar as polainas, só que mais curtas e com aberturas nas laterais externas, que possuem fechamento por botões, sendo o modelo mais tradicional com uma coluna de três botões por peça. As Spats são utilizadas até hoje é utilizado como um acessório sobressalente a muitos calçados de segurança, como por exemplo, muitas fundições de metais, em soldas elétricas, serralherias e serrarias, logicamente estas Spats são confeccionadas em materiais resistentes, para que proporcionem a devida proteção. Em virtude de tudo isto não demorou a moda incorporar este acessório diretamente aos calçados e principalmente às botas, tenham elas as mais variações de tamanhos de canos.

As principais características destes calçados estão em seus fechamentos laterais, que partem das partes internas dos pés e pernas e transpassam estes chegando as partes externas, sendo seus fechamento efetuados por colunas simples de botões, botões estes, muitas vezes em cores contrastantes aos materiais predominantes dos cabedais, independente das alturas dos canos. Muitos afirmam que o detalhe trata-se de uma sobre lingueta, que transpassa o dorso do pé e fixa-se na parte externa deste através de botões contrastantes. É muito comum encontrarmos não somente modelos onde os botões sejam em cores contrastantes, mas também estas espécies de linguetas em cores diferentes aos bicos, ou traseiros, o que torna estas modelos bicolores.

Este estilo é de calçado é muito relacionado ao período Vitoriano, sendo considerado um retro bastante requintado devido à riqueza do período relacionado. Até hoje este estilo de calçado, ou o acessório Spat é utilizado em fardas e uniformes de gala em vários países em suas forças armadas, além de bandas e fanfarras.

 

Por Renato Butzer, advogado, especialista em Tecnologia da Informação e sócio de Souza Araujo Butzer Zanchim Advogados

“As opiniões dos consumidores sobre as empresas ficaram, por muito tempo, dispersas. A maneira de agrupá-las era contabilizar processos judiciais ou reclamações em PROCON. Isso mudou com a explosão de redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter, acessadas por pessoas de todas as classes e idades.

Se alguém faz um comentário negativo a respeito de determinado produto ou serviço nessas redes o assunto corre como um rastilho de pólvora. Em instantes, milhares de pessoas passam a expressar sua posição sobre o comentário. Uma crítica simples é conectada com outras críticas, gerando uma enxurrada de opiniões.

As empresas estão acompanhando essa realidade. Sempre que há preocupação com a qualidade, críticas podem acabar com o futuro de um produto ou serviço. Para evitar a publicidade negativa, adotam-se cada vez mais mecanismos para responder imediatamente às mensagens dos consumidores. Diversas empresas criaram contas em redes sociais, com o claro objetivo de se aproximar de clientes. Por meio delas divulgam suas atividades e, ao mesmo tempo, prestam esclarecimentos quanto a boatos e críticas.

O dinamismo da internet propicia aos consumidores um cenário favorável. Amigos podem facilmente indicar que gostaram ou não de determinado produto, gerando uma divulgação direcionada. É a substituição do boca-a-boca pelo clique-a-clique.

O clique-a-clique tem um poder enorme. Com um clique é possível avisar todos os seus conhecidos sobre uma promoção, um defeito ou um novo restaurante. Em segundos pode-se viabilizar uma divulgação com potencial de atingir muito mais consumidores que qualquer propaganda de televisão ou jornal.

Em uma propaganda de TV o telespectador pode desconfiar da veracidade das informações e dos benefícios de um produto. Na internet, porém, tende-se a acreditar na qualidade da informação prestada por seu amigo. Daí a preocupação das empresas com a conexão das opiniões no mundo digital.

O mercado consumidor tira proveito das mudanças trazidas pelas redes sociais. Trata-se de nova ferramenta para combater práticas abusivas e, também, valorizar os bons produtos e serviços. As antigas reclamações com baixo impacto social, como cartas ou ligações ao serviço de atendimento, estão se tornando coisa do passado. Agora, a grande arma do consumidor é o clique”.

 

Publicada em 06/01/2011 – Redação Exclusivo On Line
Fonte: http://www.exclusivo.com.br/Noticias/59442/Artigo:-Redes-sociais-e-mercado-consumidor.eol

 











Tipos de Botas: Engineer ou Motorcycle /Motociclista ou Motoqueiro – Este tipo de bota passou a ser utilizada por volta da década de 1950, mas entre seus diversos modelos, o modelo mais tradicional pode-se dizer que este tipo de bota é uma descendente direta da Riding Boot, ou Bota de Montaria/Equitação datado do Período Barroco, entre meados do século XVI e meados do século XVIII.

Desde a década de 1950 surgiram muitas variações deste modelo, com o intuito de adaptar estas botas aos diversos esportes que utilizam motocicletas e fazem necessidade das botas para proteção do usuário, assim surgiram:

  • Engineer ou Motorcycle / Engenheiro ou Motociclista – Modelo original utilizado desde a década de 1950, onde seus canos possuíam em torno de 30 cm, bicos arredondados, os solados possuem saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, geralmente os cabedais destes modelos são compostos por 3 partes, uma longa gáspea, traseiro e cano e são confeccionados em espessos couros quase sempre impermeáveis, para proteger as pernas e os pés do calor do motor, da chuva, de impactos e atritos, seu fechamento dá-se geralmente por correias afiveladas ajustáveis, não havendo a incidência de atacadores (cadarços), a fim de evitar o entrelaçamento em peças da motocicleta.

 

  • Racing Boots ou Botas de Corrida – Modelo projetado para corridas de motocicleta em pavimentação rígida (pista de corrida em asfalto ou concreto), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, plástico e outros materiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos há inúmeras partes blindadas superiores a qualquer outro tipo de bota, isso devido ao grande potencial de lesões proporcionado pela alta velocidade da atividade esportiva. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. A cor mais utilizada nestas botas é a preta, mas há inúmeras cores utilizadas, geralmente em detalhes, ou mesmo em todo o cabedal, uma vez que muitos procuram personalizar suas botas tais quais suas motocicletas.

 

  • Touring Boots ou Streets Boots / Botas de Turismo ou Botas de Rua – Modelo projetado especificamente para andar de motocicleta em pavimentos rígidos (rodovias ou estradas de asfalto, concreto ou similar), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, borracha, plástico e tecidos artificiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos não existe a necessidade de tantas áreas blindadas quanto as Racing Boots, uma vez que não são dedicadas as pistas, mas sim as estradas e rodovias. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. Em relação às cores, estas botas são bem mais discretas dos que as botas de corrida, sendo estas quase na suas totalidades pretas.

 

  • Motocross Boots / Botas de Motocross – Modelo projetado especialmente para Off-Road, Motocross (fora das estradas, ou todo tipo de terreno). Como estas botas são indicadas para o motociclismo em terrenos inóspitos, estando o usuário sujeito a galhos, pedras, terra e outros fragmentos que podem ferir não apenas os pés, mas também as pernas, estas botas são geralmente bem mais rígidas do que qualquer outro modelo de bota destinado ao motociclismo, assim sendo estas botas tem seu cano quase até a altura dos joelhos, ou seja, em torno de 40 cm de altura e são confeccionadas a partir de uma combinação de couro, metal, borracha e outros materiais sintéticos como plásticos e outros polímeros, a fim de proporcionar uma forma bem justa e confortável e não menos firme, os fechamentos destas botas se dão verticalmente e na parte externa do dano, por meio 4, ou 5 de tiras, ou correias ajustáveis com fivelas, ou outros mecanismos de fechamentos mais rápidos e práticos, neste modelo também há várias parte blindadas como bicos, traseiros e partes frontais dos canos, além saltos baixos que não ultrapassam os 2 cm, as bordas das solas geralmente são protegidas por chapas metálicas parafusadas aos solados. As cores mais comuns destas botas são as pretas ou brancas, mas outras cores como vermelho, azul, amarelo e verde (possivelmente combinado com preto ou branco), também estão disponíveis, muitos pilotos às vezes optam por usar botas brancas por que são mais facilmente visíveis.

 

  • Police Boots / Botas de Policiais – Modelo projetado para policiais motociclistas e são as mais semelhantes às Riding Boots, ou Botas de Montaria/Equitação, onde seus canos entre 45 e 53 cm costumam alcançar as alturas dos joelhos, os solados são produzidos em densa borracha e com saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, os cabedais são confeccionados em couro natural espesso, mas maleáveis de alto brilho, sendo compostos por 3 partes, uma ampla gáspea, traseiro e um longo cano, este cabedal é impermeável e protege contra as águas de chuvas e poças, além de proteger contra o calor exalado do motor, atritos e impactos, seus fechamentos dão-se geralmente por correias afiveladas nos topos dos canos. As botas fazem parte do uniforme do policial motociclista e um exemplo bem claro deste tipo de bota pode ser visto no seriado policial transmitido pela televisão nas décadas de 1970 a 1980 “CHiPs”.

 

  • Harness Boots – Modelo muito semelhante ao Engineer ou Motorcycle, muito utilizado na década de 1960, inspiradas nas botas de biqueira quadrada utilizadas pelo saldados norte-americanos na Guerra Civil do século XIX, tendo variações consideráveis nas alturas de seus canos, entre 25 e 95 cm, porém sendo a incidência maior entre 25 e 45 cm. O modelo tem como principal finalidade a de proteger os pés e pernas do motociclista, logo são produzidas em couros espessos e maleáveis, que dificultam a transmissão do calor gerado pelo escapamento e bloco do motor, o modelo possui ainda uma biqueira angular de aço revestida pelo couro do cabedal e seu forro, além de hastes de aço no traseiro, ao contrário de Engineer Boot, que tem tiras, ou cintas de couro ajustáveis por fivelas através do tornozelo, as Harness Boot possui um cinto não-ajustável no tornozelo de quatro tiras de couro e duas argolas de metal, uma tira atravessa a parte superior do pé no tornozelo, outra tira envolve a parte traseira do o pé no tornozelo e duas tiras de elevação mais exclusiva de cada lado do tornozelo, sendo estas quatro tiras atadas no lugar por dois anéis de metais, que estão localizados em cada lado do tornozelo. Os solados são geralmente produzidos em densa borracha e podem estar relativamente planos ou sobre saltos, ou tacões que não ultrapassam a altura de 2,5 cm podem ser tratorados, para uma melhor tração. As botas na quase totalidade são pretas e são muito populares entre os pilotos de Harley-Davidson e outras motos do estilo, entre membros da cena heavy metal e na sub cultura do couro.

 











Tipos de Botas: Firefighter Boot / Bota de Bombeiro – Este tipo de bota deve ser utilizada em conjunto com o vestuário completo do indivíduo que integra o corpo de bombeiros, só assim ela terá sua efetiva capacidade de proteção, um bom exemplo disso é aplicação de água sobre superfícies que estejam sobre alta temperatura, que podem após entrar em contato com essa superfície respingar no bombeiro e escorrer sobre seu traje de combate aos incêndios  impermeáveis e estando este, com a jaqueta sobre a calça e a calça sobre as botas estes respingos de água irão escorre sobre as peças evitando o contato do líquido com o corpo. As botas mais antigas de combate aos incêndios utilizados pelos bombeiros eram confeccionadas em couro e posteriormente em borracha, porém as botas mais contemporâneas utilizam-se de materiais mais resistentes e eficientes.

As principais características deste tipo de bota são seus canos longos entre 50 e 65 cm, bicos amplos e arredondados, com biqueiras de aço entre os forros e os materiais externos, traseiros reforçados por grossos contrafortes, lamina de aço na entressola a fim de evitar perfurações dos solados, as botas de maior performance são produzidas com Nomex (material anti-chama de meta-aramida resistente e desenvolvido no início dos anos 1960, pela DuPont e comercializado pela primeira vez em 1967), sendo as botas mais recentes podem suportar temperaturas em torno de 800° C, por curtos períodos de tempo sem sofrer danos, embora a exposição a estas temperaturas não seja recomendado, na parte interna das botas há forrações geralmente confeccionadas em feltro, a fim de evitar a rápida elevação da temperatura, ainda em seus canos geralmente possuem amplas alças nas laterais para facilitar o calce mesmo com luvas, seus solados geralmente são em estilo tratorado para evitar derrapagens em pisos molhados.

Alguns órgãos de normatização de produtos espalhados pelo mundo exigem ainda que as botas incluam proteção contra condutividade elétrica, impacto, compressão, dilatação e perfurações.

 











Tipos de Botas: Go-Go Boot – Este modelo de bota teve sua origem na década de 1960, momento em que o foco da moda evidenciava as silhuetas das pernas femininas, embora hoje em dia, o termo “go-go boot” seja muito utilizado para designar qualquer tipo de bota de cano longo, independentemente da altura do salto. O termo “go-go” é oriundo da língua francesa, que significa “abundância”, ao buscar um significado mais profundo o termo “go-go”, pode ser remetido a palavra francesa “gogue”, que por sua vez significa “alegria”, ou “felicidade”. Em meados da década de 1960 o termo tonou-se gíria e tinha o significado de tudo que estava na moda. André Courreges é freqüentemente citado como o criador da go-go boot, sendo esta parte de sua coleção outono “Menina Lua”, em 1964. Este estilo de botas surgiu para complementar as bainhas mais curtas das saias, acentuando a silhueta “A”, mas também oferecer uma modesta cobertura as mulheres menos ousadas.

As principais características deste modelo de bota era seu cano logo e justo, com fechamento por zíper na parte interna do cano, o que não impedia variações de modelos com fechamento por atacadores, bicos na ampla maioria arredondados, em alguns casos muito levemente erguidos, saltos inicialmente baixos e espessos, semelhantes aos saltos cubanos, que posteriormente foram ganhando alturas e transformações que os aproximaram dos saltos plataformas, ou blocos, estes ais altos e mais estreitos do que os originais. Havia a amplo emprego de materiais sintéticos, como vinil, plástico e couro, também foram utilizados coloridos intensos, embora o emprego do branco fosse o tradicional.

O estilo popularizou-se na década e era freqüentemente visto nos pés das adolescentes, artistas, cantoras, dançarinas entre outras. Outros designers projetaram suas próprias go-go boots, com variações de altura em seus canos, saltos e fechamentos, como Mary Quant e Ives Sant-Laurent.

 











Por Eduardo Przybylski, designer de informação da dBrain, agência especializada em marketing de canais

“A diversidade de produtos e o rápido desenvolvimento dos mercados fizeram com que o consumidor se sentisse cercado por diversas marcas e formas de consumo como nunca antes. Hoje é possível ter acesso a vários produtos mesmo que estes às vezes se encontrem do outro lado do mundo. Com a internet, a concorrência aumentou e as empresas necessitam cada vez mais encontrar novas formas de tornar seu negócio mais atrativo.

Nesse cenário, o design tem se tornado um aliado fundamental tanto para a efetivação da estratégia de marcas, quanto para a concepção de produtos com maior valor agregado. As empresas não conseguem mais apenas destacar seus produtos com bons preços ou boa distribuição. Em países onde a mão de obra é barata, manufaturar e distribuir produtos para diferentes mercados está ficando cada vez mais simples e fácil.

Dessa forma, investir em design passou a ser o diferencial competitivo, porque possibilita às empresas explorarem mais seus produtos, evidenciando atributos e melhorando-os cada vez mais. Cores e formatos passaram a ser um fator determinante na decisão de compra, que está em grande parte no ponto de venda.

Na era da sustentabilidade, desenvolver produtos socialmente corretos é muito mais do que um diferencial, é uma questão de sobrevivência para as marcas. E nesse aspecto, o design está com a faca e o queijo na mão para se colocar definitivamente como uma peça importantíssima nos negócios.

Entretanto, é necessário que as agências e escritórios de design estejam cada vez mais antenados no mundo dos negócios. Criar marcas e/ou produtos sem conhecer profundamente o mercado do cliente, pode causar problemas nas relações e fazer com que os próprios clientes não acreditem no real valor que o design pode agregar aos seus negócios.

A hora é agora. Não existe momento mais oportuno para o mercado do design emergir. Encontrar formas de expor cada vez mais os benefícios que o design pode oferecer é a alternativa para que mais empresas acreditem em seu potencial e utilizem desta ferramenta para impulsionar seus negócios”.

Fonte: Publicada em 24/11/2010 – Redação Exclusivo On Line

http://www.exclusivo.com.br/Noticias/59252/Artigo:-Design-como-diferencial-competitivo.eol

 











Tipos de Botas: Snake Proof Boots / Botas a Prova de Cobras / Botas de Caça – O modelo visa trazer proteção contra picada de serpentes sejam elas peçonhentas, ou não, pois mesmo muitas cobras não sendo peçonhentas possuem uma picada bastante dolorosa. Este tipo de calçado é bastante indicado em florestas tropicais como no Brasil, savanas como na África e desertos como os da Austrália, embora a ataque de serpentes possam acontecer em margens de lagos, pântanos e mesmo em terrenos rochosos e outros. Há cobras extremamente perigosas, pois seus venenos podem levar o ser humano há óbito em horas, ou mesmo em minutos, os picados por serpentes peçonhentas que não vão a óbito, estes podem permanecer com seqüelas temporárias, ou mesmo permanentes. Este tipo de botas também são recomendadas a trabalhadores que no dia-a-dia do seu ofício tenha contato com estes animais. Embora não tenha-se muito contato, ou conhecimento de pessoas picadas por cobras um estudo publicado na edição de 1 de agosto de 2002, do The New England Journal of Medicine, os autores do artigo estimam que entre 7.000 e 8.000, pessoas sejam vítimas de serpentes peçonhentas nos Estados Unidos a cada ano e estima-se que em países Sul Americanos e Africanos, este número seja muito superior.

As principais características destes modelos são seus canos produzidos em couro expeço e com sobre revestimento a este cano, geralmente por expeço nylon, lona, ou feltro, a fim de não permitir a perfuração deste cano com as presas afiadas das serpentes, as alturas destes canos geralmente variam entre 40 e 46 cm de altura, assim ficando geralmente abaixo dos joelhos, embora haja projetos de botas que cobrem toda a coxa. Obviamente as partes das gáspeas recebem o reforço de couraças, ou biqueiras e os traseiros reforçados por contrafortes. E também geralmente o sobre revestimento dos canos são de cores diferentes dos materiais utilizados na confecção da bota em si.

A maioria dos modelos destas botas chegam apenas próximas aos joelhos, devido ao fato de que, a ampla maioria dos ataques das serpentes são localizadas na região ente os pés e os joelhos, pois geralmente o indivíduo chegou muito próximo a cobra e nem percebeu e na maioria  das vezes as serpentes encontra-se no chão e ao dar o bote elas projetam-se a frente e ligeiramente ao alto atingindo assim, a região da perna entre tornozelos e joelhos.

 

Tipos de Botas: Beatle – O modelo é derivado do modelo “chelsea/dealer”, por sua vez este é originário do Período Vitoriano, que foi projetado a partir do modelo de bota conhecida como Jodhpur Paddock. Mas como o próprio nome sugere, o modelo de bota Beatle tornou-se popular com o grupo “The Beatles” (banda de rock Inglês formado em Liverpool em 1960, sendo uma das bandas mais bem sucedidas comercialmente e aclamado pela crítica na história da música popular), uma vez que o modelo foi originalmente produzido para seus integrantes.

O modelo foi produzido em outubro de 1961, quando dois dos integrantes do grupo Jhon Lennon e Paul McCartney avistaram em Londres na vitrine da loja de calçados Anello & Davide, um par de botas Chelsea, eles adentraram na loja e encomendaram a produção de quatro pares do modelo, para serem utilizadas pelos integrantes do grupo, a fim de compor os trajes utilizados em suas apresentações ao retorno a Hamburgo, porém pediram uma adaptação nos saltos do modelo, solicitando a substituição dos tradicionais saltos, pelos saltos cubanos, saltos estes muito utilizados nos calçados da dança flamenca.

As principais características destes modelos são seus canos curtos e justos, onde estes canos têm elásticos, ou zíperes nas laterais possibilitando serem bem justos, além de seus bicos alongados e saltos cubanos de altura em torno de 5 cm, sendo confeccionadas geralmente em couro preto.

 











Tipos de Botas: Rigger – O modelo originalmente tratava-se de um calçado de segurança padronizado no Reino Unido, esta bota era utilizada pelos trabalhadores nas plataformas de petróleo no revolto e gelado Mar do Norte. Hoje são comumente utilizadas em diversas atividades no dia-a-dia de trabalho pesado que requerem padrões mais rígidos de segurança.

As principais características deste modelo são seus canos 1/3, aproximadamente até a metade das canelas possuindo ainda alças nas partes laterais de sues canos, que facilitam o calce, ainda possuem biqueiras de aço, entre o couro e o forro, a fim de proteger os dedos caso haja a queda de algum material pesado sobre os pés, alguns modelos podem conter traseiros com chapas de aço, a fim de proteger os calcanhares, seus solados são geralmente tratorados, para dar maior tração ao solo evitando escorregões, muitos modelos possuem forração em lã de carneiro, ou similares para proteção contra o frio. Em relação as cores geralmente são produzidas nas cores canela, bege e preta.

As botas riggers, que originalmente eram itens utilizados apenas pelos trabalhadores, mais tarde passaram a ser itens de moda, sendo utilizadas por movimentos Punks e também por Roqueiros, principalmente no cenário do Heavy Metal.