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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: pedra

Tipos de Botas: Engineer ou Motorcycle /Motociclista ou Motoqueiro – Este tipo de bota passou a ser utilizada por volta da década de 1950, mas entre seus diversos modelos, o modelo mais tradicional pode-se dizer que este tipo de bota é uma descendente direta da Riding Boot, ou Bota de Montaria/Equitação datado do Período Barroco, entre meados do século XVI e meados do século XVIII.

Desde a década de 1950 surgiram muitas variações deste modelo, com o intuito de adaptar estas botas aos diversos esportes que utilizam motocicletas e fazem necessidade das botas para proteção do usuário, assim surgiram:

  • Engineer ou Motorcycle / Engenheiro ou Motociclista – Modelo original utilizado desde a década de 1950, onde seus canos possuíam em torno de 30 cm, bicos arredondados, os solados possuem saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, geralmente os cabedais destes modelos são compostos por 3 partes, uma longa gáspea, traseiro e cano e são confeccionados em espessos couros quase sempre impermeáveis, para proteger as pernas e os pés do calor do motor, da chuva, de impactos e atritos, seu fechamento dá-se geralmente por correias afiveladas ajustáveis, não havendo a incidência de atacadores (cadarços), a fim de evitar o entrelaçamento em peças da motocicleta.

 

  • Racing Boots ou Botas de Corrida – Modelo projetado para corridas de motocicleta em pavimentação rígida (pista de corrida em asfalto ou concreto), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, plástico e outros materiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos há inúmeras partes blindadas superiores a qualquer outro tipo de bota, isso devido ao grande potencial de lesões proporcionado pela alta velocidade da atividade esportiva. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. A cor mais utilizada nestas botas é a preta, mas há inúmeras cores utilizadas, geralmente em detalhes, ou mesmo em todo o cabedal, uma vez que muitos procuram personalizar suas botas tais quais suas motocicletas.

 

  • Touring Boots ou Streets Boots / Botas de Turismo ou Botas de Rua – Modelo projetado especificamente para andar de motocicleta em pavimentos rígidos (rodovias ou estradas de asfalto, concreto ou similar), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, borracha, plástico e tecidos artificiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos não existe a necessidade de tantas áreas blindadas quanto as Racing Boots, uma vez que não são dedicadas as pistas, mas sim as estradas e rodovias. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. Em relação às cores, estas botas são bem mais discretas dos que as botas de corrida, sendo estas quase na suas totalidades pretas.

 

  • Motocross Boots / Botas de Motocross – Modelo projetado especialmente para Off-Road, Motocross (fora das estradas, ou todo tipo de terreno). Como estas botas são indicadas para o motociclismo em terrenos inóspitos, estando o usuário sujeito a galhos, pedras, terra e outros fragmentos que podem ferir não apenas os pés, mas também as pernas, estas botas são geralmente bem mais rígidas do que qualquer outro modelo de bota destinado ao motociclismo, assim sendo estas botas tem seu cano quase até a altura dos joelhos, ou seja, em torno de 40 cm de altura e são confeccionadas a partir de uma combinação de couro, metal, borracha e outros materiais sintéticos como plásticos e outros polímeros, a fim de proporcionar uma forma bem justa e confortável e não menos firme, os fechamentos destas botas se dão verticalmente e na parte externa do dano, por meio 4, ou 5 de tiras, ou correias ajustáveis com fivelas, ou outros mecanismos de fechamentos mais rápidos e práticos, neste modelo também há várias parte blindadas como bicos, traseiros e partes frontais dos canos, além saltos baixos que não ultrapassam os 2 cm, as bordas das solas geralmente são protegidas por chapas metálicas parafusadas aos solados. As cores mais comuns destas botas são as pretas ou brancas, mas outras cores como vermelho, azul, amarelo e verde (possivelmente combinado com preto ou branco), também estão disponíveis, muitos pilotos às vezes optam por usar botas brancas por que são mais facilmente visíveis.

 

  • Police Boots / Botas de Policiais – Modelo projetado para policiais motociclistas e são as mais semelhantes às Riding Boots, ou Botas de Montaria/Equitação, onde seus canos entre 45 e 53 cm costumam alcançar as alturas dos joelhos, os solados são produzidos em densa borracha e com saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, os cabedais são confeccionados em couro natural espesso, mas maleáveis de alto brilho, sendo compostos por 3 partes, uma ampla gáspea, traseiro e um longo cano, este cabedal é impermeável e protege contra as águas de chuvas e poças, além de proteger contra o calor exalado do motor, atritos e impactos, seus fechamentos dão-se geralmente por correias afiveladas nos topos dos canos. As botas fazem parte do uniforme do policial motociclista e um exemplo bem claro deste tipo de bota pode ser visto no seriado policial transmitido pela televisão nas décadas de 1970 a 1980 “CHiPs”.

 

  • Harness Boots – Modelo muito semelhante ao Engineer ou Motorcycle, muito utilizado na década de 1960, inspiradas nas botas de biqueira quadrada utilizadas pelo saldados norte-americanos na Guerra Civil do século XIX, tendo variações consideráveis nas alturas de seus canos, entre 25 e 95 cm, porém sendo a incidência maior entre 25 e 45 cm. O modelo tem como principal finalidade a de proteger os pés e pernas do motociclista, logo são produzidas em couros espessos e maleáveis, que dificultam a transmissão do calor gerado pelo escapamento e bloco do motor, o modelo possui ainda uma biqueira angular de aço revestida pelo couro do cabedal e seu forro, além de hastes de aço no traseiro, ao contrário de Engineer Boot, que tem tiras, ou cintas de couro ajustáveis por fivelas através do tornozelo, as Harness Boot possui um cinto não-ajustável no tornozelo de quatro tiras de couro e duas argolas de metal, uma tira atravessa a parte superior do pé no tornozelo, outra tira envolve a parte traseira do o pé no tornozelo e duas tiras de elevação mais exclusiva de cada lado do tornozelo, sendo estas quatro tiras atadas no lugar por dois anéis de metais, que estão localizados em cada lado do tornozelo. Os solados são geralmente produzidos em densa borracha e podem estar relativamente planos ou sobre saltos, ou tacões que não ultrapassam a altura de 2,5 cm podem ser tratorados, para uma melhor tração. As botas na quase totalidade são pretas e são muito populares entre os pilotos de Harley-Davidson e outras motos do estilo, entre membros da cena heavy metal e na sub cultura do couro.

Entrevista concedida a repórter Natália Gatto Pracucho do jornal e site Comércio de Jahu, que ajudou a compor a matéria publicada no jornal e site, sobre tendências em calçados para inverno 2010.

Jaú é uma cidade do interior de São Paulo, que possui um dos maiores pólos calçadistas dos Brasil.

Site: http://www.comerciodojahu.com.br/novo/26614/AGORA+SIM!+CALCADOS+DE++INVERNO+COM+TUDO.htm

 

Integra da Entrevista:

Antes de levantarmos as tendências em calçados, sempre é bom salientar que considerar os calçados como um simples acessório de moda é uma idéia bastante ultrapassada, prova disto é que a indústria coureiro/calçadista atribui como acessórios as: Bolsas, Cintos, Carteiras, Malas, Pastas e outros.

Já não é de hoje, que muitas mulheres após comprarem seus calçados, saem à procura da roupa ideal para compor seu visual, assim podemos observar que a paixão feminina pelos calçados é uma crescente, porém não devemos distorcer esta visão e considerarmos que os calçados estejam em um patamar de maior importância, mas sim, que eles caminham lado a lado com o vestuário e ao criarmos, ou comprarmos calçados devemos imaginar o look completo, ou o tão falado “Look Total”.

A moda inverno 2010, não diferentemente das coleções passadas tem demonstrado-se bastante democrática, pois há uma diversidade de estilos onde podemos dizer que cabem, senão todos, mas quase todos os estilos dentro de uma única estação.

Tradicionalmente o inverno requer modelos abotinados, uma vez que intenção é proteger os pés contra o frio, logo as botas ganham destaque e seus canos variações nas alturas, porém com um visual mais clean do que em coleções passadas.

A coleção de calçados Inverno 2010, está sendo marcada por intensa variação de modelos e estilos, onde os modelos tradicionais Scarpin, Peep Toe, D’orsey, Mary Jane (Boneca) e Bota, porém modelos não tão tradicionais como os: Clogs, Babuches, Sapatilhas Ballerinas, Ankle Boots, Cut-Out Boots, ou Open Boots.

  • Clogs – Também conhecidos por: Tamanco, Tamanco Holandês e Sabot, modelo originário dos Países Baixos e França utilizados principalmente pelos camponeses holandeses, entre os séculos XVIII e XIX, devido a isto ficou muito conhecido como tamanco holandês, nesta época o calçado era proveniente de uma única peça de madeira, ou seja, solado e cabedal eram inteiramente de madeira. Posteriormente o calçado passa a ser considerado muito desconfortável e pouco produtivo, logo começa a ter seu cabedal confeccionado em couro, porém seu solado (cepa) continua sendo confeccionado em madeira.

A ampla utilização deste modelo não é novidade, uma vez que o modelo se fez presentes em coleções nas décadas de 1970, 1980 e 1990.

O ressurgimento deste modelo pôde ser percebido na coleção primavera/verão européia, ou seja, teoricamente o modelo deveria fazer-se presente na coleção primavera/verão 2010-2011 do hemisfério sul, porém como é de costume a moda brasileira tende a antecipar as tendências e aplicá-las na coleção atual, logo estes modelos se fazem presentes já na temporada outono/inverno 2010.

A presença do modelo pode ser notada nos principais desfiles europeus, durante o lançamento das coleções primavera/verão européias, onde marcas como Chanel, Miu Miu, Lagerfeld, Louis Vuitton e Vera Wang, Jimmy Choo, Fendi e Gucci os clogs também puderam ser vistos nos pés das mais antenas.

Como o inverno requer calçados que tragam maiores proteções, os clogs tendem a ser fechados e remetem ao modelo mais tradicional, aquele com bico arredondado e com a gáspea fechada, geralmente fixada por taxas, que estão em evidência neste inverno e principalmente neste modelo. Porém como há muito tempo a rigidez da moda deixou de ser uma verdade há de surgir várias versões para o modelo, como modelos abertos e com bicos mais agudos e alongados. Com todas as possíveis variações podemos ter certeza de pelo menos uma: Os clogs estão nas alturas, pois acompanharão as tendências deste inverno, onde poderemos encontrar os clogs nas tradicionais plataformas, sejam elas inteiras cepa com salto, ou mesmo as tradicionais meias-patas, estes solados deverão ser em sua maioria de madeira, mas como estas tendem a deixar o calçado mais pesado e muitas consumidoras não adaptam-se, logo devem surgir variações em Poliuretano (PU), que deixam os calçados mais leves, mas com texturas e pinturas que simulam a madeira.

  • Ankle Boots – Também conhecida como bota de cano curto, ou curtíssimo, o termo ankle boot, surgiu nos últimos anos do século XX, e tem seu significado do idioma inglês:
    • Ankle – Tornozelo;
    • Boot – Bota

Ou seja, bota de tornozelo.

As ankle boots já marcaram presença no inverno passado, onde as mais antenadas conseguiram captar sua potencialidade e já desfilaram com suas ankle boots no inverno 2009, mas foi neste inverno de 2010 que estes modelos passaram a status de hist do inverno. As ankle boots a pesar de serem modelos bem democráticos, porém mulheres de menor estatura, ou de tornozelos e pernas muito grossas devem evitar os modelos, pois os mesmos tendem a achatar a silhueta deixando-as com um visual não tão favorável.

  • Cut-Out Boots, ou Open Boots – Também conhecidas como Botas-Sandálias (ou vice-verso), ou ainda como Botas Abertas, o modelo é originado da combinação de dois tradicionais modelos, a bota e a sandália, um calçado que  pode ser utilizado tanto no inverno quanto no verão, dependendo do modelo e do clima. O termo Cut-Out Boot, tem sido substituído por muitos por Open Boots, porém ambos surgiram no século XXI e tem seu significado também do idioma inglês:
Cut-Out – Recorte Open – Aberta
Boot – Bota Boot – Bota
Ou seja, bota recortada Ou seja, bota aberta

Também a exemplo das ankle boots, as cut-out boots marcaram presença no inverno passado, talvez até mesmo mais do que neste, porém não alcançaram a mesma visibilidade das ankles boots, porém as cut-out boots levam, pois por terem recortes, ou aberturas, estas podem transitar entre verão e inverno e tratam-se de modelos bem contemporâneos, já os cuidados ao uso este modelo são os mesmos das ankle boots, onde as mulheres de menor estatura, ou de tornozelos e pernas muito grossas devem evitar os modelos, pois os mesmos tendem a achatar a silhueta deixando-as com um visual não tão favorável.

  • Babuches – Embora muitas consumidoras façam alguma confusão entre os clogs e os babuches, vale ressaltar que os babuches têm sua origem no Marrocos e diferenciam-se dos clogs principalmente pelas alturas dos solados, uma vez que seus amplos bicos arredondados assemelham-se, mas como dito diferenciam-se pelo solado rasteiro, ou com ligeira elevação tendo o solado geralmente flexível.

Os babuches por terem solados mais baixos e flexíveis e seus cabedais geralmente são confeccionados em tecidos, o que não impede que sejam produzidos em couros, laminados sintéticos e materiais injetados (plásticos, borrachas como, por exemplo, as tradicionais sandálias Crocs) tornam-se mais confortáveis e são ideais para o uso diário, ocasiões totalmente informais e uso doméstico.

Os modelos tiveram seu auge na década de 1970, onde foram muito utilizados pelos hippies.

  • Sapatilhas – Originalmente o calçado da bailarina, que ao longo dos tempos, desde que Catarina de Medicis, mulher de Henrique II, que introduziu o Ballet na Corte Francesa do século XVI chegando aos dias de hoje com uma infinidade de modelos e estilos, chegando a ser considerada uma peça básica nos closets femininos.

As sapatilhas geralmente são calçados bem confortáveis devidos aos solados rasteiros, que assim como as sandálias rasteirinhas caíram no gosto feminino, porém nas regiões mais frias, estes modelos encontram barreiras na utilização no inverno, pois os solados rasteiros e finos e aos seus generosos decotes tendem a deixar os pés mais sujeitos ao frio, em contra partida o modelo também pode ser perfeitamente utilizado no verão.

A nomenclatura sapatilha é um diminutivo de sapato.

O inverno 2010 será marcado por um intenso colorido não muito comum para a estação, onde a paleta de cores intensa que abriga os tons de verdes escurecidos, variações de azuis intensos, além dos tons rosados que seguem aos avermelhados e sem falar nos marrons achocolatados, não podendo ser esquecido o reinado dos tons pretos e acinzentados, mas em contrapartida a esta intensa paleta de cores estarão os tons nudes (ou peles), que se fizeram presentes de modo mais discretos no inverno 2009, mas tiveram destaques no verão 2009/2010. Já no inverno 2010, os nudes se farão presentes e terão seu papel de destaque, porém em muitos casos os tons nudes estarão formando composições cromáticas intensas a fim de quebrar a monocromia estabelecida no verão 2009/2010. 

As pedrarias ainda se farão presentes neste inverno 2010, porém de forma mais contida, como já era esperado, devido a sua intensa aplicação nas temporadas passadas, estas estão junta aos metais, que tendem a ocupar parte do espaço deixado pelas pedrarias, Estes metais tem como principais destaques os banhos prata, prata fosca e níquel. Ainda na questão ornamental, bordados, aplicações, estampas, ou mesmo prints animais são opções. 

Na questão dos cabedais, os holofotes continuam voltados aos couros, que podem mesclar texturas foscas e brilhantes como camurça e verniz, ou mesmo os metalizados, podendo estes apresentar texturas répteis. Os sintéticos perdem na sua maioria o ar tecno que tinha como premissa deixar evidente que tratava-se de um produto sintético, eles ganham novamente texturas similares aos couros, sejam eles foscos, brilhantes, sem flor (ex. vegetal), mas sempre procurando uma semelhança ao couro natural, logo essa intensa semelhança ao couro acaba ampliando sua utilização. 

O cetim e os brocados (ou tecido similares) podem ser alternativas ao emprego nos cabedais, ou até mesmo na utilização de capas de sola e palmilha. O cetim pode ser encontrado em poá que deverá substituir as listras utilizadas no verão 2010, também poderão ser encontrados alguns poucos resquícios do xadrez. 

Podemos dizer que em termos de solados, a estação é mesmo dos saltos e meias-patas, e anabelas, sendo que os saltos estão de modo geral mais grossos em todos os estilos, tendo como seu principal destaque os saltos faixetados, em uma descrição básica podemos classificar os saltos da seguinte maneira: 

  • Festa: Saltos Altos e Finos ou Meio Finos, redondos ou arredondados. Geralmente acima de 7 ou 8cm.
  • Casual Chic: Saltos Altos ou Médios de volume maior, com o surgimento de cepas e anabelas.
  • Casual: Saltos Baixos ou Quase sem Saltos, bastante volumosos às vezes até desproporcional. Surgem também as cepas e as meias-patas.

As plataformas sem muita vitalidade já demonstradas há algumas coleções, as poucas aparições das plataformas deverão aparecer encapadas utilizando-se bordados, aplicações pedraria com metais a fim de compor a diversidades de modelos e cores. 

Embora alguns profissionais do meio da moda alardeiem que os saltos estão perdendo altura, isto ainda não tornou-se realidade no inverno 2010, mas deve sim ser uma tendência para o verão 2011.

 Em relação aos cintos, estes acessórios vêm retomando seu lugar nos closets femininos e podem fazer a diferença na composição de um look ideal para cada ocasião. Após caírem no esquecimento por algum tempo, a retomada de seu espaço tem sido gradual já há algumas coleções atrás e neste inverno não será diferente, pois irão marcar a cintura deixando a silhueta feminina bem mais sexy, pois deixam em evidências as curvas do corpo, porém há ainda a utilização destes cintos um pouco mais abaixo da linha da cintura.

Pôde ser visto nos principais desfiles de moda internacionais, onde os modelos mais finos dominaram as passarelas, porém como não é novidade na moda contemporânea, sempre há espaço para se não todos, mas quase todos os estilos, não sendo diferente para os cintos, onde os de larguras médias e amplas também podem ser vistas, ficando a cargo dos looks casuais e joviais os mais ousados.

Não pode ser desconsiderada a utilização de mais de um cinto, sejam eles de modelagens idênticas diferenciados pelas cores, ou mesmo com modelagens e cores diferentes.

Na maioria destes cintos, eles estão bem ornamentados com fivelas de diferentes tamanhos e modelos, laços, bordados e aplicações, além de taxas e ilhoses, já no quesito texturas, as mais variadas são encontradas, tais como nos calçados.

Em relação à diferenciação da moda entre determinadas regiões, na minha opinião, isso é evidente, pois seria impensável num país de proporções continentais como o nossos, onde em determinados dias de inverno podemos ter temperaturas abaixo de 0º em determinadas localidades e em outras regiões temperaturas beirando os 40º, logo devemos sim ter uma moda diferenciadas para determinadas regiões, caso contrário muitas empresas ficam e ficarão inaptas a comercializar seus produtos nas mais diversas regiões. Temos casos bem claros aqui em nosso pólo calçadista, onde empresas que só produzem calçados voltados ao verão acabam por não conseguir comercializar seus produtos nas regiões sul e sudeste durante o inverno.  Porém acredito que as megas e as macros tendências devem ser as mesmas para as diversas regiões, porém os temas destas coleções devem ser diferenciados, ou mesmo adaptados para cada região. Independentemente das variações climáticas, aspectos culturais e étnicos regionais devem ser levados em consideração, para que possamos oferecer o melhor produto para cada região.

Amostra da coleção Donattella Veronezzi– 2010.

Modelo:D’orsey Tubarão

Material: Cabedal em couro verniz croco fumaça e vernizes lisos, beges, ferrugens e marrons, forro poá ferrugem e bege, salto ABS pintado com efeito madeira, enfeite metálico dourado e pedra resinada marrom.

Coleção Donattella Veronezzi – Outono Inverno – 2010.



Amostra da coleção Via Scarpa Kids – 2010. Trabalho realizado para Zhoro Ind. e Com. de Calçados. Ltda.

Modelo: Sandália rasteira / Gladiadora

Material: Cabedal camurça e laminado sintético, solado injetado TR, fivela metálica com pingente e gliter.

Coleção Via Scarpa Kids: 2010



Amostra da coleção Via Scarpa Kids – 2010. Trabalho realizado para Zhoro Ind. e Com. de Calçados. Ltda.

Modelo: Sandália rasteira / Gladiadora

Material: Cabedal laminado sintético, solado injetado TR, fivela metálica.

Coleção Via Scarpa Kids: 2010

 



É sempre bom salientar antes de tudo, que considerar os calçados como um simples acessório de moda é uma idéia bastante ultrapassada, uma vez que para muitas mulheres e mesmo alguns homens, este item de moda tem papel principal na composição dos looks que vão dos mais casuais do dia-a-dia, aos mais sofisticados destinados as ocasiões especiais.

Em virtude deste destaque adquiro por estes acessórios, muitos são comparados a semi-jóias, ou mesmo a jóias tornando-se para muitas um sonho de consumo, ou até mesmo um vício, pois quem já não ouviu falar de Imelda Marcos (a mulher dos mais de 3.000 pares de calçados).

Em virtude de tudo isso e muito mais, os designer e estilistas de calçados vêm travando uma busca incessante por novidades que encantem e apaixonem seus consumidores, isto acaba forçando as indústrias de componentes para calçados a uma incansável busca por superações na criação e desenvolvimento de novas matérias-primas e produtos, que por sua vez requerem um alto investimento, para que possam atender aos anseios dos criadores e fomentar cada vez mais as suas criatividades.

Embora sejam os calçados acessórios indiscutivelmente necessários é possível imprimir neles a identidade, personalidade, estilo e atitude de cada um aliando dois quesitos fundamentais, a beleza e o conforto. A exemplo das temporadas passadas, uma ampla gama de modelos, estruturas, estilos, formas, materiais, cores e adornos serão disponibilizadas pelas indústrias, onde todas as consumidoras ão de encontrar os calçados para seu estilo, logo vale ressaltar uma das mais crescentes tendências que é: Utilizar o que se gosta, ou o que lhe faz bem.

Na temporada primavera/verão 2010-2011, como já é esperado terá como vedete indiscutível as sandálias, uma vez que é um tipo de calçado típico do verão, principalmente para um país tropical como o Brasil, prometendo dominar as vitrines e os pés das mulheres mais antenadas trazendo a tona toda feminilidade de mulher brasileira torando-as glamurosas. Junto a estas sandálias estão inclusas a cut-out boots, ou seja, sandálias botas, ou botas sandálias como queiram, que continuam demonstrando sua força e conquistando novas adeptas.

A grande diversidade de modelos de sandálias promete levar as consumidoras ao delírio, não só com os tradicionais modelos, mas também por modelos inusitados que prometem abalar os conceitos de muitos designers, indústrias, comerciantes e mesmo consumidoras, onde finas tiras sexy’s dividirão o espaço com marcantes tiras largas, a todos estes fatores e muitos mais serão aliados outra paixão feminina “Os Saltos”, que poucas vezes foram vistos tão altos trarão consigo uma ampla visibilidade, não só devido a suas alturas, mas também pela diversidade de estilos que poderão ser encontrados tais como: Retilíneos, geométricos, curvados, finos, grossos, mássicos, vazados, acrílico, madeira, pintados, escapados e os esculturais, ou arquitetônicos, já proveniente de outras estações, ainda referente aos saltos não podemos deixar de frisar a vitalidade das meias-patas e o re-surgimento das anabelas, que a muito andavam esquecidas, ou quase.

Embora grande maioria dos holofotes deva estar voltada as altas sandálias, as rasteirinhas se farão presentes, uma vez que caíram nas graças das consumidoras brasileiras e fazem muito sucessos no dia-a-dia.

Os ornamentos atingirão não somente os cabedais, mas também os saltos, onde poderão ser encontradas as tachas, pérolas, cristais, ou mesmo resinas. Aos cabedais serão plicados não só estes, mas também flores, fivelas, atacadores e pedrarias.

Na questão pedraria que estiveram presentes em coleções passadas e consecutivas, se fará presentes também no verão 2011, porém de forma muito mais próxima ao do verão 2010, onde elas foram utilizadas sem a presença dos metais, diferentemente do inverno 2010, onde se fizeram presentes juntas aos metais. A diversidade também estará presente nas pedrarias, onde poderão ser encontradas as naturais como cristais (strass) e semipreciosas e as artificiais resinadas, ou acrílicas, esta diversidade estende-se também nas formas onde poderão ser encontrados formatos geométricos e também orgânicos inspirados na flora, como folhas e flores. Em relação às colorações destas pedras, o tradicional strass é o principal representante das transparências, embora devam ser encontradas nas formas geométricas lapidadas e gotas, enquanto as mais variadas tonalidades ficam a cargos dos outros formatos, sendo as tonalidades mais profundas destinadas muitas vezes a quebrar a monocromia dos nudes. Os tamanhos também poderão ter intensa variação indo das pequenas, passando pelas médias e chegando as grandes, isso tudo poderá ser aplicada junto a miçangas, canutilhos e pérolas.

As cores do verão 2011 serão marcadas pelas cores da natureza, embora o verão seja uma estação predominantemente colorida a paleta de cores trará diversos tons terrosos e beges (os chamados nudes), que terão grande destaque, porém para os que não são adeptos aos tons pastéis existirão alternativas como os tradicionais tons de azuis e verdes e as nuances do coral, além das tonalidades quentes do vermelho, laranja e pink.

Aos cabedais talvez estejam reservados as maiores novidades, que é a ampla utilização dos tecidos, tanto na parte interna, quanto na parte externa. Mais uma vez a diversidade de padronagem será evidente a chamará muito a atenção, uma vez que poderão ser encontrados os tecidos lisos em cores únicas, além das diversificadas estampas, camuflados, poás, papel metal e em alguns casos principalmente em acabamentos poderá sem encontrado o jeans, que provavelmente está ensaiando a sua volta, uma vez que já anda esquecido há alguns anos. Logicamente falando-se em tecidos no âmbito calçadista, não poderia faltar o cetim, que terá muita utilização em conjunto ao Poá. Em uma coleção que o tecido marcará seu espaço estes tecidos serão empregados nas amarrações, laços e mesmo em flores. As rendas marcarão presença, tal como no inverno 2010. Ainda no âmbito dos tecidos não podemos deixar de mencionar os tradicionais keds dos anos 90, que tornam a re-aparecer em uma ampla paleta de cores.

Ainda nos cabedais a outra vedete é o couro que continua reinando quase que absoluto, se não fosse pelo emprego dos tecidos, os couros têm apresentado uma grande evolução tecnológica no quesito a estampas e texturas, onde quase tudo imaginado se torna possível, os couros rústicos como o floater, nobuck e camurça poderão ser encontrados em cabedais a fio, a presença dos couros lisos com acabamentos brilhantes como os metalizados, perolizados, encerados, esbranquiçados, encerados, além dos efeitos opacos, aquosos e tridimensionais, não esquecendo-se dos desenhados e vazados a laser e os surgimentos dos polimentos com aspectos de madeiras, os desenhos e gravuras têm como inspirações motivos marinhos, por art e primitivos, os vazados podem ser encontrados em formas diversificadas de rendas, já em relação texturas os répteis como crocodilos, cobras e escamas estão presentes na coleção.

 



Amostra da coleção Via Scarpa Kids – 2010. Trabalho realizado para Zhoro Ind. e Com. de Calçados. Ltda.

Modelo: Sandália rasteira / Grega

Material: Cabedal laminado sintético, solado injetado TR, fivela metálica e enfeite metálico e resinado

Coleção Via Scarpa Kids: 2010



Amostra da coleção Via Scarpa Kids – 2010. Trabalho realizado para Zhoro Ind. e Com. de Calçados. Ltda.

Modelo: Sandália rasteira / Grega

Material: Cabedal camurça sintética, solado injetado em TR, fivela e enfeites com laços e pedras resinadas.

Coleção Via Scarpa Kids: 2010



Chopine  / Zoccoli – modelo originário da Europa do final da Idade Média e início da Idade Moderna, principalmente no período do Renascimento, inicialmente utilizado somente pelas mulheres, estes calçados estilo plataforma foram muito populares nos séculos XV, XVI e XVII, sendo considerados os precursores definitivos dos saltos altos e das plataformas que caíram no gosto popular séculos depois, estes modelos eram utilizado como forma de proteção para os calçados, pois eram colocados sobre outros calçados, para que fossem protegidos da lama, barro e poeira que cobriam as ruas e estradas.

As chopines foram muito utilizadas em Veneza tanto pelas cortesãs, como pelas aristocratas, sejam por motivos práticos como as freqüentes cheias, ou mesmo por ter tornando-se uma referência simbólica ao prestígio cultural e social, pois quanto maior fosse à altura da chopine, maior o status de quem a utilizava. As altas chopines permitiam literalmente que uma dama fulgurasse entre os demais. As chopines venezianas eram esculpidas por verdadeiros artesões, onde acabavam por produzir algumas verdadeiras obras de artes, com entalhes em altos e baixos relevos.

Nas Espanha do século XV, as chopines também dominavam sobre qualquer outro modelo de calçado, uma vez que a maior parte do abastecimento de cortiça ao país era destinada a produção destes calçados. Alguns historiadores argumentam que o modelo é originário da Espanha, uma vez que há vários registros e referências históricas datadas do século XIV, porém outros alegam que os modelos são originários da Turquia. Os modelos espanhóis eram mais cônicos e simétricos, além de possuir uma rica ornamentação com jóias, letras douradas, bordados e outros enfeites metálicos em ouro e prata ao longo sua base.

Foi durante o período renascentista que as chopines tiveram seu auge, chegando a atingir pouco mais de 50 cm, este exagero requeria auxílio de até dois serviçais, que auxiliavam tanto no calce, quanto no caminhar com estes modelos. Esta extravagância é narrada por estudiosos de forma controversa, onde uns atribuem uma marcha instável e deselegante, já outros descrevem eu uma mulher poderia até dançar graciosamente utilizando-se das chopines

As chopines eram normalmente produzidas sob blocos de madeiras ou cortiça, onde eram esculpidas a fim de permitir a colocação dos pés já calçados por outro tipo de calçado, estes modelos em alguns casos eram encapados com o mesmo tecido dos vestidos, outrora encapados com couro, brocado e veludo, as ornamentações eram feitas com pedras preciosas e semipreciosa, jóias, ouro e prata, havendo também os modelos que permaneciam apenas em madeira ou cortiça, mas esculpidos artisticamente. Por volta do século XVI, estes modelos começam a ganhar versões com duas partes distintas, uma parte superior (cabedal) flexível unida a um solado pesado e duro (madeira, ou cortiça), está versão do modelo ganhou popularidade entre os cavaleiros e tanto mulheres, quanto homens começaram a utilizar-se destes modelos à equitação.



Amostra de criações para Sandálias Maylysteffany, 2010 – Segmento casual.

Modelo: Sandália Rasteira

Materiais: Sintético diva rústico tapioca e croissant, fivela prata escovado com pontos de strass, enfeite retitados prata escovado flor strass, passador parata escovado com pontos de strass, solado em P.U. pintado.

Coleção Maylysteffany: Coleção 2010