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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: mulher

Tipos de Botas: Hip Waders – Um modelo de bota descendente direta das galochas, tendo ampla aplicabilidade em atividades onde exista a presença de água, ou muita umidade como pesca, caça, off–road, jardinagem, embarcações, agricultura, pecuária, além em atividades comerciais ligadas as indústrias químicas e prestação de serviços, como água, esgoto eletricidade e muitas outras atividades.

As principais características destes modelos são as de possuírem canos extremamente altos, onde podem chegam a atingir as virilhas, ou os quadris, tendo estes canos nas partes laterais externas presilhas, para que sejam presas ao cinto, sendo estas botas confeccionadas em materiais impermeáveis e flexíveis como borracha vulcanizada, PVC, neoprene, gore-tex e outros, geralmente forrados com tecidos de algodão.

As botas Hip Waders têm bicos arredondados e largos, geralmente possuindo pequenos saltos para dar a inclinação ideal aos calçados, possuído ainda solados tratorados.

 











Tipos de Botas: Country / Cowboy / Western – Originalmente foram utilizadas pelos cowboys do velho oeste Norte Americano, na lida diária com o gado. Este modelo é derivado das botas de montaria (originárias do período Barroco) e foram introduzidas junto com outros apetrechos típicos dos vaqueiros nas Américas por meio da cultura espanhola. Mais tarde por volta de 1860, após a Revolução Industrial com a produção das botas Wellington (modelo com cano mais curto), acabou por influenciar as botas country / cowboy / western, tornando seus canos um pouco mais curtos, o que fez com que estes modelos se tornassem ainda mais popular entre os cowboys norte americanos. Durante a Era da Unidade dos Bovinos entre 1866 e 1884, os cowboys não estavam propensos a arruinar um bom par de botas nos duros dias de trabalho, então estes dispunham de outro par de botas mais elaborado (pespontados, recortes geométricos e outros elementos nos traseiros das botas), para a utilização na cidade.

As principais características deste modelo é seu longo cano geralmente de meia altura a longos, ou, entre 30 e 45 cm, seu design facilita o encaixe nos estribos da montaria através de bicos afunilados e pouco alongados, solados de couro liso e saltos que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos conhecidos como saltos cowboy, ou carrapeta, que possuem inclinação angular trazidos de trás para frente facilitam os encaixes dos pés nos estribos, impedindo que os pés sejam lançados muito a frente, ou escorregue dificultando o equilíbrio do vaqueiro, geralmente os cabedais destes modelos são confeccionados em couros mais robustos como o atanado, alguns modelos podem possuir pespontos ao longo do cano, ou mesmo na gáspea, ou até conter recortes geométricos e a utilização de couros exóticos como avestruz, cobra, jacaré, corcodilo, arraia, elefante, a fim de dar um ar mais elaborado ao modelo.

As botas Country / Cowboy / Western inicialmente tratavam-se de modelos masculinos, utilizados na lida com os rebanhos e trabalhos em ranchos e fazendas, mas já há algum tempo, os modelos foram adaptados as necessidades femininas e muitas vezes ganharam saltos diferenciados, franjas e outros detalhes e acabaram caindo nos gostos femininos e passaram a integrar os closets femininos como mais um item de moda.

 












Amostra da coleção Donattella Veronezzi– 2011.

Modelo: Peep Toe

Material: Sarja jeans dublada, detalhe renda preta sobre posta cetim acqua blue – Debrum couro verniz preto – Forro PU aço escovado – Salto encapado – Sola meia-pata pintada e encapada.

Coleção Donattella Veronezzi – Primavera / Verão 2010 – 2011.

 











Tipos de Botas: Mukluk / Kamik / Inuit – mais uma variação das botas, originário dos nativos do Ártico entre eles as tribos Inuit e Yupik, sendo este modelo às vezes também  chamadas de “Botas Inuit”, referência aos nativos Inuit, originários da Groelândia e da parte Oriental do Alasca.  Estes modelos influenciaram e influenciam o desenvolvimento dos calçados voltados ao clima frio, principalmente onde o inverno é muito rigoroso. Também serve de inspiração aos calçados destinados aos atletas que praticam esportes radicais de inverno. Os termos Mukluk, ou Kamik são utilizados para denominar botas leves, confortáveis e quentes feitos em couro de animais com bastante incidência de pêlos.

As principais características deste modelo são as de serem produzidos originalmente com peles de rena, ou foca, onde o lado da pele que contenha os pêlos fica na parte interna dos calçados podendo ser estas partes internas revestida com peles de coelhos, lebres, raposas, guaxinim e outros alguns recortes e detalhes externos podem conter partes destas peles, que as qualificam como ornamentos, além de tratar-se de calçados extremamente macios, leves, e flexíveis. Graças a sua facilidade de transpiração evita que haja uma facilitação no congelamento dos pés em ambientes de extremo frio devido ao acúmulo de líquido proveniente não transpiração, possuem ainda bicos arredondados que se moldam ao contorno dos pés.

Os mukluk/kamik/Inuit podem ser encontrados nos dias de hoje diversas variações modelos, solados, formas e materiais.

 











Tipos de Botas: Doc Martens / Docs / DMS / Dr. Martens – Modelo bastante similar ao coturno criado pelo médico do exército alemão Klaus Märtens durante a 2ª Guerra Mundial. O Dr. Märtens de licença enquanto esquiava nos Alpes da Baviera em 1945 machucou o tornozelo e ao calçar seu coturno descobriu que o padrão das botas militares eram muito desconfortáveis e machucavam ainda mais, seu tornozelo ferido, antão enquanto recuperava-se em sua licença médica, ele projetou melhorias para as botas, como o couro macio e solas por amortecimento aerado. Quando a guerra terminou e alguns alemães saquearam suas próprias cidades, Martens pegou couro da loja de um sapateiro e com ele fez um par de botas, com solas amortecidas.

Märtens não obteve muito sucesso na comercialização de seus calçados, até que 1947, em Munique se reencontrou com um velho amigo da universidade, o Dr. Herbert Funck, que ficou intrigado com o design dos novos modelos de calçados e os dois entraram em negócio em Seeshaupt – Alemanha, usando borracha descartada de aeroportos da Luftwaffe (força aérea alemã). As solas confortáveis e duráveis foram um grande sucesso entre as donas de casa, sendo que 80% das vendas foram para mulheres com mais de 40 anos.

Em 1959, a empresa tinha crescido tanto, que Märtens e Funck iniciaram a venda no mercado internacional de calçados. Quase que imediatamente, o fabricante de calçados British R. Griggs Group Ltd. comprou os direitos de patente para fabricação do calçado no Reino Unido. O grupo inglês Griggs acabou mudando seu nome para Martens & Martens, logo fizeram algumas mudanças no traseiro (calcanhar), para melhor, acrescentaram a vira amarela com costura e patentearam a sola como AirWair.

Então a marca inglesa incluiu calçados, vestuários e acessórios e que foi adotada nos anos 1960 e 1980 pela contra cultura juvenil, principalmente pelo movimento punk rock entre eles os skinheads, punks e grungers. Os modelos por serem considerados bastante confortáveis também foram adotados pelos carteiros, policiais e muitos operários.

As principais características originais deste modelo eram de serem botas de meio canos, produzidas em couro macio, geralmente napa cereja, com amplos bicos arredondados, com sistema de fechamento por atacadores, com fileiras de 8 ilhoses, com solado em borracha macia aerada (sistema conhecido como AirWair), com viras de costuradas amarelas e uma pequena alça na borda no cano na parte traseira.

Atualmente existem variações do modelo, onde muito já possuem mais de 8 ilhoses em cada fileira, os canos podem ser mais, ou menos avantajado, sua paleta de cores é bastante ampla e as viras costuras já não muitas vezes amarelas. Em algumas versões femininas os modelos perderam as viras e ganharam saltos.

 











Tipos de Botas: Cut-Out Boot / Open Boot – Estes modelos de calçados são originados da fusão de outros dois modelos de calçados muito tradicionais, que são as botas e as sandálias. Estes modelos ganharam destaque e caíram nos gostos femininos já no século XXI, inicialmente os modelos foram revelados pelas Drags Queens ainda no final do século XX.

Estes modelos podem ser utilizados tanto no inverno quanto no verão, pois as variações destes modelos hora trazem modelos mais abertos ideais para o verão, hora modelos mais fechados ideais para o inverno.

As principais características destes modelos são suas estruturas básicas de botas, que às vezes possuem canos baixos, médios e altos e com vários recortes, vazados e tiras deixando uma ou mais partes dos pés a mostra, muitas vezes deixando a impressão de ser um misto de sandália com bota e outras vezes, um misto de bota com sandália.

As cut-out boots, ou open boots poder ter bicos finos, arredondados, ou quadrados, além das variações de saltos baixos, médios e altos. O modelo é indicado para pessoas de maior estatura, com tornozelos normais, ou finos, uma vez que o modelo pode achatar a silhueta.

A nomenclatura cut-out boot, ou open boot vem de idioma inglês, que significam:

  • Cut-Out = Recorte;
  • Boot = Bota.

Ou seja, bota recortada.

 

  • Open = Aberta;
  • Boot = Bota.

 Ou seja, bota aberta.

 











Tipos de Botas: Galocha – Diferentemente do que muitos pensam a galocha inicialmente não tratava-se de uma bota, mas sim de utensílio utilizado para não sujar os calçados de lama e poeira, pois serviam para serem calçados já sobre os calçados. Originalmente tratava-se de uma plataforma de madeira, que era atada aos pés já calçados por uma correia, ou tira de couro, que era presa por meio de uma fivela e também eram conhecidas por Pattens. Estes modelos seguiram sem muita evolução e foram muito populares entre os séculos XIV a XVII, já no final desse período notou-se uma evolução, onde as correias, ou tiras foram substituídas por um cabedal de couro, o que proporcionava melhor fixação e proteção aos calçados. Com o passar do tempo e o desuso deste modelo, o termo passou a ser utilizado para designar outros modelos de calçados que tinham a função ou de proteger os pés, meias, ou mesmo outros calçados da lama, água, poeira e outros e em busca dessa proteção acabou-se adquirindo um cano e tronando-se uma bota.

Já nos meados do século XX, as galochas tornaram-se sinônimos de calçados de segurança, com o emprego da borracha como sua principal matéria-prima tornando-as impermeáveis.

No Brasil as galochas tornaram-se muito populares pelo nome “Botas 7 Léguas”, nome este adquirido da marca de uma indústria que as produziam.

As principais características destes modelos desde século XX são as de possuírem canos médios, amplos bicos arredondados, confeccionadas em materiais impermeáveis como borrachas, ou plásticos, originalmente produzida em peça única, ou seja, o solado, cabedal e cano são provenientes do mesmo material injetado de uma só vez, não existindo a necessidade de colagem ou costura. Porém existem modelos compostos por mais de uma peça, nestes casos a colagem (fusão do material) é feita por um processo denominado por colagem por alta freqüência. Os modelos na sua maioria possuem pequenos saltos, para darem as inclinações ideais aos calçados, possuindo ainda solados tratorados, geralmente não possuem quaisquer sistemas de aberturas, ou fechamentos que facilite o calce.

As galochas viraram objetos de moda, devido aos avanços tecnológicos ocorridas nas últimas décadas nas indústrias de injetados plásticos e emborrachados, onde as adições de cores, estampas, trabalhados em altos e baixos relevos elevaram os status destes produtos e os levaram a cair nas graças da indústria da moda.

Assim o modelo chegou às passarelas dos principais pólos da moda e viraram Hits em muitos países, principalmente os que registram baixas temperaturas. O modelo exala um ar despojado e juvenil.

 












Tipos de Botas: Equitação / Montaria / Riding – O modelo originário é datado do período Barroco entre meados do século XVI e meados do século XVIII, nesta época as botas em geral eram muito utilizadas pelo público masculino, a isto atribui-se ao momento histórico conturbado da inquisição e  guerras, logo as cavalarias que atuavam nestes conflitos faziam o uso deste modelo de bota, já neste período estas botas eram feitas dos melhores couros. Estas botas com o passar dos tempos foram sendo incorporada no dia-a-dia em longas cavalgadas, ou mesmo em curtos passeios a cavalo.

As principais características deste modelo é seu longo cano que chega até logo abaixo dos joelhos, geralmente com cano inteiriços e lisos, o seu longo cano evita o contato da perna, ou melhor, da calça com o rústico couro das selas dos cavalos, alguns modelos podem conter alças nas laterais dos canos, ou mesmo nas partes frontais ou traseiras destes canos, isso para facilitar o calce utilizando-se destas alças para puxar as botas ao calçar. Possuem também um bico amplo e arredondado com reforço especial no bico para proteger e dar o conforto necessário ao cavaleiro na condução do cavalo. Os solados possuem poucas ranhuras, o que facilita a entrada das botas no estribo, o solado possui um salto, ou tacão que geralmente não ultrapassa os 2,5 cm, este salto, ou tacão facilita o encaixe dos pés nos estribos, impedindo que os pés sejam lançados muito a frente, ou escorregue dificultando o equilíbrio do cavaleiro.  Geralmente os cabedais destes modelos são compostos por 3 partes, uma longa gáspea, traseiro e cano.

A bota de equitação, ou montaria inicialmente tratava-se de um modelo masculino, utilizado em equitação, mas já há algum tempo, os modelos foram adaptados as necessidades femininas e muitas vezes ganharam detalhes e acabaram caindo nos gostos femininos e passaram a integrar os closets femininos como mais um item de moda.

 











Tipos de Botas: Botina / Chukka / Desert Boot – Modelo originalmente utilizado por jogadores de Pólo, sendo este jogo derivado do Chukka, o modelo teve os holofotes apontados para si, em 1924 nos Estados Unidos, ao serem utilizados pelo Duque de Windsor em sua visita ao país, anteriormente o Duque havia retornado de uma visita à Índia, onde teria disputado uma partida de Pólo e trazido alguns pares desta bota. O modelo também foi muito utilizado pelas tropas britânicas nos desertos ocidentais durante sua campanha na 2ª Guerra Mundial, sendo chamada de Desert Boot.

As principais características deste modelo de calçado fechado originalmente tratavam-se de calçados rústicos de canos curtos, com alturas até os tornozelos, muito confeccionado em acamurçados, com fechamento por atacadores (cadarços) em conjunto a perfurações, ou ilhoses 2 ou 3 pares de furos por pé, obtendo ainda um solado em borracha crepe.

Estes modelos tronaram-se muito populares nas décadas de 1940 e 1950 e foram muito utilizadas pelas crianças nas décadas de 1970.

A botina inicialmente tratava-se de um modelo masculino, mas já há algum tempo, o modelo foi adaptado as necessidades femininas, tendo bico arredondado e um salto mínino ou elevação para dar a inclinação necessária ao modelo.

 











Entrevista concedida a repórter Natália Gatto Pracucho do jornal e site Comércio de Jahu, que ajudou a compor a matéria publicada no jornal e site, sobre tendências em calçados para inverno 2010.

Jaú é uma cidade do interior de São Paulo, que possui um dos maiores pólos calçadistas dos Brasil.

Site: http://www.comerciodojahu.com.br/novo/26614/AGORA+SIM!+CALCADOS+DE++INVERNO+COM+TUDO.htm

 

Integra da Entrevista:

Antes de levantarmos as tendências em calçados, sempre é bom salientar que considerar os calçados como um simples acessório de moda é uma idéia bastante ultrapassada, prova disto é que a indústria coureiro/calçadista atribui como acessórios as: Bolsas, Cintos, Carteiras, Malas, Pastas e outros.

Já não é de hoje, que muitas mulheres após comprarem seus calçados, saem à procura da roupa ideal para compor seu visual, assim podemos observar que a paixão feminina pelos calçados é uma crescente, porém não devemos distorcer esta visão e considerarmos que os calçados estejam em um patamar de maior importância, mas sim, que eles caminham lado a lado com o vestuário e ao criarmos, ou comprarmos calçados devemos imaginar o look completo, ou o tão falado “Look Total”.

A moda inverno 2010, não diferentemente das coleções passadas tem demonstrado-se bastante democrática, pois há uma diversidade de estilos onde podemos dizer que cabem, senão todos, mas quase todos os estilos dentro de uma única estação.

Tradicionalmente o inverno requer modelos abotinados, uma vez que intenção é proteger os pés contra o frio, logo as botas ganham destaque e seus canos variações nas alturas, porém com um visual mais clean do que em coleções passadas.

A coleção de calçados Inverno 2010, está sendo marcada por intensa variação de modelos e estilos, onde os modelos tradicionais Scarpin, Peep Toe, D’orsey, Mary Jane (Boneca) e Bota, porém modelos não tão tradicionais como os: Clogs, Babuches, Sapatilhas Ballerinas, Ankle Boots, Cut-Out Boots, ou Open Boots.

  • Clogs – Também conhecidos por: Tamanco, Tamanco Holandês e Sabot, modelo originário dos Países Baixos e França utilizados principalmente pelos camponeses holandeses, entre os séculos XVIII e XIX, devido a isto ficou muito conhecido como tamanco holandês, nesta época o calçado era proveniente de uma única peça de madeira, ou seja, solado e cabedal eram inteiramente de madeira. Posteriormente o calçado passa a ser considerado muito desconfortável e pouco produtivo, logo começa a ter seu cabedal confeccionado em couro, porém seu solado (cepa) continua sendo confeccionado em madeira.

A ampla utilização deste modelo não é novidade, uma vez que o modelo se fez presentes em coleções nas décadas de 1970, 1980 e 1990.

O ressurgimento deste modelo pôde ser percebido na coleção primavera/verão européia, ou seja, teoricamente o modelo deveria fazer-se presente na coleção primavera/verão 2010-2011 do hemisfério sul, porém como é de costume a moda brasileira tende a antecipar as tendências e aplicá-las na coleção atual, logo estes modelos se fazem presentes já na temporada outono/inverno 2010.

A presença do modelo pode ser notada nos principais desfiles europeus, durante o lançamento das coleções primavera/verão européias, onde marcas como Chanel, Miu Miu, Lagerfeld, Louis Vuitton e Vera Wang, Jimmy Choo, Fendi e Gucci os clogs também puderam ser vistos nos pés das mais antenas.

Como o inverno requer calçados que tragam maiores proteções, os clogs tendem a ser fechados e remetem ao modelo mais tradicional, aquele com bico arredondado e com a gáspea fechada, geralmente fixada por taxas, que estão em evidência neste inverno e principalmente neste modelo. Porém como há muito tempo a rigidez da moda deixou de ser uma verdade há de surgir várias versões para o modelo, como modelos abertos e com bicos mais agudos e alongados. Com todas as possíveis variações podemos ter certeza de pelo menos uma: Os clogs estão nas alturas, pois acompanharão as tendências deste inverno, onde poderemos encontrar os clogs nas tradicionais plataformas, sejam elas inteiras cepa com salto, ou mesmo as tradicionais meias-patas, estes solados deverão ser em sua maioria de madeira, mas como estas tendem a deixar o calçado mais pesado e muitas consumidoras não adaptam-se, logo devem surgir variações em Poliuretano (PU), que deixam os calçados mais leves, mas com texturas e pinturas que simulam a madeira.

  • Ankle Boots – Também conhecida como bota de cano curto, ou curtíssimo, o termo ankle boot, surgiu nos últimos anos do século XX, e tem seu significado do idioma inglês:
    • Ankle – Tornozelo;
    • Boot – Bota

Ou seja, bota de tornozelo.

As ankle boots já marcaram presença no inverno passado, onde as mais antenadas conseguiram captar sua potencialidade e já desfilaram com suas ankle boots no inverno 2009, mas foi neste inverno de 2010 que estes modelos passaram a status de hist do inverno. As ankle boots a pesar de serem modelos bem democráticos, porém mulheres de menor estatura, ou de tornozelos e pernas muito grossas devem evitar os modelos, pois os mesmos tendem a achatar a silhueta deixando-as com um visual não tão favorável.

  • Cut-Out Boots, ou Open Boots – Também conhecidas como Botas-Sandálias (ou vice-verso), ou ainda como Botas Abertas, o modelo é originado da combinação de dois tradicionais modelos, a bota e a sandália, um calçado que  pode ser utilizado tanto no inverno quanto no verão, dependendo do modelo e do clima. O termo Cut-Out Boot, tem sido substituído por muitos por Open Boots, porém ambos surgiram no século XXI e tem seu significado também do idioma inglês:
Cut-Out – Recorte Open – Aberta
Boot – Bota Boot – Bota
Ou seja, bota recortada Ou seja, bota aberta

Também a exemplo das ankle boots, as cut-out boots marcaram presença no inverno passado, talvez até mesmo mais do que neste, porém não alcançaram a mesma visibilidade das ankles boots, porém as cut-out boots levam, pois por terem recortes, ou aberturas, estas podem transitar entre verão e inverno e tratam-se de modelos bem contemporâneos, já os cuidados ao uso este modelo são os mesmos das ankle boots, onde as mulheres de menor estatura, ou de tornozelos e pernas muito grossas devem evitar os modelos, pois os mesmos tendem a achatar a silhueta deixando-as com um visual não tão favorável.

  • Babuches – Embora muitas consumidoras façam alguma confusão entre os clogs e os babuches, vale ressaltar que os babuches têm sua origem no Marrocos e diferenciam-se dos clogs principalmente pelas alturas dos solados, uma vez que seus amplos bicos arredondados assemelham-se, mas como dito diferenciam-se pelo solado rasteiro, ou com ligeira elevação tendo o solado geralmente flexível.

Os babuches por terem solados mais baixos e flexíveis e seus cabedais geralmente são confeccionados em tecidos, o que não impede que sejam produzidos em couros, laminados sintéticos e materiais injetados (plásticos, borrachas como, por exemplo, as tradicionais sandálias Crocs) tornam-se mais confortáveis e são ideais para o uso diário, ocasiões totalmente informais e uso doméstico.

Os modelos tiveram seu auge na década de 1970, onde foram muito utilizados pelos hippies.

  • Sapatilhas – Originalmente o calçado da bailarina, que ao longo dos tempos, desde que Catarina de Medicis, mulher de Henrique II, que introduziu o Ballet na Corte Francesa do século XVI chegando aos dias de hoje com uma infinidade de modelos e estilos, chegando a ser considerada uma peça básica nos closets femininos.

As sapatilhas geralmente são calçados bem confortáveis devidos aos solados rasteiros, que assim como as sandálias rasteirinhas caíram no gosto feminino, porém nas regiões mais frias, estes modelos encontram barreiras na utilização no inverno, pois os solados rasteiros e finos e aos seus generosos decotes tendem a deixar os pés mais sujeitos ao frio, em contra partida o modelo também pode ser perfeitamente utilizado no verão.

A nomenclatura sapatilha é um diminutivo de sapato.

O inverno 2010 será marcado por um intenso colorido não muito comum para a estação, onde a paleta de cores intensa que abriga os tons de verdes escurecidos, variações de azuis intensos, além dos tons rosados que seguem aos avermelhados e sem falar nos marrons achocolatados, não podendo ser esquecido o reinado dos tons pretos e acinzentados, mas em contrapartida a esta intensa paleta de cores estarão os tons nudes (ou peles), que se fizeram presentes de modo mais discretos no inverno 2009, mas tiveram destaques no verão 2009/2010. Já no inverno 2010, os nudes se farão presentes e terão seu papel de destaque, porém em muitos casos os tons nudes estarão formando composições cromáticas intensas a fim de quebrar a monocromia estabelecida no verão 2009/2010. 

As pedrarias ainda se farão presentes neste inverno 2010, porém de forma mais contida, como já era esperado, devido a sua intensa aplicação nas temporadas passadas, estas estão junta aos metais, que tendem a ocupar parte do espaço deixado pelas pedrarias, Estes metais tem como principais destaques os banhos prata, prata fosca e níquel. Ainda na questão ornamental, bordados, aplicações, estampas, ou mesmo prints animais são opções. 

Na questão dos cabedais, os holofotes continuam voltados aos couros, que podem mesclar texturas foscas e brilhantes como camurça e verniz, ou mesmo os metalizados, podendo estes apresentar texturas répteis. Os sintéticos perdem na sua maioria o ar tecno que tinha como premissa deixar evidente que tratava-se de um produto sintético, eles ganham novamente texturas similares aos couros, sejam eles foscos, brilhantes, sem flor (ex. vegetal), mas sempre procurando uma semelhança ao couro natural, logo essa intensa semelhança ao couro acaba ampliando sua utilização. 

O cetim e os brocados (ou tecido similares) podem ser alternativas ao emprego nos cabedais, ou até mesmo na utilização de capas de sola e palmilha. O cetim pode ser encontrado em poá que deverá substituir as listras utilizadas no verão 2010, também poderão ser encontrados alguns poucos resquícios do xadrez. 

Podemos dizer que em termos de solados, a estação é mesmo dos saltos e meias-patas, e anabelas, sendo que os saltos estão de modo geral mais grossos em todos os estilos, tendo como seu principal destaque os saltos faixetados, em uma descrição básica podemos classificar os saltos da seguinte maneira: 

  • Festa: Saltos Altos e Finos ou Meio Finos, redondos ou arredondados. Geralmente acima de 7 ou 8cm.
  • Casual Chic: Saltos Altos ou Médios de volume maior, com o surgimento de cepas e anabelas.
  • Casual: Saltos Baixos ou Quase sem Saltos, bastante volumosos às vezes até desproporcional. Surgem também as cepas e as meias-patas.

As plataformas sem muita vitalidade já demonstradas há algumas coleções, as poucas aparições das plataformas deverão aparecer encapadas utilizando-se bordados, aplicações pedraria com metais a fim de compor a diversidades de modelos e cores. 

Embora alguns profissionais do meio da moda alardeiem que os saltos estão perdendo altura, isto ainda não tornou-se realidade no inverno 2010, mas deve sim ser uma tendência para o verão 2011.

 Em relação aos cintos, estes acessórios vêm retomando seu lugar nos closets femininos e podem fazer a diferença na composição de um look ideal para cada ocasião. Após caírem no esquecimento por algum tempo, a retomada de seu espaço tem sido gradual já há algumas coleções atrás e neste inverno não será diferente, pois irão marcar a cintura deixando a silhueta feminina bem mais sexy, pois deixam em evidências as curvas do corpo, porém há ainda a utilização destes cintos um pouco mais abaixo da linha da cintura.

Pôde ser visto nos principais desfiles de moda internacionais, onde os modelos mais finos dominaram as passarelas, porém como não é novidade na moda contemporânea, sempre há espaço para se não todos, mas quase todos os estilos, não sendo diferente para os cintos, onde os de larguras médias e amplas também podem ser vistas, ficando a cargo dos looks casuais e joviais os mais ousados.

Não pode ser desconsiderada a utilização de mais de um cinto, sejam eles de modelagens idênticas diferenciados pelas cores, ou mesmo com modelagens e cores diferentes.

Na maioria destes cintos, eles estão bem ornamentados com fivelas de diferentes tamanhos e modelos, laços, bordados e aplicações, além de taxas e ilhoses, já no quesito texturas, as mais variadas são encontradas, tais como nos calçados.

Em relação à diferenciação da moda entre determinadas regiões, na minha opinião, isso é evidente, pois seria impensável num país de proporções continentais como o nossos, onde em determinados dias de inverno podemos ter temperaturas abaixo de 0º em determinadas localidades e em outras regiões temperaturas beirando os 40º, logo devemos sim ter uma moda diferenciadas para determinadas regiões, caso contrário muitas empresas ficam e ficarão inaptas a comercializar seus produtos nas mais diversas regiões. Temos casos bem claros aqui em nosso pólo calçadista, onde empresas que só produzem calçados voltados ao verão acabam por não conseguir comercializar seus produtos nas regiões sul e sudeste durante o inverno.  Porém acredito que as megas e as macros tendências devem ser as mesmas para as diversas regiões, porém os temas destas coleções devem ser diferenciados, ou mesmo adaptados para cada região. Independentemente das variações climáticas, aspectos culturais e étnicos regionais devem ser levados em consideração, para que possamos oferecer o melhor produto para cada região.