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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: indústria

Segundo o dito popular, cada um sabe onde o sapato aperta. Muitas pessoas se submetem ao desconforto e à dor por uma questão estética. Outras, porém, por simples falta de opção. Uma pesquisa da Universidade FEEVALE, intitulada A Escolha do Calçado, constatou que mais de 25% das pessoas não encontram nas lojas sapatos adequados aos seus pés. Os modelos, ou são folgados, ou são apertados, ou machucam os pés em algum ponto. São quase 50 milhões de brasileiros insatisfeitos e uma grande fatia de mercado pouco explorada pela indústria e pelo comércio.

Na atualidade, muito se fala em conforto quando o assunto é calçado. Linhas do gênero surgem cada vez mais, no entanto elas ainda não contemplam os tamanhos e os formatos diferentes dos pés. “Hoje, de cada dez pessoas, só quatro são atendidas pela numeração padrão que existe no mercado nacional”, afirma o coordenador do Laboratório de Biomecânica do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTEC), Aluisio Ávila.

Ele explica que, nos pés femininos que calçam numeração 35, 36 e 37, por exemplo, o perímetro da cabeça do metatarso (parte mediana do pé) tem sete centímetros de diferença entre um pé delgado (mais fino) e um robusto (largo). Para conseguir corresponder às necessidades de todas essas consumidoras, portanto, seria necessário que fossem fabricados vários perfis de sapatos para cada numeração.

O mesmo vale para os consumidores masculinos. Ávila afirma que, para fabricar esses diferentes perfis são necessários investimentos por parte das indústrias, mas o retorno desse público é certo. Para um ganho considerável na satisfação dos clientes, as mudanças devem passar pelas fôrmas, pela região da gáspea (parte frontal do cabedal que compreende a porção que cobre desde os dedos até o peito do pé) e pelo jogo de navalhas.

O coordenador do Laboratório de Biomecânica observa que a empresas que exportam para países como Estados Unidos, Canadá e Europa já fabricam cinco perfis diferentes para cada número. Segundo ele, a partir de 2011, algumas fábricas brasileiras vão lançar esses perfis diferenciados no mercado interno. “Consumidores dos Estados Unidos e da Inglaterra têm o calçado brasileiro como muito confortável exatamente por terem acesso a esses perfis diferentes. Com as fábricas produzindo-os para o mercado interno, a tendência é que percebamos aqui também esse índice de conforto”, avalia.

Publicada em 13/1/2011 – Lia Nara Bau/Revista Lançamentos Indústria
Fonte: http://www.exclusivo.com.br/Noticias/59466/Conforto:-onde-aperta-o-sapato-do-brasileiro?.eol

Em sua segunda coleção para a temporada outono/inverno, a marca calçadista Comfortflex – produzida pela Ramarim e com foco no segmento de conforto – mostra novidades. De acordo com a empresa, as botas contarão com salto dotado de tecnologia exclusiva de amortecimento. O componente foi desenvolvido em parceria com o laboratório de biomecânica do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro e Calçados (IBTeC).

 “Trata-se de uma tecnologia que promove redução de 70% do impacto da pisada sobre o corpo da usuária dos calçados”, comenta o coordenador do laboratório, Aluísio Ávila. O especialista explica ainda que “o impacto na pisada acontece quando a pessoa senta o calcanhar no chão. Com a inserção deste material que absorve o impacto, podemos reduzir de forma drástica os efeitos desta pisada sobre a estrutura musculoesquelética do corpo humano”.

 

Publicada em 5/1/2011 – Redação Exclusivo On Line
Fonte: http://www.exclusivo.com.br/Noticias/59437/Comfortflex-valoriza-salto-com-amortecedor.eol

Além da qualidade, o design é um dos principais fatores que diferencia um produto no mercado. Um projeto inovador e bem conduzido desperta o interesse do consumidor e pode gerar clientes fiéis ao produto e à marca. Porém, para alcançar o sucesso, há um longo caminho a percorrer. O processo criativo do designer é apenas uma das etapa para transmitir ao consumidor todos os valores e atributos pelos quais um produto deseja ser reconhecido. É preciso entender o que o consumidor quer e como alcançá-lo de forma eficaz, atraindo-o pelo design e conquistando-o pela qualidade. A criação deve e precisa vir de fora para dentro.

Em um mundo cada vez mais globalizado, com lançamento e novidades vindas de todos os cantos do mundo, despertar a atenção do consumidor e fidelizá-lo a um produto ou uma marca é um grande desafio. E, por isto, é preciso conhecê-lo muito bem antes de propor qualquer nova experiência. De nada adianta um celular com tecnologia de última geração, que traz todo suporte para usar as redes sociais, se o teclado ou a tela do aparelho são ruins de manusear e visualizar. A inovação deve passar pela empatia com o consumidor e a criação tem que enxergá-lo como parte do processo de desenvolvimento de um produto ou de um serviço.

Os designers estudam ergonomia, conversam com mulheres, homens, adolescentes, crianças para saber as suas opiniões sobre diversos temas e aspectos. É a partir destes contatos e estudos que conseguem saber o que as pessoas pensam, quais são seus desejos e as suas necessidades atuais e futuras. Antes de lançar um produto novo ou criar a sua identidade visual, é preciso visitar os locais onde o consumidor está e observar o seu comportamento. Supermercados, lojas de conveniências, home centers, feiras e shoppings são alguns dos locais onde podemos observar porque o cliente optou pelo produto “X” e não “Y”. Trata-se de um trabalho meticuloso de investigação.

Em algumas oportunidades, cheguei a abordar e conversar com os consumidores para saber o que levou a escolha. Geralmente, a resposta é “este pareceu mais atraente; achei a embalagem interessante; o preço está bom”. O produto tem que gerar uma identificação com o consumidor, tem que transmitir as informações e os valores que deseja e precisa gerar a sensação “feito pra mim”. E tudo isto só é possível estudando os hábitos dos consumidores, os seus anseios, as qualidades e valores que adquira e o que busca em um produto.

O design funciona como uma porta de entrada para mostrar ao consumidor que o produto possui tudo que ele deseja, seja com relação à funcionalidade, à qualidade, à simplicidade, ao custo-benefício. As informações devem ser claras e o consumidor não pode ter dúvidas. Para cada público que se deseja atingir, há necessidades específicas e linguagens claras. E o designer precisa entender estas diferenças.

Claro que a qualidade do produto, seja um bem durável ou não, será comprovada pelo consumidor a partir da experiência pessoal. Porém, é o designer que o atrai e o leva à possibilidade experiência e a fidelização.

Quando falamos no mercado business-to-consumer, não podemos deixar de ressaltar que um bom atendimento e suporte também são essenciais para o sucesso de qualquer empresa e para manter a reputação do produto. Todos estes aspectos juntos ajudam a transformar o consumidor na principal ferramenta de marketing. Afinal, o boca a boca continua sendo uma das formas mais eficazes de aumentar as vendas e torná-lo desejável e necessário.

Agora, fica a dica: invista na pesquisa junto ao consumidor e tenha um canal aberto para escutar sua opinião.

Por Angelo Garcia, diretor da Cauduro Associados, empresa especializada em Branding e Design

Publicada em 21/12/2010 – Redação Exclusivo On Line

http://www.exclusivo.com.br/Noticias/59374/Artigo:-O-design-de-produto-e-o-consumidor.eol

No mês de novembro, o saldo de empregos na indústria calçadista caiu 5 mil vagas, conforme dados da RAIS/CAGED. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Milton Cardoso, sustenta que esta queda no saldo está diretamente ligada ao aumento das importações de países como Malásia, Indonésia e Vietnã, que foi de 26% de janeiro a novembro deste ano.

“Embora os dados mostrem redução na importação de pares, a compra de cabedais e outras partes de calçados disparou este ano nos países que estão sendo monitorados, o que mostra indícios de triangulação, com a compra de componentes para a montagem dos calçados em solo brasileiro”, explicou. “Desta forma, as importações continuam afetando diretamente nossa indústria”, apontou Cardoso.

Nos onze meses deste ano, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o somatório de toda a importação calçados – prontos ou desmontados, o que inclui cabedais e solados – resulta em um total de 44.304.082, o que representa uma variação de 26% a mais em relação a 2009, quando foi importado um total de 35.258.988. “Estes dados são a clara evidência de que há indícios de triangulação. Em outras palavras, as empresas asiáticas que exportam grandes volumes para o Brasil se utilizam da venda de calçados desmontados para driblar a aplicação do direito antidumping, que atualmente é aplicado somente ao calçado pronto”, esclareceu o dirigente.

A Abicalçados está finalizando a petição, a ser entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para a inclusão dos calçados desmontados no regime de aplicação de direito antidumping.

Publicada em 17/12/2010 – Redação Exclusivo On Line

http://www.exclusivo.com.br/Noticias/59364/Setor-calçadista-registra-queda-nos-empregos.eol

Tipos de Botas: Engineer ou Motorcycle /Motociclista ou Motoqueiro – Este tipo de bota passou a ser utilizada por volta da década de 1950, mas entre seus diversos modelos, o modelo mais tradicional pode-se dizer que este tipo de bota é uma descendente direta da Riding Boot, ou Bota de Montaria/Equitação datado do Período Barroco, entre meados do século XVI e meados do século XVIII.

Desde a década de 1950 surgiram muitas variações deste modelo, com o intuito de adaptar estas botas aos diversos esportes que utilizam motocicletas e fazem necessidade das botas para proteção do usuário, assim surgiram:

  • Engineer ou Motorcycle / Engenheiro ou Motociclista – Modelo original utilizado desde a década de 1950, onde seus canos possuíam em torno de 30 cm, bicos arredondados, os solados possuem saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, geralmente os cabedais destes modelos são compostos por 3 partes, uma longa gáspea, traseiro e cano e são confeccionados em espessos couros quase sempre impermeáveis, para proteger as pernas e os pés do calor do motor, da chuva, de impactos e atritos, seu fechamento dá-se geralmente por correias afiveladas ajustáveis, não havendo a incidência de atacadores (cadarços), a fim de evitar o entrelaçamento em peças da motocicleta.

 

  • Racing Boots ou Botas de Corrida – Modelo projetado para corridas de motocicleta em pavimentação rígida (pista de corrida em asfalto ou concreto), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, plástico e outros materiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos há inúmeras partes blindadas superiores a qualquer outro tipo de bota, isso devido ao grande potencial de lesões proporcionado pela alta velocidade da atividade esportiva. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. A cor mais utilizada nestas botas é a preta, mas há inúmeras cores utilizadas, geralmente em detalhes, ou mesmo em todo o cabedal, uma vez que muitos procuram personalizar suas botas tais quais suas motocicletas.

 

  • Touring Boots ou Streets Boots / Botas de Turismo ou Botas de Rua – Modelo projetado especificamente para andar de motocicleta em pavimentos rígidos (rodovias ou estradas de asfalto, concreto ou similar), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, borracha, plástico e tecidos artificiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos não existe a necessidade de tantas áreas blindadas quanto as Racing Boots, uma vez que não são dedicadas as pistas, mas sim as estradas e rodovias. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. Em relação às cores, estas botas são bem mais discretas dos que as botas de corrida, sendo estas quase na suas totalidades pretas.

 

  • Motocross Boots / Botas de Motocross – Modelo projetado especialmente para Off-Road, Motocross (fora das estradas, ou todo tipo de terreno). Como estas botas são indicadas para o motociclismo em terrenos inóspitos, estando o usuário sujeito a galhos, pedras, terra e outros fragmentos que podem ferir não apenas os pés, mas também as pernas, estas botas são geralmente bem mais rígidas do que qualquer outro modelo de bota destinado ao motociclismo, assim sendo estas botas tem seu cano quase até a altura dos joelhos, ou seja, em torno de 40 cm de altura e são confeccionadas a partir de uma combinação de couro, metal, borracha e outros materiais sintéticos como plásticos e outros polímeros, a fim de proporcionar uma forma bem justa e confortável e não menos firme, os fechamentos destas botas se dão verticalmente e na parte externa do dano, por meio 4, ou 5 de tiras, ou correias ajustáveis com fivelas, ou outros mecanismos de fechamentos mais rápidos e práticos, neste modelo também há várias parte blindadas como bicos, traseiros e partes frontais dos canos, além saltos baixos que não ultrapassam os 2 cm, as bordas das solas geralmente são protegidas por chapas metálicas parafusadas aos solados. As cores mais comuns destas botas são as pretas ou brancas, mas outras cores como vermelho, azul, amarelo e verde (possivelmente combinado com preto ou branco), também estão disponíveis, muitos pilotos às vezes optam por usar botas brancas por que são mais facilmente visíveis.

 

  • Police Boots / Botas de Policiais – Modelo projetado para policiais motociclistas e são as mais semelhantes às Riding Boots, ou Botas de Montaria/Equitação, onde seus canos entre 45 e 53 cm costumam alcançar as alturas dos joelhos, os solados são produzidos em densa borracha e com saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, os cabedais são confeccionados em couro natural espesso, mas maleáveis de alto brilho, sendo compostos por 3 partes, uma ampla gáspea, traseiro e um longo cano, este cabedal é impermeável e protege contra as águas de chuvas e poças, além de proteger contra o calor exalado do motor, atritos e impactos, seus fechamentos dão-se geralmente por correias afiveladas nos topos dos canos. As botas fazem parte do uniforme do policial motociclista e um exemplo bem claro deste tipo de bota pode ser visto no seriado policial transmitido pela televisão nas décadas de 1970 a 1980 “CHiPs”.

 

  • Harness Boots – Modelo muito semelhante ao Engineer ou Motorcycle, muito utilizado na década de 1960, inspiradas nas botas de biqueira quadrada utilizadas pelo saldados norte-americanos na Guerra Civil do século XIX, tendo variações consideráveis nas alturas de seus canos, entre 25 e 95 cm, porém sendo a incidência maior entre 25 e 45 cm. O modelo tem como principal finalidade a de proteger os pés e pernas do motociclista, logo são produzidas em couros espessos e maleáveis, que dificultam a transmissão do calor gerado pelo escapamento e bloco do motor, o modelo possui ainda uma biqueira angular de aço revestida pelo couro do cabedal e seu forro, além de hastes de aço no traseiro, ao contrário de Engineer Boot, que tem tiras, ou cintas de couro ajustáveis por fivelas através do tornozelo, as Harness Boot possui um cinto não-ajustável no tornozelo de quatro tiras de couro e duas argolas de metal, uma tira atravessa a parte superior do pé no tornozelo, outra tira envolve a parte traseira do o pé no tornozelo e duas tiras de elevação mais exclusiva de cada lado do tornozelo, sendo estas quatro tiras atadas no lugar por dois anéis de metais, que estão localizados em cada lado do tornozelo. Os solados são geralmente produzidos em densa borracha e podem estar relativamente planos ou sobre saltos, ou tacões que não ultrapassam a altura de 2,5 cm podem ser tratorados, para uma melhor tração. As botas na quase totalidade são pretas e são muito populares entre os pilotos de Harley-Davidson e outras motos do estilo, entre membros da cena heavy metal e na sub cultura do couro.

Olá!

Mais uma vez estamos aqui para trazer uma série de três vídeos, que retratam o processo produtivo dos calçados femininos de forma mais abrangente e bem didática, em uma fábrica de calçados nacional de médio porte. Os vídeos foram muito bem produzidos, no que tange a mostra do processo produtivo calçadista.

É sempre bom ressaltar que os processos produtivos dos calçados variam conforme o segmento e tipo de calçados, logo podem ser acrescentados algumas etapas, ou retiradas algumas outras, pois o processo produtivo dos calçados é bastante complexo e tem como característica marcante um fluxo de produção descontínuo com etapas bastante distintas.

Está série de vídeos foram retirados do canal tvunibh, no Youtube (TV UNIBH CANAL 12 NET E 14 OITV – BELO HORIZONTE).

Espero que seja de alguma valia e que gostem deste material.

Parte 1/3

Processo produtivo dos calçados femininos de forma mais abrangente e bem didática, em uma fábrica de calçados nacional de médio porte.

Parte 2/3

Processo produtivo dos calçados femininos de forma mais abrangente e bem didática, em uma fábrica de calçados nacional de médio porte.

Parte 3/3

Processo produtivo dos calçados femininos de forma mais abrangente e bem didática, em uma fábrica de calçados nacional de médio porte.

Tipos de Botas: Firefighter Boot / Bota de Bombeiro – Este tipo de bota deve ser utilizada em conjunto com o vestuário completo do indivíduo que integra o corpo de bombeiros, só assim ela terá sua efetiva capacidade de proteção, um bom exemplo disso é aplicação de água sobre superfícies que estejam sobre alta temperatura, que podem após entrar em contato com essa superfície respingar no bombeiro e escorrer sobre seu traje de combate aos incêndios  impermeáveis e estando este, com a jaqueta sobre a calça e a calça sobre as botas estes respingos de água irão escorre sobre as peças evitando o contato do líquido com o corpo. As botas mais antigas de combate aos incêndios utilizados pelos bombeiros eram confeccionadas em couro e posteriormente em borracha, porém as botas mais contemporâneas utilizam-se de materiais mais resistentes e eficientes.

As principais características deste tipo de bota são seus canos longos entre 50 e 65 cm, bicos amplos e arredondados, com biqueiras de aço entre os forros e os materiais externos, traseiros reforçados por grossos contrafortes, lamina de aço na entressola a fim de evitar perfurações dos solados, as botas de maior performance são produzidas com Nomex (material anti-chama de meta-aramida resistente e desenvolvido no início dos anos 1960, pela DuPont e comercializado pela primeira vez em 1967), sendo as botas mais recentes podem suportar temperaturas em torno de 800° C, por curtos períodos de tempo sem sofrer danos, embora a exposição a estas temperaturas não seja recomendado, na parte interna das botas há forrações geralmente confeccionadas em feltro, a fim de evitar a rápida elevação da temperatura, ainda em seus canos geralmente possuem amplas alças nas laterais para facilitar o calce mesmo com luvas, seus solados geralmente são em estilo tratorado para evitar derrapagens em pisos molhados.

Alguns órgãos de normatização de produtos espalhados pelo mundo exigem ainda que as botas incluam proteção contra condutividade elétrica, impacto, compressão, dilatação e perfurações.