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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: frança

Tipos de Botas: Cuissarde / Over The Knee Boots – O modelo foi batizado pelos franceses e nada mais é, do que uma bota com cano longuíssimo, que ultrapassa os joelhos podendo chegar até a virilha, este modelo tem sua origem nas botas utilizadas pelos piratas e contrabandistas, para ocultar objetos de valores roubados.

As principais características deste modelo é deixar coberta quase toda perna, ou pelo menos, até logo acima dos joelhos, geralmente até metade da coxa, porém existem modelos que alcançam até a altura da virilha, além é claro dos pés, ou seja, gáspea e trazeiro fechados estendendo-se ao cano extremamente longo, para facilitar o calce, na maioria das vezes o sistema de fechamento é feito por zíper, porém existem fechamentos por atacadores, botões e até velcro e em alguns modelos produzidos em elastano ou spandex (lycra), não há sistema de fechamento.

Estes modelos têm a necessidade de serem confeccionados bem justos as silhuetas, para não dificultar o caminhar, geralmente são produzidos em materiais alternativos, aos couros naturais, devido ao extenso comprimento do couro, logo acabam sendo produzidos em tecidos, couros sintéticos, elastano, spandex e vinil, em virtude do modelo deixar a silhueta bem definida, acaba tornando-o um modelos bastante sexy, o que traz a estes modelos de botas ares fetichistas.

Este modelo requer muita cautela e bom censo, pois ao menor descuido elas podem exalar um tom vulgar, ao invés de um look fashion e sensual. Estes modelos marcaram época nos cinemas, no início da década 1970, com o fila “Klute, o passado condena”, estrelado por Jane Fonda, e posteriormente no início da década de 1990 com o filme “Uma linda mulher”, estrelado por Julia Roberts.

A bota pode ter bico fino, redondo ou quadrado, além das variações de saltos baixo, médio, alto, ou mesmo sem salto, conhecidas como rasteiras.

Patten / Patyns / Galochas / Clogges – este modelo teve sua origem na Idade Média e foram utilizadas até o século XIX, sendo utilizadas sobre outros calçados, onde tinha a função de elevar os pés para proteger os calçados da lama e da sujeira muito comum nas ruas não pavimentadas da época.

As principais características deste modelo eram seus solados grossos solados de madeira em peça única, que continham tiras, ou correias que circundavam os pés e aram fixadas nas cepas de madeira, a fim de acomodar os pés já calçados. Houve variações nestes modelos, onde as plataformas de madeira adquiriam estrutura metálica circular sob estas cepas, outra variação era as cepas de madeira com duas elevações uma sob o calcanhar e outra sob o metatarso.

A denominação Patten teve sua origem provavelmente do francês antigo, que refere-se a “Pata”, ou a “Casco”. O modelo tratava-se de um calçado unissex e muito utilizado no século XV, em conjunto ao modelo muito popular na época a Polaina, que eram aqueles calçados com bicos afunilados e extremamente compridos.

Este modelo também é conhecido em outros países como: Patyns,  Galochas e Clogges.

Boudoir – na verdade não se trata de um modelo, mas sim de um estilo de calçado, logo todos, ou pelo menos quase todos os modelos podem ter estilo Boudoir. O termo boudoir é originário do idioma francês e desde a Renascença Francesa remete sala, ou quarto privado feminino utilizado para banhar-se, vestir-se e a práticas de bordados e outras atividades femininas, onde as mulheres buscam o conforto das roupas totalmente informais e íntimas. Na área da moda o termo boudoir remete basicamente ao estilo underwear, onde existe o emprego de componentes utilizados em pijamas e lingeries em peças de moda de rua utilizadas no dia-a-dia, bons exemplos são as alças de sutiã, regatas com rendas, bojos e vestidos de tecidos suaves, como a seda, trazem o ar sexy e romântico das roupas íntimas aos visuais urbanos.

As principais características destes calçados são: Sensualidade e Romantismo. Logo a presença de saltos, delicadas rendas, sedas, pequenos pontos de cristais, plumagens, cetins, lacinhos, fitas estreitas, tracelim e outros, mas tudo muito delicado que remeta ao underwear feminino, sendo que nada impede a utilização destes materiais citados de comporem visuais com materiais não tão sofisticados, que podem compor um modelo mais casual.

Este estilo de calçado remete ao requinte Frances, mas deve ser utilizado com cautela e bom senso, para que não transmita um ar vulgar.



Quando tratamos do perímetro dos calçados, referimo-nos a região do metatarso-falangina, correspondente a parte mais larga, ou a circunferência desta região, sejam nos pés, fôrmas, ou calçados.

A progressão que é a unidade constante que diferencia a numeração dos calçados entre os seus tamanhos é de ¼ de 2 Pontos Franceses (vale lembrar que um ponto francês 2/3 de 20mm, sendo igual a: 6,66mm), por tanto, o fator de progressão do perímetro é de 5mm.  

Teoricamente uma determinada numeração de calçado deveria ter variações de larguras, como por exemplo, 36/4, 36/5, 36/6, ou seja, um mesmo número de calçado 36 deveria ter opções de larguras, o que na prática dificilmente acontece aqui no Brasil, salvo pouquíssimas empresas de disponibilizam duas ou três variações no máximo, ou empresas que destinam parte de sua produção para países europeus e Estados Unidos, onde está pratica é comum. Aqui podemos concluir que a cada número de calçados há uma progressão, ou seja, a diferença em relação à largura de um número para outro é de 5mm, esta situação é evidenciada pelo fato de que, não existe qualquer marcação no perímetro das fôrmas brasileiras, as quais possuem registros apenas do número referente ao comprimento (33, 34, 35, 36…).

A exemplo do que acontece com os comprimentos dos Pontos Franceses, o perímetro destes pontos também têm diferentes interpretações em diversos países, como por exemplo:

Brasil =35/8, Itália=36/7 e França=37/6.

  • Interpretação Francesa do Ponto Francês Sobre o Perímetro: O sistema utilizado pelos franceses tem variações de 8 larguras referenciais representadas pelos números de 1 a 8, embora nem todas as variações sejam aplicadas, logo a numeração francesa expressa não só o comprimento, mas também a largura, onde eles podem ser apresentados da seguinte forma:

37/6 onde:

  •  
    •   37 – Refere-se ao comprimento;
    • 6 – Refere-se à largura.

Para determinar o cálculo em milímetros aplica-se a fórmula:

Perímetro = (Número da Fôrma + Largura Referencial) X 5

Ex.: Perímetro do Nº 37/6 = (37 + 6) X 5 = 215mm

 

  • Interpretação Italiana do Ponto Francês Sobre o Perímetro: O sistema utilizado pelos italianos é muito semelhante ao francês, no entanto não devemos esquecer que o a interpretação do Ponto Francês na Itália é adotado apenas 1 Ponto Francês de margem de calce, diferente da interpretação francesa que utiliza 2 Pontos Franceses de margem para o calce. A exemplo da França a Itália também tem variações de 8 larguras referenciais representadas pelos números de 1 a 8, embora nem todas as variações sejam aplicadas, logo a numeração italiana expressa não só o comprimento, mas também a largura, onde eles podem ser apresentados da seguinte forma:

36/7 onde:

  •  
    • 36 – Refere-se ao comprimento;
    • 7 – Refere-se à largura.

Para determinar o cálculo em milímetros aplica-se a fórmula:

Perímetro = (Número da Fôrma + 1 + Largura Referencial) X 5

Ex.: Perímetro do Nº 36/7 = (36 + 1 + 6) X 5 = 215mm

Observação: Utilizamos o “6” como “Largura Referencial”, e não o “7”, pois estamos levando em consideração o exemplo da interpretação francesa. Caso a intenção não fosse fazer um comparativo e sim saber apenas o tamanho métrico do perímetro utilizaríamos a seguinte operação: Ex.: Perímetro do Nº 36/7 = (36 + 7) X 5 = 215mm.

  

  • Interpretação Brasileira do Ponto Francês Sobre o Perímetro: O sistema utilizado pelo Brasil é muito semelhante ao francês, no entanto não devemos esquecer que o a interpretação do Ponto Francês no Brasil não é adotada margem de calce, diferente da interpretação francesa que utiliza 2 Pontos Franceses de margem para o calce, logo devemos acrescentar 2 Pontos Franceses, para igualar ao sistema original francês. A exemplo da França o Brasil também tem variações de 8 larguras referenciais representadas pelos números de 1 a 8, embora como mencionado no início deste artigo, no Brasil esta regra de via não é aplicada, exceto por pouquíssimas empresas que disponibilizam dois, ou três e por empresas que destinam calçados destinados à exportação, logo a numeração brasileira expressa somente o comprimento e é apresentada da seguinte forma:

35

  •  
    • 35 – Refere-se ao comprimento.

 Para determinar o cálculo em milímetros aplica-se a fórmula:

Perímetro = (Número da Fôrma + 1 + Largura Referencial) X 5

Ex.: Perímetro do Nº 35/8 = (35+ 2 + 6) X 5 = 215mm

Observação: Utilizamos o “6” como “Largura Referencial”, e não o “8”, pois estamos levando em consideração o exemplo da interpretação francesa. Caso a intenção não fosse fazer um comparativo e sim saber apenas o tamanho métrico do perímetro utilizaríamos a seguinte operação: Ex.: Perímetro do Nº 36/7 = ( 35 + 8 ) X 5 = 215mm.



Quem nunca se perguntou… De onde vem a numeração do meu calçado?

Por exemplo: “Calço 42”! Mas 42 o que?

Esse número 42, não corresponde a centímetros, não corresponde a polegadas, não corresponde a milímetros e etc…

Então corresponde a que?!

A resposta é: 42 Pontos Franceses. Isso mesmo pontos franceses.

Obs.: Para conhecer a história da numeração dos calçados você pode acessar o artigo: http://fabiomarcelo.com/blog/?p=504

Primeiramente, um sistema de medidas serve para mensurar e padronizar os tamanhos dos calçados, fôrmas, solas e outros componentes utilizados na confecção dos calçados. Porém vale ressaltar, que existem vários sistemas de numeração para calçados, onde diversos países criaram os seus, ou adaptaram as suas técnicas, em próximos artigos vou procurar detalhar os mais comumente utilizados.

Na sua criação original o Ponto Francês tinha a medida de 10 milímetros, ou 1 centímetro. Durante sua utilização e com o passar do tempo notou-se, que a progressão de um número para outro mostrou-se muito ampla, pois havia casos onde, por exemplo, um calçado 35 poderia ser apertado e um calçado 36 poderia ser folgado, principalmente nos calçados femininos.

Em virtude deste fato percebido pelos sapateiros de Paris, eles acabaram por constituir mudanças básicas neste sistema numérico, onde o fator de progressão que antes era de 10 milímetros, acabaria por ser de 6,66 milímetros, pois instituíram que: A medida de um Ponto Francês passaria a ser de 1/3 de dois Pontos Franceses, ou seja: 1/3 de 20mm = 6,66mm, embora eu pessoalmente prefira fazer a seguinte adaptação 2/3 de 10mm = 6,66mm.

Logo após a implementação dessas mudanças houve uma melhora significativa no conforto dos calçados, principalmente os femininos, onde a progressão de número passou a ter uma menor diferença, amenizando assim o desconforto durante o período de adaptação na troca de tamanho dos calçados pelo crescimento dos pés.

Embora as adaptações terem sido feitas pelos sapateiros de Paris, o sistema continuou conhecido como Ponto Francês e passou a ser utilizado pela maioria dos países europeus e por suas colônias da América Latina e África.

Na verdade o Ponto Francês tem a mesma medida em todos os países que o utilizem, porém existem interpretações ou adaptações na sua aplicação, ante de passarmos para um detalhamento maior vamos deixar bem claro que:

  • Antigamente: Ponto Francês tinha 10mm;
  • Atualmente: Ponto Francês tem 6,66mm (chegou-se a esta medida da seguinte forma: 1/3 de 2 Pontos Franceses Antigos: 1/3 de 20mm). Volto a frisar Eu prefiro considerar que o ponto Francês atual é 2/3 de 10mm.

Logo o fator de progressão entre um número e outro do calçado é de 6,66mm = 1 Ponto Francês.

Como mencionado acima, existe interpretações, ou adaptações no emprego do Ponto Francês, por isso países que utilizam o mesmo Ponto Francês e calçados com o mesmo tamanho têm numerações diferentes como, como por exemplo:

Brasil = 35, Itália = 36 e França = 37.

  • Utilização do Ponto Francês na França: Na criação do Ponto Francês, os franceses determinaram como folga, ou margem de calce de 2 Pontos Franceses (2X (20/3)), ou  13,33mm, logo para obter-se o tamanho real da fôrma deve-se diminuir 2 Pontos Franceses proveniente folga, ou margem de calce. Ex. Número 37 é: 37 – 2 X (20/3) = 233,33mm.

 

  • Utilização do Ponto Francês na Itália: A aplicação do Ponto Francês na Itália visou uma questão estética, onde buscou explorar a vaidade feminina trazendo intrinsecamente uma estratégia de marketing, por isso a marcação da numeração teve sua escala diminuída em um Ponto. A real intenção foi conquistar o público feminino oferecendo calçado com numeração menor, isso devido que até num passado não muito distante, não era muito bem visto o fato de uma mulher ter um pé de tamanho mais avantajado. Com este artifício era possível uma mulher utilizar um calçado italiano supostamente menor do que um calçado francês. Este artifício foi conseguido em virtude da folga de calce ter sido reduzida de 2 pontos Franceses como é utilizado na França, para 1 Ponto Francês, logo para obter-se o tamanho real da fôrma na interpretação italiana deve-se diminuir 1 Ponto Francês proveniente folga, ou margem de calce. Ex. Número 36 é: 36 – 1 X (20/3) = 233,33mm.

 

  • Utilização do Ponto Francês no Brasil: A aplicação do Ponto Francês no Brasil prevê o tamanho real do pé, sem qualquer folga do calce, a folga necessária para o calce será determinado pelo suplemento estabelecido no momento da criação da fôrma, o tamanho deste suplemento é determinado pelo tipo de bico da fôrma, logo o número da fôrma na interpretação brasileira é o comprimento mínimo real estabelecido pelo Ponto Francês. Ex. Número 35 é: 35 X (20/3) = 233,33mm.



Este artigo tem a intenção de listar as principais feiras nacionais de calçados, componentes e equipamentos, sempre que tivermos novidades a lista será atualizada.

Caso você conheça alguma que não esteja listada aqui, peço a gentiliza de informar.

Obrigado!

Couromoda 
São Paulo – SP
http://www.couromoda.com/

Courovisão – Feira Internacional de Componentes, Couros, Máquinas, Químicos e Acessórios para Calçados e Artefatos
Novo Hamburgo – RS
http://www.courovisao.com.br/ 

Fashion Business
Rio de Janeiro – RJ
http://www.fashionbusiness.com.br/

FEBRAC – Feira de Máquinas e Componentes para Calçados 
Nova Serrana – MG
http://www.feirafebrac.com.br/

FEICAL – Feira de Negócios do Setor Calçadista 
Birigüi – Sp
http://www.feical.com.br/ 

FENAFIC – Feira Internacional de Couros, Máquinas e Componentes para Calçados
Franca – Sp
http://www.fenafic.com.br/

FIMEC – Feira Internacional de Couros, Prdodutos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes.
Novo Hamburgo – RS
http://www.fimec.com.br/

FRANCAL – Feira Internacional de Calçados, Acessórios de Moda, Máquinas e Componentes
São Paulo – SP
http://www.feirafrancal.com.br/

Jaú Trend Show
Jaú – SP
http://www.jautrendshow.com.br/

Minas Trend Preview
Belo Horizonte – MG
http://blog.minastrend.com/

Nova Serrana Feira e Moda
Nova Serrana – MG
http://www.novaserranafeiraemoda.com.br/

SEINCC – Semana da Indústrias Calçadista Catarinense 
São João Batista – SC
http://www.sincasjb.com.br/seincc/



A rainha da França Maria Antonieta nascida em 1755, casada com o rei Luiz XVI, que teve sua ascensão ao trono em 1774, que após a revolução francesa foi condenada a morte na guilhotina em 1793, tinha uma grande paixão por calçados e durante seu reinado chegou a ter um criado exclusivamente para cuidar dos seus mais de 500 pares de calcados, onde eram mantidos catalogados por data, cor e modelo.




Sabot /Tamanco Holandês – modelo é uma espécie de tamanco muito utilizado por camponeses europeus, principalmente na França e Países Baixos, nos séculos XVIII e XIX, nesta época o calçado era proveniente de uma única peça de madeira, ou seja, solado e cabedal eram inteiramente de madeira. Posteriormente o calçado passa a ser considerado muito desconfortável e pouco produtivo, logo, começa a ter seu cabedal confeccionado em couro.

A principal característica deste modelo é de possuir uma espessa cepa de madeira, onde são fixados os cabedais por meio de pregos, tachas, parafusos ou grampeadas, sendo este cabedal uma gáspea totalmente fechada, deixando o calcanhar à mostra.

O sabot ou tamanco holandês tratava-se originalmente de um calçado unisex, mas já algum tempo eles têm sido direcionados ao público feminino, ele é um misto dos modelos: Tamanco com o babuche adicionado um espessa solado de madeira.