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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: esporte

As constantes evoluções dos calçados esportivos, principalmente o tênis têm sido bastante ampliada, desde a última década do século XX e principalmente nesta primeira década do século XXI.

Dentre as evoluções estão às segmentações, que buscam produtos cada vez mais específicos para cada modalidade esportiva, onde muitas modalidades são novamente subdivididas para a criação de calçados ainda mais específicos, como por exemplo, no caso dos “Tênis Running/Corrida”. Tudo isto possibilita uma melhoria de desempenho, conforto e durabilidade.

Estes investimentos em pesquisas sejam biomecânicas, inovação em materiais e componentes e outros acabam por gerar altos investimentos, que tendem a serem repassados aos produtos finais, o que acabam por gerar calçados com preços relativamente altos se comparados com outros segmentos de calçados.

Todas estas evoluções geradas pelos maciços investimentos resultam em calçados de alta tecnologia, que proporcionam aos usuários melhores performances e uma maior integridade física.

Diante de tantas opções disponíveis em calçados esportivos é primordial identificar o tipo de calçado ideal para cada atividade física e para isto, existem sete características básicas inerentes às marcas ou tecnologias aplicadas aos calçados, que devem ser levadas em consideração, que são:

  • Ajuste – Esta característica dentre as outras é a mais subjetiva, pois cada usuário pode ter percepções diferentes de conforto, que são originadas por outra característica básica, a estabilidade biomecânica proporcionada pela atividade física. Logo esta característica é a responsável pelo conforto e desempenho, que é proporcionado pelo ajuste de forma correta (tamanho, largura, fixação, inclinação, flexibilidade e outros);

  • Amortecimento – Esta característica é responsável pela redução ou absorção de impacto, que pode reduzir entre 1/3 e 2/5 da pressão gerada pela atividade esportiva sobre as articulações, principalmente sobre joelhos e tornozelos. Alguns estudos com determinados atletas mostram que corredores têm em média um impacto sobre as articulações de 2 a 3 vezes o peso do corpo, tenistas em média 4 vezes o peso do corpo, e jogadores de basquete e de vôlei cerca de 10 vezes o peso do corpo.

  • Durabilidade – Esta característica determina basicamente o tempo de vida útil dos materiais e componentes integrantes do conjunto “calçado esportivo”, sempre levando em consideração o desgaste proporcionado pelo uso e sua eficácia, até a substituição necessária do calçado. Logicamente há de ser levado em consideração o tipo de material/componente aplicado para cada tipo de calçado para cada modalidade, onde, por exemplo, calçados de um maratonista deve ter uma forração/revestimento resistente, o que não é necessário em calçados para provas de velocidades/curtas como 100 metros rasos, onde dificilmente o atleta utiliza o mesmo calçado mais de uma ou duas vezes devido a pouca resistência dos materiais/componentes dos calçados;

  • Estabilidade – Esta característica básica é determinada pela neutralização da pisada (Neutra, Pronada ou Supinada), conforme a atividade esportiva praticada, sendo responsável pela firmeza do pé junto ao solo durante a pisada nas diversas situações e tipos de solo e terreno. Esta estabilidade é proporcionada principalmente pelos entressolados e solados com suas ranhuras, que são compostos por materiais elastoplásticos. Terrenos acidentados e com variações de solo requerem calçados com sistema de estabilidade bem mais acurado, como nas atividades de montanhismo e trekking;

  • Flexibilidade – Esta característica basicamente influência no conforto, tanto quanto características do ajuste e estabilidade, mas a flexibilidade é uma característica determinante em atividades esportivas que requerem elasticidade nos deslocamentos. A flexibilidade nos calçados esportivos é requerida em vários esportes como, por exemplo, 100 e 200 metros rasos, onde o velocista necessita de uma inclinação acentuada dos pés na base de apoio/partida das raias, o que facilita a largada e contribui para o aumento da velocidade.

  • Leveza – Esta característica básica é determinada pelo peso do calçado e de qual forma este peso influencia na performance do atleta, onde, por exemplo, um calçado de corrida de aventura por suas características de ser a prova d’água e capacidade de retenção térmica é mais pesado que um calçado de montanhismo indoor, onde o último não necessita desses recursos, pois tem a única finalidade de proteger os pés, sem prejudicar a percepção tátil do atleta;

  • Tração – Esta característica basicamente define o deslocamento ideal sem deslizes/derrapagens desnecessárias e ou fixação necessária do calçado ao solo/terreno, em termos técnicos seria, o coeficiente entre a força empregada para vencer o atrito de acordo com o nível de força empregada para realizar determinada tarefa. A tração é uma característica bem distinta para cada tipo de esporte, sendo um fator determinante para um bom desempenho e integridade do atleta, como por exemplo, os deslizes praticados pelos tenistas no saibro, conhecidos como “Surfing in the Clay” ou as lesões de cunho permanente como as relacionadas aos péssimos solados de algumas novas chuteiras de futebol, que contribuem para que haja cada vez mais lesões nos ligamentos cruzados devido ao excesso de tração lateral.

 











Tipos de Botas: Wetsuit Boot – Este tipo de bota é destinado aos esportes aquáticos, tais como: Surf, windsurfe, canoagem, mergulho e outros e tem como objetivo de proteger os pés de superfícies ásperas, pontiagudas, ou ainda de superfícies lisas, a fim de evitar escorregões, o calçados ainda tem a propriedade de absorver a água e mesmo assim ainda manter a temperatura dos pés.

As principais características destes calçados está na confecção em neoprene, que em temperaturas mais frias varia em torno de 5 a 6 mm, já em climas mais amenos a variação de espessura gira em torno de 2 a 3,5mm, em seu solado geralmente há um reforço que pode ser apenas formado por uma camada mais espessa de neoprene, ou mesmo uma película de borracha, com ranhuras, ou superfície irregular a fim de proporcionar maior estabilidade em superfícies lisas, ou ásperas como corais, rochas, ou em decks de embarcações a base de fibra de vidro, ou similar. Muitas vezes podemos encontrar modelos com reforço nos calcanhares, os modelos mais altos que avançam sobre a perna podem conter fechamentos por zíperes, ou mesmo velcro, já as que não ultrapassam o tornozelo, geralmente não tem sistema de fechamento, uma vez que o neoprene proporciona flexibilidade que permite a entrada dos pés, sem a necessidade de um sistema de abertura e fechamento.

Este tipo de bota deve proporcionar um mínimo de proteção aos pés, além de manter a temperatura destes, não devendo interferir, ou no mínimo interferir o mínimo possível na mobilidade do atleta, ou usuário.

 











Tipos de Botas: Engineer ou Motorcycle /Motociclista ou Motoqueiro – Este tipo de bota passou a ser utilizada por volta da década de 1950, mas entre seus diversos modelos, o modelo mais tradicional pode-se dizer que este tipo de bota é uma descendente direta da Riding Boot, ou Bota de Montaria/Equitação datado do Período Barroco, entre meados do século XVI e meados do século XVIII.

Desde a década de 1950 surgiram muitas variações deste modelo, com o intuito de adaptar estas botas aos diversos esportes que utilizam motocicletas e fazem necessidade das botas para proteção do usuário, assim surgiram:

  • Engineer ou Motorcycle / Engenheiro ou Motociclista – Modelo original utilizado desde a década de 1950, onde seus canos possuíam em torno de 30 cm, bicos arredondados, os solados possuem saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, geralmente os cabedais destes modelos são compostos por 3 partes, uma longa gáspea, traseiro e cano e são confeccionados em espessos couros quase sempre impermeáveis, para proteger as pernas e os pés do calor do motor, da chuva, de impactos e atritos, seu fechamento dá-se geralmente por correias afiveladas ajustáveis, não havendo a incidência de atacadores (cadarços), a fim de evitar o entrelaçamento em peças da motocicleta.

 

  • Racing Boots ou Botas de Corrida – Modelo projetado para corridas de motocicleta em pavimentação rígida (pista de corrida em asfalto ou concreto), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, plástico e outros materiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos há inúmeras partes blindadas superiores a qualquer outro tipo de bota, isso devido ao grande potencial de lesões proporcionado pela alta velocidade da atividade esportiva. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. A cor mais utilizada nestas botas é a preta, mas há inúmeras cores utilizadas, geralmente em detalhes, ou mesmo em todo o cabedal, uma vez que muitos procuram personalizar suas botas tais quais suas motocicletas.

 

  • Touring Boots ou Streets Boots / Botas de Turismo ou Botas de Rua – Modelo projetado especificamente para andar de motocicleta em pavimentos rígidos (rodovias ou estradas de asfalto, concreto ou similar), seus canos geralmente têm entre 25 e 35 cm de altura, sendo estas confeccionadas em um misto de couro, metal, borracha, plástico e tecidos artificiais que possam possibilitar o melhor encaixe entre pés, botas e motocicleta da forma mais confortável e segura possível, estes modelos não utilizam-se saltos e sim de solas únicas injetadas e antiderrapantes, já com a elevação necessária para os calcanhares. Nestes modelos não existe a necessidade de tantas áreas blindadas quanto as Racing Boots, uma vez que não são dedicadas as pistas, mas sim as estradas e rodovias. Os fechamentos destes modelos dão-se por velcros nas laterais internas dos canos. Em relação às cores, estas botas são bem mais discretas dos que as botas de corrida, sendo estas quase na suas totalidades pretas.

 

  • Motocross Boots / Botas de Motocross – Modelo projetado especialmente para Off-Road, Motocross (fora das estradas, ou todo tipo de terreno). Como estas botas são indicadas para o motociclismo em terrenos inóspitos, estando o usuário sujeito a galhos, pedras, terra e outros fragmentos que podem ferir não apenas os pés, mas também as pernas, estas botas são geralmente bem mais rígidas do que qualquer outro modelo de bota destinado ao motociclismo, assim sendo estas botas tem seu cano quase até a altura dos joelhos, ou seja, em torno de 40 cm de altura e são confeccionadas a partir de uma combinação de couro, metal, borracha e outros materiais sintéticos como plásticos e outros polímeros, a fim de proporcionar uma forma bem justa e confortável e não menos firme, os fechamentos destas botas se dão verticalmente e na parte externa do dano, por meio 4, ou 5 de tiras, ou correias ajustáveis com fivelas, ou outros mecanismos de fechamentos mais rápidos e práticos, neste modelo também há várias parte blindadas como bicos, traseiros e partes frontais dos canos, além saltos baixos que não ultrapassam os 2 cm, as bordas das solas geralmente são protegidas por chapas metálicas parafusadas aos solados. As cores mais comuns destas botas são as pretas ou brancas, mas outras cores como vermelho, azul, amarelo e verde (possivelmente combinado com preto ou branco), também estão disponíveis, muitos pilotos às vezes optam por usar botas brancas por que são mais facilmente visíveis.

 

  • Police Boots / Botas de Policiais – Modelo projetado para policiais motociclistas e são as mais semelhantes às Riding Boots, ou Botas de Montaria/Equitação, onde seus canos entre 45 e 53 cm costumam alcançar as alturas dos joelhos, os solados são produzidos em densa borracha e com saltos, ou tacões que geralmente não ultrapassam os 2,5 cm, estes saltos, ou tacões facilitam o encaixe dos pés nos estribos da motocicleta, impedindo que os pés escorreguem dificultando o equilíbrio do motociclista, os cabedais são confeccionados em couro natural espesso, mas maleáveis de alto brilho, sendo compostos por 3 partes, uma ampla gáspea, traseiro e um longo cano, este cabedal é impermeável e protege contra as águas de chuvas e poças, além de proteger contra o calor exalado do motor, atritos e impactos, seus fechamentos dão-se geralmente por correias afiveladas nos topos dos canos. As botas fazem parte do uniforme do policial motociclista e um exemplo bem claro deste tipo de bota pode ser visto no seriado policial transmitido pela televisão nas décadas de 1970 a 1980 “CHiPs”.

 

  • Harness Boots – Modelo muito semelhante ao Engineer ou Motorcycle, muito utilizado na década de 1960, inspiradas nas botas de biqueira quadrada utilizadas pelo saldados norte-americanos na Guerra Civil do século XIX, tendo variações consideráveis nas alturas de seus canos, entre 25 e 95 cm, porém sendo a incidência maior entre 25 e 45 cm. O modelo tem como principal finalidade a de proteger os pés e pernas do motociclista, logo são produzidas em couros espessos e maleáveis, que dificultam a transmissão do calor gerado pelo escapamento e bloco do motor, o modelo possui ainda uma biqueira angular de aço revestida pelo couro do cabedal e seu forro, além de hastes de aço no traseiro, ao contrário de Engineer Boot, que tem tiras, ou cintas de couro ajustáveis por fivelas através do tornozelo, as Harness Boot possui um cinto não-ajustável no tornozelo de quatro tiras de couro e duas argolas de metal, uma tira atravessa a parte superior do pé no tornozelo, outra tira envolve a parte traseira do o pé no tornozelo e duas tiras de elevação mais exclusiva de cada lado do tornozelo, sendo estas quatro tiras atadas no lugar por dois anéis de metais, que estão localizados em cada lado do tornozelo. Os solados são geralmente produzidos em densa borracha e podem estar relativamente planos ou sobre saltos, ou tacões que não ultrapassam a altura de 2,5 cm podem ser tratorados, para uma melhor tração. As botas na quase totalidade são pretas e são muito populares entre os pilotos de Harley-Davidson e outras motos do estilo, entre membros da cena heavy metal e na sub cultura do couro.

 











Tipos de Botas: Hip Waders – Um modelo de bota descendente direta das galochas, tendo ampla aplicabilidade em atividades onde exista a presença de água, ou muita umidade como pesca, caça, off–road, jardinagem, embarcações, agricultura, pecuária, além em atividades comerciais ligadas as indústrias químicas e prestação de serviços, como água, esgoto eletricidade e muitas outras atividades.

As principais características destes modelos são as de possuírem canos extremamente altos, onde podem chegam a atingir as virilhas, ou os quadris, tendo estes canos nas partes laterais externas presilhas, para que sejam presas ao cinto, sendo estas botas confeccionadas em materiais impermeáveis e flexíveis como borracha vulcanizada, PVC, neoprene, gore-tex e outros, geralmente forrados com tecidos de algodão.

As botas Hip Waders têm bicos arredondados e largos, geralmente possuindo pequenos saltos para dar a inclinação ideal aos calçados, possuído ainda solados tratorados.

 











Tipos de Botas: Hiking – Um modelo de bota inicialmente concebido para a prática esportiva da caminhada tendo em vista sua aplicação inicial trata-se de um calçado altamente confortável e que proporciona boa proteção, pois a utilização deste tipo de calçado para a caminhada é aplicado em terrenos acidentados e de condições muitas vezes extremas, logo pequenas adaptações no modelo são constantes, principalmente nos materiais de confecção, pois há casos que modelos resistentes a água, lama, pedras, galhos, gravetos e muitos outros obstáculos. Devido a sua diversidade, outras atividades ao ar livre como: Montanhismo, escalada, trail running, caça e outros, além dos mochileiros, acabaram adotando este tipo de bota, como calçado ideal para estas práticas.

As principais características deste modelo são seus cabedais confeccionados em materiais resistentes e confortáveis, seus solados em tratorados e macios podendo ser em borracha, ou polímeros derivados do petróleo, como TR, PU, SBR e outros, ainda possuem lingüetas acolchoadas com fechamentos por cadarços em poliamida, ou poliéster que proporcionam excelente tração e amarração, palmilhas confortáveis e flexíveis geralmente em espuma de PU, geralmente possuem alguns reforços próximos ao tornozelo a fim de evitar torções e proporcionar melhor proteção aos tendões e possui ainda a bordas dos canos acolchoadas por espumas a fim de tornar o mais confortável possível.

Toda a versatilidade e conforto deste modelo esportivo acabaram inspirando a criação de vários modelos que viraram em alguns casos hits de moda, assim surgiram canos mais alongados, aplicação de materiais mais tradicionais e outros nem tantos, além de outras muitas modificações, mas que ainda permitem reconhecê-la pelo fato de tratar-se de bota com cadarço no centro do cabedal sobre uma lingüeta.

 












Split Toe – este modelo de calçados tem sua provável inspiração nos tradicionais calçados japoneses “Jika-Tabi”.

As principais características deste modelo são de ter uma divisão entre os dedões dos pés, para com os outros, além de ter cabedais confeccionados em materiais extremamente confortáveis como neoprene, tecidos acolchoados (com espuma), emborrachados e outros, além de solados maleáveis e muito confortáveis.

Sua utilização é bastante empregada em certas atividades esportivas como, por exemplo: Rafting, canoagem, surf e outros que exponham seus praticantes a água. Embora inicialmente o modelo tenha sido empregado em práticas esportivas, hoje já existem modelos mais tradicionais como botas, ankle boots, oxfords e outros, que já utilizam-se do conceito da divisões dos dedos.

A nomenclatura Split Toe vem de idioma inglês, que significam:

  • Split = Divisão (entre outras traduções);
  • Toe = Dedo do pé (entre outras traduções).

 











Keds – mais uma variação do bom e velho tênis, que devido ao seu sucesso merece um destaque. A marca Keds, fundada em 1916 na cidade de Boston nos Estados Unidos, obteve um grande sucesso com o lançamento de um calçado revolucionário que era um misto de tênis com a clássica sapatilha.

A principal característica desde modelo é de ser um calçado leve, com solado rasteiro sem entressola e sem sistema de amortecimento, com fechamento por meios de cadarços, possuindo seu solado em borracha, fachete que circunda todo este solado também em borracha, porém sem biqueira e sem qualquer elevação do cano, tratando ainda de um calçado fechado que deita o pé totalmente coberto.

Os Keds inicialmente foi um calçado de uso esportivo e unisex, que caiu no gosto da juventude durante as décadas do século XX e com a evolução do design outras variações do modelo foram lançadas com os modelos sem cadarços, mas com e elástico entre as laterais e o peito do pé. Com o sucesso dos modelos aliados a marca, fez ou faz com que os modelos ficassem conhecidos pela marca “Keds”. Seus solados de borracha macia eram muito silencioso, logo seriam perfeitos para “Sneak”, termo inglês que significa espionar, foi daí que surgiu o apelido e os tênis nos Estados Unidos passaram a ser chamados de ” Sneakers”.

Os Keds viraram hits no Brasil na década de 1990, onde praticamente toda mulher tinha em seu closet o modelos mais popular dos Keds o modelo Champion e couro branco.

 












Converse – uma variação do tênis, mas que merece ter um destaque devido sua lendária trajetória. Em 1908 Marquis Mills Converse funda a Converse Rubber Company e em 1917, Lana o Converse All Star um dos principais calçados para basquete de alto rendimento durante muitas décadas, sendo está à primeira empresa a contratar um esportista o jogador de basquete Charles H. “Chuck” Taylor, isto em 1918.

A principal característica deste modelo é de ser um calçado produzido em lona na altura do tornozelo, com solado rasteiro sem entressola e sem sistema de amortecimento, com fechamento por meios de cadarços, possuindo seu solado em borracha, fachete que circunda todo este solado também em borracha, assim como sua pequena biqueira, tratando-se ainda de um calçado fechado que deixa o pé totalmente coberto.

O converse inicialmente foi um calçado de uso esportivo e unisex, que caiu no gosto da juventude durante as décadas do século XX e que virou um dos hits nas décadas de 80 e 90, principalmente aqui no Brasil. As evoluções em materiais e design originaram uma série de modelos como o aumento do cano, ou mesmo e retirada dele além de algumas variações em seu fechamento. Com o sucesso do modelo aliado a marca, fez ou faz com que o modelo seja em muitos casos seja denominado pela marca “All Star”.

 











Tênis – surge no segundo meados do século XIX, entre as décadas 1860 e 1870, um calçado próximo ao tênis como o conhecemos, uma espécie de sapatilha em couro com fechamento por meio de cadarço, utilizada na prática do ciclismo. Por volta de 1873, o couro já começa a ser substituído por tecidos e em 1890, surge a Rebook, a primeira fábrica especializada em calçados esportivos entre eles o tênis. Já no início do século XX, por volta de 1920, surge o primeiro tênis específico para a prática da corrida.

A principal característica deste modelo é de ser um calçado para a prática esportiva, o modelo ainda consiste em um calçado fechado, devendo ser leve e confortável, geralmente seu cabedal produzido em couro (natural ou sintético) ou tecido, seu solado produzido TR ou PU e fechamento por cadarços, os modelos de maior performance possuem sistemas de amortecimento que absorvem o impacto e o transformam em impulso. Alguns modelos possuem até mesmo sistemas computadorizados que se auto-adaptam ao peso e tipo de caminhada do usuário.

O tênis é um calçado unisex, embora existam modelos específicos para ambos os sexos, originalmente um calçados para a prática esportiva, mas que hoje é muito comum sua utilização em atividades de lazer, ou mesmo na utilização do dia-a-dia em ocasiões que não exijam formalidades. Talvez o tênis seja o calçado com maior tipo de variações de estilos, como modelos, alturas, solados, fechamentos e materiais.

 











Os calçados nascem da necessidade prover proteção aos pés dos homens, para que estes pudessem locomover-se sobre terrenos ásperos e em condições climáticas desfavoráveis. Ao longo da história, com a evolução humana os calçados também ganham novas formas, materiais, cores, ornamentos, solados etc. A utilização de diversos modelos passam a ser sinônimo de status e podem definir classes sociais, estilos de vida, ou até mesmo classe de trabalhadores. Logo os calçados passaram a ser itens comuns nos vestuários contemporâneos.

A exemplo da interessante história dos calçados, ou até mesmo da história de seus os saltos, os calçados esportivos também tiveram uma interessante história ao longo dos tempos. Há vestígios históricos que remetem a Antigüidade Clássica, termo este utilizado para definir um longo período da história da européia, que estende-se aproximadamente do século VIII a.C. com o surgimento da Poesia Grega de Homero e a queda do Império Romano do Ocidente no século V d.C., mais precisamente no ano 476. O que diferencia esta época das demais são os diversos fatores culturais das civilizações mais marcantes de toda a história, as civilizações Gregas e Romanas.

A Antiguidade Greco-Romana não havia qualquer diferenciação entre arte e técnica, ou mesmo entre artista e artesão. A técnica grega, bem como a arte latina, referiam-se não só a uma habilidade, a um saber fazer, a uma espécie de conhecimento técnico, mas também ao trabalho, à profissão, ao desempenho de uma tarefa. O técnico era aquele que executava um trabalho, fazendo-o com uma espécie de perfeição ou estilo, em virtude de possuir o conhecimento e a compreensão dos princípios envolvidos no desempenho. Sempre associada ao trabalho dos artesãos, a arte era susceptível de ser aprendida e aperfeiçoada, até se tornar uma competência especial na produção de um objeto. Por não resultarem apenas de uma competência ou mestria obtidas por aprendizagem, mas sobretudo um talento pessoal, a composição musical e a poesia não faziam parte da arte.

Os calçados esportivos têm relação direta com as competições realizadas na Grécia, os Jogos Olímpicos da Antigüidade. Foi durante uma das competições, que alguns atletas se utilizaram de sandália feitas a partir de tiras de couro e obtiveram maiores êxitos do que outros que correiam descalços, pois até então, os grandes percursos e trajetos eram feitos descalços. Mais adiante, todos os competidores começaram a se utilizar destas sandálias e acabaram tornando-as comum entre a população.

Logo não demoraram a aparecer modificções nestes calçados, sendo que as primeiras modificações foram atribuida aos estruscos, povo este que viveu onde hoje é a Itália, na região ao sul do rio Arno e a norte do rio Tibre, então denominada Etrúria, mais ou menos onde hoje encontra-se a atual Toscana e partes da Lácio e a Úmbria.

Não há uma exatidão de quando este povo instalou-se nesta região, mas alguns historiadores datam entre 1200 a 700 a.C.. Nos tempos antigos, o histiador Heródoto acreditava que os estrucos eram originários da Ásia Menor, mas outros escritores consideram-os Italianos.

A Etrúria era composta por várias cidades-estados como: Volterra, Fiesole, Arezzo, Cortona, Perugia, Chiusi, Todi, Orvieto, Veio, Tarquinia entre outras, todas estas cidades altamente civilizadas que tiveram grande influência sobre os Romanos. Os últimos três reis de Roma, antes da criação da república em 509 a.C., eram etruscos. Há resquícios de prologadas lutas entre Etrúria e Roma, terminado coma vitória de Roma próximos aos anos 200 a.C.

Aos estruscos é atribuída a invensão das palmilhas, que foram aplicadas nas sandálias gregas derivadas das competições, estas modificações nestes calçados, além de garantir maior conforto garantiam também, uma maior aderencia do salado dos pés aos calçados. Também é atribuido aos estruscos, a utilização de tachas de metal na sola dastas sandálias oferecendo assim melhor tração e durabilidade.

Os romanos já no século II utilizavam tiras de couros, que por meio de um conjunto de pinças fixavam melhor as sandálias. Nesse período, elas já tinham fins de uso cotidiano e esportivo.

A Idade Média foi tradicionalmente delimitada com ênfase em eventos políticos. Esse período teria sido iniciado com a desintegração do Império Romano Ocidental, no século V (em 476 d.C.) e finalizado com o fim do Império Romano Oriental, com a queda de Constantinopla, no século XV (em 1453 d.C.), sendo que neste período os calçados esportivos não obtiveram significativas mudanças. A vida nos campos limitava os camponeses a utilizarem sapatos e botinas apropriados às atividades rurais.

A Idade Moderna é um período específico da história do Ocidente. Destaca-se das demais por ter sido um poríodo de transição por excelência. Tradicionalsmente aceita-se o início estabelecido pelos historiadosres franceses em 1453, quando ocorreu a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos e o término com a Revolução Francesa em 1789, ainda neste momento os calçados esportivos ainda não eram alvo de nenhum, ou quase nenhum tipo de inovação. Os calçados desta época diferenciavam as condições sociais da população e quase nehum destes, tinham a função exclusiva na prática esportiva.

Com o ressurgimento da prática esportiva no Reino Unido no final do século XVIII, obrigou o desenvolvimento de calçados leves e flexíveis e com capacidade de tração, sugindo então no século XIX o sapato em couro com bicos/tachas para tração.

Somente no século XIX, os calçados esportivos voltariam à tona, a Spalding foi a primeira empresa a produzir um calçado designado especificamente para a prática esportiva, onde os atletas utilizavam um calçado com solado e cabedal em couro macio, com atacadores (cadarços), sendo que nos solados havia uma estrutura onde eram fixadas tachas para uma melhor tração.

O inventor norte-americano Wait Webster, patenteou em New York o processo de “aplicar sola de borracha índia em sapatos e botas”, assim esta novidade diminuía significamente o impacto causado pela prática esportiva e aumentava em muito a aderencia ao solo.

Charles Goodyear em 1839 nos Estados Unidos, com intúito de melhorar a qualidade dos pneus que sua empresa fabricava, descobriu a fórmula de preservação da borracha. Esta fórmula deu origem a vulcanização, que consiste geralmente na aplicação de calor e pressão à uma composição de borracha, a fim de dar forma e propriedades ao produto final. Sem dúvida é a fase mais importante da indústria da borracha.

Na vulcanização a borracha é aquecida na presença de enxofre e agentes aceleradores e ativadores. A vulcanização consiste na formação de ligações cruzadas nas moléculas do polímero individual, responsáveis pelo desenvolvimento de uma estrutura tridimensional rígida, com resistência proporcional à quantidade destas ligações.

A vulcanização também pode ser feita a frio, tratando-se a borracha com dissulfeto de carbono (CS2) e cloreto de enxofre (S2C12). Quando a vulcanização é feita com quantidade maior de enxofre, obtém-se um plástico denominado ebonite ou vulcanite.

A determinação exata do método e das condições de vulcanização (tempo, temperatura e pressão), deverá ser feita não só tendo em vista a composição empregada, mas como também as dimensões do artefato a ser fabricado e sua aplicação. O estado de vulcanização afeta as várias propriedades físicas do artefato.

Algumas indústrias de calçados começaram então a substituir seus solados de couro pelos de borracha. Os novos calçados, mais leves e confortáveis, passaram a ser utilizados pelos bem-nascidos cidadãos da Costa Leste do país, em seus jogos de Críquete. Eram conhecidos como Cricket Sandals.

Entre 1860 e 1870, duas outras modificações apresentaram avanços nos calçados esportivos conhecidos atualmente. O invento dos cadarços e da sapatilha, originalmente desenvolvida para a prática do ciclismo, oferecia grandes vantagens aos praticantes de esportes.

O desenvolvimento dos esportes e o “boom” da Revolução Industrial abriram portas para a criação da primeira empresa especializada em calçados esportivos. Em 1890, a Reebook foi criada pela família do empresário Joseph William Foster.

Nenhuma revista de moda, estilista, ou quem quer que seja teve faro para distinguir que uma revolução no setor estava a caminho, ninguém atreveu-se a fazer qualquer comentário a respeito, simplesmente porque não parecia uma revolução, achava-se que era apenas um tipo diferente de calçado, que por certo, seria incorporado como outro modismo ao guarda-roupa da elite da época. Mas não se tratava de um caso de amor passageiro, o novo calçado também conhecido como SNEAKER (o equivalente ao “tênis” ou “sapatilhas” em português), já em 1873, teve seu couro substituído por tecido. Com um preço mais acessível, o sneaker era vendido em lojas de departamentos e logo tornou-se popular, aparecendo no catálogo “Peck and Snyder Sporting Goods” a seis dólares o par. E em 1897 aparecendo no catálogo da “Sear’s”, contribuindo para que fossem considerados calçados esportivos por excelência.

Ao mesmo tempo não perdeu a classe e em pés femininos, passou a ser usado nas quadras de tênis, era o calçado perfeito para acompanhar saques e corridas à rede. O tênis conquistou então seu nome definitivo, legenda e estandarte de um estilo de vida.

Já no século XX, o aparato tecnológico da Primeira Guerra Mundial, estabeleceu a criação de calçados impermeáveis feitos a partir de lona. O novo material propiciou maior conforto aos atletas e diminuiu o peso do tênis esportivo.

Em 1920, surge o primeiro calçado de corrida do mundo, mais leve e confortável, até então as pessoas corriam, jogavam rúgbi e futebol com seus sapatos de todos os dias, pesados e desconfortáveis. Nesta época dois irmãos que moravam na cidadezinha de Herzogenaurach, na Alemanha. Adolf era introvertido e artesão nato. Rudolf era mais expansivo e com grande talento para vendas. Por serem tão diferentes, eles se odiavam e também por causa disso, não conseguiam se separar. Trabalhavam juntos na pequena fábrica Gebrüder Dassler Schuhfabrik, que em alemão significa “Fábrica de Sapatos dos Irmãos Dassler” e dia após dia, as brigas entre os dois irmãos se seguiam.

Mas nos negócios a união da qualidade do trabalho de Adi (diminutivo de Adolf) e do tino comercial de Rudi (Rudolf), dava muito certo. Eles tinham criado um tênis mais leve e anatômico do que os modelos pesadões existentes até então no mercado, esta invenção estava deixando a dupla muito rica, por isso, conseguiam se tolerar.

Foi assim até 1943, época do 3º Reich. Adolf era apolítico, filiado ao partido nazista por pura conveniência, uma vez que Hitler incentivava o esporte na Alemanha e isso fizera crescer as vendas de tênis, já Rudi era um nazista fanático. Em1943, a cidade de Herzogenaurach foi bombardeada pelos Aliados, chegando ao abrigo antiaéreo, Adolf encontrou a família do irmão e comentou: “Os sujos bastardos voltaram”. A esposa de Rudi ouviu e achou que o comentário era endereçado a ela e ao marido. Não adiantou explicar a confusão: A relação entre os irmãos ruiu de vez.

Essa não é a única versão dos motivos da separação, há quem diga que: Com o fim da guerra, Adi teria entregado o irmão aos Aliados, mas não há nada confirmado. Certo mesmo é que em 1948, Adolf Dassler aproveitou uma brecha legal para dissolver a parceria familiar e re-nomeou a Gebrüder Dassler Schuhfabrik para Adidas (contração de “Adi” e “Dassler”).

Rudolf deu o troco e criou outra fábrica de tênis “Ruda”, mais tarde rebatizada de Puma. A criação das marcas dividiu a cidade de Herzogenaurach, cortada por um rio. Em uma das margens ficava a fábrica da Adidas e na margem oposta, a da Puma. “O rio virou uma espécie de Muro de Berlim”, escreveu Bárbara Smit, autora de uma biografia dos irmãos. O ASV Herzogenaurach, um dos times de futebol da cidade, passou a ser patrocinado pela Adidas. O 1 FC Herzogenaurach, pela Puma. Quem estivesse com peças Adidas, não entrava nos bares freqüentados por fãs da Puma e casamentos “mistos” passaram a ser malvistos.

A competição entre Adi e Rudi, era tão grande que nos anos 70, eles não perceberam a aproximação de sua verdadeira inimiga: A americana Nike, que desbancou as duas marcas alemãs. Rudolf morreu em 1974, e Adolf em 1978. Os dois estão enterrados no cemitério de Herzogenaurach, em lados opostos do terreno, é claro!

Estas desavenças ou competições entre Adi e Rudi, proporcionaram alguns fatos esportivos interessantes como, por exemplo:

  • Em 1936, durante a Olimpíada de Berlim, os Dassler ofereceram um par de tênis para um corredor chamado Jesse Owen e ele ganhou quatro medalhas de ouro, essa jogada dos irmãos inaugurou o marketing esportivo;
  • Na Olimpíada de 1960, o corredor Armin Hary firmou contratos separados com a Adidas e a Puma. Foi a única vez que os irmãos concordaram em alguma coisa: Armin nunca mais foi patrocinado por eles;
  • Em 2004, Frank, neto de Rudolf (Puma), assumiu um cargo na Adidas. “Muitos familiares meus consideraram isso uma traição”, disse Frank.

Na década de 50, os tênis tornaram-se populares entre os jovens e calçaram os pés dos símbolos da juventude rebelde tipo, James Dean, o pop star Buddy Holly e Elvis Presley.

Em 1960, os calçados esportivos mais populares como os Converse ou Keds, possuíam apenas uma sola rasa e uma estrutura superior em lona. As escolhas dos atletas variavam entre uma bota para basquetebol, ou um sapato para tênis/corrida.

Na década de 70, os calçados esportivos começaram a passar por transformações, com a vitória do americano Frank Shorter na maratona de Munique nos Jogos Olímpicos de 1972, o boom começou, forçando o desenvolvimento de novas tecnologias. Quanto mais pessoas começavam a correr, maior era a procura por calçados confortáveis e resistentes ao mesmo tempo, outros esportes tornavam-se populares, houve necessidade do desenvolvimento de calçados cada vez mais específicos. Estas mudanças forçaram ao aparecimento de novos materiais e tecnologias. O desenvolvimento tecnológico mais avançado foi o aparecimento da sola intermédia.

“A indústria do calçado esportivo, é uma indústria de materiais!”

No basquetebol por exemplo: Passamos de sapatos de sola em borracha látex com estrutura superior em lona (Converse All Star), para sapatos em couro ou materiais sintéticos, com solas intermédias em poliuretano ou E.V.A. de compressão moldada, com tecnologias de amortecimento como, Nike Air, Asics Gel ou Reebok DMX, solas específicas para Indoor ou outdoor, com estruturas de apoio como faixas de velcro, reforços em carbono etc. Muito diferente do que era chamado calçado de basquetebol nos anos 70.

Os calçados para corridas, também evoluíram de forma muito intensa. No inicio dos anos 70, apenas possuíamos um tipo de formato (o semi-curvo), com uma espécie de cunho geralmente de E.V.A. na sola intermédia. Hoje temos três formatos:

  • Direito;
  • Semi-curvo;
  • Curvo.

Além de vários tipos de construções, densidades de sola intermédia, tipos de sola de acordo com o terreno, ou mesmo, características de apoio para compensar o ciclo mecânico do usuário.

Mesmo os calçados de tachas/pinos/travas evoluíram, hoje temos calçados com tachas/pinos/travas moldados, removíveis para pisos macios ou duros, de acordo com as necessidades dos praticantes, sejam de futebol, basebol, futebol americano, rúgbi e outros.

Existem hoje uma série de categorias de calçados que não existiam, como os calçados para walking, fitness, handebol e outros, permitindo ao consumidor selecionar os calçados de acordo com as suas necessidades específicas.

A durabilidade das solas foi melhorada na década 80.

Ainda na década de 80, a Nike inundou o mercado com uma linha popular de calçados esportivos, ultimamente as empresas vinculam suas marcas a atletas famosos e equipes esportivas, além é claro de popularizarem a prática esportiva, esse tipo de calçado reformulou a estética desse acessório do nosso vestuário.

A sola intermédia é o componente que ainda tem que evoluir bastante, pois as solas intermédias atuais são o elo mais fraco do calçado esportivo, pois geralmente são feitas em PU – Poliuretano de baixa densidade, formando uma espécie de espuma que tende a comprimir e perder a eficácia com o uso.

Tecnologias como o Nike Shox, são tentativas de reduzir ao máximo a dependência das espumas de PU, nas solas intermédias.

Como a indústria dos calçados esportivos, são indústrias de materiais, as grandes revoluções ainda poderão estar por vir.

Com todas as marcas, escolhas, materiais e tecnologias que existem hoje em dia, uma escolha acertada é cada vez mais difícil, pois para isso, o consumidor teria que ser um verdadeiro perito em tecnologias e materiais e isso não é muito provável.

Juntando todos estes itens, o tênis não é hoje em dia só um calçado, nem para quem fabrica, nem para quem usa. Pequena nave espacial urbana, o tênis exibe naqueles poucos centímetros e gramas de tecido, borracha e outros, tudo o que a tecnologia tem contabilizado como avanço, materiais, design, funções, tudo amadurece com cuidado nas pranchetas dos seus criadores e a imaginação parece não ter limites. Embora a conta jamais tenha sido feita oficialmente, podemos arriscar a afirmação de que: “Hoje em dia em todo o planeta, há milhares de modelos de tênis, com finalidades específicas”, todos procurando cada vez mais, envolver os pés de maneira suave e confortável, assim existindo como exemplo, estruturas em forma de pirâmide no solado, que absorvem impactos e os distribui de maneira uniforme, mecanismos que permitem movimentos independentes das partes dianteiras e traseiras do pé, modelos que podem ser chamados de múltiplos, uma vez que servem tanto para a prática de esportes como para a ginástica aeróbica e para corridas, no entanto, sabemos que só uma pequena parcela destes calçados são realmente utilizados para a prática esportiva como jogos de tênis propriamente ditos, ou basquete, ou até mesmo para a “malhação”.

Tênis é um calçado do dia-a-dia e está nos pés de celebridades e de gente anônima, pois afinal, tudo seria exatamente igual no mundo sem alguns mitos que a moda implantou ao longo dos tempos, desde a invenção do tênis.

A área que ainda deverá evoluir muito é o do conforto, isto para acomodar a geração “baby boom” que envelhece (75 milhões de pessoas nasceram entre 1948 e 1964 nos Estados Unidos), esta população vai querer calçados cada vez mais confortáveis, forçando as indústrias a procurarem novas soluções, como novos materiais ou várias larguras.

 

Evolução Cronológica dos Calçados Esportivos

 

1866 – Produção do primeiro calçado com sola de borracha;

1873 – Surge o termo “Sneaker” (Tênis – Calçado);

1890 – Josefh William Foster produz os primeiros calçados com “tachas/pinos/travas” na sola (mais tarde a sua companhia torna-se a Reebok);

1892 – Fundação d a “Us Rubber Company”;

1897 – O catálogo “Sear’s” apresenta “sneaks” de lona branca a um dólar;

1908 – Marquis M Converse funda a sua indústria;

1909 – Surgem os calçados para basquetebol em couro;

1915 – A Marinha americana encomenda os primeiros “Sneaks” para os soldados “1ª Guerra Mundial”;

1917 – Aparecem os Keds e os Converse “All Star”;

1920 – O Duque de Windsor lança a moda dos tênis brancos na sua visita aos Estados Unidos;

1925 – É fundada a “Dassler Sport Shoes” (mais tarde daria origem à Puma e a Adidas);

1929 – A Spalding apresenta o apoio para a Arcada e a Keds solas coloridas;

1934 – A Keds apresenta os calçados de lona colorida;

1935 – Os calçados de lona azul são aceitos nos campos de tênis;

1942 – Desenvolvimento da borracha sintética;

1948 – Adi Dassler funda a Adidas e Rudolph Dassler funda a Puma;

1949 – Onitsuka Tiger fabrica os primeiros calçados esportivos no Japão (ASICS);

1950 – Surgem os ilhoses nas laterais dos tênis para a transpiração;

1961 – A New Balance apresenta o “Trackster”, o primeiro calçado esportivo disponível em diferentes larguras;

1968 – O “Boom” dos calçados esportivos;

1971 – Phil Knight e Paul Bowerman fundam a Nike;

1972 – A sola “Waffle” revoluciona os tênis para corrida;

1979 – Paul Fireman compra os direitos da Reebok;

1981 – A Reebok apresenta o primeiro tênis para atividades aeróbicas para senhoras;

1989 – A Reebok lança o Pump por 175 dólares;

1992 – A Nike introduz a tecnologia Huarache (tênis com uma meia embutida em neoprene);

2000 – A Nike introduz um conceito novo: O shox (tênis com sistema de amortecimento em forma de molas);

2004 – A Adidas lança o primeiro calçado com chip na sola intermédia (A1), que adapta o sistema de amortecimento conforme as condições do solo;

2006 – A Adidas em parceria com o fabricante de monitores de freqüência cardíaca, apresenta o primeiro calçado capaz de aceitar um sensor de velocidade e distância, fazendo parte de um conjunto calçado/têxtil monitor de freqüência cardíaca, capazes de comunicar com o relógio do usuário;

2006 – A Nike lança o tênis Air 360, tornando-se assim, a primeira empresa a fabricar um par de calçado esportivo, cujo amortecimento da sola intermédia é totalmente não baseada em espuma de PU;

2007 – Isaac Daniel lança uma linha de calçado esportivo com GPS incorporado, este calçado permite ao usuário utilizar um botão de “pânico” caso esteja em situações de perigo;

2008 – A Brooks lança a tecnologia BioMogo, um composto da sola intermédia 100% biodegradável em apenas 20 anos, em lugar dos 1000 que tarda uma sola convencional;

Futuro – A indústria do calçado desportivo é uma indústria de materiais.