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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: design

Tipos de Botas: Tanker Boot – Este tipo de calçado trata-se uma bota de combate específica para a cavalaria mecanizada, ou cavalaria blindada, denominação dada aos carros de combate blindados, na sua maioria os que utilizam lagartas, conhecidos também como tanques de combate. Especula-se que este tipo de bota tenha sido incorporado as forças armadas, pelo Capitão Norte-Americano George S. Patton Jr. da Companhia de Tanques, após ter observado a utilização destes modelos de botas por alguns tripulantes dos tanques de combates franceses, ainda durante a I Guerra Mundial.

As principais características destes calçados são:

  • Fechamentos por meio de tiras, ou correias que estendem-se deste as gáspeas até as bordas dos canos, sendo as fixações efetuadas por meios de fivelas metálicas. Este tipo de fechamento além de proporcionar boa fixação e regulagem aos mais diversos tipos de pés e pernas, assim como os cadarços, mas ao invés dos cadarços que podem ter suas laçadas facilmente desfeitas e presas há uma infinidade de peças expostas e móveis no interior do tanque;
  • Cabedais preferencialmente produzidos em couros impermeáveis, ou em couros que podem receber tratamentos pós-produção, como a aplicação de graxas, ou ceras para calçados, a fim de torna-las impermeáveis, uma vez que as linguetas também têm suas laterais fixadas as laterais dos canos por meios de costuras, o que impede a entrada de água e lama, o que é muito comum aos tripulantes de tanques que utilizam-se de lagartas devido aos terrenos enfrentados por essas máquinas, além dos diversos líquidos químicos que podem trazer risco a pele e a saúde dos tripulantes como:  Fluído hidráulico de transmissão, fluído de turbina, graxa, óleos e combustíveis;
  • Proteção metálica, geralmente em aço nas biqueiras, entre o couro externo e forro interno, os traseiros destes modelos também recebem proteção por finas chapas de aço, ou hastes plásticas, alguns outros modelos podem receber reforços em outras partes;
  • Os canos podem sofrer algumas pequenas variações de altura, mas em modo geral ficam em torno dos 35cm;
  • Solados em couro e borracha relativamente grossos e com ranhuras, ou desenhos bastante antiderrapantes e resistentes a altas temperaturas, que podem ser enfrentadas em caso de acidente que necessite a evacuação por motivo de incêndio;
  • Detalhes no cabedal e peças em nylon, lona, ou qualquer outro tipo de tecidos são evitados, pois poderiam derreter, ou queimar ao serem encostadas em diversas partes dos equipamentos que adquirem altas temperaturas;
  • Embora haja com todos os artifícios que buscam proteção, há uma preocupação com um mínimo de conforto, pois poder ser observado nas últimas guerras, como a do Golfo Pérsico, onde alguns tripulantes dos carros de combate chegaram a travar batalhas de até 100 horas, ou seja chegaram a ficar calçados com estas botas por até 100 horas consecutivas.

Tipos de Botas: Spat Boot – Este tipo de bota origina-se do acessório Spat, que por sua vez é a junção das botas a este acessório em uma única peça. Spat foi muito utilizado no final do século XIX e início do século XX e consistia em um acessório que semelhante a uma polaina que era introduzida sobre as botas, ou sapatos fossem eles masculinos, ou femininos e tratam-se de espécie similar as polainas, só que mais curtas e com aberturas nas laterais externas, que possuem fechamento por botões, sendo o modelo mais tradicional com uma coluna de três botões por peça. As Spats são utilizadas até hoje é utilizado como um acessório sobressalente a muitos calçados de segurança, como por exemplo, muitas fundições de metais, em soldas elétricas, serralherias e serrarias, logicamente estas Spats são confeccionadas em materiais resistentes, para que proporcionem a devida proteção. Em virtude de tudo isto não demorou a moda incorporar este acessório diretamente aos calçados e principalmente às botas, tenham elas as mais variações de tamanhos de canos.

As principais características destes calçados estão em seus fechamentos laterais, que partem das partes internas dos pés e pernas e transpassam estes chegando as partes externas, sendo seus fechamento efetuados por colunas simples de botões, botões estes, muitas vezes em cores contrastantes aos materiais predominantes dos cabedais, independente das alturas dos canos. Muitos afirmam que o detalhe trata-se de uma sobre lingueta, que transpassa o dorso do pé e fixa-se na parte externa deste através de botões contrastantes. É muito comum encontrarmos não somente modelos onde os botões sejam em cores contrastantes, mas também estas espécies de linguetas em cores diferentes aos bicos, ou traseiros, o que torna estas modelos bicolores.

Este estilo é de calçado é muito relacionado ao período Vitoriano, sendo considerado um retro bastante requintado devido à riqueza do período relacionado. Até hoje este estilo de calçado, ou o acessório Spat é utilizado em fardas e uniformes de gala em vários países em suas forças armadas, além de bandas e fanfarras.

Tipos de Botas: Wetsuit Boot – Este tipo de bota é destinado aos esportes aquáticos, tais como: Surf, windsurfe, canoagem, mergulho e outros e tem como objetivo de proteger os pés de superfícies ásperas, pontiagudas, ou ainda de superfícies lisas, a fim de evitar escorregões, o calçados ainda tem a propriedade de absorver a água e mesmo assim ainda manter a temperatura dos pés.

As principais características destes calçados está na confecção em neoprene, que em temperaturas mais frias varia em torno de 5 a 6 mm, já em climas mais amenos a variação de espessura gira em torno de 2 a 3,5mm, em seu solado geralmente há um reforço que pode ser apenas formado por uma camada mais espessa de neoprene, ou mesmo uma película de borracha, com ranhuras, ou superfície irregular a fim de proporcionar maior estabilidade em superfícies lisas, ou ásperas como corais, rochas, ou em decks de embarcações a base de fibra de vidro, ou similar. Muitas vezes podemos encontrar modelos com reforço nos calcanhares, os modelos mais altos que avançam sobre a perna podem conter fechamentos por zíperes, ou mesmo velcro, já as que não ultrapassam o tornozelo, geralmente não tem sistema de fechamento, uma vez que o neoprene proporciona flexibilidade que permite a entrada dos pés, sem a necessidade de um sistema de abertura e fechamento.

Este tipo de bota deve proporcionar um mínimo de proteção aos pés, além de manter a temperatura destes, não devendo interferir, ou no mínimo interferir o mínimo possível na mobilidade do atleta, ou usuário.

Amostra da coleção Magic in Shoes – 2011.

Modelo de Bota: Ankle Boot/Open Boot

Material: Couro rigati marrom, couro napa marrom e debrum cromo metalizado ouro – Ilhoses argolas metálicas ouro – Forro sintético PU metalizado  ouro escovado – Atacadores (cadarços), poliester dourado –  Salto block em ABS pintado marrom – Solado Couroplac.

Coleção Magic in Shoes  – Outono / Inverno 2011.

Amostra da coleção Magic in Shoes – 2011.

Modelo de Bota: Ankle Boot

Material: Cetim preto – Ilhoses metálicos bronze – Forro sintético PU metalizado  bronze – Salto Carretel em ABS pintado bronze/preto – Solado Couroplac.

Coleção Magic in Shoes  – Outono / Inverno 2011.

Em sua segunda coleção para a temporada outono/inverno, a marca calçadista Comfortflex – produzida pela Ramarim e com foco no segmento de conforto – mostra novidades. De acordo com a empresa, as botas contarão com salto dotado de tecnologia exclusiva de amortecimento. O componente foi desenvolvido em parceria com o laboratório de biomecânica do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro e Calçados (IBTeC).

 “Trata-se de uma tecnologia que promove redução de 70% do impacto da pisada sobre o corpo da usuária dos calçados”, comenta o coordenador do laboratório, Aluísio Ávila. O especialista explica ainda que “o impacto na pisada acontece quando a pessoa senta o calcanhar no chão. Com a inserção deste material que absorve o impacto, podemos reduzir de forma drástica os efeitos desta pisada sobre a estrutura musculoesquelética do corpo humano”.

 

Publicada em 5/1/2011 – Redação Exclusivo On Line
Fonte: http://www.exclusivo.com.br/Noticias/59437/Comfortflex-valoriza-salto-com-amortecedor.eol

Tipos de Botas: Hobnailed Boot / Tackety Boot – Não pode ser dito exatamente que trata-se de um tipo de bota, mas talvez de um tipo de solado de bota, uma vez que desde a antiguidade até hoje, este tipo de solado pode ser encontrado. Na antiguidade este tipo de solado podia ser encontrado nos calçados dos soldados romanos, na idade média nos calçados mais simples dos camponeses e posteriormente nos pés dos operários, uma vez que, além de trazer mais aderência e tração, também tornava estes calçados mais duradouros. Mas recentemente no início do século XX, estes tipos de calçados, ou solados foram muito comuns nas botas de combates dos militares entrincheirados da 1ª e 2ª Guerras Mundiais, principalmente nas tropas alemãs, que utilizavam estes calçados e juntamente com a marcha chamada “passo de ganso” caracterizavam as entradas marcantes de suas tropas nas ruas cobertas por paralelepípedos nas cidades europeias.

As principais características destes calçados estão em seus solados, que detém uma série de pregos, ou tachas metálicas dispostas em determinados padrões regulares ao longo de todos os solados.  Os solados geralmente dispõem ainda de duas estruturas básicas em forma semelhante a ferraduras, que ficam dispostas nas extremidades das bordas das solas na parte no bico e no calcanhar. Vale ressaltar que a intenção dos Hobnailed é não só fornecer tração terrenos lamacentos, mas também em neve, gelo firme, terrenos pedregosos e mesmo em superfícies duras, pois afirmam que os Hobnaileds proporcionam um deslizar suave sobre estas superfícies.

Há inclusive os que afirmam que este tipo de calçados, foi o percursor das sapatilhas de atletismo e mais tarde das chuteiras e muitas botas de alpinismo, ou montanhismo.

Tipos de Botas: Mocassim – Estes tipos de botas, assim como os sapatos mocassins, são oriundos da cultura dos índios peles-vermelhas da América do Norte, mas precisamente dos Estados Unidos, estes tipos de calçados tinham como única função, a de proteger os pés, fosse das baixas temperaturas, ou dos terrenos mais inóspitos.

As principais características das botas mocassins, são suas costuras nas partes superiores das gáspeas, que circundam todo, ou quase todo o peito do pé, costuras estas que ficam bem evidenciadas na parte externa dos calçados, seus canos variam de curtos a longos, que podem chegar até as alturas dos joelhos, sendo que muitos dos modelos possuem franjas nas bordas destes canos, ou outros adornos como bordados, a ampla dos canos possuem um sistema de fechamento por atacadores, sejam na parte frontal, ou lateral. Originalmente os cabedais eram confeccionados em diversos tipos de couros, com e sem flor, além de muitas utilizarem forros com peles de animais selvagens, seus solados eram rasteiros e bastante flexíveis, na maioria das vezes feitos de couro cru.

Tipos de Botas: Ugg Boot – Embora muitas vezes este tipo de bota possa a vir a ser confundida com as Mukluks/Kamiks/Inuits, este modelo tem algumas particularidades que se observadas, logo podem ser diferenciadas. Na verdade não há um consenso de quando e nem exatamente onde surgiram as Ugg Boots, uma vez que a origens deste modelo é reivindicada tanto por Austrália, quanto Nova Zelândia, mas o fato é que os aviadores da I Guerra Mundial, que encontravam-se localizados na Austrália já utilizam-se deste modelo de bota, assim como habitantes da área rural deste país, isto por volta de 1920. Embora também não haja clareza de quando iniciou-se a produção em larga escada desta bota sabe-se a  Indústria Blue Mountains Ugg Boots, em 1933 deu inicio a produção deste modelo.

As principais características deste modelo está na confecção de seu cabedal, que utiliza o couro do carneiro, que por sua vez e curtido com sua lã, tendo na confecção a utilização da parte da lã utilizada na parte de dentro dos calçados, o que ajuda a manter a temperatura dos pés iguais, ou próximo a do corpo, além de afastar a umidade destes. As costuras deste cabedal ficam visíveis na parte de fora, dando a rápida impressão que o cabedal está pelo avesso. O modelo possui ainda um solado reto de borracha, sem salto, ou apenas com baixos tacões, ou ainda, apenas uma rápida elevação em forma quase imperceptível de cunha, necessário para dar uma singela elevação aos calcanhares, o que acaba por facilitar a marcha. Este tipo de bota trata-se ainda de um modelo unissex. As alturas de seus canos podem variar bastante indo de logo acima dos tornozelos até acima dos joelhos, também possuem um amplo bico arredondado e muito confortável.

O termo Ugg é comumente utilizado na Austrália e Nova Zelândia, para determinar todos estilos de botas com a características acima mencionadas, logo nestes países o nome “Ugg”, não pode ser registrada como marca, o que já não acontece em outros, onde o nome “UGG” é registrado pela Deckers Outdoor Corporation detentora da marca em mais de 100 países a nível mundial.

Em 1960, as botas Uggs tornaram-se bastante popular entre os surfistas de competição, que após as baterias das competições de surf utilizavam estas botas para manter seus pés aquecidos, assim o Surf ajudou a popularizar as botas fora da Austrália e Nova Zelândia, quando o surfista Brian Smith começou a vender as botas nos Estados Unidos, através da empresa Ugg Holdings, Inc., em 1979 e na seqüência a empresa foi adquirida pela Deckers Outdoor Corporation em 1995, botas Ugg surgiram como uma tendência da moda nos Estados Unidos, através da utilização promocional de celebridades como: Kate Hudson, Sarah Jessica Parker e Pâmela Anderson, embora Pâmela Anderson tenha renunciado  botas Ugg, em 2007, ao perceber que eles eram feitos de pele de animal. As ações da Deckers, para promover os seus produtos levaram a um crescimento exponencial na popularidade da marca e reconhecimento.

Além da qualidade, o design é um dos principais fatores que diferencia um produto no mercado. Um projeto inovador e bem conduzido desperta o interesse do consumidor e pode gerar clientes fiéis ao produto e à marca. Porém, para alcançar o sucesso, há um longo caminho a percorrer. O processo criativo do designer é apenas uma das etapa para transmitir ao consumidor todos os valores e atributos pelos quais um produto deseja ser reconhecido. É preciso entender o que o consumidor quer e como alcançá-lo de forma eficaz, atraindo-o pelo design e conquistando-o pela qualidade. A criação deve e precisa vir de fora para dentro.

Em um mundo cada vez mais globalizado, com lançamento e novidades vindas de todos os cantos do mundo, despertar a atenção do consumidor e fidelizá-lo a um produto ou uma marca é um grande desafio. E, por isto, é preciso conhecê-lo muito bem antes de propor qualquer nova experiência. De nada adianta um celular com tecnologia de última geração, que traz todo suporte para usar as redes sociais, se o teclado ou a tela do aparelho são ruins de manusear e visualizar. A inovação deve passar pela empatia com o consumidor e a criação tem que enxergá-lo como parte do processo de desenvolvimento de um produto ou de um serviço.

Os designers estudam ergonomia, conversam com mulheres, homens, adolescentes, crianças para saber as suas opiniões sobre diversos temas e aspectos. É a partir destes contatos e estudos que conseguem saber o que as pessoas pensam, quais são seus desejos e as suas necessidades atuais e futuras. Antes de lançar um produto novo ou criar a sua identidade visual, é preciso visitar os locais onde o consumidor está e observar o seu comportamento. Supermercados, lojas de conveniências, home centers, feiras e shoppings são alguns dos locais onde podemos observar porque o cliente optou pelo produto “X” e não “Y”. Trata-se de um trabalho meticuloso de investigação.

Em algumas oportunidades, cheguei a abordar e conversar com os consumidores para saber o que levou a escolha. Geralmente, a resposta é “este pareceu mais atraente; achei a embalagem interessante; o preço está bom”. O produto tem que gerar uma identificação com o consumidor, tem que transmitir as informações e os valores que deseja e precisa gerar a sensação “feito pra mim”. E tudo isto só é possível estudando os hábitos dos consumidores, os seus anseios, as qualidades e valores que adquira e o que busca em um produto.

O design funciona como uma porta de entrada para mostrar ao consumidor que o produto possui tudo que ele deseja, seja com relação à funcionalidade, à qualidade, à simplicidade, ao custo-benefício. As informações devem ser claras e o consumidor não pode ter dúvidas. Para cada público que se deseja atingir, há necessidades específicas e linguagens claras. E o designer precisa entender estas diferenças.

Claro que a qualidade do produto, seja um bem durável ou não, será comprovada pelo consumidor a partir da experiência pessoal. Porém, é o designer que o atrai e o leva à possibilidade experiência e a fidelização.

Quando falamos no mercado business-to-consumer, não podemos deixar de ressaltar que um bom atendimento e suporte também são essenciais para o sucesso de qualquer empresa e para manter a reputação do produto. Todos estes aspectos juntos ajudam a transformar o consumidor na principal ferramenta de marketing. Afinal, o boca a boca continua sendo uma das formas mais eficazes de aumentar as vendas e torná-lo desejável e necessário.

Agora, fica a dica: invista na pesquisa junto ao consumidor e tenha um canal aberto para escutar sua opinião.

Por Angelo Garcia, diretor da Cauduro Associados, empresa especializada em Branding e Design

Publicada em 21/12/2010 – Redação Exclusivo On Line

http://www.exclusivo.com.br/Noticias/59374/Artigo:-O-design-de-produto-e-o-consumidor.eol