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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: cadarço

Amostra da coleção Magic in Shoes – 2011.

Modelo de Bota: Ankle Boot/Open Boot

Material: Couro rigati marrom, couro napa marrom e debrum cromo metalizado ouro – Ilhoses argolas metálicas ouro – Forro sintético PU metalizado  ouro escovado – Atacadores (cadarços), poliester dourado –  Salto block em ABS pintado marrom – Solado Couroplac.

Coleção Magic in Shoes  – Outono / Inverno 2011.

Tipos de Botas: Mocassim – Estes tipos de botas, assim como os sapatos mocassins, são oriundos da cultura dos índios peles-vermelhas da América do Norte, mas precisamente dos Estados Unidos, estes tipos de calçados tinham como única função, a de proteger os pés, fosse das baixas temperaturas, ou dos terrenos mais inóspitos.

As principais características das botas mocassins, são suas costuras nas partes superiores das gáspeas, que circundam todo, ou quase todo o peito do pé, costuras estas que ficam bem evidenciadas na parte externa dos calçados, seus canos variam de curtos a longos, que podem chegar até as alturas dos joelhos, sendo que muitos dos modelos possuem franjas nas bordas destes canos, ou outros adornos como bordados, a ampla dos canos possuem um sistema de fechamento por atacadores, sejam na parte frontal, ou lateral. Originalmente os cabedais eram confeccionados em diversos tipos de couros, com e sem flor, além de muitas utilizarem forros com peles de animais selvagens, seus solados eram rasteiros e bastante flexíveis, na maioria das vezes feitos de couro cru.

29/37 Colocação de atacadores/cadarços

Aqui pode ser visto o processo de colocação de atacadores, também conhecidos por muitos como cadarços. Vale salientar que nos dias atuais, não é comum encontrar os tênis com os cadarços/atacadores totalmente colocados.

Tipos de Botas: Cuissarde / Over The Knee Boots – O modelo foi batizado pelos franceses e nada mais é, do que uma bota com cano longuíssimo, que ultrapassa os joelhos podendo chegar até a virilha, este modelo tem sua origem nas botas utilizadas pelos piratas e contrabandistas, para ocultar objetos de valores roubados.

As principais características deste modelo é deixar coberta quase toda perna, ou pelo menos, até logo acima dos joelhos, geralmente até metade da coxa, porém existem modelos que alcançam até a altura da virilha, além é claro dos pés, ou seja, gáspea e trazeiro fechados estendendo-se ao cano extremamente longo, para facilitar o calce, na maioria das vezes o sistema de fechamento é feito por zíper, porém existem fechamentos por atacadores, botões e até velcro e em alguns modelos produzidos em elastano ou spandex (lycra), não há sistema de fechamento.

Estes modelos têm a necessidade de serem confeccionados bem justos as silhuetas, para não dificultar o caminhar, geralmente são produzidos em materiais alternativos, aos couros naturais, devido ao extenso comprimento do couro, logo acabam sendo produzidos em tecidos, couros sintéticos, elastano, spandex e vinil, em virtude do modelo deixar a silhueta bem definida, acaba tornando-o um modelos bastante sexy, o que traz a estes modelos de botas ares fetichistas.

Este modelo requer muita cautela e bom censo, pois ao menor descuido elas podem exalar um tom vulgar, ao invés de um look fashion e sensual. Estes modelos marcaram época nos cinemas, no início da década 1970, com o fila “Klute, o passado condena”, estrelado por Jane Fonda, e posteriormente no início da década de 1990 com o filme “Uma linda mulher”, estrelado por Julia Roberts.

A bota pode ter bico fino, redondo ou quadrado, além das variações de saltos baixo, médio, alto, ou mesmo sem salto, conhecidas como rasteiras.

Tipos de Botas: Doc Martens / Docs / DMS / Dr. Martens – Modelo bastante similar ao coturno criado pelo médico do exército alemão Klaus Märtens durante a 2ª Guerra Mundial. O Dr. Märtens de licença enquanto esquiava nos Alpes da Baviera em 1945 machucou o tornozelo e ao calçar seu coturno descobriu que o padrão das botas militares eram muito desconfortáveis e machucavam ainda mais, seu tornozelo ferido, antão enquanto recuperava-se em sua licença médica, ele projetou melhorias para as botas, como o couro macio e solas por amortecimento aerado. Quando a guerra terminou e alguns alemães saquearam suas próprias cidades, Martens pegou couro da loja de um sapateiro e com ele fez um par de botas, com solas amortecidas.

Märtens não obteve muito sucesso na comercialização de seus calçados, até que 1947, em Munique se reencontrou com um velho amigo da universidade, o Dr. Herbert Funck, que ficou intrigado com o design dos novos modelos de calçados e os dois entraram em negócio em Seeshaupt – Alemanha, usando borracha descartada de aeroportos da Luftwaffe (força aérea alemã). As solas confortáveis e duráveis foram um grande sucesso entre as donas de casa, sendo que 80% das vendas foram para mulheres com mais de 40 anos.

Em 1959, a empresa tinha crescido tanto, que Märtens e Funck iniciaram a venda no mercado internacional de calçados. Quase que imediatamente, o fabricante de calçados British R. Griggs Group Ltd. comprou os direitos de patente para fabricação do calçado no Reino Unido. O grupo inglês Griggs acabou mudando seu nome para Martens & Martens, logo fizeram algumas mudanças no traseiro (calcanhar), para melhor, acrescentaram a vira amarela com costura e patentearam a sola como AirWair.

Então a marca inglesa incluiu calçados, vestuários e acessórios e que foi adotada nos anos 1960 e 1980 pela contra cultura juvenil, principalmente pelo movimento punk rock entre eles os skinheads, punks e grungers. Os modelos por serem considerados bastante confortáveis também foram adotados pelos carteiros, policiais e muitos operários.

As principais características originais deste modelo eram de serem botas de meio canos, produzidas em couro macio, geralmente napa cereja, com amplos bicos arredondados, com sistema de fechamento por atacadores, com fileiras de 8 ilhoses, com solado em borracha macia aerada (sistema conhecido como AirWair), com viras de costuradas amarelas e uma pequena alça na borda no cano na parte traseira.

Atualmente existem variações do modelo, onde muito já possuem mais de 8 ilhoses em cada fileira, os canos podem ser mais, ou menos avantajado, sua paleta de cores é bastante ampla e as viras costuras já não muitas vezes amarelas. Em algumas versões femininas os modelos perderam as viras e ganharam saltos.

Tipos de Botas: Botina / Chukka / Desert Boot – Modelo originalmente utilizado por jogadores de Pólo, sendo este jogo derivado do Chukka, o modelo teve os holofotes apontados para si, em 1924 nos Estados Unidos, ao serem utilizados pelo Duque de Windsor em sua visita ao país, anteriormente o Duque havia retornado de uma visita à Índia, onde teria disputado uma partida de Pólo e trazido alguns pares desta bota. O modelo também foi muito utilizado pelas tropas britânicas nos desertos ocidentais durante sua campanha na 2ª Guerra Mundial, sendo chamada de Desert Boot.

As principais características deste modelo de calçado fechado originalmente tratavam-se de calçados rústicos de canos curtos, com alturas até os tornozelos, muito confeccionado em acamurçados, com fechamento por atacadores (cadarços) em conjunto a perfurações, ou ilhoses 2 ou 3 pares de furos por pé, obtendo ainda um solado em borracha crepe.

Estes modelos tronaram-se muito populares nas décadas de 1940 e 1950 e foram muito utilizadas pelas crianças nas décadas de 1970.

A botina inicialmente tratava-se de um modelo masculino, mas já há algum tempo, o modelo foi adaptado as necessidades femininas, tendo bico arredondado e um salto mínino ou elevação para dar a inclinação necessária ao modelo.

Tipos de Botas: Coturno / Bota de Combate / Bota Militar – O modelo teve sua origem no período romano, onde os soldados legionários utilizavam as hobnails e caligaes, desde então o calçado foi adotado por forças armadas, contingentes de seguranças, policiais entre outros, no segundo meados do século XX, o modelo passa a ser utilizados também por tribos urbanas como: Punks, Skinreads, Darks e outras tribos que costumam utilizar um visual pesado.

As principais características deste modelo é a de serem calçados fechados com canos médios, geralmente produzidos em couros, ou lonas, muitas vezes estes recebem tratamentos a fim de torná-los impermeável, porém tecnologias modernas permitem a fabricação de coturnos com materiais como kevlar e nomex. Os coturnos modernos são projetados para fornecerem aderências aos solos, estabilidades dos tornozelos (evitando torções) e proteção adequada aos ambientes hostis. Apesar da aparência rústica, coturnos modernos podem ser bastante confortáveis. Os fechamentos mais comuns destes modelos são os fechamentos por atacadores, ou cadarços, este modelo possui ainda um pequeno salto, ou tacão, ou ainda uma elevação mínima sob o calcanhar para dar a inclinação necessária, para facilitar a marcha.

Hoje, muitos coturnos incorporaram várias tecnologias originárias de botas civis, tais como Gore-Tex – painéis laterais de nylon, que melhoram a ventilação e conforto, logo existem também coturnos, ou botas de combates específicas para certos climas e condições, tais como coturnos de selva, botas de desertos e botas de frio.

Os coturnos inicialmente tratavam-se de calçados de segurança masculino, mas já há algum tempo, os modelos foram adaptados as necessidades femininas, assim tornando-os também itens de moda.

 

Tipos de Botas: Hiking – Um modelo de bota inicialmente concebido para a prática esportiva da caminhada tendo em vista sua aplicação inicial trata-se de um calçado altamente confortável e que proporciona boa proteção, pois a utilização deste tipo de calçado para a caminhada é aplicado em terrenos acidentados e de condições muitas vezes extremas, logo pequenas adaptações no modelo são constantes, principalmente nos materiais de confecção, pois há casos que modelos resistentes a água, lama, pedras, galhos, gravetos e muitos outros obstáculos. Devido a sua diversidade, outras atividades ao ar livre como: Montanhismo, escalada, trail running, caça e outros, além dos mochileiros, acabaram adotando este tipo de bota, como calçado ideal para estas práticas.

As principais características deste modelo são seus cabedais confeccionados em materiais resistentes e confortáveis, seus solados em tratorados e macios podendo ser em borracha, ou polímeros derivados do petróleo, como TR, PU, SBR e outros, ainda possuem lingüetas acolchoadas com fechamentos por cadarços em poliamida, ou poliéster que proporcionam excelente tração e amarração, palmilhas confortáveis e flexíveis geralmente em espuma de PU, geralmente possuem alguns reforços próximos ao tornozelo a fim de evitar torções e proporcionar melhor proteção aos tendões e possui ainda a bordas dos canos acolchoadas por espumas a fim de tornar o mais confortável possível.

Toda a versatilidade e conforto deste modelo esportivo acabaram inspirando a criação de vários modelos que viraram em alguns casos hits de moda, assim surgiram canos mais alongados, aplicação de materiais mais tradicionais e outros nem tantos, além de outras muitas modificações, mas que ainda permitem reconhecê-la pelo fato de tratar-se de bota com cadarço no centro do cabedal sobre uma lingüeta.

Combi – o modelo tem seus primeiros registros no final da década de 1930, quando por conta da Grande Depressão e da 2ª Guerra Mundial, fatos estes, que acabaram impondo restrições a muitos materiais e entre eles, o couro. Logo as botas até então muito utilizadas, quase desapareceram devido aos desgastes do uso intenso e ao fato quase não serem mais produzidas pela falta do couro, que nos tempos de guerra eram direcionados aos calçados e outros utensílios dos para os soldados dos frontes de batalhas. Esse desaparecimento das botas muito utilizadas pelos camponeses no seu dia-a-dia de trabalho originou a criação de um novo calçado o “Combi”.

As principais características deste modelo é o de ser uma espécie de botina de cano muito curto e bordas almofadadas, com sistema de fechamento composto por 4 ilhoses e cadarços, sobre uma lingüeta macia, que atinge a altura do cano, este modelo possui ainda um bico bastante arredondado e amplo, que acaba tornando-o bastante confortável.

O modelo Combi, logo foi adaptado aos calçados infantis, sendo este um modelo amplamente utilizado pelas crianças de até uns 3 anos. Estas adaptações acabaram por evoluir e hoje têm seus cabedais produzidos em tecidos geralmente acolchoados e com fechamentos além de cadarços, com velcro e fivelas. Os solados rasteiros e geralmente em TR, E.V.A., SBR ou Borracha Crepe proporcionam boa estabilidade ao caminhar.

Entrevista concedida a repórter Roberta Gerhard Döring do jornal Exclusivo e revistas Lançamentos, que ajudou a compor a matéria, sobre tendências em fitas e fios para Primavera / Verão 2010-2011 e Outono Inverno 2011

http://www.exclusivo.com.br/LancamentosIndustriaDigital

Integra da entrevista

Falar um pouco da história da utilização de fitas e fios na confecção de calçados e bolsas e como hoje esse é mercado é considerado para a indústria da moda?

 Os Fios e Fitas confundem-se em meio à história da indumentária e obviamente dos calçados, uma vez que se considerarmos que os fios são: Fibras naturais, ou sintéticas finas e delgadas entrelaçadas preferencialmente para a produção têxtil e para junção destes artefatos, logo podem e dão origem também as fitas. Há resquícios de que desde o período paleolítico, onde são observados alguns artefatos que podem ser considerados como os primeiros calçados, já há tramas e tiras trançadas de fibras vegetais e peles de animais, para a fixação destes ao pé, então pode-se presumir que desde a Idade da Pedra Lascada, estes dois componentes estão presentes nos calçados.

Um pouco mais adiante, ou melhor, bem mais adiante também tivemos registros da utilização de fitas ou tiras, sejam estas de couro e papiro nos calçados do Antigo Egito e também nos calçados Gregos e Romanos além das tiras e fitas de couro e linho, uma vez que os senadores romanos utilizavam calçados marrons atados por fitas de couro macio e preto, até este momento os fios utilizados nas costuras eram produzidos com fibras de algodão e pêlos de alguns animais.  

Já na Idade Média as Ghillies, um modelo semelhante à sapatilha de balé, que possui bico arredondado moldado ao formato do pé, pois são confeccionadas em couro bastante macio, sendo que alguns destes modelos possuíam, ou possuem como atacadores fitas coloridas (este modelo é originário da Irlanda na Idade Média, hoje muito utilizadas pelas mulheres na tradicional dança irlandesa e pelos homens na Scottish Country Dance), neste momento já havia o emprego de fios para costuras de algodão, lã e o início de poucos fios de seda.

As fitas também fizeram-se presentes no período do Renascimento, com mais intensidade no vestuário onde tornavam-se flores e laços de seda, renda, cetim, e outros tecidos, que além de ornamentos, também serviam para atacar as roupas, mas estas fitas, também tiveram presença marcante nos calçados, tanto nos masculinos, quanto nos femininos e nas classes sociais como nobres, burgueses e plebeus, onde os laços sobre o peito do pé além de atacar os calçados servia como principal ornamento, neste momento os fios deixam de compor apenas os tecidos, fitas e costuras, mas passam a ter a função ornamental através dos bordados, fios estes que nos bordados tinham em sua maioria a seda como matéria-prima, devido a sua maleabilidade e brilho, no entanto pôde ser notado fios de ouro, que tiveram uma aplicação nos Períodos Barroco e Rococó, neste momento os fios de lã, seda, ouro, algodão e algodão encerado, que criava boa resistência, já eram amplamente empregados nas costuras e bordado de roupas e calçados.

Foi nos Períodos Barroco, Rococó e Neoclássico que os fios de ouro e seda tiveram grade destaques na elaboração de bordados tanto das roupas, mas principalmente nos calçados, uma vez que estes perderam os laços junto ao peito dos pés e buscou-se substituir a ornamentação com belas fivelas, pedrarias e ricos bordados.

Um dos grandes saltos da humanidade foi sem dúvida alguma a 1ª Revolução Industrial, que dentre muitas máquinas criadas neste período estava à máquina de costura, que segundo historiadores creditam a Thomas Saint, embora seja praticamente impossível afirmar com exatidão, uma vez que muitos indivíduos trabalham em projetos para a criação da máquina de costura nesta época, o fato é que as invenções das máquinas de costuras além de proporcionar diversos benefícios exigiram uma melhora significativa na produção dos fios, que deveriam ser mais compactos, resistentes e de modo geral mais finos, a partir deste momento, o cenário permitia qualidade nos acabamentos e ornamentação, que possibilitou inclusive durante o século XIX a ampla utilização de fitas de cetim e seda costuradas sobre os tecidos e couros e não apenas transpassadas como na maioria dos casos até então, proporcionando um visual praticamente inusitado.

Já no século XX, mais precisamente no ano de 1935, o químico Wallace Hume Carothers daria uma contribuição de extrema importância para a indústria de um modo geral, principalmente para a indústria da moda, com a invenção da primeira fibra têxtil sintética; o nylon, ou poliamida. A poliamida logo passou a ser utilizada na produção de tecidos que necessitavam elasticidade, leveza, brilho, impermeabilidade entre outros, logo um tecido que tenha elasticidade necessita de uma linha que também possua esta qualidade, caso contrário acabaria por reduzir e danifica a fibra elástica, obviamente tiveram a idéia de produzir linhas de poliamida que proporciona elasticidade, com efeito, memória, resistência, leveza e praticidade de produção da mesma, desde então a utilização deste tipo de linha teve e tem lugar cativo nas indústrias de moda/calçado. A poliamida por tratar-se de um fio impermeável, leve, resistente, elástico e com brilho utilizou-se desta fibra também na produção de fitas, tiras, cadarços, cordões etc..

Atualmente na indústria da moda, já existem algumas técnicas que descartem as tradicionais costuras a fio, principalmente na indústria do vestuário e até mesmo na indústria calçadista, em alguns tipos de calçados específicos como os fullplastic, alguns esportivos e casuais, no entanto, a indústria de fios/linhas ainda são de profunda importância devido ao fato que não conseguiu-se e durante um bom tempo não conseguiremos abolir as costuras a fio nem no vestuário, bolsas e nem nos calçados, pois estas acabam proporcionando recortes, detalhes, moldagens que a princípio seriam muito difíceis se não impossíveis de criar.

As fitas por sua vez, têm na moda seu espaço quase que cativo, embora saibamos que a moda seja cíclica e que em horas, estas se farão mais, ou menos presentes, embora tenhamos algumas regras que praticamente definem a utilização destas nas coleções, onde podemos associá-las as tendências românticas, folks, renascentistas, barrocas e rococós.

 

Quais as principais matérias-primas hoje utilizadas para a confecção de fitas e fios para uso em calçados e bolsas?

Linhas:

  • Poliamida – É a mais utilizada devido à boa resistência à tração e ao atrito, alto brilho, elasticidade e memória, além de ter ótima aceitação aos couros e sintéticos;
  • Poliéster – A segunda mais utilizada devido à boa resistência ao atrito, menos resistência a tração, opaca e pouca memória, ótima aceitação aos tecidos e boa aceitação em couros e sintéticos. Havendo uma variação da linha Poliéster, conhecida como Poliéster Trilobal com alto brilho, sendo esta ideal para bordados;
  • Algodão – Pouco utilizada devido à baixa resistência à tração e ao atrito, opaca, baixa elasticidade e memória, aceitação considerável em costuras domésticas. Há também uma variação neste tipo de linha conhecida como Algodão Merceirizado, tendo como diferencial maior intensidade de cor, estabilidade dimensional, resistência a tração e abrasão, além de ser mais lisa, tendo ótima empregabilidade em costuras artesanais;
  • Seda – Tem boa resistência a tração e ao atrito, elasticidade e memória moderada e não sofre alteração sob calor, tendo uma ótima empregabilidade na confecção de vestuário, ou calçados finos.

Fitas:

As fitas podem ser produzidas a partir das mesmas matérias-primas das linhas como: Poliamida, Poliéster, Algodão e Seda, além das fitas de Cetim muito utilizadas hoje, no entanto como sabemos o Cetim é proveniente da seda tramada.

 

Quais as características tecnológicas que esses produtos precisam ter para que tenham qualidade e durabilidade?

As principais qualidades que proporcionam qualidade e durabilidade são as seguintes:

  • Resistência a tração;
  • Resistência ao atrito;
  • Elasticidade;
  • Memória.

O brilho ou opacidade podem ser características intrínsecas as tendências da moda.

 

Como os fabricantes de fitas e fios devem estar preparados para isso (precisam se modernizar e seguir as tendências da moda, para não perderem competitividade?).

Bom… Primeiramente os fabricantes devem sai da zona de conforto, de forma alguma podem ficar estacionados achando que pelo fato de que nas últimas décadas não tenham surgidos novas fibras, havendo apenas o agregamento de algumas propriedades que tenham melhorado a performance, principalmente das fibras sintéticas, acredito que haja espaço para pesquisa na área da nanotecnologia, que poderia, por exemplo, corrigir possíveis problemas na questão da fusão das fibras sintéticas sob calor e pressão, embora que em ambiente neutro o ponto de fusão das fibras sintéticas seja consideravelmente altas, mas que no uso diário dos calçados os intempéries climáticos e em condições extremas da utilização acabam por danificar estas fibras ressecando-as e diminuindo a vida útil destas.

Acredito que possa ainda existir espaços para pesquisas de novas tramas que criem efeitos mais dinâmicos que acompanhem a efemeridade da moda.

O importante para o fabricante é não ficar parado, oferecendo sempre algo mais do que o esperado pela indústria da moda, possibilitando assim aos designers a ampliação do leque de criações e desenvolvimentos.

 

Quais as tendências em fitas e fios em calçados e bolsas para o verão e o inverno 2011?

Em relação aos fios/linhas, para as coleções verão e inverno 2011, as tendências são bastante diversificadas, uma vez que a ampliação do leque de inspirações tendem a crescer a cada coleção em virtude das constantes ampliações destas, no entanto podemos apontar algumas tendências como as diversidades de cores, uma vez que teremos o verão, que por si só, já é uma estação colorida salvo algumas raras exceções e logo na seqüência um inverno que promete também ser bastante colorido, algo que já não é tão comum para a estação, salvo também algumas exceções.

No verão a ampla utilização dos tecidos, que na sua maioria tende a ter ampla paleta de cores e estampas, as linhas mais utilizadas serão as de poliamida que já são muito utilizadas para a costura de couros e sintéticos devido a sua resistência, elasticidade e memória (só para ficar bem claro, a tão falada memória é a propriedade pela qual os materiais tendem a expandir, ou contrair, seja devido às variações de temperaturas, ou pelo uso). Nos calçados estilo festa, a linha 90 é a mais indicada por sua baixa espessura, onde a intenção é a de não deixar a costura em evidência. Nos estilos casual chic e esporte são ideais para as linhas de espessura 60, de preferência de poliamida, ou mesmo a de poliéster, que é um pouco mais opaca, vale ressaltar que a linha 60 é um pouco mais grossa do que a 90 por exemplo. Nos bordados que deverão se fazer presentes, as linhas de poliéster trilobal, que possuem alto brilho serão as ideais e em cores vivas.

Para o inverno as inspirações como: Rock, militarismo e até o folk, geralmente admitem costuras mais amostra, ou em evidências sejam em linhas mais espessas, ou em costuras duplas, ideais para costuras de materiais mais rústicos como jeans, brim e couros mais grossos, em virtude de tudo isso, as linhas mais grossas com as 60, 40 20 e até a 16, para bordados/costuras em máquinas retilíneas deverão ter uma melhor aceitação em vários estilos como: Casual, esporte e até o estilo festa, claro que os calçados mais requintados e delicados continuaram a exigir linha com espessura 90. Em relação às cores, elas ainda estão mais para um tradicional verão, do que para um tradicional inverno, que geralmente requerem uma paleta de cores mais sóbrias.

Em relação às fitas, elas também se farão presentes acredito que mais no inverno 2011, do que no verão 2011, porém com a ampla utilização dos tecidos no verão, as fitas são uma boa opção, seja apenas na ornamentação em acabamentos de bordas, ou tiras transpassadas por fitas, ou dos pequenos aos exagerados laços, ou ainda como uteis cadarços para fechamento e atacadores aos tornozelos, vale ressaltar que os cadarços também podem ser considerados fitas, pelo menos aqueles mais chatos, cadarços estes que andavam sumidos, mais voltam a dar o ar da graça. As fitas ainda podem compor ornamentos em conjuntos a pedrarias, ou metais, logicamente em tramas mais resistentes e em fibras como as poliamida e poliéster, obviamente que as fitas de cetim podem e serão ótimas opções para calçados mais requintado e d valores agregados.

As fitas do inverno 2011 devem encontrar mais espaço nas inspirações românticas, que devem contrapor inspirações mais austeras como o militarismo, ou o rock, mas devem encontrar espaço nas inspirações folk também, sendo que as fitas com mais intensidade de brilho como as de cetim e poliamida devem encontrar maior aplicação nas inspirações, ou temas românticos, sejam em pequenos, médios e grandes laços, transpassados, ou em criação de flores, já as fitas mais opacas como poliéster e algodão devem adaptar-se melhor aos temas relacionados as inspirações folk.