Modelo: Ankle Boot
Material: Couro napa vestuária preta – Tecido xadrez – Forro sintétco PU cereja – Salto pintado.
Material: Couro napa vestuária aço – Couro croco aço – Forro sintético PU aço jateado – Salto pintado.
Coleção: Outono / Inverno 2009
Modelo: Ankle Boot
Material: Couro napa vestuária preta – Tecido xadrez – Forro sintétco PU cereja – Salto pintado.
Material: Couro napa vestuária aço – Couro croco aço – Forro sintético PU aço jateado – Salto pintado.
Coleção: Outono / Inverno 2009
Ankle Boot – Termo surgiu nas últimas décadas do século XX, para denominar a bota de cano muito curto.
A principal característica deste modelo é deixar o pé e tornozelo totalmente coberto, ou seja, gáspea e trazeiro fechados estendendo-se em um cano muito curto, que termina no tornozelo.
A ankle boot pode ter bico fino, redondo ou quadrado, além das variações de saltos baixo, médio, alto, ou mesmo sem salto.
O modelo é indicado para pessoas de tornozelos finos e de maior estatura com pernas alongadas, uma vez que o modelo achata a silhueta.
A nomenclatura ankle boot vem de idioma inglês, que significa:
A real origem dos saltos dos calçados confunde-se ou perde-se, ao longo da própria história dos calçados. Até onde sabe-se, os primeiros resquícios de calçados com saltos foram encontrados em tumbas do Antigo Egito e datam aproximadamente de 1.000 A.C.. Provavelmente estes calçados com saltos distinguiam a alta posição social do quem os utiliza.
Na Grécia Antiga, também houve a utilização de saltos, sendo que o primeiro grande dramaturgo trágico da história grega o autor Aeschylus, exigia dos atores que encenavam suas peças, a utilização de calçados plataforma feitos inicialmente de cortiça, estas plataformas tinham diferentes alturas, as quais indicavam a posição social qual personagem pertencia.
Isto também ocorreu na história recente do Oriente, mas precisamente no Japão, quando o Imperador Hirohito assumiu o trono em 1926, este utilizava calçado com plataforma de aproximadamente 30 cm de altura.
A história nos revela que os saltos altos também estiveram associados à sexualidade, uma vez que as prostitutas na Roma Antiga eram identificadas pelos saltos que utilizava já as cortesãs japonesas utilizavam tamancos com altura que variavam entre 15 e 30 cm, já as concubinas chinesas e as odaliscas turcas eram obrigadas a utilizarem sandálias altas provavelmente para dificultar a fuga dos haréns.
Mas é somente na Idade Moderna, mais precisamente durante o Renascimento o período da história da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII, quando diversas transformações em uma multiplicidade de áreas da vida, que iniciou-se a utilização do salto que foi criado para elevar a altura das mulheres, os primeiros saltos foram confeccionados em cortiça em forma de cunha, acompanhando o formato do arco do pé, elevando a altura apenas no calcanhar. Existem diferentes opiniões a respeito dos saltos altos, alguns como origem das “chopinas” (blocos de madeira utilizada como base/solado, onde o calçado era confeccionado), provenientes da China ou Turquia, eram sandálias com plataformas onde a altura dos solados apontava o nível social e chegava a atingir 40 cm. Havia casos de senhoras da corte que elevaram suas plataformas até 70 cm e precisavam às vezes de dois criados, um de cada lado para conseguir o equilíbrio, as chopinas foram inicialmente utilizadas pelos nobres, passando pela burguesia e chagando as camadas sociais mais baixas, daí foram desprezadas pela elite, sendo que as últimas as utilizarem as chopinas foram às prostitutas.
As plataformas e os saltos altos estão desde a Antigüidade associados a situações solenes e rituais, quando todo o universo gestual e os movimentos corporais, na época bastante contidos, estão relacionados a reverências e comportamentos formalizados. As mulheres mais observadoras imaginaram que suas silhuetas poderiam ganhar contornos mais sensuais com o calcanhar elevado, projetando o tórax para frente e dessa maneira ressaltando os seios. Até 1.600 não havia nada que realmente pudesse ser chamado de salto, nos anos de 1.590, até já tinham produzido alguns saltos baixos de madeiras ou cortiças, antes disso foram utilizados cunhos de cortiça ou empilhamento de camadas de couros, mas sem muito sucesso devido à dificuldade no caminhar. Uma vez com o surgimento do verdadeiro salto, com o conceito que conhecemos hoje, as outras formas de saltos desaparecem rapidamente. Em pleno século XVII, a fabricação de calçados com saltos originavam calçados com pouca estabilidade, causando freqüente falta de equilíbrio durante a utilização destes, isto devido às falhas na fabricação dos calçados principalmente na região de encaixe do salto, causando também problemas de emparelhamentos. Embora o desenvolvimento dos calçados desde o período Romano, já vinha sendo produzidos para pés direitos e esquerdos, porém a parte traseira dos calçados não havia diferenças entre os dois pés, então para dar mais estabilidades aos calçados com saltos, iniciou-se uma maior preocupação com detalhes e diferenciações entre pés esquerdos e direitos também na parte traseira.
A invenção do salto é atribuída a Catarina de Médicis (1519 a 1589), Rainha da França pelo casamento com o Duque Orléans (Henrique I), ficou viúva aos 40 anos, mas controlou o poder durante os reinados de seus filhos Francisco II, Carlos IX, e Henrique III. Apoiou o massacre dos protestantes na trágica noite e São Bartolomeu. Estudiosa da astrologia e magia, seus inimigos a acusavam e procurar auxílios de demônios.
Catarina de Médicis ao desembarcar em Paris, trazia em sua bagagem vários calçados de saltos, produzidos exclusivamente para ela com o único intuito de deixá-la mais alta, calçados estes, confeccionados por um artesão italiano. Logo seu gosto por saltos, acabou sendo absorvido pela aristocracia européia influenciando a moda, que incorporou o salto alto.
No século XVII, as mulheres que se utilizassem saltos altos para seduzir ou atrair os homens para os casamentos, eram punidas pelo parlamento inglês como feiticeiras. Em sua biografia Giovani Casanova, declarou sua tração pelos saltos altos, que segundo ele, levantavam as armações da saias-balão, utilizadas na época, sendo que assim mostravam as pernas femininas.
Durante o século XIX, importados do bordéis de Paris, os saltos altos foram introduzidos nos Estados Unidos. Nesta época em Paris eles já eram um grande sucesso, uma vez que os clientes preferiam contratar os serviços de prostitutas que utilizam os saltos. Ainda nesta épca não existia a figura do estilista ou designer de calçados, onde só seriam criadas durante o seculo XX, portanto, a criação destes calçados era apenas mais um ofício dentre muitos e ficavam a cargo dos modestos sapateiros.
A produção em larga escala dos calçados teve sua origem nos Estados Unidos, onde começous como uma tividade familiar e exclusiva de coloos do leste do país (Nova Inglaterra). Contudo a tradição do calçadoconfeccionado a mão não extigue-se e e um grande fenômeno europeu, especialmente em países como a Inglaterra, Itália e França, onde o design de calçados estava intimamente associado ao design de moda.
A indútria francesa ou parisense de moda foi fundada por CharlesFrederick Worth, em 1846. Worth foi o mais destacado estilista do mundo da moda na época, a ponto de ter sido ele o responsável por vestir toda a realeza da Europa. Trilhando o caminho de Worth, outros estilistas sugiram, como Paquin, Chernit e Doucent, tornando assim Paris a capital da moda. Alguns estilistas que trabalharam para estes mestres, com o passar do tempo foram granado independência e granhado destaque, podendo ser citado Pinet, que chegou em Paris em 1855, para trabalhar para Worth e acabou criando o salto que leva seu nome, o salto Pinet, que é mais fino e mais reto que o popular salto Luiz XV. Outro estilista importante desta época foi Pietro Yanturni que se auto-denominava ” O mais caro estilista de calçados do mundo”, com uma clientela exclusiva de apenas 20 clientes, sendo que atualemte seus calçados encontram-se expostos no Metropolitan Museum of Art de New York. André Perugia também seguiu os passo s Pietro Yanturni, sendo que seus claçados estão expostos no Musee de la Chaussure em Romans ne França.
No nício do século XX, requícios de pré-conceitos do século anterior, faziam muitos indivíduos considerarem indecentes mulheres que deixavam a mostra partes de seus pés ou pernas. Por isso, o conforto prevaleceu em dentrimento do estilo, que ficava restrito a privacidade dos lares. Ficando as apertadas botas e botinas para a utilização em público.
Após a Primeira Grande Guerra a história mudou, com o desenvolvimento da economia, os calçados de tiras entram em cena, com seus bicos alongados e saltos altos estilo “Luiz XV”. Houve uma ampla utilização de cores e os saltos eram tilizados até para dançar.
Junto com os anos 30, chegará a Grande Depressão, o que também repercutiu na moda, sendo que nos calçados os saltos se tornaram mais baixos e mais largos, nestas época muitas mulheres condenavam a utilização de saltos altos. Mas foi a partir de Segunda Grande Guerra, que os saltos passaram por uma fase de despreso total, devido a racionalização de várias matérias-primas, dentre elas o couro, que que tinha sua utlização exclusivamente para fins miltares.
No entanto, o italiano Salvatore Ferragamo encontrou a solução ao desenvolver um modelo de calçado com salto anabela em cortiça. Logo após o fim da guerra este modelo tornou-se moda, então muitos estilistas passaram a copiá-lo. Mas já em 1914, Salvatore Ferragamo já exportava calçados femininos feitos a mão para os Estados Unidos, onde ficou conhecido como o estilista dos calçados das estrela de Hollywood.
Durante algum tempo Salvatore Ferragamo, Charles Jourdan e André Perugia travaram uma competição para desenvolver o mais refinado e elegante salto, mas no processo de produção não podiam utilizar materiais frágeis como madeira, pois poderia não suportar o peso de uma mulher e partir.
O inglês David Evins, continuou o trabalho de Salvatore Ferragamo e durante 40 anos, continuou criando coleções para os mais famosos estilistas de New York, entre eles Bill Balss e Oscar de la Renta.
Muitos estilistas desenvolveram saltos em forma de pinos de aço recobertos com materiais plásticos, buscando solucionar os problemas de resistência ao peso pelos saltos. Os italianos Del Co e Albanese criaram uma sandália para a noite, com duas minúsculas tiras e um salto baixo sob o arco do pé. Roger Viviee, que então trabalhava para Christian Dior em paris, aperfeiçoou este salto, dando-lhe a forma de uma vírgula e acabou por receber todo o créditopela invensão do salto Stiletto, isso em 1955.
Contudo, enquanto os franceses de fato, não tinham competidores à altura no que diz respeito à moda de vestuário, os italianos por sua vez, eram os mestres da produção em massa da moda calçadista. Graças aos contatos de Salvatore Ferragamo em Hollywood, esses calçados italianos se tornaram muito populares entre as estrelas hollywoodianas nos anos 50 (Jane Mansfield tinha mais de 200 pares). O salto stiletto, era então, sinônimo de “sex appeal”. Enquanto isso, os médicos responsabilizavam os sapatos de salto alto por todos os tipos de problemas. E não só quanto à saúde da mulher. Muitos atribuíam o crescimento da delinqüência juvenil aos saltos altos.
Nos anos 60, teve início a transferência da moda de Paris para Londres e a moda das ruas ditava o que era para ser usado. Com o preço do couro em alta, os materiais sintéticos entraram em cena. Roger Vivier, Herbert Levine e Miller foram os pioneiros na utilização de material plástico transparente.
No início dos anos 70, as plataformas retornaram por um breve período, especialmente aquelas botas extravagantes de cano alto. Muitas destas botas tinham desenhos psicodélicos. Era o estilo andrógino do “Glam Rock”. Foi o estilista Terry de Havilland, quem as popularizou e encontrou adeptos não apenas entre as mulheres, mas também entre gays e lésbicas.
Nos anos 80, mulheres executivas passaram a adotar o salto stiletto, como um complemento aos seus vestuários para projetarem uma imagem de eficiência e de autoridade. Os saltos altos simbolizavam glamour e extravagância, além de um modo de expressar feminilidade nunca antes vista na história dos saltos altos.
Na última década do século XX, as plataformas reapareceram pelas mãos de Vivienne Westwood e Jean-Paul Gaultier. Nos anos 90, conceitos antigos foram reciclados. Assim como os estilistas de moda, os estilistas de calçados femininos passaram a ser estrelas do mundo fashion, com Manolo Blahnik, sendo então, o maior expoente. Como na década anterior, o nome da marca era a coisa mais importante.
Atualmente, existe uma nova geração de designers. Requisitados por clientes e por estilistas de moda, os sapatos de salto alto de designers como Joan Halpern, Maud Frizon, Beth e Herbert Levine, Andrea Pfister, Jan Jansen, Patrick Cox e Christian Louboutin algum dia serão apreciados como autênticas obras de arte. A tecnologia tem acrescentado novas opções de materiais (microfibras, tecidos elásticos etc.) o que aperfeiçoa o processo de produção. Tudo parece indicar que os sapatos e sandálias de salto alto continuarão a fazer muito sucesso na história da moda.




1990 a 1999
A diversidade foi o conceito fundamental nos anos 90 e sua influência é refletida muito obviamente na moda. Os indivíduos passaram a executar uma variedade de atividades diárias, as quais muitas destas atividades requeriam calçados diferentes. Botas, tênis, sandálias, chinelos, tamancos, sapatos e outros. Logo os estilos destes, não estavam limitados a poucas variações e eram comuns estas variações em todas as ocasiões.
As top models que surgiram nos anos 80 viraram ícones de beleza a serem imitados.
Companhias como Skechers, Nike e Birkenstock, tiveram muito êxito ao construírem suas marcas associando-as aos eventos sociais, atividades esportivas e consciência ecológica, originando assim uma fidelização de muitos consumidores.
Ainda no início desta década, surgiu o movimento “Grunge”, mais uma vez tem o jovem como o personagem principal, garotos e garotas passaram a utilizar calça jeans rasgada, camisa xadrez e tênis, os quais acabaram tendo uma popularização. Muitas bandas surgem e ganham destaques, como Guns n’Roses, Nirvana e Skid Roll, ainda muitos esportes radicais são associados a este movimento, sendo o “Skate” o que mais destacou-se.
Os calçados da década foram marcados pela releitura geral de estilos, formas, saltos. Valia praticamente tudo, desde que a peça ou calçado fosse coerente ao estilo do indivíduo.
Mesmo com essa releitura de todas as décadas do século XX, pode-se destacar o “revival” dos anos 50 no trabalho de Ferragamo para Dior, uma busca sensual nos sapatos em peles exóticas de Andréa Pfister, a constante busca de originalidade nos trabalho de Sergio Rossi, um certo gosto barroco em Gianni Versace, visão futurista nas coleções de Jean Paul Gautier, um refinado senso de exotismo nos trabalhos de Romeo Gigli e aparece um cidadão “hippie ou folk” para Viviane Westwood, podendo ser atribuída a ela o retorno das plataformas, que nesta época passaram a ser produzidas em PU (Poliuretano).
Século XXI
No século em que estamos (XXI), o sapato é obra do design, continua sendo objeto de beleza, que deve ser aliado ao conforto e a praticidade, a fim de agradar os gostos e necessidades dos consumidores, marcando mais uma vez uma parte da história.
Em futuro bem próximo poderemos encontrar um calçado exato para cada pé e personalidade, e se não o encontrarmos poderemos solicitá-lo e ele será fabricado em escala industrial, mas de maneira personalizada. Poderemos escolher os componentes que me melhor nos convier e poderemos participar da ação de personalizá-los.
1980 a 1989
Os excessos foram sem dúvida a marca dos anos 80. Seriados de TV como Dallas e Dynasty, exibiam seus personagens com uso excessivo de jóias, deixando muitos espectadores fascinados.
Com a ascensão dos “Yuppies”, o poder era o negócio, isso deu origem ao consumismo desenfreado e muitos proclamavam o amor as indulgências e investiam orgulhosamente na aparência e consumiam muitas grifes de luxo. Estas grifes e estilistas em parcerias com os profissionais de comunicação se apresentaram para conhecer as necessidades e demandas destes novos consumidores e de posse destas informações passaram sugerir e ditar a moda e difundiram a cultura das lojas de departamentos. O novo estilista passou a ser um personagem das relações sociais, das crônicas da vida contemporânea e um capricho da vida cosmopolita. Abre-se a porta para o fashion show.
É ainda neste momento que surgem o termo “Top Model”, simbolizadas por Cláudia Schiffer, Cindy Crawford e Naomi Campbell.
As mulheres passaram a exigir alternativas aos calçados de saltos altos. Uma vez que a imagem da mulher bem poderosa e bem vestida estava ligada diretamente a eles, algumas mulheres buscaram inspirações para seu guarda-roupa, na simplicidade das roupas masculinas. Em conseqüência há isto, os calçados têm seus saltos reduzidos e as cores perdem sua vivacidade e voltaram-se aos tons escurecidos e clássicos.
Em contraste ao clima empresarial conservador, as vivacidades das cores tornaram-se a marca do “Casual” da época. Não havia nenhuma cor tímida, sejam elas primárias, cítricas ou fluorescentes. O movimento “New Wave” com as bandas e artistas como Culture Club, Boy George, Madonna e Michael Jackson encorajaram a moda com seus figurinos.
Nesta década houve dois estilos muito distintos, o maximalismo uma moda bastante extravagante de cores cítricas onde o contraste entre cores vivas eram bastante intensas, este momenta da moda dentro da década se deu em seu início e segue bastante evidente pelo menos até seus meados, onde nesta época começa a surgir outro momento o minimalismo onde a influência japonesa toma conta da cena, alguns denominam este momento como “japonismo” ou “niponismo”, onde vários estilistas japoneses se destacam, implementando novamente o conceito do pretinho básico, onde os pretos, cinzas e branco roubam a cena, tendo como seu maior símbolo no calçado o “scarpin” básico liso e preto de salto baixo ou médio.
Durante algum tempo, não se encontra mais um único estilo definido, é na busca, na descoberta, seja de caráter estético ou propriamente técnico que se prende o desenho dos calçados e peças do vestuário dos anos 80.
Neste caso o calçado não pode mais ser considerado simplesmente um acessório de moda, ele toma vida própria, os detalhes valorizam o planeta-calçado.
Foram reinventados mocassins, espadrilles, e outros estilos de calçados já existentes, utilizando-se de novas paletas de cores. As sandálias de plástico eram moldadas em vastas variedades de cores, que também foram uma grande moda passageira. Porém todos esses excessos estavam tornando-se cansativos.
É nesta década que surge a invasão da moda esportiva, os e o culto à forma física e a popularização dos tênis.
1970 a 1979
Os anos 70 foram tempos intensamente tumultuosos onde podemos destacar:
·As diversidades de culturas e subcultutas;
·O cinismo aflorou com a militância feminista;
·Os direitos civis;
·O escândalo de Watergate;
·A guerra do Vietnã.
A cultura jovem é predominante, a violência dos jovens da década anterior abre caminho para uma cultura da não-violência, cuja ideologia pregava um mundo sem guerra, baseado em vida comunitária com estreita ligação com a natureza, onde a filosofia oriental foi difundida, em paralelo a isto, a era disco propõe roupas práticas para o dia e sexy para a noite. A TV ocupa o lugar do cinema e seriados como “As Panteras” e outros ditam os modismos.
Ícones culturais como “Mulher Maravilha” criaram o interesse por botas, que podiam ser utilizadas com calças justas ou saias curtas.
Em muitos casos a maneira de vestir-se era utilizada para chocar, sem dúvida o movimento “Punk” e o “Glam” levaram isto ao extremo. Muitas peças do vestuário foram inspiradas em motivos folclóricos e étnicos, houve também uma larga utilização das cores e as extravagâncias reinaram.
Estas influências deram para os estilistas muita munição e o público estava ansioso para a mais recente onda da moda. Os estilistas então puderam experimentar e extravasar nas criações dos calçados, onde estrelas como Elton John, David Bowie e Cher, foram adeptos a estas novas criações.
Estilistas como Biba, Ossie Clark e Yves St. Laurent buscaram inspirações históricas na década de 40 e em outros séculos passados.
Os calçados foram levados as alturas através das novas plataformas e saltos que chegaram a alcançar cerca de 20 cm. As botas utilizavam materiais brilhantes, texturas, desenhos psicodélicos ou florais, mas eles raramente eram enfadonhos. Outros estilos de calçados foram utilizados nesta época como os chinelos, as sandálias e botas de cowboy ou patchwork, entre os materiais mais utilizados estavam os vernizes com muitos brilhos e cores contrastantes, além da ráfia, juta, couros com acabamentos naturais com cores neutras, os saltos baixos ou altos, mas sempre grossos, os bicos geralmente arredondados.
O filme “Embalos de Sábado a Noite”, impulsionou a era “Disco”, embora esta tenha durado pouco tempo, foi tão intensa que virou um símbolo da década.
Ainda nesta década aconteceu a influência das atividades esportivas. O culto à forma física elege o tênis como calçado popular e é grande o desenvolvimento tanto quantitativo quanto qualitativo deste produto, sedo que em 1972, surge a Nike. As primeiras grifes se destacam como: Fiorucc e Benetton e se difunde o estilo unisex.
1960 a 1969
A década de 60 teve um inicio bastante modesto, mas muitas mudanças viriam, os conflitos e divergências vinham crescendo, embora boa parte da população vivesse tempos felizes. Jackie Kennedy era uma enorme celebridade, afamada por sua gentileza e por sua elegância, marcada pelos clássicos ternos de Chanel. A década é marcada pela emancipação da mulher com a invenção da pílula anticoncepcional, além do “boom” econômico que é percebido pelo grande e rápido desenvolvimento de estilos.
O movimento dos Direitos Civis estava preparando-se, bem como o movimento “Rippie”. Música, literatura e arte sofreram grandes mudanças. Os Beatles, Bob Dylan, Motown e Andy Warhollogo viraram ídolos de uma sociedade que clamava por mudanças.
As pessoas tinham sede de liberdade social e auto-expressão. O estilo fashion dos Kennedy que há pouco era modelo para todos, logo foi descartada, abrindo possibilidades para novos experimentos e novos estilistas como Mary Quant, muito conhecida como introdutora da míni-saia, vestido bem curtos apresentados com botas longas e justas, utilizando também estampas geométricas, todos estes muito utilizados pela modelo Twiggy. Surgiam também o Biquíni e o jeans.
Com o interesse crescente pela lua e a ascensão da NASA, os looks especiais influenciariam a moda que adotou materiais futuristas. Enquanto alguns estilistas olhavam para o futuro, outros buscavam inspirações em culturas antepassadas. Depois do êxito do movimento rippie a moda exigiu formas mais orgânicas e confortáveis para todos os ambientes.
Yves Saint Laurent, o “enfant prodige” da alta-costura e aluno de Dior, veste as mulheres com uma forte e dinâmica sensualidade, saltos mais baixos e bicos arredondados, sendo que os calçados refletiram a experimentação excessiva de cores cítricas e dos arco-íris, textura, forma e estilo. Os materiais evoluíram o conforto, a maciez, as condições de impermeabilidade, a transpiração e os acabamentos destacaram-se nas indústrias do setor. A atriz Audrey Hepburn difundiu a “ballerina”, famoso sapato baixo de bico arredondado. Neste momento o “mocassim” preto inspirado nos estudantes de Oxford aparece e domina o gosto dos rapazes.
1950 a 1959
Os aliados saem vitoriosos de uma amarga. As televisões começam a invadir as residências e os programas “Eu Amo Lucy” e “Recém Casados” refletem os ideais deste novo tempo. As estrelas como Marilyn Monroe, Brigitte Bardot, e Elvis Presley introduziu sex appeal em uma sociedade bastante conservadora.
Consumismo se tornou um passatempo popular nos anos 50, como o “boom” do pós-guerra proveu um senso de otimismo econômico. Novos dispositivos e produtos proclamaram o futuro e libertaram muitas mulheres de tarefas domésticas bastante árduas. Os serviços domésticos não pareciam tão ruins quando se tinha fogões elétricos, aspiradores de pó e refrigeradores. As mulheres poderiam concentrar seus esforços em ter uma casa confortável para as famílias e ainda sobrava tempo para ter uma vida fora da cozinha, como reuniões constantes para churrascos, coquetéis e outros eventos sociais.
A reconstrução da Europa durante o pós-guerra foi um dos grandes incentivadores do consumo de moda, trazendo a volta do estilo glamoroso com saias amplas e tomara-que-caia. O “New Look” de Christian Dior influenciou moda, bem como a elegância conservadora de Coco Chanel. A camiseta ganha status com James Dean e Marlon Brando.
Os adolescentes novamente eram o foco. Filmes como “Rebelde sem uma Causa” influenciavam o modo de vestir dos adolescentes. A cultura Beatnik inspiradas por autores como Jack Kerouac, estava em evidência. A jaqueta de couro, a calça Levi’s e os tênis ajudam a compor o “look”. As famosas saias poodle, juto aos rabos-de-cavalo, tênis coloridos com aspectos envelhecidos, sandálias, sapatilhas e outros calçados casuais entravam em evidência devido às crescentes atividades ao ar livre a as festas a beira das piscinas.
Nos calçados os bicos redondos, as plataformas em madeira recobertas de couro dominam, até que Charles Jourdan lançou o salto agulha em 1951, o famoso “stiletto” e junto aos bicos finos alongados deixaram os calçados femininos muito delicados, por conseqüência, decretando o fim dos calçados mais robustos de anteriormente. Grandes nomes elaboram propostas para este novo tipo de calçado, surgem variedades de formas e materiais, além da utilização de uma enorme gama de cores, mas sem dúvida, foi da interlocução entre Christian Dior e seu colaborador Roger Vivier, que originaram o conceito de vestir os pés e alongar as pernas, uma vez que o calçado se transforma em uma continuação da perna. Perugia, Ferragamo e Jacques Fath, são nomes importantes neste período e através do trabalho destes estilistas elaboram-se novas formas, bicos, desenhos de salto e proporções para os calçados nesta década.
1940 a 1949
Todas as atenções e pensamentos estão voltados para a Segunda Grande Guerra, até mesmo Hollywood seria afetada, com seus filmes e propagandas impulsionando moralmente os serviços militares. Algumas de suas estrelas eram transportadas junto aos militares, ou mesmo eram levadas para entretê-los, a menina de Pin-Up se tornou um fenômeno, milhares de soldados aclamaram por fotografias de Betty Grable, cujo estúdio de cinema teve as pernas dela asseguradas por U$1 milhão.
A moda incluiu uma silhueta austera, o estilo militar com os tailleurs retos, quadris estreitos, ombros largos, sutiã com bojo para avolumar os seios, chapéus de todos os estilos, bolsas grandes e sapatos pesados. As saias eram mais curtas, com pregas finas ou franzidas, as calças compridas invadem definitivamente o guarda-roupa feminino.
O vestuário do proletariado torna-se comum a todas as classes, uma vez que mulheres de todas as posições sociais unem-se para contribuírem nos esforços de guerra. Elas assumiram o controle das casas, e ainda partiram para ocupar os postos de trabalhos deixados pelos maridos e outros parentes que partiram para a guerra. Barreiras de classe caíram e as pessoas vestiram de forma simples e muito parecida. Essa forma simples de vestir-se em tempos de escassez, passou a ser visto com bons olhos e considerado chique.
É nesta época que surge o chamado “ready-to-wear” (pronto para usar), que é a forma de produzir roupas de qualidade em grande escala.
Os estilistas tiveram que se desdobrarem e serem muito criativos, chegando a criarem máscaras de gás graciosamente decoradas para serem utilizadas com trajes de gala.
A utilização do couro foi restringida ao uso militar, forçando os estilistas que se desdobrarem e serem muito criativos, então passam a incorporar nos calçados varias tipos de materiais antes não utilizados como: Peles de répteis, cortiça, solados de madeira presos por grampos, os ornamentos foram mantidos um mínimo necessário. Algumas mulheres chegaram a utilizar alguns utensílios domésticos para decorarem seus sapatos de festas como o celofane e outros.
Tudo era reciclado, enquanto criava-se a campanha com o tema “Make Do & Mend”. A escassez de tecidos fez com que as mulheres tivessem de reformar as suas roupas e utilizar materiais alternativos na época, como a viscose e as fibras sintéticas. O nylon e a seda escasseavam, fazendo com que as meia-calças desaparecessem do mercado e fossem trocadas pelas meias soquetes ou pelas pernas nuas, revistas e salões de beleza ajudavam oferecendo dicas de como simular a utilização destas meia-calças pitando uma costura na parte de trás das pernas e utilizando maquiagem nas pernas a fim de deixá-las com uma tonalidade igual ou próxima as das meia-calças. Algo pouco prático como um ritual contínuo.
Fábricas de bens de consumo foram transformadas em fábricas de produção militar. Esses esforços de guerra impunham várias limitações e regras tais como altura máxima do salto do calçados em uma polegada e apenas seis cores.
Em 1947, Christian Dior lançou o “New Look”, que era, basicamente, composto por saias amplas quase até os tornozelos, cinturas bem marcadas e ombros naturais. Era a volta da mulher feminina e elegante.
1930 a 1939
O crash da Bolsa de Valores de New York em 1929, que resultou na “Grande Depressão” afetando todo o mundo. Na Europa o interesse pelo comunismo vinha ganhando espaço e Hitler estava se preparando para vir assombrar o mundo novamente.
No cinema é rompido o silêncio com a chegada do cinema falado, trazendo consigo as estrela como: Jean Harlow, Greta Garbo, Fred Astaire, e os Marx Brothers que proveram um repouso a tristeza.
O glamour de Hollywood ajudou atenuar um pouco os problemas econômicos e políticos, mas devido às estes problemas houve a escassez de muitas matérias-primas entre elas o couro e a borracha, obrigando a busca de novos materiais.
O surgimento do movimento surrealista vem por fim as influências do “Déco” na moda. Surgindo daí uma propensão aos dramas e fantasias, elem de impressões exóticas e com certos ares orientais.
A moda estava renovada, leve e fresca sob pesada influência de Madeleine Vionnet e pelas quebras de preconceitos. Tecidos para os trajes noturnos eram luxuosos, drapejados lindíssimos, brilhos e peles completavam um belíssimo visual. A diva do cinema Jean Harlow, simboliza o sonho com vestidos longos e decotados.
Porém muitos viveram tempos difíceis com orçamentos bem apertados. O vestuário passou a ter um único propósito, o de vestir. Tendo um guarda roupa bem reduzido e muito bem aproveitado, é neste momento que as mulheres passam a utilizar calças compridas sendo estas reconhecidas como o casual.
Esta década experimentou todas as cores possíveis na época desde as sombrias como castanho, preto, marrom e marinho, inclusive o rosa pink utilizado por Elsa Schiaparelli.
Os estilistas fazem experiências na moda calçadista, criando as plataformas que fazem sua estréia em pleno século XX. Criados por Salvatore Ferragamo e André Perugia, estas plataformas foram criadas em madeira, cortiça e outros materiais. Devido à escassez de couro e borracha, tiveram que adotar materiais até então considerados ordinários na fabricação de calçados, como a ráfia, o celofane, o crochê e o plástico.
Ferragamo é sem dúvida o nome de destaque, pois é ele o responsável pela introdução do uso interno do aço para suportar o arco do pé (alma de aço), possibilitando a utilização de saltos altos