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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: anabela

1930 a 1939

O crash da Bolsa de Valores de New York em 1929, que resultou na “Grande Depressão” afetando todo o mundo. Na Europa o interesse pelo comunismo vinha ganhando espaço e Hitler estava se preparando para vir assombrar o mundo novamente.

No cinema é rompido o silêncio com a chegada do cinema falado, trazendo consigo as estrela como: Jean Harlow, Greta Garbo, Fred Astaire, e os Marx Brothers que proveram um repouso a tristeza.

O glamour de Hollywood ajudou atenuar um pouco os problemas econômicos e políticos, mas devido às estes problemas houve a escassez de muitas matérias-primas entre elas o couro e a borracha, obrigando a busca de novos materiais.

O surgimento do movimento surrealista vem por fim as influências do “Déco” na moda. Surgindo daí uma propensão aos dramas e fantasias, elem de impressões exóticas e com certos ares orientais.

A moda estava renovada, leve e fresca sob pesada influência de Madeleine Vionnet e pelas quebras de preconceitos. Tecidos para os trajes noturnos eram luxuosos, drapejados lindíssimos, brilhos e peles completavam um belíssimo visual. A diva do cinema Jean Harlow, simboliza o sonho com vestidos longos e decotados.

Porém muitos viveram tempos difíceis com orçamentos bem apertados. O vestuário passou a ter um único propósito, o de vestir. Tendo um guarda roupa bem reduzido e muito bem aproveitado, é neste momento que as mulheres passam a utilizar calças compridas sendo estas reconhecidas como o casual.

Esta década experimentou todas as cores possíveis na época desde as sombrias como castanho, preto, marrom e marinho, inclusive o rosa pink utilizado por Elsa Schiaparelli.

Os estilistas fazem experiências na moda calçadista, criando as plataformas que fazem sua estréia em pleno século XX. Criados por Salvatore Ferragamo e André Perugia, estas plataformas foram criadas em madeira, cortiça e outros materiais. Devido à escassez de couro e borracha, tiveram que adotar materiais até então considerados ordinários na fabricação de calçados, como a ráfia, o celofane, o crochê e o plástico.

Ferragamo é sem dúvida o nome de destaque, pois é ele o responsável pela introdução do uso interno do aço para suportar o arco do pé (alma de aço), possibilitando a utilização de saltos altos

 











1920 a 1929

Devido a inúmeras mortes de jovens durante a guerra, criou-se um culto a adolescência que lhes atribuiu uma liberdade antes nunca permitida, o que os permitiu acompanhar:

·A proliferação do “jazz” devido a influência Afro-Americana;

·O desenvolvimento de meios de comunicação de massa;

·O direto feminino ao voto;

·O uso da maquiagem;

·Era considerado divertido fumar.

Clara Bow, Louise Brooks, Rudolf Valentino e Josephine Baker eram estrelas populares do tempo, os quais personificavam muitos dos ideais modernos.

O movimento “Art Déco” influencia diretamente nas estampas e no corte geométrico.

No vestuário, as saias encurtam e chegam a seu ápice em 1927, sendo que as jovens esforçavam-se para exibir os joelhos, algo inimaginável e angustiante para os antepassados provenientes dos tempos Vitorianos. Algumas jovens chegavam a aplicar ruge nos joelhos sob as meias-calças, para assim simularem colegiais rebeldes.

Ainda sob a influência do “Art Déco”, os estilos elegantes de Madeleine Vionnet e Coco Chanel influenciariam para sempre a moda. Chanel cria o “tailleur”, simplificando o visual feminino com o pretinho básico e cabelos curtos, tendo como referências do vestuário masculino. Cria também os calçados “brogue” inglês, bicolores com salto para mulheres e ainda cria também, o desenho de um calçado aberto no calcanhar que se torna um “clássico” o calçado modelo “chanel”. Ela escolhe e desenha biqueiras em tons escuros nos calçados claros, utilizando cores a flor da pele diminuindo assim a proporção dos pés.

A aristocracia européia se estabelece, os novos burgueses europeus e os novos-ricos americanos passam a exigem diversidade de modelos, com isso a produção em massa desenvolve-se, originando novas tecnologias e materiais sintéticos que logo são incorporados na fabricação destes calçados. No entanto, a produção artesanal de calçados não é abandonada e a alta-costura do calçado sob medida sobrevive.

Tecidos brilhantes, enfeites metálicos e couros brilhantes tingidos criavam alguns dos calçados mais excitantes já vistos. Vários outros requintados materiais são incorporados na fabricação destes calçados como: Ricos brocados, cetim, seda, veludos, fios metálicos e bordados. Os saltos de sapatos eram freqüentemente obras de arte em eles.

Os pés tornam-se o foco da moda. O Charleston influencia diretamente os calçados, pois a dança exigia um calçado com boa estabilidade, sendo ele fechado e seu salto baixo.

Os calçados têm as seguintes características: Modelo boneca, bicos arredondados, fechamentos em botões, bicolores, laços e peles como ornamentos, os saltos são grossos e baixos, explora-se o contraste entre as texturas, brilho versus opaco.

Sobre a base do “decolletée”, no clássico “scarpin”, colocam-se saltos mais altos e com desenhos mais diversificados, a produção em escala chega aos calçados, mas a produção artesanal não é abandonada, a alta-costura em calçados sob medida sobrevive.

Os novos estilistas criam uma nova era para o calçado, reinventam formas e transformam o calçado em objeto de desejo. Chanel, Poiret, Dior e Schiaparelli são nomes importantes e responsáveis por estas transformações.

 











1910 a 1919

Primeira Guerra Mundial definitivamente foi o evento mais dramático da década, mas vários outros fatos importantes marcaram este período:

·Movimento pelo voto das mulheres;

·A grande epidemia de Gripe de 1918;

·Profundas mudanças na sociedade americana;

·O Titanic afundou na viagem inicial em 1912;

·O movimento Arts & Crafts de Lloyd Wright Honesto;

·O Cinema Mudo consagra estrelas como Charlie Chaplin e Mary Pickford.

As feministas decretam o fim dos espartilhos, estes foram substituídos por vestidos que assumem dimensões menores e inteiras, as saias imitavam saias de “harém” do Oriente Médio, ou seja, de comprimento até os tornozelos. Paul Poiret estilista de grande destaque, influenciado pelas tendências Orientais foi duramente criticado. Algumas saias eram tão estreitas que era quase impossível mover.

Os calçados e as meias, também ficaram mais exóticos e coloridos, Poiret influencia Perugia, que cria uma coleção com estilo Oriental, enfeitadas com jóias.

A Grande Guerra (1914 a 1918) mudou a vida das pessoas de modo dramático. Homens foram lutar na Europa e as mulheres passam a integrar os quadros de funcionários das indústrias, necessitando de calçados mais práticos e confortáveis.

Como parte dos esforços de guerra, as coleções de calçados e vestuário são encorajadas a serem menos frívolas. O vestir e o calçar ficaram mais utilitários e com um ar masculinizado, logo os comprimentos dos vestidos e saias começam a subir devido à escassez de tecido que toma o marcado devido à guerra. Até mesmo os teatros mais tradicionais, declaram opcionais ou desnecessários os trajes de gala.

Os calçados dos homens e mulheres ainda continuavam bastante semelhantes, as botas atadas sobre as pernas voltam à moda.

Neste momento aumenta bastante a variedades de materiais utilizadas na confecção dos calçados, inclusive couros misturados a telas coloridas ou gabardine para forma aspectos de tons harmonizados, alguns couros foram invertidos para formar camurças e suedes, os enfeites ficavam a cargo de fivelas removíveis em aço, filigree prateados, diamante e marcasite.

Com o fim da guerra a moda sofre uma drástica mudança, a roupa esporte começa a se popularizar e logo passou a ser incorporada no cotidiano. Nos Estados Unidos com o desenvolvimento da borracha, desenvolveu-se o primeiro tênis, chamado de “Keds” em 1917.

Neste momento as indústrias inicializaram a produção de todos os estilos de calçados, portanto a moda calçadista nunca mais seria a mesma.

 











1900 a 1909

Nos primeiros anos do século XX, todas as atenções e preocupações estão voltadas ao progresso, uma vez que este traz um modo de vida inédito e “Moderno”, traz também uma grande revolução cultural e social.

Este período é chamado freqüentemente a “Era de Edwardian”, que faz referência ao rei Edward VII, o sucessor de Rainha Victoria. A sofisticação estética clássica deste período foi conhecida como “Belle Epoque” ou “Idade Bonita”.

·Paris era o centro mundial da moda;

·Picasso estava em seus períodos azuis e rosas;

·Santos-Dumont e os irmãos Wright, faziam história de aviação;

·São Francisco nos Estados Unidos foi devastado por um terremoto em 1906;

·Fotografia alcançada o auge no primeiro filme narrativo;

·É lançado O Grande Assalto ao Trem (1903).

As mulheres inspiram-se no ideal de beleza de “Gibson Girl”, popularizado pelos desenhos de caneta tinteiro do artista Charles Dana Gibson de sua esposa Irene, jovem, muito bonita, sempre bem vestida e elegante, com uma cintura minúscula e penteados altos em seus cabelos. Ela também gostou de andar de bicicleta, enquanto exibia um espírito independente, completamente moderno. Para ter uma cintura minúscula, as mulheres passavam por imensas torturas proporcionadas pelos espartilhos.

Como todas as atenções do início da década estavam voltadas à parte superior do corpo, isto fez com que as pessoas desenvolvessem uma atração por pés estreitos, acreditando-se que isso era sinal de inteligência. Algumas mulheres chegaram ao absurdo de terem seus dedos menores removidos, para alcançar “os pés narrower”.

Durante o dia os calçados mais utilizados eram as botas, já à noite os modelos eram mais diversificados, tendo como destaque o scarpin de salto baixo estilo Luiz XV. Estes recebiam adornos frenqüentes como: Aplicações, bordados com fios metálicos, pedraria e outros.

As botas destinadas ao uso noturno, bem como as das crianças, eram confeccionadas de materiais macios como cetim, além de fitas, tiras e carreiras de botões que embelezavam as canelas.

Os sapateiros eram muito requisitados durante esse período, muitas pessoas tinham apenas um par de sapatos, principalmente os homens, os quais um par de sapatos durava anos. Com a implementação da Revolução Industrial, surgem às indústrias calçadistas que logo ampliaram a produção, tornando os preços mais acessíveis e facilitando assim, a aquisição de calçados pelas camadas menos favorecidas, Em um curto espaço de tempo, somente os ricos poderiam dispor de calçados feitos sob encomenda.

 











A Coleção Primavera/Verão vem sobre o alicerce de uma gama de tendências, o que favorece e possibilita a diversidade de estilos com identidades distintas e bem autênticas. Independentemente do tipo de calçado, no verão 2010, a grande tendência é usar o que gosta. Os modelos estão presentes para todos os tipos de mulheres e para todos os gostos.

Tradicionalmente o verão requer algo leve fresco e confortável, logo nada mais indicado do que as sandálias, por se tratarem de calçados arejados que permitem a fácil transpiração dos pés, logo elas são os destaques da estação tratadas como verdadeiras vedetes, o ar retro vem influenciar fortemente os calçados, esta viagem no tempo passeia dos anos 20 aos anos 80, como pode ser percebido, há uma gama bastante grade de estilos para serem explorados.

Diante desta ampla gama de tendências, o couro continua sendo o destaque da estação, seguido pelo cetim, muito utilizado como detalhes.

Festa

Modelos: Sandálias de tiras com largura médias a finas com bicos arredondados e os scarpins em bico fico de curto a médio.

Cores: O branco, preto, preto ônix, cinza, azul marinho, azul royal, verde, chocolate, alumínio e o ouro, podendo ser encontradas mais de uma cor no mesmo calçado.

Materiais: Couros leves e sem brilhos como os vegetalizado, metalizados e os vernizes sendo utilizados em detalhes, já os texturizados o destaque fica para os crôcos e cobras e tilápias, além dos pêlos como zebra e leopardo.

Saltos: Altíssimos e finos dão um ar delicadeza e elegância.

Ornamentos: Destaque para os tradicionais cristais como os strass, além de pedras coloridas com formatos tradicionais sobrepostas a metais, detalhes texturizados como os répteis ou pêlos, laços em couro ou cetim.

Casual Chic

Modelos: Sandálias de tiras com larguras médias, bicos arredondados aos levemente quadrados, e os peep toes de bicos arredondados.

Cores: Bege, marfim, pastel, caramelo, tabaco, azul escuro, verde e verde folha

Materiais: Couros anilinas, couros com aspectos envelhecidos ou foscos e, camurças finas e leves, nas texturas o destaque fica a cargo do avestruz e tilápia, além dos pêlos como a onça e tigresas. Os tecidos aparecem geralmente em detalhes e o destaque é novamente o cetim.

Solas/Saltos: Um destaque especial para as meias-patas de demonstram muita força na estação. As cepas que são aqueles modelos onde o salto é acoplado à sola. Os saltos variam dos baixos aos altos mais espessos que proporcionam melhor equilíbrio e conforto, estes estão bem estruturados com texturas e formatos que lembram projetos arquitetônicos.

Ornamentos: Pedraria em cristais ou resinadas com formas inspiradas na natureza, como folhas, flores insetos, sobrepostas em estruturas metálicas que compõem as peças, além de detalhes e sobreposições com texturas ou estampas e laços de volume um pouco mais avantajados.

Casual

Modelos: Sandálias plataformas, sandálias rasteirinhas que ainda demonstram vigor e as sapatilhas que mantém seu espaço só que desta vez com bicos finos e curtos, ou mesmo arredondados.

Cores: Gelo, amarelo, claro, amarelo vivo, amarelo ouro, salmon, azul claro, pastel, aço, tomate, laranja, rosa, rose, lilás, âmbar e púrpura.

Materiais: Couros multicoloridos, manchados, desgastados e lixados, além dos sintéticos que estão propositalmente com aspectos bem artificiais, sem a menor intenção de parecer nobre, estes transmitem a sensação Hi-Tec.

Solados/Saltos: Além dos solados rasteiros, saltos extremamente baixos, e as plataformas que apesar de não terem lá muito vigor, aparecem quase sempre encapadas em tecidos ou cortiças.

Ornamentos: Bordados, aplicações, pedrarias multicoloridas, cristais, flores, laços, estampas com motivos florais, animais, geométricas e gráficas, fivelas de tamanhos variados bem como os metais.

Independentemente do tipo de calçado, no verão 2010, a grande tendência é usar o que gosta. Os modelos estão presentes para todos os tipos de mulheres e para todos os gostos. O calçado que uma mulher usa, não serve apenas para proteger os pés, faz parte de um estilo, de uma personalidade e são escolhidos a dedo para combinar com sua atitude. Portanto, escolha o estilo e modelo que mais lhe agrada e aproveite os dias quentes esbanjando estilo no caminhar.

 











Gostaria de salientar que hoje em dia, os calçados não podem ser considerados acessórios, ou apenas mais um complemento do vestuário, principalmente no que tange o universo feminino. Isto tanto é verdade, que as indústrias coureiro/calçadista atribuem como acessórios as bolsas, cintos, carteiras, malas, pastas e outros. Já não é de hoje, que muitas mulheres após comprarem seus calçados, saíam à procura da roupa ideal para compor seu visual. A paixão feminina pelos calçados é uma crescente, muitos estudiosos e outros nem tanto, atribuem isto a um fator psicológico que acaba contribuindo para a aquisição deste objeto de desejo apaixonante para tantas mulheres.

Ao exemplo da Coleção Outono/Inverno, a Coleção Primavera/Verão vem acompanhada e uma imensidão maior ainda de tendências e variações em todos os segmentos calçadistas, seja nos seguimentos feminino, masculino e infantil. Estas imensidões de possibilidades favorecem a criação de identidade, pois dificulta a identificação óbvia de um estilo e força a criatividade e a diversidade de modelos.

Tradicionalmente o verão do hemisfério sul, requer algo leve fresco e confortável, logo nada mais indicado do que as sandálias, elas que estão presentes em todas as coleções primavera verão, por se tratarem de calçados arejados que permitem a fácil transpiração dos pés, logo são elas o destaque da estação, tratadas como verdadeiras vedetes, o ar retro vem influenciar fortemente os calçados, esta viagem no tempo passeia dos anos 20 aos anos 80, como pode ser percebido, há uma gama bastante grade de estilos para serem explorados.

Cores – As cores nesta estação estão ainda mais vibrantes, intensas e ousadas, combinações inusitadas ganham espaços e os excessos são permitidos, como cores neon que chegam a brilhar no escuro. Haverão de ser encontradas sandálias com mais de uma cor. As cores da estação serão: Em destaque o azul em várias nuance, o amarelo e vermelho, além da presença do branco, os beges e o tradicional preto, com menos intensidade poderão ser encontrados o chocolate, cereja, cinza, esmeralda, mostarda, rose, violeta, marfim, alumínio e o ouro.

Sintéticos – Os sintéticos estarão presentes como se espera, porém estarão propositalmente com aspectos bem mais artificiais, sem a menor intenção de parecem nobres. Estes haverão transmitir a sensação Hi-Tec.

Couros – Mais uma vez o couro é o grande destaque para a estação, sendo considerados como vedetes, os couros sem brilhos e leves, como por exemplo, os vegetalizados. Logo também continuarão presentes os de texturas em crôcos e cobras, estas texturas poderão ir do pequeno ao grande, havendo a possibilidade de terem tratamentos a fim de obter um efeito rústico, ainda no campo dos texturizados, haverão de serem encontrados as onças, zebras, leopardos, avestruzes e as tilápias. As camurças finas encontrarão seus espaços. Já os vernizes que estarão presentes, serão encontrados com maior freqüência em detalhes. A exemplo de muitas coleções passadas, os metalizados se farão presentes. Uma novidade são os couros manchados, que utilizam-se de várias cores diferentes. A de se destacar a criatividades da indústria coureira, uma vez que pode ser visto uma ampla gama de opções entre pêlos, texturas, manchados, estampados, bordados, vazados, aplicados, bicolores, multicoloridos, metalizados, vernizes, marmorizados, camurças e tantos outros.

Tecidos – Os tecidos também estarão presentes na estação, sendo seu emprego mais intenso como detalhes, juntos a outros materiais, tendo o cetim como destaque.

Solados – Podemos dizer que em termos de solados, a estação é mesmo dos saltos e meias-patas, onde as plataformas pedem força, ou continuam sem a vitalidade demonstrada há algumas coleções anteriores. Estas plataformas deverão buscas inspirações em elementos da natureza a fim de elaborar suas texturas e desenhos, mas com certeza encontraremos muitas plataformas encapadas, se utilizando de pedraria e bordados a fim de compor a diversidades de modelos e cores, cores estas quais não podemos deixar de salientar, que são muito intensas.

Fôrmas – Nas sapatilhas reinarão os bicos arredondados ou finos mais desta vez curto, nas sandálias destaque da estação, encontraremos bicos arredondados com maior ou menor intensidade, também serão vistos os quadrados de pouca largura.

Ornamentos – Os ornamentos destacam-se pela ampla utilização e pela diversidade como metais, cristais, texturas de peles de rapteis entre outros, estampas e aplicações florais, estampas animais e gráficas, detalhes artesanais, flores e laços. Estes elementos podem ser misturados inusitadamente, trazendo ousadia ao calçado. Um destaque especial fica para as pedrarias que estarão em plena evidência, com inspirações ligadas diretamente a natureza, seja esta real ou irreal, onde serão encontradas em formas bastante diversificadas, como penas, flores, folhas, ou mesmo como borboletas, estrelas e outras.  Como o verão é uma estação tradicionalmente colorida, a intensidade das cores pode ser ressaltada ainda mais pelo contrastes das pedrarias, logo estas deverão ter intensas variações de cores, ou mesmo de volumes.

Solados – Podemos dizer que em termos de solados, a estação é mesmo dos saltos e meias-patas, onde as plaformas pedem força, ou continuam sem a vitalidade demonstradas há algumas coleções anteriores. Estas plataformas deverão buscas inspirações em elementos da natureza a fim de elaborar suas texturas e desenhos, mas com certeza encontraremos muitas plataformas encapadas, se utilizando de pedraria e bordados a fim de compor a diversidades de modelos e cores, cores estas quais não podemos deixar de salientar que são muito intensas.

Modelos:

  • Sandálias – Como já mencionado o destaque são as sandálias, estas aparecem com estilos bastante interessantes, as de salto mais altos aparecem acompanhadas de meias-patas, aquelas plataformas somente na parte da frente dos calçados, estas ajudam a estabilidade, facilitando o equilíbrio e proporcionando um pouco mais de conforto, geralmente com bastantes adornos com tipos variados e preciosos enfeites e ricos detalhes. As sandálias mais baixas, também têm seus espaços garantidos. As rasteiras de estilo gladiador ou romano como já mencionado, continuam firmes e fortes também nesta estação, podendo também ser encontradas em versões de saltos não tão altos. As chamadas cut-out boots chegam com força na estação e ganham popularidade, estes modelos combinam a cobertura das botas com o arejamento das sandálias, uma espécie de bota com muitos recortes, que hora assemelham-se mais com botas e outrora com sandálias, podendo deixar os dedos a mostra ou os calcanhares.
  • Sapatilhas – A exemplo das Coleções Primavera/Verão 2008-2009 e Outono/Inverno 2009, as sapatilhas continuam com seu espaço garantido, em materiais como vernizes e couros leves com ornamentos e estampas, trazendo beleza aos pés de quem preferem conforto ao invés dos saltos. Porém desta vez os bicos deverão ser arredondados ou mesmo bicos finos e curtos, como os de outros estilos de calçados da estação, este novo estilo de calçado rasteiro é chamado de “ballet sneaker”, algo como tênis sapatilha, um estilo bastante jovial de ótima aceitação pelas mais jovens. Um material muito empregado neste estilo de calçado é o tecido e a lona.
  • Peep Toes – Ainda darão o ar da graça, no entanto com intensidade bem menor.
  • Scarpins – Embora o verão requeira calçados leves, confortáveis e de fácil transpiração, os tradicionais scarpins se farão presentes como uma opção para ocasiões mais formais ou noites e dias não tão quentes.

Nunca devemos esquecer que os calçados devem proporcionar conforto adequado aos pés, conforme a estação. Se no inverno, eles precisam ser aquecidos, no verão eles precisam respirar. Logo devemos procurar aliar a funcionalidade à estética, a fim de obter o melhor calçado possível.

Independentemente do tipo de calçado, no verão 2010, a grande tendência é usar o que gosta. Os modelos estão presentes para todos os tipos de mulheres e para todos os gostos. O calçado que uma mulher usa, não serve apenas para proteger os pés, faz parte de um estilo, de uma personalidade e são escolhidos a dedo para combinar com sua atitude. Portanto, escolha o estilo e modelo que mais lhe agrada e aproveite os dias quentes esbanjando estilo no caminhar.

 











As pedrarias sem dúvida estão presentes há muito, muito tempo mesmo, uma vez que são encontradas evidências desde o Egito Antigo, onde as tradicionais sandálias dos Faraós, já eram adornadas com pedrarias e metais, desde então com o passar da história, podemos notar que estas sempre estiveram presentes. Claro que dependendo das coleções, há uma maior ou menor intensidade em sua utilização, mas nas últimas coleções elas têm marcado presença considerável, pois com o ganho de status dado cada vez mais aos calçados, onde estes muitas vezes são tratados como estrela principal nos closets femininos, as pedrarias tem sido de suma importância para torná-los peças de desejo e obsessão das mulheres, uma vez que em alguns casos são utilizadas pedras semipreciosas ou até mesmo preciosas.

De um modo geral, o emprego da pedraria além de encantar o público feminino, traz consigo a agregação de valores aos calçados, podendo transformá-los em jóias ao olhar de muitos.

As tendências em pedraria para inverno 2009 estão de modo geral mais contidas, se comparadas com as do verão 2009/2010, podendo ser encontradas em formatos mais tradicionais, mesmo por que seguem as tendências dos metais, com suas formas bastante geométricas, no entanto, serão sim encontrados em formas rebuscadas, em meio às pérolas, cristais, canutilhos e miçangas, as quais juntamente aos bordados dão a estes, um ar mais sofisticado.

Para o verão 2009/2010, as pedrarias estarão em plena evidência, com inspirações ligadas diretamente a natureza, seja esta real ou irreal, onde serão encontradas em formas bastante diversificadas, como penas, flores, folhas, ou mesmo como borboletas, estrelas e outras.  Como o verão é uma estação tradicionalmente colorida, a intensidade das cores pode ser ressaltada ainda mais pelo contrastes das pedrarias, logo estas deverão ter intensas variações de cores, ou mesmo de volumes, mas claro sem deixar de lado os tradicionais strass em cristais. O exemplo do inverno 2009 segue em alta as pérolas, canutilhos, vidrilhos e miçangas que muitas vezes junto às pedrarias tradicionais, ajudam a compor o visual.

De uma forma geral, acredito que a novidade seja mesmo a intensa variação de estilos, cores e formas, a exemplo do que acontece com o calçado em si, onde há praticamente todos os estilos ao mesmo tempo. Mas podemos destacar como novidade, o ressurgimento de formas a tempo deixadas de lado, como as formas inspiradas na natureza, como flores, folhas, penas, insetos e estrelas.

Sendo que sua aplicação também irá variar bastante, pois poderá ser aplicada em peça única de pequeno ou grande volume, ou ainda, em conjunto a fim de obter novas formas e efeitos.

Gostaria de lembrar que há muito, os calçados deixaram de ser uma peça secundária, ou um mero acessório, havendo uma inversão de valores, pois num passado, passado mesmo que recente, era comum as mulheres escolheres suas peças de vestuário e só depois saírem à procura dos calçados que combinassem com estas peças, hoje em muitíssimos casos as peças de vestuários são adquiridas somente após a escolha dos calçados, o que os torna a peça mais importante do closet feminino. Logo o emprego de materiais nobres é cada vez mais intenso e as pedrarias não podem ser deixadas de lado, pois este fator pode ser o diferencial.

 











Para os calçados femininos, uma imensidão de tendências pode ser acompanhada nos lançamentos internacionais nos principais pólos mundiais da moda, isso sem dúvida foi um ótimo combustível e trouxe muitas inspirações aos nossos designers, que deverão surpreender o público feminino, devido às diversidades de estilos, ousadia e grande desenvoltura de suas criações. Devido a tudo isto, fica difícil apontar uma tendência predominante, quando num passado recente era fácil dizer que está ou aquela coleção buscou inspiração em determinada época.

Claramente a ditadura rígida da moda não se aplica mais, ou pelo menos, não há esta coleção, pois há uma ampla variedade de estilos, como por exemplo: Saltos (altura, volume e forma), cores (frias e quentes), texturas (lisas, foscas, brilhantes e porosas), metais (foscos, polidos, níquel e dourados) etc.

Diante desta grande diversidade, podemos destacar como grande vedete da estação o “Couro”, este em seus diversos acabamentos e texturas.

Tradicionalmente o inverno requer modelos abotinados, uma vez que intenção é proteger contra o frio, logo as botas ganham destaque e seus canos variações nas alturas, porém com um visual mais clean do que em coleções passadas, modelos como scarpin, sandálias-botas ou botas abertas, sapatilhas ballerinas e os sapatos bonecas serão certamente encontrados neste inverno.

As formas estão mais curtas e com bicos arredondados, embora o bico fino ainda demonstre sua força, ele está mais curto.

· Clássica

Cores: O preto, os cinzas aço, aço polido, chumbo, ferro, ferro polido e preto aveludado, os azuis royal, marinho e preto noite, o vermelho vivo, o rosa, o amarelo esverdeado e o verde fluorescente.

Materiais: Foscos como a camurça com aspecto empoeirados em contraste com efeitos perolizados, verniz, e texturizados como o croco, cobra e outros répteis. Não podendo ser deixado de lado o cetim.

Saltos: Altos e finos ou meio finos, redondos ou arredondados. Geralmente acima de 7 ou 8cm.

Metais: Polidos ou cromados escurecidos.

Ornamentos: Materiais sobrepostos em contraste de cores ou texturas e faixas largas.

· Casual

Cores: A base são as transparências, entre elas o branco, o neve, os verde, bege e vinho acinzentados, os cinza esverdeado, golfinho e antrocite, o verde amarelado, o rosa bombom, o perolizado e o alumínio polido.

Materiais: A base são as transparências, ou efeitos que causem esta impressão, os couros vegetais altamente macios e com acabamento natural, podendo também ser brilhante, laqueado, metalizado ou com feitos espelho.

Saltos: Alto ou médio de volume maior, com o surgimento de cepas e anabelas.

Metais: Foscos, como aço escovado.

Ornamentos: Básicos, como fivelas em metal ou encapadas com o mesmo material do cabedal.

· Street

Cores: O amarelo acinzentado, gergelim, o verde musgo, os terrosos tabaco, chocolate e cobre, o âmbar, o vermelho, o vinho, o rosa antigo e os cinzas fumaça e cromo.

Materiais: Transmitem a sensação futurista, por meio de desenhos florais ou arabescos e formas geométricas em relevos ou estampas, podendo ser destacado os couros suedes em relevos.

Saltos: Salto baixo ou quase sem salto, bastante volumosos às vezes até desproporcional. Aparecem também as cepas e as meias-patas.

Metais: Efeitos tecnológicos e lúcidos. Ornamentos:

Materiais sobrepostos, desenho com efeitos bordados e entrelaços.

 











Antes de abordarmos propriamente as tendências, vamos deixar claro que a idéia de calçados como acessórios, algo secundário é algo do passado, mesmo que um passado recente, mas é! Neste passado era muito comum, as consumidoras saírem às compras de seus calçados, após já terem comprado o vestuário, isto tanto é verdade que, em muitas ocasiões especiais estas escolhiam o tecido de seus vestidos e com este tecido, mandavam confeccionar seus calçados. Hoje isso praticamente não ocorre mais, salvo raras exceções. Passou a ser muito comum, encontrar consumidoras que após fazerem as compras de seus calçados, saiam ás compras do vestuário. Diante desta realidade, não queremos dizer que os calçados estejam em um patamar de maior importância, mas sim, que eles caminham lado a lado com o vestuário, deixando como acessórios segundo a indústria coureira/calçadista as bolsas, cintos, carteiras, malas, pastas e outros.

Uma imensidão de tendências pode ser acompanhada nos lançamentos internacionais nos principais pólos mundiais da moda, isso sem dúvida foi um ótimo combustível e trouxe muitas inspirações aos nossos designers, que deverão surpreender o público feminino, devido às diversidades de estilos, ousadia e grande desenvoltura de suas criações.

No campo das cores para o inverno 2009, fica bem evidente a volta triunfal do preto, embora raramente tenha saído de cena nas coleções de inverno, mas desta vez, ele reaparece com força total, sendo que há muitas coleções ele não tinha tanta atenção dos holofotes. Mas sem dúvida alguma os acinzentados são as estrelas da estação, se não só, pelas suas aplicabilidades, mas também por suas vastas variações na paleta de cores. Ao lado do preto e acinzentados podemos ainda destacar alguns tons terrosos entre eles o marrom e o whisky (também chamados nesta estação de chocolate e tabaco). Não devemos nos esquecer dos profundos azuis, verdes, violetas e beges que também estarão presentes neste inverno, já em relação ás cores vibrantes como os amarelados, rosados e avermelhados, estes tons tem suas vibrações quebradas pelas misturas dos acinzentados e a mesclagem com o preto e em poucas vezes com o branco. Neste contexto vale lembrar que há algumas décadas, não admitia-se para o inverno outras cores a não ser, o preto e algumas variações do marrom, hoje dificilmente estes tons saem das paletas de cores, mas há sim uma inserção de cores vibrantes e mais variações, pois há uma crescente a procura por parte dos consumidores pelo diferencial, pelo inusitado e pelo belo, sem ser o exótico.

Ainda no campo das cores, as tonalidades perdem o brilho, uma vez que ganham forças os aspectos foscos, envelhecidos, desgastados ou mesmo o brilho encerado e escovado.

No quesito materiais, a grande vedete é sem dúvida alguma o couro com diversos acabamentos e texturas, utilizando-se destes acabamentos e texturas para alcançar diferentes efeitos em um mesmo calçado. Há muitos anos as texturas exóticas vêm conquistando o mercado nacional e com a chegada do inverno, estas ganham ainda mais força. Texturas como tilápia, elefante, enguia, lezard e principalmente os répteis, com destaque aos jacarés e crocos, que podem ter em sua textura bastantes variações e ainda as cobras que variam da textura tradicional à python, também será observado estampa de inspirada em animais entre eles o leopardo a e onça e ainda estampas em alto relevo. Os vernizes perdem espaço, mas não desaparecem totalmente, eles ainda são utilizados para quebrar o ar excessivo dos envelhecidos como as camurças, atanados e vegetais, as novidades entre os vernizes ficam a cargo do verniz degrade, verniz petróleo e o verniz croco. Os metalizados a exemplo dos vernizes também perdem espaço, porém a eles podem ser atribuídas algumas texturas como a tradicional cobra e python. Ainda na questão dos acabamentos nos couros podem ser encontrados efeitos como o laqueado, empoeirado, espelho, molhado e até brilhantes como perolizados. Todos estes materiais e texturas seguem o rígido padrão de maciez e caimento exigidos pela estação.

Embora o couro seja a grande estrela da estação, os tecidos também estão em alta, com efeitos desgastados, pied-poule, densos e leves, com estruturas frágeis ou brilho encerado, o xadrez ainda poderá ser encontrado. Nos forros e palmilhas dos calçados poderão ser encontrados jacquards, estampados em cores constantes, ou ainda dublados com desenhos diversificados e de apelo requintado, também com motivos florais aquarelados, animal print, além de forros com efeitos de corrosão. Dentre os tecidos o destaque fica com o cetim.

Tradicionalmente o inverno requer modelos abotinados, uma vez que intenção é proteger contra o frio, logo as botas ganham destaque e seus canos variações nas alturas, porém com um visual mais clean do que em coleções passadas, modelos como scarpin, sandálias-botas ou botas abertas, sapatilhas ballerinas e os sapatos bonecas serão certamente encontrados neste inverno.

As formas estão mais curtas e com bicos arredondados, embora o bico fino ainda demonstre sua força ele está mais curto.

Os saltos tendem a ganhar volumes, em certos casos volumes exagerados adquirindo um visual pesado, os saltos finos não saem de cena, estes podem ser encontrados em modelos com altura superior a 7 ou 8 centímetros. Detalhes inesperados como alto relevo, ou estrutura diferenciada valorizam os modelos.

Na utilização do salto podemos classificá-los em 3 categorias:

  • Clássica/Elegante – Salto alto, fino ou meio fino;
  • Casual – Salto alto ou médio, volume maior;
  • Esporte/Tecnológico – Pouco ou quase nenhum salto.

Nos solados poderemos encontrar estampas mais requintadas, lembrando até efeitos piead-poule, ou com toque especial de impressões, desenhos em relevo e imagens que dão um caráter exclusivo aos produtos.

O quesito enfeites fica representado pelos metais, metais estes que nunca deixaram as coleções de calçados com as fivelas, ilhoses, passadores, zíperes e outros, tradicionalmente os metais são mais empregados nas coleções de inverno, o que realmente muda de coleção para coleção é a intensidade do seu emprego, seus banhos, tamanhos e formas. Com a tendência cada vez maior de tornar o calçado um produto nobre, os metais também sofrem uma grade transformação, pois há uma necessidade de torná-los bijuterias finas, ou até mesmo em semi-jóias. Os metais podem variar de tamanhos entre os grandes, médios e pequenos, mas como peças únicas e devem ser aplicados de forma discreta, em alguns casos, podem ser forrados tornado-os ainda mais discreto e criando uma mescla com o cabedal. O ouro e níquel são os banhos em destaques geralmente foscos, já o prata perde força e aparece apenas com os tons acinzentados, os banhos escurecidos também têm seus espaços assegurados. As formas cada vez mais geométricas principalmente arredondadas podem conter texturas em relevos com motivos arabescos ou texturas inesperadas, as formas retas ganham banhos ultra polidos.

Outros ornamentos e adornos poderão ser encontrados como: Bordados aprimorados com canutilhos, miçangas, vidrilhos, cristais, pérolas e pedrarias rebuscadas, além de uso de resina.

 











Nós humanos somos extremamente jovens se comparados com alguns animais. Por algum motivo desconhecido, a natureza não foi tão generosa com nossos pés quando se comparado com as patas de outros animais, como as macias patas dos gatos e cachorros, ou a resistência dos cascos de cavalos e outros. Assim sendo, o calçado nasce da necessidade prover proteção aos pés do homem para que estes pudessem se locomover sobre terrenos ásperos e em condições climáticas desfavoráveis. É bastante provável que os calçados pré-históricos eram compostos por folhas de plantas, cascas de árvores, cipós, peles e couros de animais.

Não há dúvidas de que os calçados são uma das grandes paixões femininas. A preocupação com o adorno dos pés acompanha a humanidade desde períodos pré-históricos. Em muitas culturas ou sociedades, os calçados foram e são sinônimos de indicadores de posição social e status econômicos, pois não nada mais desagradável do que um pé mal calçado, mesmo que se esteja vestindo uma roupa de milhares de dólares. Os pés são além de ponto estético, uma área de grande sensualidade em todas as culturas. Freud postulava que o calçado feminino simboliza a vagina. O ato de calçar os sapatos, portanto, seria uma simbologia do ato sexual.

Há países ao redor do mundo, que a maioria da população ainda não utiliza o calçado em seu dia-a-dia, ficando este associado a ocasiões especiais.

Alguns historiadores datam os primeiros calçados entre 3.000 A.C. e 2.000 A.C. no Antigo Egito, mas resquícios históricos encontram evidências no Período Paleolítico, também conhecido como Idade da Pedra Lascada, sendo que estas evidências datam entre 14.000 A.C. e 10.000 A.C., uma vez que pinturas rupestres encontradas na Europa em países como França e Espanha, fazem referencias a utensílios utilizados para a proteção dos pés deste homem pré-histórico.

Estas datas entre 14.000 A.C e 10.000 A.C. podem ser atribuídas à divisão do Período Paleolítico, como Paleolítico Superior, onde o homem já era obrigado a morar em cavernas, devido ao intenso resfriamento da Terra, principalmente no norte da Europa que ficava coberto pelo gelo em conseqüência da 4ª Era Glacial. O Homem deste período é o Homem de Cro-Magnon, que já é o homem propriamente dito. Caçava animais de grande porte como mamutes e renas, utilizando para isso armadilhas montadas no chão. Já nesta época utilizavam-se de alguns utensílios de pedra que serviam para raspar as peles, o que mostra que a arte de curtir couros e peles é muito antiga.

Já no Egito por vola de 7.000 e 6.000 A.C. nos Hipogeus (monumentos funeráriossubterrâneos do período pré-Cristão) câmaras subterraneas utilizada para enterros, foram descobertas várias pinturas que representavam os diversos etágios do preparo do couro e do calçado.

No Antigo Egito que inicia-se em cerca de 3150 A.C., altura em que se verificou a unificação dos reinos do Alto e do Baixo Egipto, e termina em 30 A.C. quando o Egipto, já então sob dominação estrangeira, transformou-se numa província do Império Romano, após a derrota da rainha Cleópatra VII na Batalha de Ácio, as sandálias dos egípcios eram feitas de palha, papiro ou de fibra de palmeira e era comum as pessoas andarem descalças, carregando as sandálias e usando-as apenas quando necessário. Sabe-se que apenas os nobres da época possuíam sandálias. Mesmo um faraó como Tutancamon usava sandálias e sapatos de couro simples, apesar dos enfeites de ouro.

Na Mesopotâmia eram comuns os calçados de couro cru, amarrados aos pés por tiras do mesmo material. Os coturnos eram símbolos de alta posição social. A Mesopotâmia nome grego que significa “entre rios” (meso – pótamos), é uma região de interesse histórico e geográfico mundial. Trata-se de um planalto de origem vulcânica localizado no Oriente Médio, delimitado entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, ocupado pelo atual território do Iraque e terras próximas. Os rios desembocam no Golfo Pérsico e a região toda é rodeada por desertos. Os principais povos que habitaram as Mesopotâmia foram: Sumérios e Acadianos (antes de 2.000 A.C.); Amoritas (2.000 A.C.-1.750 A.C.); Assírios (1.300 A.C.-612 A.C.); Caldeus (612 A.C.-539 A.C.).

Na Grécia Antiga, os gregos chegaram a lançar moda, como a de modelos diferentes para os pés direito e esquerdo. Grécia Antiga é o termo denominado para descrever o período clássico antigo do mundo grego e áreas proximas como França, Sul da Itália, Anatólia, Costa do Mar Egeu e Chipre. Não existindo uma data fixa, ou se quer um consensso que consiga definir um período que marque o início ou o fim da Grécia Antiga. Alguns escritores atribuem o período minóico e o micênico entre 1.600 A.C. a 1100 A.C.. Tradicionalmente a Grécia Antiga abrange desde os primeiros Jogos Olímpicos em 776 A.C., sendo que alguns historiadores estende o começo para 1.000 A.C., até a morte de Alxandre, O Grande em 323 A.C.. O dramaturgo Aeschylus, exigia que seus atores que encenavam papeis heróicos nas tragédias gregas, utilizassem calçados com grossos solados de cortiça, para parecem grandes e imponentes, sendo que a partir daí, os artesões da Grécia Antiga criaram as sandálias artísticas.

Na Roma Antiga o calçado indicava a classe social. Os cônsules usavam sapato branco, os senadores sapatos marrons presos por quatro fitas pretas de couro atadas a dois nós, os calçados tradicionais das legiões eram as botas de canos curtos que descobriam os dedos, existiam também os “caligaes” uma espécie de sandália bastante rústica de couro pesado e solado grosso, muitas vezes presas com taxas de bronze, estes calçados permitiram a estas legiões marcharem por toda Europa, Norte da África e Ásia Ocidental. Após os combates eram comuns os caligaes receberem camadas de peles das faces de seus inimigos, que eram adicionadas aos seus solados, essa tradição foi herdada dos egípcios, onde eles assim podiam literalmente pisar nas cabeças em seus inimigos. Os soldados vitoriosos ao voltarem das guerras, substituíam as taxas e adornos de seus caligaes de bronze por peças de ouro e prata.

Roma Antiga é o nome dado à civilização que se desenvolveu a partir da cidade de Roma, fundada na península Itálica durante o século VIII A.C.. Durante os seus doze séculos de existência, a civilização romana transitou da monarquia para uma repúblicaoligárquica até se tornar num vasto império que dominou a Europa Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da conquista e assimilação cultural, no entanto, uma série de fatores sócio-políticos causou o seu declínio e o império foi dividido em dois.

A metade ocidental, onde estavam incluídas a Hispânia, a Gália e a Itália, entrou em colapso definitivo no século V e deu origem a vários reinos independentes.

A metade oriental, governada a partir de Constantinopla passou a ser referida, pelos historiadores modernos, como Império Bizantino a partir de 476 D.C., data tradicional da queda de Roma e aproveitada pela historiografia para demarcar o início da Idade Média.

Com a desintegração do Império Romano do Ocidente, no século V (em 476 D. C.), é terminado com o fim do Império Romano do Oriente, com a Queda de Constantinopla, no século XV (em 1453 D.C.).

O período da Idade Média é marcada por uma grande mudança de compotamento, atingindo também a indumentária, onde os ensinamentos cristãos pregavam a não exposição dos corpos, diferentemente dos povos que os antecedoram, como os egípcios, gregos e romanos, os quais exibiam constantemente seus corpos. Essa drástica mudança na idunmentária atingiu também os calçados, onde as sandálias que esibiam os pés deixam de ser usadas, danado espaçosbotas altas e baixas, atadas à frente e ao lado para os homens, já para a mulheres, sapatos abertos que tinham uma forma semelhante a das sapatilhas. O material mais utilizado era o couro de gado, mas as botas de qualidade superior eram feitas de couro de cabra, embora pudessem ser bem mais desconfortáveis do que se possa imaginar, mesmo assim, os calçados estavam entre os presentas mais procurados neste período.

Tendo início as Cruzadas, veio o contato com o Oriente e a influência deste, causou mudanças nos estilos dos calaçdos, originando um calçado mais coerente e decorado. Surge neste momento os sapateiros, profissionais responsáveis por promover calçados de qualidades.

Durante a Idade Média, que sugiu a padronização da numeração dos calçados, tendo sua origem na Inglaterra durante o reinado de Eduardo I (1.239 a 1.307), por volta de 1.305, ele decretou que fosse considerada como uma polegada a medida de 3 grãos de cevada, colocados lado a lado. Os sapateiros ingleses gostaram da idéia e passaram a fabricar, pela primeira vez na Europa, sapatos em tamanho padrão, baseados no grão de cevada. Desse modo, um calçado infantil medindo treze grãos de cevada passou a ser conhecido como tamanho 13 e assim por diante.

O Renascimento identifica o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII, quando diversas transformações em uma multiplicidade de áreas da vida humana assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Apesar destas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências.

É durante o Renascimento que os calçados tamam formas e alturas bastante interessante, chegando a ser descrito por muitos como extremamente ridículos. Entre os séculos XIV e XV, surgem as “poulaines”, difundidas em toda a Europa e principalmente na França e Inglaterra, este calçado caracterizava-se pelo estreitamento e alongamento das pontas, bicos. O comprimento do bico do calçado era proporcional à posição do indivíduo na sociedade, quanto mais alto o nível na escala social, maior o bico e se tornou uma competição hierárquica. Eram fabricados em couros, veludos, brocados e bordados em fios de ouro. Até as armaduras seguiram esse gênero com sapatos de ferro e bico revirado. Foi rei Francisco I (1.515 a 1.547) da França, quem decretou o fim deste tipo de calçado e ainda no século XV, este tipo de pontas aguçadas foi proibido pelo rei da Inglaterra Henrique VIII (1.509 a 1.547), por ter pés largos e inchados, achava esse tipo de calçado achava inconveniente e doloroso. A partir daí, são aceitos os chinelos rasteiros com base larga e muito mais confortáveis.

A ascensão da burguesia nos séculos XV e XVI, devido ao desenvolvimento do comércio originou nova classe social. O desenvolvimento deste comércio trouxe diversidade de peças do vestuário, inclusive os calçados, tornando-os mais diversificados, refinados e complexos. O calçado aparece como peça bastante trabalhada e passa a ser peça indispensável no vestuário. Quase sempre cada roupa exige um calçado e este é fabricado com os mesmos tecidos e ornamentos.

Os calçados masculinos têm as formas quadradas e largas, mais cômodas que no século anterior permitindo assim, maior transpiração e conforto para os pés. As botas que inicialmente exclusivo de uso dos exércitos, chegavam a atingir a coxa.

Iniciou-se neste período o uso do salto que foi criado para elevar a altura das mulheres, os primeiros saltos foram confeccionados em cortiça em forma de cunha, acompanhando o formato do arco do pé, elevando a altura apenas no calcanhar. Existem diferentes opiniões a respeito dos saltos altos, alguns como origem das “chopinas” (blocos de madeira utilizada como base/solado, onde o calçado era confeccionado), provenientes da China ou Turquia, eram sandálias com plataformas onde a altura dos solados apontava o nível social e chegava a atingir 40 cm. Havia casos de senhoras da corte que elevaram suas plataformas até 70 cm e precisavam às vezes de dois criados, um de cada lado para conseguir o equilíbrio, as chopinas foram inicialmente utilizadas pelos nobres, passando pela burguesia e chagando as camadas sociais mais baixas, daí foram desprezadas pela elite, sendo que as últimas as utilizarem as chopinas foram às prostitutas.

As plataformas e os saltos altos estão desde a Antigüidade associados a situações solenes e rituais, quando todo o universo gestual e os movimentos corporais, na época bastante contidos, estão relacionados a reverências e comportamentos formalizados. As mulheres mais observadoras imaginaram que suas silhuetas poderiam ganhar contornos mais sensuais com o calcanhar elevado, projetando o tórax para frente e dessa maneira ressaltando os seios. Até 1.600 não havia nada que realmente pudesse ser chamado de salto, nos anos de 1.590, até já tinham produzido alguns saltos baixos de madeiras ou cortiças, antes disso foram utilizados cunhos de cortiça ou empilhamento de camadas de couros, mas sem muito sucesso devido à dificuldade no caminhar. Uma vez com o surgimento do verdadeiro salto, com o conceito que conhecemos hoje, as outras formas de saltos desaparecem rapidamente. Em pleno século XVII, a fabricação de calçados com saltos originavam calçados com pouca estabilidade, causando freqüente falta de equilíbrio durante a utilização destes, isto devido às falhas na fabricação dos calçados principalmente na região de encaixe do salto, causando também problemas de emparelhamentos. Embora o desenvolvimento dos calçados desde o período Romano, já vinha sendo produzidos para pés direitos e esquerdos, porém a parte traseira dos calçados não havia diferenças entre os dois pés, então para dar mais estabilidades aos calçados com saltos, iniciou-se uma maior preocupação com detalhes e diferenciações entre pés esquerdos e direitos também na parte traseira. Durante a Guerra Civil Americana as botas dos exércitos passam a ser fabricadas com essa diferenciação entre os pés também na parte traseira e foi muito bem aceita.

É também neste período que é conhecida da manufatura do calçado na Inglaterra é de 1642, quando Thomas Pendleton forneceu 4.000 pares de sapatos e 600 pares de botas para o exército. As campanhas militares desta época iniciaram uma demanda substancial por botas e sapatos.

No apogeu veneziano, durante o século XVII, luxo e riqueza da influência oriental marcaram os materiais empregados na fabricação de calçados como os brocados, veludos e adamascados fartamente ornamentados. Neste momento surgem as “ciopines”, que são calçados com as solas aumentadas com a invenção do “pattino”, uma proteção para os delicados sapatos em contato com o solo e a água.

Na França, acontece um fato importante e particular, durante o reinado de Luiz XIV e de Luiz XVI, há introdução nos modelos de calçados masculinos de um salto mais alto e quadrado e também de fivelas e fartos ornamentos.

No século XVIII, a moda se estabeleceu de maneira sistemática e organizada como fenômeno cultural, social e de costume. São estabelecidas as variações do “gosto”. Período de muita evolução e os calçados em produção artesanal passa a atender as novas exigências de praticidade e funcionalidade que a sociedade exigia. Ficam caracterizados diferentes ambientes como: Cidade, campo e estrada. Desta maneira, surgem os calçados para o trabalho, para o passeio e várias novas exigências que este novo consumidor necessita.

O estilo predominante dos calçados femininos neste período são as botas em couro ou cetim e trabalhadas de maneira intensa, com saltos robustos e fechamentos laterais, nos quais aparece quase sempre uma carreira de pequenos botões ou amarrações com laços. Nos masculinos todos em couro preto e com a presença do elástico, invenção deste período, que torna o calçar mais confortável. Neste momento a sola ainda era presa ao corpo do sapato com pregos e toda costura era feita à mão.

Com a chegada das Máquinas de Costuras Américas de Isaac Merrit Singer, Elias Howe e Walter Hunt no século XIX, o processo de costura não só acelerou o processo de produção como levou à confecção de um calçado melhor e mais barato. Durante a Revolução Industrial surgem as operatrizes especializadas, como a de McKay. Um fluxo incessante de máquinas sofisticadas revolucionou a indústria dos calçados, de tal modo que, no alvorecer do século XX, ela já entrara na era da produção em massa.