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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Tag: 1940

Tipos de Botas: Botina / Chukka / Desert Boot – Modelo originalmente utilizado por jogadores de Pólo, sendo este jogo derivado do Chukka, o modelo teve os holofotes apontados para si, em 1924 nos Estados Unidos, ao serem utilizados pelo Duque de Windsor em sua visita ao país, anteriormente o Duque havia retornado de uma visita à Índia, onde teria disputado uma partida de Pólo e trazido alguns pares desta bota. O modelo também foi muito utilizado pelas tropas britânicas nos desertos ocidentais durante sua campanha na 2ª Guerra Mundial, sendo chamada de Desert Boot.

As principais características deste modelo de calçado fechado originalmente tratavam-se de calçados rústicos de canos curtos, com alturas até os tornozelos, muito confeccionado em acamurçados, com fechamento por atacadores (cadarços) em conjunto a perfurações, ou ilhoses 2 ou 3 pares de furos por pé, obtendo ainda um solado em borracha crepe.

Estes modelos tronaram-se muito populares nas décadas de 1940 e 1950 e foram muito utilizadas pelas crianças nas décadas de 1970.

A botina inicialmente tratava-se de um modelo masculino, mas já há algum tempo, o modelo foi adaptado as necessidades femininas, tendo bico arredondado e um salto mínino ou elevação para dar a inclinação necessária ao modelo.

Peep Toe – Um clássico dos anos de 1940, que exala um ar romântico ou retrô, com um bom toque de feminilidade.

A principal característica deste modelo é de deixar amostra as pontas dos dedos, ou seja, pequena abertura da ponta da gáspea.

O peep toe geralmente possui um bico arredondado, mas pode ter bico levemente quadrado, além é claro, das variações de salto baixo, médio ou alto.

A nomenclatura peep top vem de idioma inglês, que significa:

  • Peep = Começar a aparecer (entre outras traduções);
  • Toe = Dedo do pé (entre outras traduções).




1940 a 1949

Todas as atenções e pensamentos estão voltados para a Segunda Grande Guerra, até mesmo Hollywood seria afetada, com seus filmes e propagandas impulsionando moralmente os serviços militares. Algumas de suas estrelas eram transportadas junto aos militares, ou mesmo eram levadas para entretê-los, a menina de Pin-Up se tornou um fenômeno, milhares de soldados aclamaram por fotografias de Betty Grable, cujo estúdio de cinema teve as pernas dela asseguradas por U$1 milhão.

A moda incluiu uma silhueta austera, o estilo militar com os tailleurs retos, quadris estreitos, ombros largos, sutiã com bojo para avolumar os seios, chapéus de todos os estilos, bolsas grandes e sapatos pesados. As saias eram mais curtas, com pregas finas ou franzidas, as calças compridas invadem definitivamente o guarda-roupa feminino.

O vestuário do proletariado torna-se comum a todas as classes, uma vez que mulheres de todas as posições sociais unem-se para contribuírem nos esforços de guerra. Elas assumiram o controle das casas, e ainda partiram para ocupar os postos de trabalhos deixados pelos maridos e outros parentes que partiram para a guerra. Barreiras de classe caíram e as pessoas vestiram de forma simples e muito parecida. Essa forma simples de vestir-se em tempos de escassez, passou a ser visto com bons olhos e considerado chique.

É nesta época que surge o chamado “ready-to-wear” (pronto para usar), que é a forma de produzir roupas de qualidade em grande escala.

Os estilistas tiveram que se desdobrarem e serem muito criativos, chegando a criarem máscaras de gás graciosamente decoradas para serem utilizadas com trajes de gala.

A utilização do couro foi restringida ao uso militar, forçando os estilistas que se desdobrarem e serem muito criativos, então passam a incorporar nos calçados varias tipos de materiais antes não utilizados como: Peles de répteis, cortiça, solados de madeira presos por grampos, os ornamentos foram mantidos um mínimo necessário. Algumas mulheres chegaram a utilizar alguns utensílios domésticos para decorarem seus sapatos de festas como o celofane e outros.

Tudo era reciclado, enquanto criava-se a campanha com o tema “Make Do & Mend”. A escassez de tecidos fez com que as mulheres tivessem de reformar as suas roupas e utilizar materiais alternativos na época, como a viscose e as fibras sintéticas. O nylon e a seda escasseavam, fazendo com que as meia-calças desaparecessem do mercado e fossem trocadas pelas meias soquetes ou pelas pernas nuas, revistas e salões de beleza ajudavam oferecendo dicas de como simular a utilização destas meia-calças pitando uma costura na parte de trás das pernas e utilizando maquiagem nas pernas a fim de deixá-las com uma tonalidade igual ou próxima as das meia-calças. Algo pouco prático como um ritual contínuo.

Fábricas de bens de consumo foram transformadas em fábricas de produção militar. Esses esforços de guerra impunham várias limitações e regras tais como altura máxima do salto do calçados em uma polegada e apenas seis cores.

Em 1947, Christian Dior lançou o “New Look”, que era, basicamente, composto por saias amplas quase até os tornozelos, cinturas bem marcadas e ombros naturais. Era a volta da mulher feminina e elegante.