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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

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Category: Tipos de Calçados

Okobo – um tradicional modelo de calçado japonês, também conhecido como pokkuri, bokkuri, ou koppori geta, muito semelhante à Geta, pelo menos na parte superior, o nome é dado a este modelo proveniente do som emitido por ele ao caminhar. Estes modelos são utilizados pelas Maiko (termo utilizado para definir jovens dançarinas aprendizes de gueixas) durante seu processo de aprendizado.

As principais características destes modelos são seus solados, ou plataformas confeccionados a partir de blocos de madeira de salgueiro, tendo na planta desta plataforma uma grande cavidade responsável pela produção do ruído que origina seu nome, na parte frontal desta plataforma há um brusco afinamento de baixo para cima, já seu cabedal é composto por tiras em formato em “V”, conforme a Geta. Estas tiras podem conter variações de cores, variações estas que demonstram o patamar no qual a aprendiz de gueixa encontra-se, sendo a cor vermelha destinada as integrantes mais novas e a cor amarela destinada as que já têm o aprendizado quase por completo.

O Okobo é utilizado para evitar que os quimonos fiquem tocando o chão.

 












Waraji – tradicionais sandálias japonesas feitas de palha e corda que no passado eram muito comuns entre a população mais humilde do Japão. Nos dias atuais, ainda são utilizadas pelos monges budistas, geralmente com meias adequadas chamadas de tabi.

Os modelos são confeccionados em diversos materiais como: Cânhamo, talos myoga (uma variedade de gengibre), fibra de palma, algodão, palha de arroz e outros mais. É importante que os materiais escolhidos sejam de difíceis deteriorações. Uma peculiaridade destas sandálias são que as tiras são fixas bem a frente da sandália, o que faz  com que os dedos fiquem com boa parte fora dos solados.

Existem vários estilos de amarrações de suas cordas que tem como finalidade fixar as sandálias aos pés, as variações de amarrações dependem da classe que as utiliza, uma vez que um monge ata as cordas de forma diferentes as de um agricultor.

 











Cage – modelo oriundo da junção das sandálias de saltos altos e botas, ou ankle boots, a grife YSL (Yves Saint Laurent), é considerada como criadora deste estilo com o modelo lançado na coleção européia primavera/verão em 2009, onde chamou a atenção de muitos, por sua ousadia, o modelo foi colocado em check por muitos profissionais do setor calçadista, mas o modelo acabou caindo no gosto do público feminino e incorporado pela moda mundial. O modelo também é conhecido aqui no Brasil como sandálias gaiolas.

As principais características destes modelos são suas estruturas básicas de botas, ou ankle boots com tiras, ou micro-tiras entrelaçadas que tomam forma de grades, além de serem dotados de saltos que variam de médios a altos e de espessuras variadas, a exemplo dos cut-out boots muitas vezes deixando a impressão de ser um misto de sandálias com botas.

O modelo é indicado para pessoas de tornozelos normais ou finos e de maior estatura com pernas alongadas, uma vez que o modelo pode achatar a silhueta.

 











Spuntata – um modelo que muitas vezes é confundido com o peep toe, por também deixar os dedos amostra, porém neste modelo a abertura é maior do que a do peep toe, uma vez que este modelo deixa os dedos quase todos amostras e bem mais visíveis. Este modelo também remete há um ar retrô e romântico.

As principais características deste modelo são suas laterais e trazeiros fechados assemelhados ao scarpin, porém com o bico da gáspea aberta, deixando quase todos os dedos amostra e bem visíveis, possuindo geralmente um bico arredondado, porém existem variações levemente quadrados.

O spuntata pode ter variações nos formatos de seus saltos, além das variações de alturas dos mesmos como: Rasteiros, baixos, médios e altos.

 











Chopine  / Zoccoli – modelo originário da Europa do final da Idade Média e início da Idade Moderna, principalmente no período do Renascimento, inicialmente utilizado somente pelas mulheres, estes calçados estilo plataforma foram muito populares nos séculos XV, XVI e XVII, sendo considerados os precursores definitivos dos saltos altos e das plataformas que caíram no gosto popular séculos depois, estes modelos eram utilizado como forma de proteção para os calçados, pois eram colocados sobre outros calçados, para que fossem protegidos da lama, barro e poeira que cobriam as ruas e estradas.

As chopines foram muito utilizadas em Veneza tanto pelas cortesãs, como pelas aristocratas, sejam por motivos práticos como as freqüentes cheias, ou mesmo por ter tornando-se uma referência simbólica ao prestígio cultural e social, pois quanto maior fosse à altura da chopine, maior o status de quem a utilizava. As altas chopines permitiam literalmente que uma dama fulgurasse entre os demais. As chopines venezianas eram esculpidas por verdadeiros artesões, onde acabavam por produzir algumas verdadeiras obras de artes, com entalhes em altos e baixos relevos.

Nas Espanha do século XV, as chopines também dominavam sobre qualquer outro modelo de calçado, uma vez que a maior parte do abastecimento de cortiça ao país era destinada a produção destes calçados. Alguns historiadores argumentam que o modelo é originário da Espanha, uma vez que há vários registros e referências históricas datadas do século XIV, porém outros alegam que os modelos são originários da Turquia. Os modelos espanhóis eram mais cônicos e simétricos, além de possuir uma rica ornamentação com jóias, letras douradas, bordados e outros enfeites metálicos em ouro e prata ao longo sua base.

Foi durante o período renascentista que as chopines tiveram seu auge, chegando a atingir pouco mais de 50 cm, este exagero requeria auxílio de até dois serviçais, que auxiliavam tanto no calce, quanto no caminhar com estes modelos. Esta extravagância é narrada por estudiosos de forma controversa, onde uns atribuem uma marcha instável e deselegante, já outros descrevem eu uma mulher poderia até dançar graciosamente utilizando-se das chopines

As chopines eram normalmente produzidas sob blocos de madeiras ou cortiça, onde eram esculpidas a fim de permitir a colocação dos pés já calçados por outro tipo de calçado, estes modelos em alguns casos eram encapados com o mesmo tecido dos vestidos, outrora encapados com couro, brocado e veludo, as ornamentações eram feitas com pedras preciosas e semipreciosa, jóias, ouro e prata, havendo também os modelos que permaneciam apenas em madeira ou cortiça, mas esculpidos artisticamente. Por volta do século XVI, estes modelos começam a ganhar versões com duas partes distintas, uma parte superior (cabedal) flexível unida a um solado pesado e duro (madeira, ou cortiça), está versão do modelo ganhou popularidade entre os cavaleiros e tanto mulheres, quanto homens começaram a utilizar-se destes modelos à equitação.

 











Mukluk / Kamik- mais uma variação das botas, originário dos nativos do Ártico entre eles as tribos Inuit e Yupik, sendo este modelo às vezes também  chamadas de “Botas Inuit”, referência aos nativos Inuit, originários da Groelândia e da parte Oriental do Alasca.  Estes modelos influenciaram e influenciam o desenvolvimento dos calçados voltados ao clima frio, principalmente onde o inverno é muito rigoroso. Também serve de inspiração aos calçados destinados aos atletas que praticam esportes radicais de inverno. Os termos Mukluk, ou Kamik são utilizados para denominar botas leves, confortáveis e quentes feitos em couro de animais com bastante incidência de pêlos.

As principais características deste modelo são as de serem produzidos originalmente com peles de rena, ou foca, onde o lado da pele que contenha os pêlos fica na parte interna dos calçados podendo ser estas partes internas revestida com peles de coelhos, lebres, raposas, guaxinim e outros alguns recortes e detalhes externos podem conter partes destas peles, que as qualificam como ornamentos, além de tratar-se de calçados extremamente macios, leves, e flexíveis. Graças a sua facilidade de transpiração evita que haja uma facilitação no congelamento dos pés em ambientes de extremo frio devido ao acúmulo de líquido proveniente não transpiração, possuem ainda bicos arredondados que se moldam ao contorno dos pés.

O mukluk/kamic pode ser encontrado nos dias de hoje diversas variações modelos, solados, formas e materiais.

 











Ghillie trata-se de um modelo semelhante à sapatilha de balé, este modelo é originário da Irlanda, onde são muito utilizadas pelas mulheres na tradicional dança irlandesa e pelos homens na Scottish Country Dance.

As principais características do tradicional modelo são de ser um calçado rasteiro que deixa o calcanhar totalmente coberto, porém sua gáspea deixa coberto os dedos e as laterais, mas o peito do pé fica praticamente todo descoberto, sendo transpassado por atacadores em couro. O material utilizado é o couro bovino bastante macio, que acrescenta leveza e maleabilidade, por conseqüências originando um calçado bastante confortável. Como já mencionado o cabedal confeccionado em couro com flor, já o solado geralmente é confeccionado em couro camurça, ambos nas cores pretas.

A ghillies possui um bico arredondado moldado ao formato do pé, pois são confeccionados em couro macio, alguns modelos podem possuir como atacadores fitas coloridas.

 











Cuissarde – este modelo que foi batizado pelos franceses, que nada mais é, do que uma variação das tradicionais botas, originalmente este modelo era utilizado pelos piratas e contrabandistas, para ocultar objetos de valores roubados.

A principal característica deste modelo é deixar coberta quase toda perna, ou pelo menos, até logo acima dos joelhos, geralmente até metade da coxa, além é cloro os pés, ou seja, gáspea e trazeiro fechados estendendo-se ao cano extremamente longo.

Este modelo requer muita cautela e bom censo, pois ao menor descuido elas podem exalar um tom vulgar, ao invés de um look fashion e sensual. Estes modelos marcaram época nos cinemas, no início da década 1970, com o fila “Klute, o passado condena”, estrelado por Jane Fonda, e posteriormente no início da década de 1990 com o filme “Uma linda mulher”, estrelado por Julia Roberts. Agora ela promete voltar com força total no inverno 2010.

A bota pode ter bico fino, redondo ou quadrado, além das variações de saltos baixo, médio, alto, ou mesmo sem salto, conhecidas como rasteiras.

 











Polaina – este modelo teve sua origem na Idade Média e foi muito utilizado entre os séculos XIV e XV, inicialmente tratava-se de um calçado exclusivo e uso da aristocracia, só mais tarde com ascensão da burguesia o modelo começou a ser utilizado por esta classe e por último, passou a ser também utilizado pelo povo em geral. Em conseqüência a esta popularização, as autoridades passaram a regulamentar o tamanho dos bicos das “poulaines” (origem francesa), conforme a classe social, onde quanto maior o tamanho do bico do calçado, maior seria seu status perante a sociedade.

A principal característica deste modelo é seu bico muito alongado e bastante fino, além de ser um calçado rasteiro, com a ausência total de salto ou tacão.

A polaina originalmente tratava-se de um calçado masculino, que teve sua utilização tão difundida que chegou a ser criadas polainas metálicas para compor as armaduras.

 












Tap Shoe – não há um modelo específico para este calçado, uma vez que o calçado é adaptado para receber o acessório que permite a prática do sapateado. Não há um consenso sobre a real origem do sapateado, mas as evidências mais fortes datam de meados do século V. Mais tarde durante a primeira fase da revolução industrial os operários utilizavam-se de tamancos de madeira para evitar a absorção de umidade durante os trabalhos e durante as horas de folga, muitos reuniam-se e disputavam quem de forma mais original conseguia emitir maior número de sons, bem como sons mais altos. Por volta de 1800 o calçado foi adaptado para a dança, onde as moedas que eram utilizadas em seus solados foram substituídas por placas de metálicas (taps), o que aumentou o volume e a qualidade do som.

A principal característica destes modelos são as placas metálicas fixadas nas extremidades dos solados, ou seja, uma na parte trazeira do solado salto/tacão e outra próxima ao bico do solado.

O tap shoe, passa a ter seu emprego com mais vitalidade nas primeiras décadas do século XIX, com o surgimento do sapateado americano. A partir da década de 1930 o sapateado ganhou força e popularidade com os grandes musicais, que contavam com a participação de nomes como Fred Asteire, Gene Kelly, Ginger Rogers e Eleanor Powell.