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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

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Category: Tipos de Calçados

Combi – o modelo tem seus primeiros registros no final da década de 1930, quando por conta da Grande Depressão e da 2ª Guerra Mundial, fatos estes, que acabaram impondo restrições a muitos materiais e entre eles, o couro. Logo as botas até então muito utilizadas, quase desapareceram devido aos desgastes do uso intenso e ao fato quase não serem mais produzidas pela falta do couro, que nos tempos de guerra eram direcionados aos calçados e outros utensílios dos para os soldados dos frontes de batalhas. Esse desaparecimento das botas muito utilizadas pelos camponeses no seu dia-a-dia de trabalho originou a criação de um novo calçado o “Combi”.

As principais características deste modelo é o de ser uma espécie de botina de cano muito curto e bordas almofadadas, com sistema de fechamento composto por 4 ilhoses e cadarços, sobre uma lingüeta macia, que atinge a altura do cano, este modelo possui ainda um bico bastante arredondado e amplo, que acaba tornando-o bastante confortável.

O modelo Combi, logo foi adaptado aos calçados infantis, sendo este um modelo amplamente utilizado pelas crianças de até uns 3 anos. Estas adaptações acabaram por evoluir e hoje têm seus cabedais produzidos em tecidos geralmente acolchoados e com fechamentos além de cadarços, com velcro e fivelas. Os solados rasteiros e geralmente em TR, E.V.A., SBR ou Borracha Crepe proporcionam boa estabilidade ao caminhar.

Patten / Patyns / Galochas / Clogges – este modelo teve sua origem na Idade Média e foram utilizadas até o século XIX, sendo utilizadas sobre outros calçados, onde tinha a função de elevar os pés para proteger os calçados da lama e da sujeira muito comum nas ruas não pavimentadas da época.

As principais características deste modelo eram seus solados grossos solados de madeira em peça única, que continham tiras, ou correias que circundavam os pés e aram fixadas nas cepas de madeira, a fim de acomodar os pés já calçados. Houve variações nestes modelos, onde as plataformas de madeira adquiriam estrutura metálica circular sob estas cepas, outra variação era as cepas de madeira com duas elevações uma sob o calcanhar e outra sob o metatarso.

A denominação Patten teve sua origem provavelmente do francês antigo, que refere-se a “Pata”, ou a “Casco”. O modelo tratava-se de um calçado unissex e muito utilizado no século XV, em conjunto ao modelo muito popular na época a Polaina, que eram aqueles calçados com bicos afunilados e extremamente compridos.

Este modelo também é conhecido em outros países como: Patyns,  Galochas e Clogges.

Split Toe – este modelo de calçados tem sua provável inspiração nos tradicionais calçados japoneses “Jika-Tabi”.

As principais características deste modelo são de ter uma divisão entre os dedões dos pés, para com os outros, além de ter cabedais confeccionados em materiais extremamente confortáveis como neoprene, tecidos acolchoados (com espuma), emborrachados e outros, além de solados maleáveis e muito confortáveis.

Sua utilização é bastante empregada em certas atividades esportivas como, por exemplo: Rafting, canoagem, surf e outros que exponham seus praticantes a água. Embora inicialmente o modelo tenha sido empregado em práticas esportivas, hoje já existem modelos mais tradicionais como botas, ankle boots, oxfords e outros, que já utilizam-se do conceito da divisões dos dedos.

A nomenclatura Split Toe vem de idioma inglês, que significam:

  • Split = Divisão (entre outras traduções);
  • Toe = Dedo do pé (entre outras traduções).

Winklepicker – na verdade não se trata de um modelo, mas sim de um estilo de calçado, pois pode ser aplicado tanto em sapatos, quanto em modelos abotinados. O estilo tem sua provável inspiração nas poulaines medievais, porém o estilo é atribuído à década de 1950, tratando-se de um estilo de calçado unissex, muito utilizados pelos fãs do rock in roll britânico, o modelo foi especialmente utilizados pelos Beatles.

As principais características destes modelos são seus bicos finos e alongados e rapidamente elevados, salto baixo e amplo do tipo cubano em torno de 4 cm, geralmente produzido na cor preta. Os modelos inicialmente foram adaptados em sapatos Oxford e botas Chelsea, mas hoje podem ser adaptados em outros vários modelos.

A denominação Winklepickers deu-se devido ao modelo do bico fino e alongado e pouco elevado, na década de 1950 era moda comer os caramujos ou búzios Periwinkle a beira-mar, porém para retirar o caramujo de sua carapaça, ou concha era necessário algum objeto fino e pontiagudo, logo ao iniciar a degustação do caramujo pedia-se algum objeto para a retirada do caramujo com a seguinte frase: “Algo para winkle”. Então presume-se que algum admirador bem humorado do caramujo e do calçado em questão deu-lhe este nome.



Boudoir – na verdade não se trata de um modelo, mas sim de um estilo de calçado, logo todos, ou pelo menos quase todos os modelos podem ter estilo Boudoir. O termo boudoir é originário do idioma francês e desde a Renascença Francesa remete sala, ou quarto privado feminino utilizado para banhar-se, vestir-se e a práticas de bordados e outras atividades femininas, onde as mulheres buscam o conforto das roupas totalmente informais e íntimas. Na área da moda o termo boudoir remete basicamente ao estilo underwear, onde existe o emprego de componentes utilizados em pijamas e lingeries em peças de moda de rua utilizadas no dia-a-dia, bons exemplos são as alças de sutiã, regatas com rendas, bojos e vestidos de tecidos suaves, como a seda, trazem o ar sexy e romântico das roupas íntimas aos visuais urbanos.

As principais características destes calçados são: Sensualidade e Romantismo. Logo a presença de saltos, delicadas rendas, sedas, pequenos pontos de cristais, plumagens, cetins, lacinhos, fitas estreitas, tracelim e outros, mas tudo muito delicado que remeta ao underwear feminino, sendo que nada impede a utilização destes materiais citados de comporem visuais com materiais não tão sofisticados, que podem compor um modelo mais casual.

Este estilo de calçado remete ao requinte Frances, mas deve ser utilizado com cautela e bom senso, para que não transmita um ar vulgar.



Tubarão – o modelo trata-se de uma variação modelo plataforma meia-pata, lançado no final da década de 2000, que difundiu-se e caiu no gosto das mulheres no início da década de 2010, sendo bastante utilizado nos modelos destinados ao inverno, como sacarpim, d’orsey, clog, ankle boot, cut-out bot e as tradicionais botas que não podem faltar no inverno.

As principais características desde modelo são as utilizações das plataformas meias-patas acompanhadas dos saltos, onde possui um bico afunilado não muito alongado com uma ligeira inclinação vertical de baixo para cima deixando este com o aspecto do nariz de um tubarão, onde o material do cabedal se sobrepõe as meias-patas, tendo o seu processo de montagem do cabedal colado diretamente na meia-pata e não na palmilha de montagem, sendo que para facilitar esta montagem do bico, onde anteriormente o cabedal recebe um corte, para a retirada do excesso de material e recebe uma costura para o fechamento deste corte.

O modelo é destinado aos calçados femininos e tem um formato muito e pode compor desde um look casual, até mesmo um look festa, claro que isto vai depender do modelo de calçado aplicado a este estilo “tubarão”.

 



Jika-Tabi – mais um tradicional modelo de calçados japonês, que tem como origem as meias tabi, o modelo fora d Japão também é conhecido como “Tabi Boots” (Botas Tabi), este calçado tem sua utilização principalmente em ambientes externos e sua criação é creditada a Shojiro Ishibashi fundador da maior empresa de pneus Bridgestone Corporation, ainda no século XX. Este modelo por ser considerado como pré-cursor do Split Toe.

As principais características deste modelo são de ter uma divisão entre o dedão do pé, para com os outros, além de um solado fino e maleável de borracha, possui cabedal semelhante à de uma bota só que em tecido.

A principal desvantagem e que por seu fino solado de borracha e por seu cabedal de tecido proporcionam pouca proteção aos pés.

Sua utilização é bastante empregada nas artes marciais e fora do Japão também é muito utilizado em alguns esportes radicais e outros nem tanto que requeiram um maior equilíbrio, ou uma maior adaptação da forma dos pés ao terreno em questão.

Ainda no Japão algumas alterações estruturais e novas matérias-primas vêm sendo utilizadas, como solado rígido, protetores para os dedos em aço e outros, tudo a fim de torná-los uma espécie de calçado de segurança.



Okobo – um tradicional modelo de calçado japonês, também conhecido como pokkuri, bokkuri, ou koppori geta, muito semelhante à Geta, pelo menos na parte superior, o nome é dado a este modelo proveniente do som emitido por ele ao caminhar. Estes modelos são utilizados pelas Maiko (termo utilizado para definir jovens dançarinas aprendizes de gueixas) durante seu processo de aprendizado.

As principais características destes modelos são seus solados, ou plataformas confeccionados a partir de blocos de madeira de salgueiro, tendo na planta desta plataforma uma grande cavidade responsável pela produção do ruído que origina seu nome, na parte frontal desta plataforma há um brusco afinamento de baixo para cima, já seu cabedal é composto por tiras em formato em “V”, conforme a Geta. Estas tiras podem conter variações de cores, variações estas que demonstram o patamar no qual a aprendiz de gueixa encontra-se, sendo a cor vermelha destinada as integrantes mais novas e a cor amarela destinada as que já têm o aprendizado quase por completo.

O Okobo é utilizado para evitar que os quimonos fiquem tocando o chão.



Waraji – tradicionais sandálias japonesas feitas de palha e corda que no passado eram muito comuns entre a população mais humilde do Japão. Nos dias atuais, ainda são utilizadas pelos monges budistas, geralmente com meias adequadas chamadas de tabi.

Os modelos são confeccionados em diversos materiais como: Cânhamo, talos myoga (uma variedade de gengibre), fibra de palma, algodão, palha de arroz e outros mais. É importante que os materiais escolhidos sejam de difíceis deteriorações. Uma peculiaridade destas sandálias são que as tiras são fixas bem a frente da sandália, o que faz  com que os dedos fiquem com boa parte fora dos solados.

Existem vários estilos de amarrações de suas cordas que tem como finalidade fixar as sandálias aos pés, as variações de amarrações dependem da classe que as utiliza, uma vez que um monge ata as cordas de forma diferentes as de um agricultor.



Cage – modelo oriundo da junção das sandálias de saltos altos e botas, ou ankle boots, a grife YSL (Yves Saint Laurent), é considerada como criadora deste estilo com o modelo lançado na coleção européia primavera/verão em 2009, onde chamou a atenção de muitos, por sua ousadia, o modelo foi colocado em check por muitos profissionais do setor calçadista, mas o modelo acabou caindo no gosto do público feminino e incorporado pela moda mundial. O modelo também é conhecido aqui no Brasil como sandálias gaiolas.

As principais características destes modelos são suas estruturas básicas de botas, ou ankle boots com tiras, ou micro-tiras entrelaçadas que tomam forma de grades, além de serem dotados de saltos que variam de médios a altos e de espessuras variadas, a exemplo dos cut-out boots muitas vezes deixando a impressão de ser um misto de sandálias com botas.

O modelo é indicado para pessoas de tornozelos normais ou finos e de maior estatura com pernas alongadas, uma vez que o modelo pode achatar a silhueta.