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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Category: Na Mídia

Entrevista concedida a repórter Natália Gatto Pracucho do jornal e site Comércio de Jahu, que ajudou a compor a matéria publicada no jornal e site, sobre tendências em calçados para inverno 2010.

Jaú é uma cidade do interior de São Paulo, que possui um dos maiores pólos calçadistas dos Brasil.

Site: http://www.comerciodojahu.com.br/novo/26614/AGORA+SIM!+CALCADOS+DE++INVERNO+COM+TUDO.htm

 

Integra da Entrevista:

Antes de levantarmos as tendências em calçados, sempre é bom salientar que considerar os calçados como um simples acessório de moda é uma idéia bastante ultrapassada, prova disto é que a indústria coureiro/calçadista atribui como acessórios as: Bolsas, Cintos, Carteiras, Malas, Pastas e outros.

Já não é de hoje, que muitas mulheres após comprarem seus calçados, saem à procura da roupa ideal para compor seu visual, assim podemos observar que a paixão feminina pelos calçados é uma crescente, porém não devemos distorcer esta visão e considerarmos que os calçados estejam em um patamar de maior importância, mas sim, que eles caminham lado a lado com o vestuário e ao criarmos, ou comprarmos calçados devemos imaginar o look completo, ou o tão falado “Look Total”.

A moda inverno 2010, não diferentemente das coleções passadas tem demonstrado-se bastante democrática, pois há uma diversidade de estilos onde podemos dizer que cabem, senão todos, mas quase todos os estilos dentro de uma única estação.

Tradicionalmente o inverno requer modelos abotinados, uma vez que intenção é proteger os pés contra o frio, logo as botas ganham destaque e seus canos variações nas alturas, porém com um visual mais clean do que em coleções passadas.

A coleção de calçados Inverno 2010, está sendo marcada por intensa variação de modelos e estilos, onde os modelos tradicionais Scarpin, Peep Toe, D’orsey, Mary Jane (Boneca) e Bota, porém modelos não tão tradicionais como os: Clogs, Babuches, Sapatilhas Ballerinas, Ankle Boots, Cut-Out Boots, ou Open Boots.

  • Clogs – Também conhecidos por: Tamanco, Tamanco Holandês e Sabot, modelo originário dos Países Baixos e França utilizados principalmente pelos camponeses holandeses, entre os séculos XVIII e XIX, devido a isto ficou muito conhecido como tamanco holandês, nesta época o calçado era proveniente de uma única peça de madeira, ou seja, solado e cabedal eram inteiramente de madeira. Posteriormente o calçado passa a ser considerado muito desconfortável e pouco produtivo, logo começa a ter seu cabedal confeccionado em couro, porém seu solado (cepa) continua sendo confeccionado em madeira.

A ampla utilização deste modelo não é novidade, uma vez que o modelo se fez presentes em coleções nas décadas de 1970, 1980 e 1990.

O ressurgimento deste modelo pôde ser percebido na coleção primavera/verão européia, ou seja, teoricamente o modelo deveria fazer-se presente na coleção primavera/verão 2010-2011 do hemisfério sul, porém como é de costume a moda brasileira tende a antecipar as tendências e aplicá-las na coleção atual, logo estes modelos se fazem presentes já na temporada outono/inverno 2010.

A presença do modelo pode ser notada nos principais desfiles europeus, durante o lançamento das coleções primavera/verão européias, onde marcas como Chanel, Miu Miu, Lagerfeld, Louis Vuitton e Vera Wang, Jimmy Choo, Fendi e Gucci os clogs também puderam ser vistos nos pés das mais antenas.

Como o inverno requer calçados que tragam maiores proteções, os clogs tendem a ser fechados e remetem ao modelo mais tradicional, aquele com bico arredondado e com a gáspea fechada, geralmente fixada por taxas, que estão em evidência neste inverno e principalmente neste modelo. Porém como há muito tempo a rigidez da moda deixou de ser uma verdade há de surgir várias versões para o modelo, como modelos abertos e com bicos mais agudos e alongados. Com todas as possíveis variações podemos ter certeza de pelo menos uma: Os clogs estão nas alturas, pois acompanharão as tendências deste inverno, onde poderemos encontrar os clogs nas tradicionais plataformas, sejam elas inteiras cepa com salto, ou mesmo as tradicionais meias-patas, estes solados deverão ser em sua maioria de madeira, mas como estas tendem a deixar o calçado mais pesado e muitas consumidoras não adaptam-se, logo devem surgir variações em Poliuretano (PU), que deixam os calçados mais leves, mas com texturas e pinturas que simulam a madeira.

  • Ankle Boots – Também conhecida como bota de cano curto, ou curtíssimo, o termo ankle boot, surgiu nos últimos anos do século XX, e tem seu significado do idioma inglês:
    • Ankle – Tornozelo;
    • Boot – Bota

Ou seja, bota de tornozelo.

As ankle boots já marcaram presença no inverno passado, onde as mais antenadas conseguiram captar sua potencialidade e já desfilaram com suas ankle boots no inverno 2009, mas foi neste inverno de 2010 que estes modelos passaram a status de hist do inverno. As ankle boots a pesar de serem modelos bem democráticos, porém mulheres de menor estatura, ou de tornozelos e pernas muito grossas devem evitar os modelos, pois os mesmos tendem a achatar a silhueta deixando-as com um visual não tão favorável.

  • Cut-Out Boots, ou Open Boots – Também conhecidas como Botas-Sandálias (ou vice-verso), ou ainda como Botas Abertas, o modelo é originado da combinação de dois tradicionais modelos, a bota e a sandália, um calçado que  pode ser utilizado tanto no inverno quanto no verão, dependendo do modelo e do clima. O termo Cut-Out Boot, tem sido substituído por muitos por Open Boots, porém ambos surgiram no século XXI e tem seu significado também do idioma inglês:
Cut-Out – Recorte Open – Aberta
Boot – Bota Boot – Bota
Ou seja, bota recortada Ou seja, bota aberta

Também a exemplo das ankle boots, as cut-out boots marcaram presença no inverno passado, talvez até mesmo mais do que neste, porém não alcançaram a mesma visibilidade das ankles boots, porém as cut-out boots levam, pois por terem recortes, ou aberturas, estas podem transitar entre verão e inverno e tratam-se de modelos bem contemporâneos, já os cuidados ao uso este modelo são os mesmos das ankle boots, onde as mulheres de menor estatura, ou de tornozelos e pernas muito grossas devem evitar os modelos, pois os mesmos tendem a achatar a silhueta deixando-as com um visual não tão favorável.

  • Babuches – Embora muitas consumidoras façam alguma confusão entre os clogs e os babuches, vale ressaltar que os babuches têm sua origem no Marrocos e diferenciam-se dos clogs principalmente pelas alturas dos solados, uma vez que seus amplos bicos arredondados assemelham-se, mas como dito diferenciam-se pelo solado rasteiro, ou com ligeira elevação tendo o solado geralmente flexível.

Os babuches por terem solados mais baixos e flexíveis e seus cabedais geralmente são confeccionados em tecidos, o que não impede que sejam produzidos em couros, laminados sintéticos e materiais injetados (plásticos, borrachas como, por exemplo, as tradicionais sandálias Crocs) tornam-se mais confortáveis e são ideais para o uso diário, ocasiões totalmente informais e uso doméstico.

Os modelos tiveram seu auge na década de 1970, onde foram muito utilizados pelos hippies.

  • Sapatilhas – Originalmente o calçado da bailarina, que ao longo dos tempos, desde que Catarina de Medicis, mulher de Henrique II, que introduziu o Ballet na Corte Francesa do século XVI chegando aos dias de hoje com uma infinidade de modelos e estilos, chegando a ser considerada uma peça básica nos closets femininos.

As sapatilhas geralmente são calçados bem confortáveis devidos aos solados rasteiros, que assim como as sandálias rasteirinhas caíram no gosto feminino, porém nas regiões mais frias, estes modelos encontram barreiras na utilização no inverno, pois os solados rasteiros e finos e aos seus generosos decotes tendem a deixar os pés mais sujeitos ao frio, em contra partida o modelo também pode ser perfeitamente utilizado no verão.

A nomenclatura sapatilha é um diminutivo de sapato.

O inverno 2010 será marcado por um intenso colorido não muito comum para a estação, onde a paleta de cores intensa que abriga os tons de verdes escurecidos, variações de azuis intensos, além dos tons rosados que seguem aos avermelhados e sem falar nos marrons achocolatados, não podendo ser esquecido o reinado dos tons pretos e acinzentados, mas em contrapartida a esta intensa paleta de cores estarão os tons nudes (ou peles), que se fizeram presentes de modo mais discretos no inverno 2009, mas tiveram destaques no verão 2009/2010. Já no inverno 2010, os nudes se farão presentes e terão seu papel de destaque, porém em muitos casos os tons nudes estarão formando composições cromáticas intensas a fim de quebrar a monocromia estabelecida no verão 2009/2010. 

As pedrarias ainda se farão presentes neste inverno 2010, porém de forma mais contida, como já era esperado, devido a sua intensa aplicação nas temporadas passadas, estas estão junta aos metais, que tendem a ocupar parte do espaço deixado pelas pedrarias, Estes metais tem como principais destaques os banhos prata, prata fosca e níquel. Ainda na questão ornamental, bordados, aplicações, estampas, ou mesmo prints animais são opções. 

Na questão dos cabedais, os holofotes continuam voltados aos couros, que podem mesclar texturas foscas e brilhantes como camurça e verniz, ou mesmo os metalizados, podendo estes apresentar texturas répteis. Os sintéticos perdem na sua maioria o ar tecno que tinha como premissa deixar evidente que tratava-se de um produto sintético, eles ganham novamente texturas similares aos couros, sejam eles foscos, brilhantes, sem flor (ex. vegetal), mas sempre procurando uma semelhança ao couro natural, logo essa intensa semelhança ao couro acaba ampliando sua utilização. 

O cetim e os brocados (ou tecido similares) podem ser alternativas ao emprego nos cabedais, ou até mesmo na utilização de capas de sola e palmilha. O cetim pode ser encontrado em poá que deverá substituir as listras utilizadas no verão 2010, também poderão ser encontrados alguns poucos resquícios do xadrez. 

Podemos dizer que em termos de solados, a estação é mesmo dos saltos e meias-patas, e anabelas, sendo que os saltos estão de modo geral mais grossos em todos os estilos, tendo como seu principal destaque os saltos faixetados, em uma descrição básica podemos classificar os saltos da seguinte maneira: 

  • Festa: Saltos Altos e Finos ou Meio Finos, redondos ou arredondados. Geralmente acima de 7 ou 8cm.
  • Casual Chic: Saltos Altos ou Médios de volume maior, com o surgimento de cepas e anabelas.
  • Casual: Saltos Baixos ou Quase sem Saltos, bastante volumosos às vezes até desproporcional. Surgem também as cepas e as meias-patas.

As plataformas sem muita vitalidade já demonstradas há algumas coleções, as poucas aparições das plataformas deverão aparecer encapadas utilizando-se bordados, aplicações pedraria com metais a fim de compor a diversidades de modelos e cores. 

Embora alguns profissionais do meio da moda alardeiem que os saltos estão perdendo altura, isto ainda não tornou-se realidade no inverno 2010, mas deve sim ser uma tendência para o verão 2011.

 Em relação aos cintos, estes acessórios vêm retomando seu lugar nos closets femininos e podem fazer a diferença na composição de um look ideal para cada ocasião. Após caírem no esquecimento por algum tempo, a retomada de seu espaço tem sido gradual já há algumas coleções atrás e neste inverno não será diferente, pois irão marcar a cintura deixando a silhueta feminina bem mais sexy, pois deixam em evidências as curvas do corpo, porém há ainda a utilização destes cintos um pouco mais abaixo da linha da cintura.

Pôde ser visto nos principais desfiles de moda internacionais, onde os modelos mais finos dominaram as passarelas, porém como não é novidade na moda contemporânea, sempre há espaço para se não todos, mas quase todos os estilos, não sendo diferente para os cintos, onde os de larguras médias e amplas também podem ser vistas, ficando a cargo dos looks casuais e joviais os mais ousados.

Não pode ser desconsiderada a utilização de mais de um cinto, sejam eles de modelagens idênticas diferenciados pelas cores, ou mesmo com modelagens e cores diferentes.

Na maioria destes cintos, eles estão bem ornamentados com fivelas de diferentes tamanhos e modelos, laços, bordados e aplicações, além de taxas e ilhoses, já no quesito texturas, as mais variadas são encontradas, tais como nos calçados.

Em relação à diferenciação da moda entre determinadas regiões, na minha opinião, isso é evidente, pois seria impensável num país de proporções continentais como o nossos, onde em determinados dias de inverno podemos ter temperaturas abaixo de 0º em determinadas localidades e em outras regiões temperaturas beirando os 40º, logo devemos sim ter uma moda diferenciadas para determinadas regiões, caso contrário muitas empresas ficam e ficarão inaptas a comercializar seus produtos nas mais diversas regiões. Temos casos bem claros aqui em nosso pólo calçadista, onde empresas que só produzem calçados voltados ao verão acabam por não conseguir comercializar seus produtos nas regiões sul e sudeste durante o inverno.  Porém acredito que as megas e as macros tendências devem ser as mesmas para as diversas regiões, porém os temas destas coleções devem ser diferenciados, ou mesmo adaptados para cada região. Independentemente das variações climáticas, aspectos culturais e étnicos regionais devem ser levados em consideração, para que possamos oferecer o melhor produto para cada região.

Entrevista concedida a repórter Silvia Kröff do jornal Exclusivo e revistas Lançamentos, que ajudou a compor a matéria publicada no site, sobre tendências em saltos e solados de calçados para outono / inverno 2011.

Site especializado no setor coureiro/calçadista.

http://www.exclusivo.com.br/Noticias/58772/Inverno

Integra da Entrevista:

Quais são os principais tipos de solados e saltos utilizados no mercado atualmente?

Sem a menor sombra de dúvida o verão 2011, será dominado pelas meias-patas, uma vez que estas continuarão ditando a moda, estas meias-patas estarão presentes nos mais variados modelos, seja nas tradicionais Sandálias, o modelo oficial do verão, seja nas Cut-Out Boots, ou se preferir Open Boots, uma vez que mesmo com o final do inverno estes modelos continuarão a dar o ar da graça, ainda os modelos mais tradicionais como os Scarpins e os Pep Toes poderão ser encontrados em versões meias-patas e logicamente os Clogs que já fizeram-se presentes no inverno 2010, também poderão ser encontrados não só em cepas de madeiras e injetadas, mas também em versões meias-patas. Vale ainda ressaltar que estas meias-patas de modo geral serão encapadas.

Nos saltos que acompanham as meias-patas existem algumas variações, que podem ir dos finos saltos como o Stiletto, passando pelos retos Prismas e Estacas chegando aos mais volumosos como os Cones e Blocks, evidentemente todos com alturas consideráveis para fazerem frente as meias-patas.

Aos modelos mais tradicionais como os Scapin, Peep Toes, D’orsey, que não utilizem-se das meias patas, os saltos tendem a perder um pouco da altura, ficando em uma estatura mediana, ou seja, de certo modo os saltos estarão diminuindo.

Referente aos solados as plataformas, eles ganham força já no verão 2011 estando quase na totalidade encapados por diversos materiais, como fachetes, ráfia, juta, tecidos, cortiça e couros com e sem flor.

 

Quais as principais características dos solados e dos saltos que estarão presentes na próxima temporada de inverno 2011?

No quesito saltos, embora haja certa pressão para que estes percam um pouco de suas alturas estabelecendo-se como os mais indicados, os saltos médios, o reinado dos saltos continuará a imperar, onde os modelos com linhas retas como os Prismas, ou Ponteiras, os Estacas e falando-se na presença de saltos altos, não podemos deixar de lado o tradicional Stiletto, outro modelo que deve marcar uma discreta presença é o salto Cubano. Saltos estes que podem surgir tanto pintados como encapados, porém deve sim predominar os encapados do mesmo material e cor do cabedal.

Na questão de solados, as meias-patas devem continuar dando o ar da graça, recebendo em alguns casos soletas tratoradas, ou mesmo as meias-patas tratoradas.

As Plataformas continuarão marcando presença e ao exemplo do verão 2011, continuarão sendo na maioria das vezes encapadas e conforme os saltos, encapadas no mesmo material do cabedal.

 

 De que matéria-prima estão sendo feitos os solados e os saltos?

As meias-patas podem ser produzidas em vários materiais, tudo vai depender da qualidade e peso desejado, onde os materiais injetados mais nobres como o ABS (Acrylonitrile Butadiene Styrene), que são mais resistentes e permitem a melhor fixação por meios de parafusos e são ideais para receber pintura, porém têm um maior peso, também podem ser encontradas em PS (Poliestireno), material não tão nobre quanto o ABS, porém de boa resistência, mas de não tão bom acabamento para pintura, ideal para ser encapado. Existem as possibilidades ainda para encape e de menor peso, as produzidas em PVC (Cloreto de Polivinila) e PU (Poliuretano), estes de menor peso, porém de resistência questionável. Estas meias-patas recebem soletas de couroplac, neolite ou couro, em outros poucos casos recebem soletas de TR (Thermoplastic Rubber), ou SBR (Styrene Butadiene Rubber) de estilo tratorado.

Os saltos já não dispõem tantas variedades de materiais como as meias-patas, uma vez que as alturas consideráveis requerem materiais de maiores resistências e qualidades, sendo que nos saltos pintados o ABS (Acrylonitrile Butadiene Styrene), ainda é a melhor opção por sua ótima resistência e excelente qualidade no acabamento da pintura, já para os saltos encapados o PS (Poliestireno) é uma boa opção.

Já os solados injetados são encontrados na maioria das vezes em PU (Poliuretano), porém o fato de estarem sendo encapados abrem-se as possibilidades para uma maior produção de solados em PVC (Cloreto de Polivinila) Expandido, ou EVA (Espuma Vinílica Acetinada) Expandido, sendo estes dois últimos uma ótima opção para a substituição do PU, que não é aceito Pela Comunidade Européia devido a seus malefícios causados ao meio ambiente. Ainda na questão dos solados, os rasteiros também conhecidos como Flats obviamente estarão presentes em virtude das conhecidas e adoradas rasteirinhas e das sapatilhas, onde estes solados podem ser de Couro, Couroplac, Neolite, TR e Micro, onde os destaques devem ficar a cargo do Couroplac e TR (Thermoplastic Rubber). Não podemos deixar de citar, as cepas em madeira trazidas de volta pelos Clogs.

  

Como se dá a evolução no segmento de solados e saltos?

(Não sei se entendi direito a questão).

A evolução se dá basicamente devido criação de novos compostos químicos, que agregam valores como: Leveza, resistência, estabilidade, absorção de impacto, impermeabilidade, isolamento de frio e calor, acabamento, além de possibilitar novas estruturas (formas) devido a muitas destas características. Com base nestes novos compostos a indústria de solados e saltos tem investido em tecnologias de desenvolvimento de produtos, como sistemas CAD, CNC Mecânico/Laser e a nova Prototipagem Rápida conhecida como Impressão 3D, que pode ser aplicada não só protótipo do solado e salto, mas também em protótipos de matrizes, o que proporciona velocidade e redução de custos no desenvolvimento, além de elevar a um patamar muito superior aos que não utilizam esta tecnologia. O grande desafio para o setor está ligado à questão ambiental, uma vez que a grande maioria matéria-prima e mesmo dos produtos acabados são degradáveis ao meio ambiente.

 

O verão 2011 é de saltos trabalhados. E para o inverno 2011?

Tanto para o verão 2011, quanto para o Inverno 2011, os saltos estão mais sobreis, ou clássicos, diferentemente dos saltos de algumas coleções atrás, onde os saltos esculturais eram a novidade, logicamente formas inusitadas, ou não muito convencionais devem surgir, porém não devem encontrar aceitações consideráveis. As novidades no quesito saltos devem ficar a cargo dos acabamentos, sejam eles pintados, ou encapados, onde muitos dos encapados podem misturar materiais distintos.

 

As plataformas ganham destaque no inverno 2011? Por que?

Sim ganham, tudo indica que as plataformas injetadas estão dispostas a recuperar seu espaço na moda, uma vez que estes reinaram quase que absolutos na década de 1990, onde durante a década de 2000 foram suplantados pelos saltos, sendo que nesta nova década que inicia-se pode marcar a retomada deste tipo de solado, isso deve-se também as tendências Rock e Militarismo, que se farão presentes no inverno 2011 e ao fato de que a moda é cíclica e estes tipos de solados, já não estavam em evidências há muitas temporadas e ao que tudo indica voltaram com força considerável.

 

Algo que deseje comentar.

A ditadura rígida da moda, já há algum tempo perdeu seu espaço e com a conjuntura global, desde então, a moda foi buscar nas ruas inspirações para satisfazer as necessidades de seus consumidores, sejam essas necessidades básicas ou não. Isto fez com que houvesse cada vez mais a necessidade de pesquisa, não só de tendências, mas de comportamento e principalmente de anseios ainda desconhecido por parte dos consumidores, esta última é com certeza a mais desafiadora e a mais promissora, pois hoje a competição acirrada, a qualidade deixou de ser diferencial e passou a ser básica (commodities), também devido a esta competição a diferença de preços entre concorrentes são bastante pequenas, logo a qualidade e preço, teoricamente não devem ser diferenciais, então o diferencial passa a ser o encantamento, a surpresa, a emoção, logo passamos a trabalhar com valores subjetivos, valores difíceis quantificar e são esses valores, que passam a impulsionam a compra e a agregar valores aos produtos. Portanto a indústria calçadista necessita estar qualificada e dispor de profissionais hábeis e preparados para trabalhar com esta nova realidade, que na verdade nem é tão nova assim, mas que muitos ainda não perceberam.

 



Entrevista concedida a repórter Tissiane Vicentin do do site Vila Fashion – Terra, que ajudou a compor a matéria, “Mulheres julgam pelos sapatos?”

Link para o site e matéria: http://vilamulher.terra.com.br/mulheres-julgam-pelos-sapatos-14-1-32-730.html

Integra da Entrevista

Uma pesquisa desenvolvida para o “Daily Mail” revelou que ao longo da vida, as mulheres costumam gastar em média R$ 43 mil reais só em sapatos. Algumas das entrevistadas assumiram que alguns dos pares comprados nunca foram usados e outras revelaram que não resistem a um sapato, mesmo que esteja fora do orçamento.

-Você acha que as mulheres brasileiras se encaixam nesse perfil?

Sim, tenho plena convicção que as brasileiras encaixam-se perfeitamente neste perfil, logicamente não podemos generalizar, pois é obvio que nem todas dispõem de um poder aquisitivo que possa proporcionar este suposto “valor elevado”. A princípio o valor de R$ 43.000,00 pode chamar muito a atenção, porém se fizermos uma conta rápida esse valor não é nem um pouco exorbitante, pois vamos considerar o seguinte: Uma mulher de 70 anos que utilize uma média de 7 pares/ano, ele terá utilizado neste período 490 pares de calçados. Onde os R$ 43.000,00 divididos por 490 pares, daria uma média de pouco mais de R$ 87,75 por par, logo é algo perfeitamente aceitável, uma vez que pode até ser reduzido as quantidades de pares, mas a um custo mais elevado.

-Qual o perfil dessas consumidoras de sapatos aqui no Brasil?

É algo pouco subjetivo traçar um perfil desta consumidora, pois sob meu ponto de vista seriam vários perfis, porém de um modo geral, eu traçaria o seguinte perfil:

  • Solteira;
  • Entre 22 e 35 anos;
  • Trabalhadora;
  • Nível de instrução superior;
  • Acesso aos mais diversos meios de comunicação;
  • Antena com a moda e as principais tendências.

 

-Quais tipos de sapatos elas costumam comprar?

Olha, com certeza elas seguem e seguirão as tendências, porém acredito que o estilo de maior consumo seja pelo: Casual e Casual Chic. Onde nestes buscam principalmente a beleza, sendo o conforto um  diferencial digo isto pois muitas mulheres dizem que o conforto é fundamental, mas quando você coloca em check e pergunta a uma mulher: Você prefere um calçado lindo e desconfortável, ou um calçado feio e confortável? Tenho plena convicção que a maioria dirá que prefere o bonito e desconfortável, pois se isso não fosse verdade, as mulheres dificilmente utilizariam calçados de saltos, principalmente os altos e nem mesmo muitas plataformas como as de madeira PVC e até algumas de PU.

Assim considero que a busca é pelos calçados belos e muitas vezes os modelos tradicionais como Scapin, Chanel, D’orsei, Peep Toes, Mules e Mary Jane, além das sandálias é claro, sempre com materiais diferenciados e ornamentados na medida certa.

-Você acha que as brasileiras costumam julgar outras mulheres pelo tipo de sapato que elas estão usando, ou a roupa é o item que mais chama a atenção delas como primeira impressão?

Acredito que de modo geral as mulheres ainda julgam umas as outras primeiramente pelas roupas, porém essa é uma prática cada vez menor, uma vez que muitas mulheres já elegeram os calçados como a peça mais importante do vestuário, assim estando as atenções voltadas ao calçados, esses passam e ser o primeiro critério de julgamento de personalidade.

É sempre bom salientar antes de tudo, que considerar os calçados como um simples acessório de moda é uma idéia bastante ultrapassada, prova disto é que a indústria coureiro/calçadista atribuem como acessórios as: Bolsas, Cintos, Carteiras, Malas, Pastas e outros.

Já não é de hoje, que muitas mulheres após comprarem seus calçados, saiam à procura da roupa ideal para compor seu visual. A paixão feminina pelos calçados é uma crescente, muitos estudiosos e outros nem tanto, atribuem isto a um fator psicológico que acaba contribuindo para a aquisição deste objeto de desejo apaixonante para tantas mulheres.

Entrevista concedida a repórter Roberta Gerhard Döring do jornal Exclusivo e revistas Lançamentos, que ajudou a compor a matéria, sobre tendências em fitas e fios para Primavera / Verão 2010-2011 e Outono Inverno 2011

http://www.exclusivo.com.br/LancamentosIndustriaDigital

Integra da entrevista

Falar um pouco da história da utilização de fitas e fios na confecção de calçados e bolsas e como hoje esse é mercado é considerado para a indústria da moda?

 Os Fios e Fitas confundem-se em meio à história da indumentária e obviamente dos calçados, uma vez que se considerarmos que os fios são: Fibras naturais, ou sintéticas finas e delgadas entrelaçadas preferencialmente para a produção têxtil e para junção destes artefatos, logo podem e dão origem também as fitas. Há resquícios de que desde o período paleolítico, onde são observados alguns artefatos que podem ser considerados como os primeiros calçados, já há tramas e tiras trançadas de fibras vegetais e peles de animais, para a fixação destes ao pé, então pode-se presumir que desde a Idade da Pedra Lascada, estes dois componentes estão presentes nos calçados.

Um pouco mais adiante, ou melhor, bem mais adiante também tivemos registros da utilização de fitas ou tiras, sejam estas de couro e papiro nos calçados do Antigo Egito e também nos calçados Gregos e Romanos além das tiras e fitas de couro e linho, uma vez que os senadores romanos utilizavam calçados marrons atados por fitas de couro macio e preto, até este momento os fios utilizados nas costuras eram produzidos com fibras de algodão e pêlos de alguns animais.  

Já na Idade Média as Ghillies, um modelo semelhante à sapatilha de balé, que possui bico arredondado moldado ao formato do pé, pois são confeccionadas em couro bastante macio, sendo que alguns destes modelos possuíam, ou possuem como atacadores fitas coloridas (este modelo é originário da Irlanda na Idade Média, hoje muito utilizadas pelas mulheres na tradicional dança irlandesa e pelos homens na Scottish Country Dance), neste momento já havia o emprego de fios para costuras de algodão, lã e o início de poucos fios de seda.

As fitas também fizeram-se presentes no período do Renascimento, com mais intensidade no vestuário onde tornavam-se flores e laços de seda, renda, cetim, e outros tecidos, que além de ornamentos, também serviam para atacar as roupas, mas estas fitas, também tiveram presença marcante nos calçados, tanto nos masculinos, quanto nos femininos e nas classes sociais como nobres, burgueses e plebeus, onde os laços sobre o peito do pé além de atacar os calçados servia como principal ornamento, neste momento os fios deixam de compor apenas os tecidos, fitas e costuras, mas passam a ter a função ornamental através dos bordados, fios estes que nos bordados tinham em sua maioria a seda como matéria-prima, devido a sua maleabilidade e brilho, no entanto pôde ser notado fios de ouro, que tiveram uma aplicação nos Períodos Barroco e Rococó, neste momento os fios de lã, seda, ouro, algodão e algodão encerado, que criava boa resistência, já eram amplamente empregados nas costuras e bordado de roupas e calçados.

Foi nos Períodos Barroco, Rococó e Neoclássico que os fios de ouro e seda tiveram grade destaques na elaboração de bordados tanto das roupas, mas principalmente nos calçados, uma vez que estes perderam os laços junto ao peito dos pés e buscou-se substituir a ornamentação com belas fivelas, pedrarias e ricos bordados.

Um dos grandes saltos da humanidade foi sem dúvida alguma a 1ª Revolução Industrial, que dentre muitas máquinas criadas neste período estava à máquina de costura, que segundo historiadores creditam a Thomas Saint, embora seja praticamente impossível afirmar com exatidão, uma vez que muitos indivíduos trabalham em projetos para a criação da máquina de costura nesta época, o fato é que as invenções das máquinas de costuras além de proporcionar diversos benefícios exigiram uma melhora significativa na produção dos fios, que deveriam ser mais compactos, resistentes e de modo geral mais finos, a partir deste momento, o cenário permitia qualidade nos acabamentos e ornamentação, que possibilitou inclusive durante o século XIX a ampla utilização de fitas de cetim e seda costuradas sobre os tecidos e couros e não apenas transpassadas como na maioria dos casos até então, proporcionando um visual praticamente inusitado.

Já no século XX, mais precisamente no ano de 1935, o químico Wallace Hume Carothers daria uma contribuição de extrema importância para a indústria de um modo geral, principalmente para a indústria da moda, com a invenção da primeira fibra têxtil sintética; o nylon, ou poliamida. A poliamida logo passou a ser utilizada na produção de tecidos que necessitavam elasticidade, leveza, brilho, impermeabilidade entre outros, logo um tecido que tenha elasticidade necessita de uma linha que também possua esta qualidade, caso contrário acabaria por reduzir e danifica a fibra elástica, obviamente tiveram a idéia de produzir linhas de poliamida que proporciona elasticidade, com efeito, memória, resistência, leveza e praticidade de produção da mesma, desde então a utilização deste tipo de linha teve e tem lugar cativo nas indústrias de moda/calçado. A poliamida por tratar-se de um fio impermeável, leve, resistente, elástico e com brilho utilizou-se desta fibra também na produção de fitas, tiras, cadarços, cordões etc..

Atualmente na indústria da moda, já existem algumas técnicas que descartem as tradicionais costuras a fio, principalmente na indústria do vestuário e até mesmo na indústria calçadista, em alguns tipos de calçados específicos como os fullplastic, alguns esportivos e casuais, no entanto, a indústria de fios/linhas ainda são de profunda importância devido ao fato que não conseguiu-se e durante um bom tempo não conseguiremos abolir as costuras a fio nem no vestuário, bolsas e nem nos calçados, pois estas acabam proporcionando recortes, detalhes, moldagens que a princípio seriam muito difíceis se não impossíveis de criar.

As fitas por sua vez, têm na moda seu espaço quase que cativo, embora saibamos que a moda seja cíclica e que em horas, estas se farão mais, ou menos presentes, embora tenhamos algumas regras que praticamente definem a utilização destas nas coleções, onde podemos associá-las as tendências românticas, folks, renascentistas, barrocas e rococós.

 

Quais as principais matérias-primas hoje utilizadas para a confecção de fitas e fios para uso em calçados e bolsas?

Linhas:

  • Poliamida – É a mais utilizada devido à boa resistência à tração e ao atrito, alto brilho, elasticidade e memória, além de ter ótima aceitação aos couros e sintéticos;
  • Poliéster – A segunda mais utilizada devido à boa resistência ao atrito, menos resistência a tração, opaca e pouca memória, ótima aceitação aos tecidos e boa aceitação em couros e sintéticos. Havendo uma variação da linha Poliéster, conhecida como Poliéster Trilobal com alto brilho, sendo esta ideal para bordados;
  • Algodão – Pouco utilizada devido à baixa resistência à tração e ao atrito, opaca, baixa elasticidade e memória, aceitação considerável em costuras domésticas. Há também uma variação neste tipo de linha conhecida como Algodão Merceirizado, tendo como diferencial maior intensidade de cor, estabilidade dimensional, resistência a tração e abrasão, além de ser mais lisa, tendo ótima empregabilidade em costuras artesanais;
  • Seda – Tem boa resistência a tração e ao atrito, elasticidade e memória moderada e não sofre alteração sob calor, tendo uma ótima empregabilidade na confecção de vestuário, ou calçados finos.

Fitas:

As fitas podem ser produzidas a partir das mesmas matérias-primas das linhas como: Poliamida, Poliéster, Algodão e Seda, além das fitas de Cetim muito utilizadas hoje, no entanto como sabemos o Cetim é proveniente da seda tramada.

 

Quais as características tecnológicas que esses produtos precisam ter para que tenham qualidade e durabilidade?

As principais qualidades que proporcionam qualidade e durabilidade são as seguintes:

  • Resistência a tração;
  • Resistência ao atrito;
  • Elasticidade;
  • Memória.

O brilho ou opacidade podem ser características intrínsecas as tendências da moda.

 

Como os fabricantes de fitas e fios devem estar preparados para isso (precisam se modernizar e seguir as tendências da moda, para não perderem competitividade?).

Bom… Primeiramente os fabricantes devem sai da zona de conforto, de forma alguma podem ficar estacionados achando que pelo fato de que nas últimas décadas não tenham surgidos novas fibras, havendo apenas o agregamento de algumas propriedades que tenham melhorado a performance, principalmente das fibras sintéticas, acredito que haja espaço para pesquisa na área da nanotecnologia, que poderia, por exemplo, corrigir possíveis problemas na questão da fusão das fibras sintéticas sob calor e pressão, embora que em ambiente neutro o ponto de fusão das fibras sintéticas seja consideravelmente altas, mas que no uso diário dos calçados os intempéries climáticos e em condições extremas da utilização acabam por danificar estas fibras ressecando-as e diminuindo a vida útil destas.

Acredito que possa ainda existir espaços para pesquisas de novas tramas que criem efeitos mais dinâmicos que acompanhem a efemeridade da moda.

O importante para o fabricante é não ficar parado, oferecendo sempre algo mais do que o esperado pela indústria da moda, possibilitando assim aos designers a ampliação do leque de criações e desenvolvimentos.

 

Quais as tendências em fitas e fios em calçados e bolsas para o verão e o inverno 2011?

Em relação aos fios/linhas, para as coleções verão e inverno 2011, as tendências são bastante diversificadas, uma vez que a ampliação do leque de inspirações tendem a crescer a cada coleção em virtude das constantes ampliações destas, no entanto podemos apontar algumas tendências como as diversidades de cores, uma vez que teremos o verão, que por si só, já é uma estação colorida salvo algumas raras exceções e logo na seqüência um inverno que promete também ser bastante colorido, algo que já não é tão comum para a estação, salvo também algumas exceções.

No verão a ampla utilização dos tecidos, que na sua maioria tende a ter ampla paleta de cores e estampas, as linhas mais utilizadas serão as de poliamida que já são muito utilizadas para a costura de couros e sintéticos devido a sua resistência, elasticidade e memória (só para ficar bem claro, a tão falada memória é a propriedade pela qual os materiais tendem a expandir, ou contrair, seja devido às variações de temperaturas, ou pelo uso). Nos calçados estilo festa, a linha 90 é a mais indicada por sua baixa espessura, onde a intenção é a de não deixar a costura em evidência. Nos estilos casual chic e esporte são ideais para as linhas de espessura 60, de preferência de poliamida, ou mesmo a de poliéster, que é um pouco mais opaca, vale ressaltar que a linha 60 é um pouco mais grossa do que a 90 por exemplo. Nos bordados que deverão se fazer presentes, as linhas de poliéster trilobal, que possuem alto brilho serão as ideais e em cores vivas.

Para o inverno as inspirações como: Rock, militarismo e até o folk, geralmente admitem costuras mais amostra, ou em evidências sejam em linhas mais espessas, ou em costuras duplas, ideais para costuras de materiais mais rústicos como jeans, brim e couros mais grossos, em virtude de tudo isso, as linhas mais grossas com as 60, 40 20 e até a 16, para bordados/costuras em máquinas retilíneas deverão ter uma melhor aceitação em vários estilos como: Casual, esporte e até o estilo festa, claro que os calçados mais requintados e delicados continuaram a exigir linha com espessura 90. Em relação às cores, elas ainda estão mais para um tradicional verão, do que para um tradicional inverno, que geralmente requerem uma paleta de cores mais sóbrias.

Em relação às fitas, elas também se farão presentes acredito que mais no inverno 2011, do que no verão 2011, porém com a ampla utilização dos tecidos no verão, as fitas são uma boa opção, seja apenas na ornamentação em acabamentos de bordas, ou tiras transpassadas por fitas, ou dos pequenos aos exagerados laços, ou ainda como uteis cadarços para fechamento e atacadores aos tornozelos, vale ressaltar que os cadarços também podem ser considerados fitas, pelo menos aqueles mais chatos, cadarços estes que andavam sumidos, mais voltam a dar o ar da graça. As fitas ainda podem compor ornamentos em conjuntos a pedrarias, ou metais, logicamente em tramas mais resistentes e em fibras como as poliamida e poliéster, obviamente que as fitas de cetim podem e serão ótimas opções para calçados mais requintado e d valores agregados.

As fitas do inverno 2011 devem encontrar mais espaço nas inspirações românticas, que devem contrapor inspirações mais austeras como o militarismo, ou o rock, mas devem encontrar espaço nas inspirações folk também, sendo que as fitas com mais intensidade de brilho como as de cetim e poliamida devem encontrar maior aplicação nas inspirações, ou temas românticos, sejam em pequenos, médios e grandes laços, transpassados, ou em criação de flores, já as fitas mais opacas como poliéster e algodão devem adaptar-se melhor aos temas relacionados as inspirações folk.

 



Entrevista concedida à Luciele Velluto – Reporter do Jornal da Tarde - Grupo Abril, também publicado do site de Revista Veja, site da Abril, re-publicada no sites do Yahoo Notícias e Net Site.

Matéria sobre pantufas de Título: Aqueça seu pé com a “pegada grande do urso”

Abaixo você pode acessar os links dos sites onde a entrevista foi publicada:

Site da Revista Veja: http://veja.abril.com.br/agencias-2010/ae/comportamento/detail/2010-06-24-1126254.shtml

Site do Grupo Abril: http://www.abril.com.br/noticias/comportamento/aqueca-seu-pe-pegada-grande-urso-1126263.shtml

Site do Yahoo Notícia: http://br.noticias.yahoo.com/s/24062010/25/entretenimento-aqueca-pe-pegada-grande-urso.html

Site do Netsite: http://201.48.113.22/netsite/noticia/bem_estar/14933/Aqueca_seu_pe_com_a_pegada_grande_do_urso/



Matéria publicada no Informativo Mensal do SENAIsc em novembro de 2009 Nº 115, sobre a criação deste Blog.

Link para o informativo:  http://www2.fiescnet.com.br/web/recursos/VUVSR01Ea3dNQT09

 



Entrevista concedida à Renata Uliana da Folha Universal, que ajudou a compor a matéria “Com o pé no inverno” publicada no site, sobre tendências em calçados para o inverno 2010.

Endereço: http://folha.arcauniversal.com.br/integra.jsp?codcanal=9987&cod=149397&edicao=944

 



Entrevista concedida a Débora Dreyer Dornella da revista Élegant, onde foi abordada a tendência dos sapatos Bonecas, ou Mary Jane, bem como curiosidades e dicas sobre estes modelos.

Revista: Élegant

Edição: 4 – Fevereiro/2010

 

Integra da entrevista

  

Além de sapato de boneca ele é conhecido por outro nome?

Sim, além de ser conhecido por sapato de boneca, seu nome original é “Mary Jane”, que por sua vez, teve origem nos Estados Unidos devido à história em quadrinhos criada por Richard Outcault em 1902, onde Mary Jane era a namorada do personagem principal Buster Brown, dois anos após o lançamento da história em quadrinhos que se tornará um grande sucesso, Richard Outcault, já licenciava mais de 200 empresas que comercializavam produtos relacionados aos personagens desta história em quadrinhos, entre estas empresas estava a Brown Shoe Company, que na época se tornara a marca mais proeminente licenciada dos produtos Buster Brown, que contratava atores para percorrer todo os Estados Unidos, apresentando-se como personagens da história em quadrinhos e tinham como objetivo a divulgação dos produtos licenciados. Assim sendo os calçados utilizados pelos personagens Buster Brown e Mary Jane, logo ficaram conhecidos por seu nome “Mary Jane”.

As características originais deste modelo eram:

  • Calçado fechado, porém decotado;
  • Bico arredondado;
  • Salto baixo e largo;
  • Tira que transpassa de uma lateral a outra do calçado sobre o dorso do pé, que é atacada por uma única fivela;
  • Confeccionado em couro verniz preto.

Porém com o passar dos tempos, com várias releituras e adaptações; surgiram variações deste modelo, e muitos ainda consideram essas variações como sendo ainda dos tradicionais boneca/Mary Jane, como por exemplo, os:

Sapato de Boneca/Mary Jane – T-strap: Segue uma tira da parte superior do bico e vai ao encontro da tradicional tira que transpassa de uma lateral a outra, formado uma espécie e “T”, daí o nome T-strap (tira em T).

Sapato de Boneca/Mary Jane – Ankle-strap: Tiras em forma de pulseira que são fixadas no trazeiro do calçado e envolvem o tornozelo, daí seu surge o nome ankle-strap (tira de tornozelo).

Além destas variações citadas muitas outras modificações foram e são aplicadas a este modelo, como os saltos que podem ser altos, médios ou baixos e de espessuras mais variadas possíveis, plataformas, cores infinitas, ou quase, conforme as estações, fôrmas onde podem alongar ou encurtar seu bico, materiais como couros naturais, ou sintéticos, além dos tecidos ou mesmo os full plastic (totalmente de plástico, tipo melissa), enfim com a evolução proporcionada pela indústria calçadista, estas variações e modificações iram continuar por muito, mas muito tempo.

 

Os sapatos de bonecas estão na moda?

Por se tratar de um modelo clássico, ele pode ser considerado juntamente com o scarpin e o chanel, um coringa nos closets femininos, uma vez que este modelo pode tanto ser utilizado em ocasiões bastante formais, quanto em situações totalmente casuais. Logo um modelo com essa versatilidade, nunca sai de moda, é evidente que há coleções em que o modelo alcance maior, ou menor destaque, porém desde a coleção outono/inverno 2008, o modelo vem demonstrando bastante força, tanto é que segue se fazendo presente mesmo nas coleções primavera/verão, lógico que daí com menos destaque, mas estão e estarão marcando presença.

 

Você acha que esses sapatos chegaram para ficar?

Na conjuntura atual da moda, a efemeridade atribuída aos produtos, sejam eles calçados ou não, é muito difícil afirmar que este, ou aquele modelo, ou mesmo estilo veio para ficar, a verdade é que: Um estilo, ou modelo que perdure por mais de uma, ou duas coleções já merecem destaque a exemplo dos peep toes, que junto ao sapato boneca/Mary Jane, remete a um ar retrô, estilo que nas coleções outono/inverno alcançam maior destaque, logo entendo que os modelos boneca, devem preencher uma lacuna que aos poucos será deixada pelos peep toes, que estão em evidência há um bom tempo. Porém como já é de conhecimento popular, a moda é cíclica e releituras acontecem o tempo todo e mais dia ou menos dia estes modelos perderão suas forças, não acredito que saiam totalmente de cena, pois é cada vez mais comum perceber que o mix de produtos das indústrias de moda estão tão abrangentes que contemplam quase todos os modelos e estilos.

Para ser bem objetivo: Acredito sim que cegaram para ficar, pelo menos mais umas 2 ou 3 estações.

 

 Em qual época do ano usar?

Considerando que vivemos um país tropical e o modelo em questão, refere-se a um calçado fechado que remete a um ar retro, sendo estas características melhores absorvidas nas coleções outono/inverno, porém nada impede que o modelo seja utilizado nas estações mais quentes, podendo utilizar-se de materiais mais leves e de melhor transpiração, como os tecidos e couros leves próprios para a próxima estação.

 

Eles são confortáveis?

O conforto de um calçado feminino está diretamente ligado a altura do salto, ou solado, porém existem outros fatores técnicos a serem observados durante seu projeto. No entanto quando comparados com outros modelos com estrutura semelhante, podemos dizer que trata-se de um modelo confortável, pois a tradicional tira que transpassa o dorso do pé, ligando as laterais do modelo proporciona excelente fixação aos pés, proporcionando um melhor equilíbrio e um maior conforto ao caminhar.

 

São indicados para qual tipo de público?

Nos atuais dias determinar quem deve, ou quem pode utilizar este, ou aquele calçado, ou mesmo qualquer outro item de moda, não é mais admissível, uma vez que as transposições de barreiras como idade, classe social, ou mesmo poder de compra, foram superados há algum tempo, o que vale mesmo é usar o que se gosta. O modelo quando utilizado por mulheres mais jovens remetem a uma jovialidade ainda maior e exalam um ar casual, quando utilizado por mulheres maduras, transmitem autoconfiança exalando um ar de formalidade. Porém acredito que o modelo encontre maior aceitação pelo público jovem, no entanto, não vejo qualquer empecilho na utilização deste modelo por qualquer outro público. Vale lembrar que o calçado que uma mulher usa, não serve apenas para proteger os pés, faz parte de um estilo, de uma personalidade e devem ser escolhidos a dedo para combinar com sua atitude.

 

Qual o melhor estilo de roupa para usar com eles?

Devido à versatilidade do modelo fica difícil determinar o estilo de roupa que melhor se adéqüe a ele e em virtude desta versatilidade o sapato de boneca/Mary Jane, transita facilmente entre os estilos street, casual, casual chic e festa, o que pode diferenciá-lo entre estes estilos são seus saltos e solados, onde nos estilos:

  • Street – Encontrado sem salto no estilo sapatilha;
  • Casual – Encontrado no estilo plataforma, cepas e saltos de menor altura;
  • Casual chic – Encontrado em saltos médios com maior espessura;
  • Festa – Encontrados em saltos finos e altos, acima de 9 cm, trazendo um aspecto delicado.

 



Entrevista concedida à Aurea Santos da Agência de Notícias Brasil Árabes, que ajudou a compor a matéria publicada no site, sobre tendências em calçados e seus adornos para o verão 2010.




Entrevista concedida a repórter Silvia Kröff do jornal Exclusivo e revistas Lançamentos, que ajudou a compor a matéria publicada no site, sobre tendências em saltos de calçados para primavera / verão 2009 – 2010.

Site especializado no setor coureiro/calçadista

http://www.exclusivo.com.br/?noticias/56848/As+alturas+do+ver%C3%A3o+2010.html