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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Category: Curiosidades

Inicialmente o calçado tinha a simples finalidade de proteger os pés contra as intempéries e as hostilidades dos solos.

A palavra calçado que em inglês é “shoe”, que por sua vez deriva do inglês antigo “sckh”, tem sua origem no latim e provem da palavra latina obscuro, que remete ao significado de: Oculto, ou Coberto.

Parece que a história original da Cinderela, não continha Sapatinhos  e muito menos de Cristais, mas sim Chinelinhos de pele de esquilo.

Isso deve-se provavelmente há um erro na tradução da história original, que por conseqüência deste erro originou uma adaptação:

Segundo especialistas, a história original em francês os chinelinhos da Cinderela eram feitos de “vair” (a pele de um esquilo cinza). Um tradutor supostamente confundiu a palavra “vair” com “verre” (vidro), isto teria feito com que a Cinderela passasse a utilizar Chinelinhos de Vidro. Logo no intuito de glamurizar a história foram adaptados para Sapatinhos de Vidro, que viraram Cristais na estória traduzida para o português.

Com base nisto podemos dizer que na Estória da Cinderela a seus Sapatinhos de Cristais, é na verdade a Estória da Cinderela e suas Pantufas.

Vale ressaltar que trata-se de um estória com príncipe, castelo e magia, logo pode-se relacioná-la com o período da Idade Média, ou início da Idade Moderna, período este que era muito comum a utilização dos mules, um calçado com origem atribuída ao Marrocos, embora haja registros da utilização na Grécia durante o período Helenístico (período este que compreendido entre a morte de Alexandre III (O Grande) da Mesopotâmia em 323 a.C. a anexação da península grega e ilhas por Roma em 147 a.C.), pelas mulheres no interior dos lares.

Em muitos momentos ao longo da história os mules sofreram variações entre peles, tecidos, couros e houve ainda a inclusão e a exclusão dos saltos, e os mesmo foram utilizados por nobres e plebeus em diferentes ocasiões.



Os Papas possuem modelos exclusivos que são denominados como:

Múleo – Um calçado vermelho próprio dos papas, que muitos atribuem sua origem na Roma Antiga, os múleos eram os calçados do tipo borzeguim (sapato de cano médio, com cadarços trançados), ou coturno utilizado pelos patrícios e pelos senadores que tivessem exercido alguma magistratura curul, ou seja, de primeira ordem.

A cor vermelha dos múleos papais é atribuída pela Igreja Católica como simbolismo do sangue dos mártires e a completa submissão do papa à autoridade de Jesus Cristo. Os múleos papais são sempre feitos à mão, com o cetim, veludo, ou couro vermelhos, os cadarços quando presentes são de ouro e as solas feitas do couro.

Assim como os nobres, o papa também utilizava calçados distintos quando em ambiente interno ou externo. Em ambientes internos, os calçados eram feitos de veludo ou seda vermelhos, decorados com galões de e uma cruz ouro na pala. Já em ambientes externos, os papas utilizam sapatos vermelhos lisos, feitos com couro do Marrocos, com a cruz de ouro na pala, por vezes ornada com rubis. Inicialmente esta cruz era grande, atingindo as bordas do sapato, porém no século VIII, suas extremidades foram encurtadas.

 Quando estes calçados eram feitos com solados muito finos, eram chamados pantofolas levis.


As imagens foram uma contribuição do amigo Marcelo Gostinski.

Como já é de conhecimento de muitos, os calçados estão intimamente ligados a muitos povos e regiões, está estreita ligação acaba por muitas vezes servindo de inspiração para nomear objetos, regiões, indivíduos, animais e muitos outros.

Um bom exemplo disto é a região ao extremo sul da América Latina, mais precisamente o sul da Argentina, região está batizada como Patagônia em 1520, por Fernão de Magalhães (navegador português a serviço do rei de Espanha, nascido em Portugal em 1480, planejou e comandou a expedição marítima que executou a primeira viagem de circum-navegação ao globo, sendo o primeiro a alcançar a Terra do Fogo no extremo Sul do continente Americano, atravessando o estreito que hoje recebe seu nome, “Estreito de Magalhães” e a cruzar Oceano Pacífico).

A Patagônia, região do extremo sul do continente americano, conhecida pelos locais como Região de Magalhães, compreendendo o sul da Argentina e o sul do Chile. A região mais meridional do continente é conhecida como Terra do Fogo. Nessa região está localizada a cidade mais austral do planeta “Ushuaia”, que também é conhecida como “A terra do fim do mundo”. Esta região é marcada pelos ventos que ocorrem em grande parte do ano, sendo ainda dessa região que partem as famosas excursões à Antártica, ainda nesta região podem ser encontrados os leões-marinhos e uma grande concentração de pingüins.

A região recebeu este nome devido a uma característica especial dos nativos que lá habitavam. Estes nativos indígenas pareciam maiores do que realmente eram em virtude do uso de gorros altos e calçados de couro de guanaco, para protegê-los do frio nas caminhadas, como estes primitivos calçados deixavam os pés com tamanho bastante avantajado, logo imprimiam grandes pegadas, então Fernão de Magalhães apelidou estes nativos de “patagones”, palavra espanhola que significa “pés grandes”.

Carmem Miranda, ao contrário que muitos pensam, ela não era brasileira, mas sim portuguesa. Nascida em 9/02/1909, em Marco de Canaveses uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte de Portugal.

Logo após do nascimento da pequena Maria do Carmo Miranda da Cunha, seu pai migrou para o Brasil instalando-se no Rio de Janeiro.

Mais trade na década de 1930 veio o grande sucesso de Carmem ao gravar a marchinha “Pra Você Gostar de Mim” (“Taí”) de Joubert de Carvalho. Antes do fim do ano, já era apontada pelo jornal O País como “a maior cantora brasileira”.

Em 1936, Carmem estrelou o filme Alô, Alô Carnaval com a famosa cena em que ela e sua irmã Aurora Miranda cantam “Cantoras do Rádio”.

Em 1939 Carmen estreou no espetáculo musical “Streets of Paris”, em Boston nos Estados Unidos, com êxito estrondoso de público e crítica.

Já em 1940 retornou ao Brasil, onde foi acolhida com enorme ovação pelo povo carioca.

Entre 1942 e 1953 atuou em 13 filmes em Hollywood e nos mais importantes programas de rádio, televisão, casas noturnas, cassinos e teatros norte-americanos.

Uma vez que Carmem era desprovida de uma maior estatura, uma vez que media pouco mais 1,50 m, ela buscou especialista em calçados ortopédicos, para que estes desenvolvessem calçados que pudessem lhe dar mais alguns centímetros de estatura, sendo que ela mesma acompanhava cuidadosamente a criação e desenvolvimento destes calçados, com isto no palco Carmem crescia em todos os sentidos fosse pelo talento que encantava as platéias e altura, graças às plataformas. Logo podemos dizer que Carmem foi a percussora da paixão nacional das mulheres pelas plataformas, uma vez que todas queriam ter os mesmos calçados utilizados pela maior estrela da época.

Carmem Miranda tinha verdadeira adoração por calçados e durante boa parte de sua vida passou noites em claro bordando ela mesma os sapatos de número 32 utilizados em suas apresentações, uma vez que sofria de insônia.

Sua morte se deu nos Estados Unidos em 05/08/1955, aos 46 anos por um colapso cardíaco fulminante, ela foi encontrada morta no quarto de sua casa pela empregada, após ter recebido alguns amigos em sua residência, onde bebeu um pouco e cantou algumas canções. Carmem era baixinha, media pouco mais de 1m50cm, e dispunha de poucas opções que a deixassem mais alta. Procurou um especialista em calçados ortopédicos e acompanhava cuidadosamente os modelos desenvolvidos para ela. Nos palcos, Em 12 de agosto de 1955, seu corpo embalsamado desembarcou de um avião no Rio de Janeiro. Sessenta mil pessoas compareceram ao seu velório realizado no saguão da Câmara Municipal da então capital federal. O cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas que cantavam esporadicamente, em surdina, “Taí”, um de seus maiores sucessos.

A alma de aço para calçados foi criada e patenteada por Salvatore Ferragamo em 1920, mais uma entre muitas das patentes, anteriormente estas peças eram feitas em madeira e como não tinham a resistência do aço, elas eram de maior volume e deixavam os calçados muito mais pesados e, portanto mais desconfortáveis. Após sua criação os calçados passaram a acomodar melhor a curvatura das plantas dos pés conforme a altura dos saltos, permitindo ampla ploriferação dos saltos culminado no século passado na criação do Stiletto, por muitos creditado a Roger Viviee, mas que na verdade seria uma criação dos italianos Del Co e Albanese, que criaram uma sandália para a noite, com duas minúsculas tiras e um salto baixo sob o arco do pé.

Almas de aço para o setor calçadista são peças estruturais fundamentais em calçados de saltos, sejam eles baixos médios ou altos, além das muitas das plataformas. Almas de aços são filetes de aço como o próprio nome já diz que junto à palmilha de montagem tem a finalidade de dar sustentação ao arco do pé, e o equilíbrio necessário ao usuário deste calçados, ela estende-se da planta do pé ao calcanhar, sendo fixada no salto por parafusos ou pregos. A alma de aço geralmente fica envolta de uma resistente celulose chamada de plantex, ficando entre a palmilha de montagem e o reforço da palmilha, há casos que a alma de aço é envolta não em celulose, mas sim em PVC (ou similar), podendo este ser injetado sobre a alma de aço ou montado sobre ela como à exemplo da tradicional palmilha de celulose.

Estas almas de aço variam geralmente entre 0,8 mm a 1,5 mm de espessura, à medida que os saltos ou plataformas ganham altura, as almas de aço ganham espessura e comprimento, já no quesito largura, as variações podem ser ainda maiores, entre 0,5 cm e 2 cm, lógico que dentro de uma normalidade, quanto mais larga e grossa, maior vai ser a estabilidade e equilíbrio, porém isso influenciará diretamente no peso do calçado, o que pode acabar tornando desconfortável devido a este, logo há de se buscar um bom senso entre sustentação/equilíbrio e peso final do calçado, a fim de torná-lo o mais confortável possível.

 Em relação às novidades de materiais, seria o emprego da fibra de carbono, que além de ser mais resistente do que o aço, é bem mais leve e possibilitaria um ganho de conforto no produto final, porém a substituição da alma de alço, pela alma de fibra de carbono esbarra na questão custo/benefício, que para muitas indústrias calçadistas o benefício não é superior aos custos, pois o emprego da fibra de carbono resulta numa matéria-prima de maior custo. Também há a questão de adequação das indústrias (metalúrgicas) que produzem as almas de aço, que para passar a produzir almas de fibra de carbono, teriam que re-estruturar seus parques fabris. Porém vejo como uma alternativa bastante plausível a utilização da fibra de carbono nas almas, pois a competitividade entre a indústria calçadista requer inovações, conforto e qualidade.

Na questão design diferenciado e tecnologias das almas de aço como as conhecemos, ficam opções como almas de aço incorporadas ao tudo de aço que são utilizados em muitos modelos de saltos, tornado-os uma única peça, novas formas de vincos e extremidades nas almas, a fim de uma melhor fixação e as buscas constantes de aços cada vez mais resistentes e leves.

Ainda na questão técnica da modelagem de calçados, deveria haver uma maior preocupação com a adequação do comprimento da alma de aço na numeração dos calçados, pois pelo menos aqui na minha região, o comprimento das almas de aço dentro de uma linha ou modelo, é a mesmo seja para o número 33, quanto para o número 40. Se imaginarmos que a diferença de tamanho entre um pé 33 para um pé 40 é de mais 4,6 cm, essa diferenciação entre os números deveria ser levada em consideração, já que essa diferenciação existe, por exemplo, para os saltos. Talvez seja por essa falta desta adequação é que vemos calçados de numeração 33 e 34, com a planta do pé flutuando e nas numerações maiores como 38, 39 e 40, com o bico tão elevado da base.

No quesito evolução, seria a pesquisa e o emprego de novos materiais mais resistentes e leves que permitisses a novos formatos, para uma melhor estabilidade aos calçados. Também credito que o emprego de grades de numeração nas almas amenizaria o desconforto causado nas numerações de ponta, pois como mencionado anteriormente é costume utilizar a mesma alma de aço com o mesmo comprimento tanto para um calçado de numeração 33, quanto para um calçado de numeração 40.

Considerando que praticamente não houve grandes inovações nas almas de aço desde que foram criadas no início do século passado por Ferragamo, acredito que até a pouquíssimos anos atrás, a moda se adaptou ao setor e não o setor se adaptou a moda, mas com a suposta busca pela inovação, pelo diferencial e pela própria concorrência entre as indústrias calçadistas, o setor terá que tirar o atraso de décadas e décadas, buscando além de investimentos em pesquisas de novos materiais, novos maquinários e treinamento profissional para lidar com as novas tecnologias, o setor terá que estreitar o relacionamento com os designers de calçados e departamentos de criações das indústrias calçadista, deixando assim de oferecer o básico, o que qualquer um ofereça, terá que mergulhar juntamente com outros setores da cadeia produtiva no mundo do design e no mundo da moda. Terá sim que sair da estagnação que muitos encontram-se há muito, muito tempo.
 
Nas últimas coleções internacionais pode ser visto modelos bastante ousados, no quesito estruturas, estes modelos os responsáveis pela recente evolução no setor de almas de aço, estes modelos ao perderem os tradicionais saltos, obrigaram criação de almas específicas que desta vez não têm mais uma de suas fixações na bandeja do salto, devendo absorver todo o peso que antes era atribuído aos saltos, além da necessidade de serem mais largas, espessas e rígidas, tudo isto em conjunto com uma plataforma, ou planta solar mais ampla, a qual passa a absorver a pressão exercida ao salto, a fim de dar a sustentação e a estabilidade necessária ao caminhar.

É um fato que o modo de andar com estes modelos sem salto tem que ser diferentes, mas isso só não bastaria se não houvesse uma modificação na estrutura destas almas.

Porém essa modificação estrutural das almas de aço acarreta um problema que toda a indústria calçadista tenta evitar que é o peso excessivo aos calçados, logo obriga seus fornecedores de almas de aço a buscarem soluções que amenizem este ganho de peso.

Marilyn Monroe (nome artístico), nascida em 01/06/1926 em Los Angeles – EUA uma das mais famosas estrelas de cinema de todos os tempos, um símbolo de sensualidade e um ícone de popularidade no século XX, também conhecida por equilibrar-se em saltos altíssimos, sempre declarou que as mulheres deveriam agradecer a quem inventou os saltos altos, sua idolatria pelos saltos altos podem ser vistas em vários de seus filmes, onde a Loira aparecia estonteantemente linda e sexy em calçados belíssimos de saltos estonteantes.

Essa paixão pelos “high heels” não nasceu nos anos 50, ela apenas intensificou-se quando muitos estilistas desenvolveram saltos em forma de pinos de aço recobertos com materiais plásticos, buscando solucionar os problemas de resistência ao peso pelos saltos. Os italianos Del Co e Albanese criaram uma sandália para a noite, com duas minúsculas tiras e um salto baixo sob o arco do pé. Roger Viviee, que então trabalhava para Christian Dior em paris, aperfeiçoou este salto, dando-lhe a forma de uma vírgula e acabou por receber todo o crédito pela invensão do salto Stiletto, isso em 1955.

A procura por saltos perfeitos tem atravessado séculos.



Nascida em 1929, nas Filipinas, mais precisamente na província de Leyte, participou de diversos concursos de beleza, onde obteve em muitos o primeiro lugar. Em 1954, conheceu o então Deputado Ferdinand Emmanuel Edralín Marcos, conhecido por nós como Ferdinando Marcos, que exerceu a presidência das Filipinas entre os anos 1965 a 1986.

Durante o governo de seu marido, após a decretação do estado de sítio em 1972, Imelda Marcos passou a assumir um papel mais ativo na política, demonstrado um claro nepotismo, uma vez que foi nomeada para diversos cargos públicos.

Outrora era uma espécie de embaixatriz do país, onde representava papel fundamental na abertura de relações diplomáticas.

Para manter seu estilo de vida extravagante, Imelda desviou milhões de dólares dos cofres públicos para comprar jóias, roupas, casas e apartamentos em diversas partes do mundo. Costumava fazer compras em lojas caras de Nova York e de cidades da Europa.

Em 1986, foi declarado oficialmente vencedor das eleições, mas suspeitou-se a nível nacional e internacional de fraude eleitoral maciça, tendo-se o exército, então, dividido e Marcos fugido para o Havaí, então vários cidadãos filipinos invadiram o palácio presidencial e descobriram que a ex-primeira-dama tinha uma coleção de cerca de 1.200 pares de sapatos. Eram todos sapatos caríssimos. Tempos depois, Imelda declarou, com a maior “cara-de-pau”, que não havia comprado todos aqueles sapatos, e que centenas daqueles pares teriam sido “presentes de admiradores”. Todo esse luxo e ostentação contrastavam com as condições de pobreza e miséria em que vivia grande parte da população filipina.

Hoje em dia Imelda Marcos é viúva, possui um museu com cerca de 3.000, para exibir seus sapatos, na cidade de Marikina – Filipinas, conhecida como a capital dos sapatos. Centenas de sapatos são da época que ela fugiu das Filipinas. Certa vez disse Imelda sobre a ocasião a um jornalista “Eles foram aos meus armários em busca de esqueletos, mas graças a Deus, tudo o que encontraram foram sapatos, “lindos sapatos”.




A rainha da França Maria Antonieta nascida em 1755, casada com o rei Luiz XVI, que teve sua ascensão ao trono em 1774, que após a revolução francesa foi condenada a morte na guilhotina em 1793, tinha uma grande paixão por calçados e durante seu reinado chegou a ter um criado exclusivamente para cuidar dos seus mais de 500 pares de calcados, onde eram mantidos catalogados por data, cor e modelo.




Afrodite desusa grega da beleza e do amor originária do Chipre, reconhecida pelos romanos como Vênus, era freqüentemente retratada nua, calçado apenas sandálias.

Afrodite tem atributos comuns com as deusas Vênus (romana), Freya (nórdica), Turan (etrusca), Ishtar (mesopotâmica), Inanna (suméria) e com Astarte (mitologia babilônica).