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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Archive for June, 2010

Entrevista concedida a repórter Roberta Gerhard Döring do jornal Exclusivo e revistas Lançamentos, que ajudou a compor a matéria, sobre tendências em fitas e fios para Primavera / Verão 2010-2011 e Outono Inverno 2011

http://www.exclusivo.com.br/LancamentosIndustriaDigital

Integra da entrevista

Falar um pouco da história da utilização de fitas e fios na confecção de calçados e bolsas e como hoje esse é mercado é considerado para a indústria da moda?

 Os Fios e Fitas confundem-se em meio à história da indumentária e obviamente dos calçados, uma vez que se considerarmos que os fios são: Fibras naturais, ou sintéticas finas e delgadas entrelaçadas preferencialmente para a produção têxtil e para junção destes artefatos, logo podem e dão origem também as fitas. Há resquícios de que desde o período paleolítico, onde são observados alguns artefatos que podem ser considerados como os primeiros calçados, já há tramas e tiras trançadas de fibras vegetais e peles de animais, para a fixação destes ao pé, então pode-se presumir que desde a Idade da Pedra Lascada, estes dois componentes estão presentes nos calçados.

Um pouco mais adiante, ou melhor, bem mais adiante também tivemos registros da utilização de fitas ou tiras, sejam estas de couro e papiro nos calçados do Antigo Egito e também nos calçados Gregos e Romanos além das tiras e fitas de couro e linho, uma vez que os senadores romanos utilizavam calçados marrons atados por fitas de couro macio e preto, até este momento os fios utilizados nas costuras eram produzidos com fibras de algodão e pêlos de alguns animais.  

Já na Idade Média as Ghillies, um modelo semelhante à sapatilha de balé, que possui bico arredondado moldado ao formato do pé, pois são confeccionadas em couro bastante macio, sendo que alguns destes modelos possuíam, ou possuem como atacadores fitas coloridas (este modelo é originário da Irlanda na Idade Média, hoje muito utilizadas pelas mulheres na tradicional dança irlandesa e pelos homens na Scottish Country Dance), neste momento já havia o emprego de fios para costuras de algodão, lã e o início de poucos fios de seda.

As fitas também fizeram-se presentes no período do Renascimento, com mais intensidade no vestuário onde tornavam-se flores e laços de seda, renda, cetim, e outros tecidos, que além de ornamentos, também serviam para atacar as roupas, mas estas fitas, também tiveram presença marcante nos calçados, tanto nos masculinos, quanto nos femininos e nas classes sociais como nobres, burgueses e plebeus, onde os laços sobre o peito do pé além de atacar os calçados servia como principal ornamento, neste momento os fios deixam de compor apenas os tecidos, fitas e costuras, mas passam a ter a função ornamental através dos bordados, fios estes que nos bordados tinham em sua maioria a seda como matéria-prima, devido a sua maleabilidade e brilho, no entanto pôde ser notado fios de ouro, que tiveram uma aplicação nos Períodos Barroco e Rococó, neste momento os fios de lã, seda, ouro, algodão e algodão encerado, que criava boa resistência, já eram amplamente empregados nas costuras e bordado de roupas e calçados.

Foi nos Períodos Barroco, Rococó e Neoclássico que os fios de ouro e seda tiveram grade destaques na elaboração de bordados tanto das roupas, mas principalmente nos calçados, uma vez que estes perderam os laços junto ao peito dos pés e buscou-se substituir a ornamentação com belas fivelas, pedrarias e ricos bordados.

Um dos grandes saltos da humanidade foi sem dúvida alguma a 1ª Revolução Industrial, que dentre muitas máquinas criadas neste período estava à máquina de costura, que segundo historiadores creditam a Thomas Saint, embora seja praticamente impossível afirmar com exatidão, uma vez que muitos indivíduos trabalham em projetos para a criação da máquina de costura nesta época, o fato é que as invenções das máquinas de costuras além de proporcionar diversos benefícios exigiram uma melhora significativa na produção dos fios, que deveriam ser mais compactos, resistentes e de modo geral mais finos, a partir deste momento, o cenário permitia qualidade nos acabamentos e ornamentação, que possibilitou inclusive durante o século XIX a ampla utilização de fitas de cetim e seda costuradas sobre os tecidos e couros e não apenas transpassadas como na maioria dos casos até então, proporcionando um visual praticamente inusitado.

Já no século XX, mais precisamente no ano de 1935, o químico Wallace Hume Carothers daria uma contribuição de extrema importância para a indústria de um modo geral, principalmente para a indústria da moda, com a invenção da primeira fibra têxtil sintética; o nylon, ou poliamida. A poliamida logo passou a ser utilizada na produção de tecidos que necessitavam elasticidade, leveza, brilho, impermeabilidade entre outros, logo um tecido que tenha elasticidade necessita de uma linha que também possua esta qualidade, caso contrário acabaria por reduzir e danifica a fibra elástica, obviamente tiveram a idéia de produzir linhas de poliamida que proporciona elasticidade, com efeito, memória, resistência, leveza e praticidade de produção da mesma, desde então a utilização deste tipo de linha teve e tem lugar cativo nas indústrias de moda/calçado. A poliamida por tratar-se de um fio impermeável, leve, resistente, elástico e com brilho utilizou-se desta fibra também na produção de fitas, tiras, cadarços, cordões etc..

Atualmente na indústria da moda, já existem algumas técnicas que descartem as tradicionais costuras a fio, principalmente na indústria do vestuário e até mesmo na indústria calçadista, em alguns tipos de calçados específicos como os fullplastic, alguns esportivos e casuais, no entanto, a indústria de fios/linhas ainda são de profunda importância devido ao fato que não conseguiu-se e durante um bom tempo não conseguiremos abolir as costuras a fio nem no vestuário, bolsas e nem nos calçados, pois estas acabam proporcionando recortes, detalhes, moldagens que a princípio seriam muito difíceis se não impossíveis de criar.

As fitas por sua vez, têm na moda seu espaço quase que cativo, embora saibamos que a moda seja cíclica e que em horas, estas se farão mais, ou menos presentes, embora tenhamos algumas regras que praticamente definem a utilização destas nas coleções, onde podemos associá-las as tendências românticas, folks, renascentistas, barrocas e rococós.

 

Quais as principais matérias-primas hoje utilizadas para a confecção de fitas e fios para uso em calçados e bolsas?

Linhas:

  • Poliamida – É a mais utilizada devido à boa resistência à tração e ao atrito, alto brilho, elasticidade e memória, além de ter ótima aceitação aos couros e sintéticos;
  • Poliéster – A segunda mais utilizada devido à boa resistência ao atrito, menos resistência a tração, opaca e pouca memória, ótima aceitação aos tecidos e boa aceitação em couros e sintéticos. Havendo uma variação da linha Poliéster, conhecida como Poliéster Trilobal com alto brilho, sendo esta ideal para bordados;
  • Algodão – Pouco utilizada devido à baixa resistência à tração e ao atrito, opaca, baixa elasticidade e memória, aceitação considerável em costuras domésticas. Há também uma variação neste tipo de linha conhecida como Algodão Merceirizado, tendo como diferencial maior intensidade de cor, estabilidade dimensional, resistência a tração e abrasão, além de ser mais lisa, tendo ótima empregabilidade em costuras artesanais;
  • Seda – Tem boa resistência a tração e ao atrito, elasticidade e memória moderada e não sofre alteração sob calor, tendo uma ótima empregabilidade na confecção de vestuário, ou calçados finos.

Fitas:

As fitas podem ser produzidas a partir das mesmas matérias-primas das linhas como: Poliamida, Poliéster, Algodão e Seda, além das fitas de Cetim muito utilizadas hoje, no entanto como sabemos o Cetim é proveniente da seda tramada.

 

Quais as características tecnológicas que esses produtos precisam ter para que tenham qualidade e durabilidade?

As principais qualidades que proporcionam qualidade e durabilidade são as seguintes:

  • Resistência a tração;
  • Resistência ao atrito;
  • Elasticidade;
  • Memória.

O brilho ou opacidade podem ser características intrínsecas as tendências da moda.

 

Como os fabricantes de fitas e fios devem estar preparados para isso (precisam se modernizar e seguir as tendências da moda, para não perderem competitividade?).

Bom… Primeiramente os fabricantes devem sai da zona de conforto, de forma alguma podem ficar estacionados achando que pelo fato de que nas últimas décadas não tenham surgidos novas fibras, havendo apenas o agregamento de algumas propriedades que tenham melhorado a performance, principalmente das fibras sintéticas, acredito que haja espaço para pesquisa na área da nanotecnologia, que poderia, por exemplo, corrigir possíveis problemas na questão da fusão das fibras sintéticas sob calor e pressão, embora que em ambiente neutro o ponto de fusão das fibras sintéticas seja consideravelmente altas, mas que no uso diário dos calçados os intempéries climáticos e em condições extremas da utilização acabam por danificar estas fibras ressecando-as e diminuindo a vida útil destas.

Acredito que possa ainda existir espaços para pesquisas de novas tramas que criem efeitos mais dinâmicos que acompanhem a efemeridade da moda.

O importante para o fabricante é não ficar parado, oferecendo sempre algo mais do que o esperado pela indústria da moda, possibilitando assim aos designers a ampliação do leque de criações e desenvolvimentos.

 

Quais as tendências em fitas e fios em calçados e bolsas para o verão e o inverno 2011?

Em relação aos fios/linhas, para as coleções verão e inverno 2011, as tendências são bastante diversificadas, uma vez que a ampliação do leque de inspirações tendem a crescer a cada coleção em virtude das constantes ampliações destas, no entanto podemos apontar algumas tendências como as diversidades de cores, uma vez que teremos o verão, que por si só, já é uma estação colorida salvo algumas raras exceções e logo na seqüência um inverno que promete também ser bastante colorido, algo que já não é tão comum para a estação, salvo também algumas exceções.

No verão a ampla utilização dos tecidos, que na sua maioria tende a ter ampla paleta de cores e estampas, as linhas mais utilizadas serão as de poliamida que já são muito utilizadas para a costura de couros e sintéticos devido a sua resistência, elasticidade e memória (só para ficar bem claro, a tão falada memória é a propriedade pela qual os materiais tendem a expandir, ou contrair, seja devido às variações de temperaturas, ou pelo uso). Nos calçados estilo festa, a linha 90 é a mais indicada por sua baixa espessura, onde a intenção é a de não deixar a costura em evidência. Nos estilos casual chic e esporte são ideais para as linhas de espessura 60, de preferência de poliamida, ou mesmo a de poliéster, que é um pouco mais opaca, vale ressaltar que a linha 60 é um pouco mais grossa do que a 90 por exemplo. Nos bordados que deverão se fazer presentes, as linhas de poliéster trilobal, que possuem alto brilho serão as ideais e em cores vivas.

Para o inverno as inspirações como: Rock, militarismo e até o folk, geralmente admitem costuras mais amostra, ou em evidências sejam em linhas mais espessas, ou em costuras duplas, ideais para costuras de materiais mais rústicos como jeans, brim e couros mais grossos, em virtude de tudo isso, as linhas mais grossas com as 60, 40 20 e até a 16, para bordados/costuras em máquinas retilíneas deverão ter uma melhor aceitação em vários estilos como: Casual, esporte e até o estilo festa, claro que os calçados mais requintados e delicados continuaram a exigir linha com espessura 90. Em relação às cores, elas ainda estão mais para um tradicional verão, do que para um tradicional inverno, que geralmente requerem uma paleta de cores mais sóbrias.

Em relação às fitas, elas também se farão presentes acredito que mais no inverno 2011, do que no verão 2011, porém com a ampla utilização dos tecidos no verão, as fitas são uma boa opção, seja apenas na ornamentação em acabamentos de bordas, ou tiras transpassadas por fitas, ou dos pequenos aos exagerados laços, ou ainda como uteis cadarços para fechamento e atacadores aos tornozelos, vale ressaltar que os cadarços também podem ser considerados fitas, pelo menos aqueles mais chatos, cadarços estes que andavam sumidos, mais voltam a dar o ar da graça. As fitas ainda podem compor ornamentos em conjuntos a pedrarias, ou metais, logicamente em tramas mais resistentes e em fibras como as poliamida e poliéster, obviamente que as fitas de cetim podem e serão ótimas opções para calçados mais requintado e d valores agregados.

As fitas do inverno 2011 devem encontrar mais espaço nas inspirações românticas, que devem contrapor inspirações mais austeras como o militarismo, ou o rock, mas devem encontrar espaço nas inspirações folk também, sendo que as fitas com mais intensidade de brilho como as de cetim e poliamida devem encontrar maior aplicação nas inspirações, ou temas românticos, sejam em pequenos, médios e grandes laços, transpassados, ou em criação de flores, já as fitas mais opacas como poliéster e algodão devem adaptar-se melhor aos temas relacionados as inspirações folk.

 



Entrevista concedida à Luciele Velluto – Reporter do Jornal da Tarde - Grupo Abril, também publicado do site de Revista Veja, site da Abril, re-publicada no sites do Yahoo Notícias e Net Site.

Matéria sobre pantufas de Título: Aqueça seu pé com a “pegada grande do urso”

Abaixo você pode acessar os links dos sites onde a entrevista foi publicada:

Site da Revista Veja: http://veja.abril.com.br/agencias-2010/ae/comportamento/detail/2010-06-24-1126254.shtml

Site do Grupo Abril: http://www.abril.com.br/noticias/comportamento/aqueca-seu-pe-pegada-grande-urso-1126263.shtml

Site do Yahoo Notícia: http://br.noticias.yahoo.com/s/24062010/25/entretenimento-aqueca-pe-pegada-grande-urso.html

Site do Netsite: http://201.48.113.22/netsite/noticia/bem_estar/14933/Aqueca_seu_pe_com_a_pegada_grande_do_urso/



Estou aqui para expressar minha indignação com o seguinte fato:

Já faz muito tempo que os calçados Ferracinis eram sinônimos de qualidade, hoje possuo dois pares de sapatos Ferracinis da Linha 24 horas, sendo que os dois modelos adquiridos em datas distintas, em menos de dois meses apresentaram os mesmos defeitos, os descolamentos dos tacões.

Cadê a qualidade dos calçados Ferracini?! Isso por que são sapatos de valores consideráveis se comparado com tantos outros.

Um absurdo… A este fato posso atribuir falhas no processo de produção, onde não houve a asperação (lixamento) dos tacões e sola para a aplicação do adesivo (cola), caso a produção não opte pelo processo de asperação mecânica, deveria haver a asperação química, que é proveniente da aplicação de líquidos químicos, que devem preparar os tacões e solada para o processo de colagem.

Em outro caso, este mais antigo… Tive outro modelo, que após algum tempo de não uso o solado de PU, literalmente desmanchou-se, pois quando voltei a utilizá-lo o mesmo se desfez por esfarelamento, ou seja, o solado virou pó literalmente.

Como podem analisar, a questão de qualidade destes calçados são altamente questionados, para não ser mais radical e destacar a falta dela.

 

Pesquisando na internet achei um site de reclamações, que existem dezenas de reclamações de problemas como estes e muito outros mais. Acesse e veja: http://www.reclameaqui.com.br/busca/?cx=008144464031947637647%3A7airzwxfigw&cof=FORID%3A10&ie=UTF-8&q=Ferracini&id=&BuscaTipo=E&BuscaTipo=G&x=79&y=19#964

 



Parece que a história original da Cinderela, não continha Sapatinhos  e muito menos de Cristais, mas sim Chinelinhos de pele de esquilo.

Isso deve-se provavelmente há um erro na tradução da história original, que por conseqüência deste erro originou uma adaptação:

Segundo especialistas, a história original em francês os chinelinhos da Cinderela eram feitos de “vair” (a pele de um esquilo cinza). Um tradutor supostamente confundiu a palavra “vair” com “verre” (vidro), isto teria feito com que a Cinderela passasse a utilizar Chinelinhos de Vidro. Logo no intuito de glamurizar a história foram adaptados para Sapatinhos de Vidro, que viraram Cristais na estória traduzida para o português.

Com base nisto podemos dizer que na Estória da Cinderela a seus Sapatinhos de Cristais, é na verdade a Estória da Cinderela e suas Pantufas.

Vale ressaltar que trata-se de um estória com príncipe, castelo e magia, logo pode-se relacioná-la com o período da Idade Média, ou início da Idade Moderna, período este que era muito comum a utilização dos mules, um calçado com origem atribuída ao Marrocos, embora haja registros da utilização na Grécia durante o período Helenístico (período este que compreendido entre a morte de Alexandre III (O Grande) da Mesopotâmia em 323 a.C. a anexação da península grega e ilhas por Roma em 147 a.C.), pelas mulheres no interior dos lares.

Em muitos momentos ao longo da história os mules sofreram variações entre peles, tecidos, couros e houve ainda a inclusão e a exclusão dos saltos, e os mesmo foram utilizados por nobres e plebeus em diferentes ocasiões.



No início da década de 1960, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico conhecida pela sigla OCDE, reuniu em Madri na Espanha, uma comissão de estudo para criar um sistema único de medidas para calçados com abrangência mundial, a fim de substituir os diversos sistemas e as mais diversas interpretações destes sistemas nos mais diversos países. Esta comissão de estudos foi formada por diversos centros tecnológicos europeus, além dos técnicos europeus também participaram técnicos canadenses e sul-africanos.

Este estudo acabou por originar 30 anos após a norma Internacional ISO 9407:1991, que normatiza a numeração dos calçados criando o Sistema Mondopoint. Este sistema é adotado por alguns organismos internacionais como OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, por vezes chamada Aliança Atlântica, é uma organização internacional de colaboração militar estabelecida em 1949 em suporte do Tratado do Atlântico Norte assinado em Washington a 4 de Abril de 1949).

Obviamente a adoção, ou a utilização deste sistema de medida por todos, ou pelo menos, por boa parte dos países não é algo muito fácil, pois isso implicaria na adoção de novos conceitos a profissionais com muita experiências, o que acarreta certa dose de resistência.

O objetivo do Sistema Mondopoint é a criação de um padrão de numeração dos calçados a ser adotada mundialmente, em virtude disto a eliminação de vários sistemas de medidas e suas interpretações eliminando assim, problemas técnicos e comerciais existentes no mercado calçadista.

A unidade de medida do Sistema Mondopoint é o milímetro, sendo que na questão comprimento do Mondopoint, também pode ser aplicado um código como meio de complementar a informação. A progressão, que é o intervalo entre uma e outra numeração, no Sistema Mondopoint são de 5mm e de 7,5mm.

  • A progressão de 5mm no comprimento deve ser aplicada em fôrmas que tenham um maior nível de precisão no calce;
  • A progressão de 7,5mm no comprimento pode ser aplicada em fôrmas que exijam menos precisão de calce.

Em relação à progressão de 7,5mm, como o sistema expressa uma numeração cheia, o mesmo é arredondado para menos a cada 2 números.

Na questão do perímetro (largura circular metatarso e falangina, correspondente a parte mais larga, ou a circunferência desta região), o Sistema Mondopoint utiliza 3 opções de tamanho, que detém a proporcionalidade em relação ao comprimento, logo as fôrmas, ou calçados podem ser identificados com o percentual do perímetro em relação ao comprimento do número em questão, sendo que estes percentuais podem ser: 90%, 95% e 100%.



Quando tratamos do perímetro dos calçados, referimo-nos a região do metatarso-falangina, correspondente a parte mais larga, ou a circunferência desta região, sejam nos pés, fôrmas, ou calçados.

A progressão que é a unidade constante que diferencia a numeração dos calçados entre os seus tamanhos é de ¼ de 2 Pontos Franceses (vale lembrar que um ponto francês 2/3 de 20mm, sendo igual a: 6,66mm), por tanto, o fator de progressão do perímetro é de 5mm.  

Teoricamente uma determinada numeração de calçado deveria ter variações de larguras, como por exemplo, 36/4, 36/5, 36/6, ou seja, um mesmo número de calçado 36 deveria ter opções de larguras, o que na prática dificilmente acontece aqui no Brasil, salvo pouquíssimas empresas de disponibilizam duas ou três variações no máximo, ou empresas que destinam parte de sua produção para países europeus e Estados Unidos, onde está pratica é comum. Aqui podemos concluir que a cada número de calçados há uma progressão, ou seja, a diferença em relação à largura de um número para outro é de 5mm, esta situação é evidenciada pelo fato de que, não existe qualquer marcação no perímetro das fôrmas brasileiras, as quais possuem registros apenas do número referente ao comprimento (33, 34, 35, 36…).

A exemplo do que acontece com os comprimentos dos Pontos Franceses, o perímetro destes pontos também têm diferentes interpretações em diversos países, como por exemplo:

Brasil =35/8, Itália=36/7 e França=37/6.

  • Interpretação Francesa do Ponto Francês Sobre o Perímetro: O sistema utilizado pelos franceses tem variações de 8 larguras referenciais representadas pelos números de 1 a 8, embora nem todas as variações sejam aplicadas, logo a numeração francesa expressa não só o comprimento, mas também a largura, onde eles podem ser apresentados da seguinte forma:

37/6 onde:

  •  
    •   37 – Refere-se ao comprimento;
    • 6 – Refere-se à largura.

Para determinar o cálculo em milímetros aplica-se a fórmula:

Perímetro = (Número da Fôrma + Largura Referencial) X 5

Ex.: Perímetro do Nº 37/6 = (37 + 6) X 5 = 215mm

 

  • Interpretação Italiana do Ponto Francês Sobre o Perímetro: O sistema utilizado pelos italianos é muito semelhante ao francês, no entanto não devemos esquecer que o a interpretação do Ponto Francês na Itália é adotado apenas 1 Ponto Francês de margem de calce, diferente da interpretação francesa que utiliza 2 Pontos Franceses de margem para o calce. A exemplo da França a Itália também tem variações de 8 larguras referenciais representadas pelos números de 1 a 8, embora nem todas as variações sejam aplicadas, logo a numeração italiana expressa não só o comprimento, mas também a largura, onde eles podem ser apresentados da seguinte forma:

36/7 onde:

  •  
    • 36 – Refere-se ao comprimento;
    • 7 – Refere-se à largura.

Para determinar o cálculo em milímetros aplica-se a fórmula:

Perímetro = (Número da Fôrma + 1 + Largura Referencial) X 5

Ex.: Perímetro do Nº 36/7 = (36 + 1 + 6) X 5 = 215mm

Observação: Utilizamos o “6” como “Largura Referencial”, e não o “7”, pois estamos levando em consideração o exemplo da interpretação francesa. Caso a intenção não fosse fazer um comparativo e sim saber apenas o tamanho métrico do perímetro utilizaríamos a seguinte operação: Ex.: Perímetro do Nº 36/7 = (36 + 7) X 5 = 215mm.

  

  • Interpretação Brasileira do Ponto Francês Sobre o Perímetro: O sistema utilizado pelo Brasil é muito semelhante ao francês, no entanto não devemos esquecer que o a interpretação do Ponto Francês no Brasil não é adotada margem de calce, diferente da interpretação francesa que utiliza 2 Pontos Franceses de margem para o calce, logo devemos acrescentar 2 Pontos Franceses, para igualar ao sistema original francês. A exemplo da França o Brasil também tem variações de 8 larguras referenciais representadas pelos números de 1 a 8, embora como mencionado no início deste artigo, no Brasil esta regra de via não é aplicada, exceto por pouquíssimas empresas que disponibilizam dois, ou três e por empresas que destinam calçados destinados à exportação, logo a numeração brasileira expressa somente o comprimento e é apresentada da seguinte forma:

35

  •  
    • 35 – Refere-se ao comprimento.

 Para determinar o cálculo em milímetros aplica-se a fórmula:

Perímetro = (Número da Fôrma + 1 + Largura Referencial) X 5

Ex.: Perímetro do Nº 35/8 = (35+ 2 + 6) X 5 = 215mm

Observação: Utilizamos o “6” como “Largura Referencial”, e não o “8”, pois estamos levando em consideração o exemplo da interpretação francesa. Caso a intenção não fosse fazer um comparativo e sim saber apenas o tamanho métrico do perímetro utilizaríamos a seguinte operação: Ex.: Perímetro do Nº 36/7 = ( 35 + 8 ) X 5 = 215mm.



Estou aqui no dia de hoje 01/06/10, onde apuramos que no mês de Maio superamos as 15.000 visitas, logo gostaria de agradecer a todos que de uma forma, ou outra acabaram por tornar isso possível, sendo que também no início do mês de Maio superamos as marca de 100.000 visitas.

Muito Obrigado a Todos!

Abraço,
Fábio Marcelo Espíndula.