Matéria publicada no Informativo Mensal do SENAIsc em novembro de 2009 Nº 115, sobre a criação deste Blog.
Link para o informativo: http://www2.fiescnet.com.br/web/recursos/VUVSR01Ea3dNQT09
Matéria publicada no Informativo Mensal do SENAIsc em novembro de 2009 Nº 115, sobre a criação deste Blog.
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Entrevista concedida à Renata Uliana da Folha Universal, que ajudou a compor a matéria “Com o pé no inverno” publicada no site, sobre tendências em calçados para o inverno 2010.
Endereço: http://folha.arcauniversal.com.br/integra.jsp?codcanal=9987&cod=149397&edicao=944
Quem nunca se perguntou… De onde vem a numeração do meu calçado?
Por exemplo: “Calço 42”! Mas 42 o que?
Esse número 42, não corresponde a centímetros, não corresponde a polegadas, não corresponde a milímetros e etc…
Então corresponde a que?!
A resposta é: 42 Pontos Franceses. Isso mesmo pontos franceses.
Obs.: Para conhecer a história da numeração dos calçados você pode acessar o artigo: http://fabiomarcelo.com/blog/?p=504
Primeiramente, um sistema de medidas serve para mensurar e padronizar os tamanhos dos calçados, fôrmas, solas e outros componentes utilizados na confecção dos calçados. Porém vale ressaltar, que existem vários sistemas de numeração para calçados, onde diversos países criaram os seus, ou adaptaram as suas técnicas, em próximos artigos vou procurar detalhar os mais comumente utilizados.
Na sua criação original o Ponto Francês tinha a medida de 10 milímetros, ou 1 centímetro. Durante sua utilização e com o passar do tempo notou-se, que a progressão de um número para outro mostrou-se muito ampla, pois havia casos onde, por exemplo, um calçado 35 poderia ser apertado e um calçado 36 poderia ser folgado, principalmente nos calçados femininos.
Em virtude deste fato percebido pelos sapateiros de Paris, eles acabaram por constituir mudanças básicas neste sistema numérico, onde o fator de progressão que antes era de 10 milímetros, acabaria por ser de 6,66 milímetros, pois instituíram que: A medida de um Ponto Francês passaria a ser de 1/3 de dois Pontos Franceses, ou seja: 1/3 de 20mm = 6,66mm, embora eu pessoalmente prefira fazer a seguinte adaptação 2/3 de 10mm = 6,66mm.
Logo após a implementação dessas mudanças houve uma melhora significativa no conforto dos calçados, principalmente os femininos, onde a progressão de número passou a ter uma menor diferença, amenizando assim o desconforto durante o período de adaptação na troca de tamanho dos calçados pelo crescimento dos pés.
Embora as adaptações terem sido feitas pelos sapateiros de Paris, o sistema continuou conhecido como Ponto Francês e passou a ser utilizado pela maioria dos países europeus e por suas colônias da América Latina e África.
Na verdade o Ponto Francês tem a mesma medida em todos os países que o utilizem, porém existem interpretações ou adaptações na sua aplicação, ante de passarmos para um detalhamento maior vamos deixar bem claro que:
Logo o fator de progressão entre um número e outro do calçado é de 6,66mm = 1 Ponto Francês.
Como mencionado acima, existe interpretações, ou adaptações no emprego do Ponto Francês, por isso países que utilizam o mesmo Ponto Francês e calçados com o mesmo tamanho têm numerações diferentes como, como por exemplo:
Brasil = 35, Itália = 36 e França = 37.
Amostra da coleção Donattella Veronezzi– 2010.
Modelo:Ankle bBoot Tubarão
Material: Cabedal em blue jeans e couro flur zebra , enfeite metálico tribal, salto injetado em ABS e encapado, fechamento por ziper.
Coleção Donattella Veronezzi – Outono Inverno – 2010.
Tubarão – o modelo trata-se de uma variação modelo plataforma meia-pata, lançado no final da década de 2000, que difundiu-se e caiu no gosto das mulheres no início da década de 2010, sendo bastante utilizado nos modelos destinados ao inverno, como sacarpim, d’orsey, clog, ankle boot, cut-out bot e as tradicionais botas que não podem faltar no inverno.
As principais características desde modelo são as utilizações das plataformas meias-patas acompanhadas dos saltos, onde possui um bico afunilado não muito alongado com uma ligeira inclinação vertical de baixo para cima deixando este com o aspecto do nariz de um tubarão, onde o material do cabedal se sobrepõe as meias-patas, tendo o seu processo de montagem do cabedal colado diretamente na meia-pata e não na palmilha de montagem, sendo que para facilitar esta montagem do bico, onde anteriormente o cabedal recebe um corte, para a retirada do excesso de material e recebe uma costura para o fechamento deste corte.
O modelo é destinado aos calçados femininos e tem um formato muito e pode compor desde um look casual, até mesmo um look festa, claro que isto vai depender do modelo de calçado aplicado a este estilo “tubarão”.
Amostra da coleção Donattella Veronezzi– 2010.
Modelo:D’orsey Tubarão
Material: Cabedal em couro verniz croco fumaça e vernizes lisos, beges, ferrugens e marrons, forro poá ferrugem e bege, salto ABS pintado com efeito madeira, enfeite metálico dourado e pedra resinada marrom.
Coleção Donattella Veronezzi – Outono Inverno – 2010.
Amostra da coleção Donattella Veronezzi– 2010.
Modelo: Scarpin Tubarão
Material: Cabedal em couro camurça preta/prata e detalhes couro metalizado cromo, forro poa preto e prata e salto ABS cormado.
Coleção Donattella Veronezzi – Outono Inverno – 2010.
Uma amostra da coleção Donattella Veronezzi – Coleção Outono/Inverno 2010.
Uma amostra da coleção Via Scarpa Kids – Coleção 2010.
Uma amostra da coleção Via Scarpa Kids – Coleção 2010.