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Calçados… Uma Paixão Irresistível!

O 1º e maior blog sobre calçados da internet brasileira…

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Archive for July, 2009

Entrevista concedida a repórter Silvia Kröff do jornal Exclusivo e revistas Lançamentos, que ajudou a compor a matéria, sobre tendências em pedraria para Outono /Inverno 2009 e Primavera / Verão 2009-2010.

Observação: Vale lembrar que os modelos exportos na matéria, não são de minha autoria.

Revista destinada às Indústrias Calçadistas.

 http://www.exclusivo.com.br/vp/industria/default.asp?ed=2696 


Matéria publicada na revista Fashion Têxtil Magazine – Outono Inverno 2009, direcionada aos lojistas, lançada na FENIN em Janeiro 2009.

Revista destinada aos Lojistas Vestuário/Calçadista.

 http://fashiontextilmagazine.zip.net/


Tap Shoe – não há um modelo específico para este calçado, uma vez que o calçado é adaptado para receber o acessório que permite a prática do sapateado. Não há um consenso sobre a real origem do sapateado, mas as evidências mais fortes datam de meados do século V. Mais tarde durante a primeira fase da revolução industrial os operários utilizavam-se de tamancos de madeira para evitar a absorção de umidade durante os trabalhos e durante as horas de folga, muitos reuniam-se e disputavam quem de forma mais original conseguia emitir maior número de sons, bem como sons mais altos. Por volta de 1800 o calçado foi adaptado para a dança, onde as moedas que eram utilizadas em seus solados foram substituídas por placas de metálicas (taps), o que aumentou o volume e a qualidade do som.

A principal característica destes modelos são as placas metálicas fixadas nas extremidades dos solados, ou seja, uma na parte trazeira do solado salto/tacão e outra próxima ao bico do solado.

O tap shoe, passa a ter seu emprego com mais vitalidade nas primeiras décadas do século XIX, com o surgimento do sapateado americano. A partir da década de 1930 o sapateado ganhou força e popularidade com os grandes musicais, que contavam com a participação de nomes como Fred Asteire, Gene Kelly, Ginger Rogers e Eleanor Powell.




Geta – modelo também originário do Japão, bastante tradicional que acompanha os japoneses ao longo dos séculos, sendo utilizado ainda nos dias de hoje, também é conhecido pelo nome “ashida”, ou sandálias de chuva, é um modelo muito utilizado por sushimens, para manter seus pés longe do contato com possíveis restos de peixe que possam cair no chão.

A principal característica deste modelo é seu solado retangular plano sobre duas travessas paralelas de madeira chamadas de “há” (dentes), com altura média de 5 cm, o modelo ainda possui tiras em forma de “V”, com o ponto de fixação central, bem no meio do solado, não havendo distinção entre os pés direito e esquerdo. Há casos que o modelo pode conter apenas uma travessa sob o solado e em outros que as tiras cubram os dedos a fim de protegê-los.

A geta é um calçado muito utilizado com trajes típicos japoneses, principalmente em cerimônias de cunho espiritual, além de outras cerimônias tradicionais.




Zôri – modelo originário do Japão que inicialmente era utilizada com quimono, mas hoje é o calçado mais popular no dia-a-dia do japonês. No século XX, inspirou as nossas tradicionais sandálias havaianas, que foi lançada em 8 junho de 1958.

A principal característica deste modelo é seu solado plano e rasteiro feito de palha trançada e suas tiras em forma de “V”, com o ponto de fixação central, bem no meio da sola, não havendo distinção entre pé direito e esquerdo, há situações que o modelo tem seu solado de palha trançada substituído por madeira, também formando uma sola rasteira e plana, é um calçado aberto que deixa o pé totalmente a mostra.

A zôri tradicional possui dois formatos básicos, onde os modelos quadrados são destinados ao público masculino e os modelos com extremidades arredondadas são destinados ao público feminino. Já aqui no Brasil as sandálias havaianas tradicionais, são consideradas um calçado muito popular, unisex e totalmente casual.




Sabot /Tamanco Holandês – modelo é uma espécie de tamanco muito utilizado por camponeses europeus, principalmente na França e Países Baixos, nos séculos XVIII e XIX, nesta época o calçado era proveniente de uma única peça de madeira, ou seja, solado e cabedal eram inteiramente de madeira. Posteriormente o calçado passa a ser considerado muito desconfortável e pouco produtivo, logo, começa a ter seu cabedal confeccionado em couro.

A principal característica deste modelo é de possuir uma espessa cepa de madeira, onde são fixados os cabedais por meio de pregos, tachas, parafusos ou grampeadas, sendo este cabedal uma gáspea totalmente fechada, deixando o calcanhar à mostra.

O sabot ou tamanco holandês tratava-se originalmente de um calçado unisex, mas já algum tempo eles têm sido direcionados ao público feminino, ele é um misto dos modelos: Tamanco com o babuche adicionado um espessa solado de madeira.




Romana – o modelo é mais uma variação das sandálias, surge em paralelo ao modelo gladiador, pois também é originário na Roma Antiga século VII a.C., porém trata-se de um calçado mais sofisticado para o tempo, onde estes modelos eram destidos a quem detinha mais posses e estatus, sendo que nesta época, os calçados definiam as classes sociais. O modelo tratavade de sandálias com amarrações por tiras de couro ou fitas que eram entrelaçadas as pernas.

A principal característica deste modelo é de ser um calçado rasteiro, ou seja, sem salto e geralmente com um baixíssimo tacão para dar a inclinação necessária ao modelo, com solado de couro, couroplac, ou similares, porém é comum encontramos modelos utilizando-se de saltos e plataformas, além é claro de suas tiras, que podem variar sua largura de modelo para modelo deixando boa parte do pé amostra, sendo que estas tiras neste modelo devem passar da altura dos tornozelos, entrelaçando-se entre as penas, podendo chegar quase a altura dos joelhos, sendo estas tiras as responsáveis pela fixação ao solado.

A romana pode uma maior variação do que as gladiadoras, ao que refere-se a formatos de bicos como os: Arredondados, quadrados, afunilados, folhas, entre tantos outros, além das variações de saltos baixo, médio, alto, ou mesmo sem salto, as originárias rasteiras, além é claro de cepas e plataformas.




Gladiador / Rasteirinhas – o modelo trata-se de uma variação das sandálias, originário na Roma Antiga século VII a.C., calçados tradicionais das legiões eram as botas de canos curtos que descobriam os dedos, ou uma espécie de sandálias bastante rústicas de couro pesado e solados grossos, muitas vezes presos com taxas de bronze.

A principal característica deste modelo é de ser um calçado rasteiro, ou seja, sem salto e geralmente com um baixíssimo tacão para dar a inclinação necessária ao modelo, com solado de couro, couroplac, ou similares, além é claro de suas tiras, que podem variar sua largura de modelo para modelo deixando boa parte do pé amostra, sendo que estas tiras não devem passar dos tornozelos, sendo estas tiras as responsáveis pela fixação ao solado, porém esta fixação deve-se dar tanto na parte dianteira quanto na trazeira do calçado.

As gladiadoras vêm ganhando muito espaço nesta década dos anos 2000, devido ao conforto proposto pela falto do salto e por se tratar de um calçado aberto de fácil transpiração, ideal para os dias quentes do verão.




Waders – uma espécie de bota descendente direta das galochas, tendo ampla aplicabilidade em atividades onde exista a presença de água, ou muita umidade como pesca, caça, off – road, jardinagem, embarcações, agricultura, pecuária, além em atividades comerciais ligadas as indústrias químicas e prestação de serviços, como água, esgoto eletricidade e muitas outras atividades.

A principal característica deste modelo é de ser um calçado fechado confeccionado em material impermeável e flexível como borracha vulcanizada, sendo os mais modernos produzidos PVC, neoprene, gore-tex e outros, geralmente forrados com tecidos de algodão. Os modelos que partem dos pés podem atingir três comprimentos: Até a coxa, até a cintura, ou até o peito.

As waders têm bicos arredondados e largos, possuindo pequenos saltos para dar a inclinação ideal aos calçados, possui um solado estilo tratorado.




Side-Gore – Um modelo derivado do loafer, que vem fazendo muito sucesso nas últimas décadas.

A principal característica deste modelo é seu fechamento por meio de elástico nas laterais do calçado, não havendo assim o emprego de fivela, velcro, zíper ou cadarço, tratando-se de um calçado fechado que deixa o pé totalmente coberto.

O side-gore inicialmente tratava-se de um modelo masculino, mas já há algum tempo o modelo sofreu adaptações para atender as necessidades femininas, podendo ter bico fino, redondo ou quadrado, além das variações de saltos baixo, médio ou alto. Como já mencionado devido a sua praticidade e conforto, o modelo vem tendo um grande destaque e dominando o segmento masculino, tendo este modelo uma boa empregabilidade no segmento country.